Foram 32,6 mil cheques devolvidos. Com base no levantamento, os dados do Estado seguem, inclusive, uma maré contrária ao resultado nacional
![]() |
| Foram 32,6 mil cheques devolvidos |
Os
amazonenses se policiaram e derem menos “calote” em 2012 na hora de
emitir cheques. No ranking das unidades federativas que contribuíram
para o resultado, o Amazonas apareceu no penúltimo lugar por apresentar a
segunda menor relação de cheques devolvidos e compensados. Embora com
um número 43,7% superior de ordens de pagamento compensadas de janeiro a
junho de 2012 (1,94 milhão), quando comparado a mesmo período do ano
anterior (1,36 milhão), apenas 32,6 mil cheques foram devolvidos. Os
dados são da empresa Serasa Experian.
Com
base no levantamento, os dados do Estado seguem, inclusive, uma maré
contrária ao resultado nacional, que registrou o recolhimento de 458,17
milhões de cheques e a devolução de uma fatia de 2,07% deste total – em
torno de 9,48 milhões. Em igual mês de 2011, os cheques compensados
totalizaram 508,83 milhões, dos quais 9,84 milhões estavam “sem fundo”,
representando 1,93% do total. De acordo com o indicador, o volume de
devoluções do País neste ano foi o maior para acumulado de seis meses
desde igual período de 2009, quando “retornaram” 2,30% dos cheques.
Avaliação
O
professor de Economia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam),
Renilson Silva, comentou que a relação menor ante 2011 mostra um
“confronto” de informações, especialmente quando o Amazonas tem
acompanhado o aumento da inadimplência no País. Com base nos dados da
Serasa Experian, no primeiro semestre de 2012, a inadimplência
brasileira registrou alta de 19,1%, em comparação a igual período do ano
passado.
De acordo com Silva, a
redução mostra que, embora sob o aumento de mais de 40% da compensação
de cheques, a devolução diminuiu. Ainda assim, ele ponderou que a
surpresa maior é quanto ao aumento de cheques compensados, tendo em
vista que tradicionalmente, apenas os ‘velhos consumidores’ costumam
utilizar o recurso para pagamento das contas. “Essa preferência é
utilizada por consumidores mais tradicionais, os novos consumidores não
usam cheque, preferindo o ‘dinheiro de plástico”.

Nenhum comentário:
Postar um comentário