A proposta deveria ter
sido votada nessa terça-feira (10) pela comissão, mas Molon pediu mais
tempo para analisar as propostas que foram encaminhadas por meio do
portal e-democracia, da Câmara dos Deputados
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| Outra mudança refere-se à atuação do Comitê Gestor da Internet (CGI) sobre a definição da neutralidade de rede, que é a garantia de tratamento igualitário dos dados que trafegam na internet |
A
comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa o projeto de lei
que estabelece o marco civil da internet deverá votar hoje (11) o
substitutivo apresentado pelo relator da matéria, deputado Alessandro
Molon (PT-RJ). Segundo ele, as principais mudanças de redação feitas no
projeto têm como objetivo aumentar a proteção aos usuários.
“Estamos
modificando a redação de alguns artigos, deixando mais clara a proteção
à privacidade do usuário”, explicou Molon. O novo marco civil
estabelece os princípios que devem nortear o uso da rede no Brasil, além
dos direitos dos usuários, das obrigações dos provedores do serviço e
das responsabilidades do Poder Público.
Outra
mudança refere-se à atuação do Comitê Gestor da Internet (CGI) sobre a
definição da neutralidade de rede, que é a garantia de tratamento
igualitário dos dados que trafegam na internet. “O CGI vai continuar a
ser decisivo sobre a definição de neutralidade, sem ser o órgão
regulador. Não propomos em momento nenhum que ele regulasse essa
questão, mas o governo entendeu que, do jeito que estava escrito, o CGI
regulamentaria, que não é o papel dele, de fato”.
A
proposta deveria ter sido votada nessa terça-feira (10) pela comissão,
mas Molon pediu mais tempo para analisar as propostas que foram
encaminhadas por meio do portal e-democracia, da Câmara dos Deputados.
Segundo ele, entre quarta-feira (4) e sexta-feira (6) da semana passada,
o portal recebeu mais de 14 mil visitas, com 109 contribuições ao
projeto.
O diretor do Sindicato
Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal
(Sinditelebrasil), Eduardo Levy, criticou o pouco tempo para a análise
das contribuições da sociedade ao relatório. Segundo ele, isso pode
levar a um engessamento da rede, o que poderá impedir mudanças no
futuro. Para Levy, o risco é ter questões com as quais se possa
concordar no texto e não perceber que daqui a seis meses poderia não ter
concordado, porque não houve análise suficiente a respeito daquilo. Ele
também manifestou preocupação com uma possível restrição à
flexibilidade dos provedores de internet em oferecer planos
diferenciados aos clientes.

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