Filme 3D rodado no Amzonas vai apresentar ao mundo nossa biodiversidade pelos olhos de um macaco prego
![]() |
| O filme conta as aventuras de um macaco prego |
Desde
quando era apenas um roteiro, o filme “Amazônia – Planeta Verde” tinha
tudo para entrar no rol das produções brasileiras mais ambiciosas.
Prestes a entrar na fase de pós-produção, o longa já é cheio de
predicativos: rodado em formato 3D, ele foi vendido para 22 países e é o
filme em produção com o maior orçamento no País – os investimentos
ultrapassam a marca dos 10 milhões de euros.
“É
o trabalho mais difícil que a Gullane já fez, mas as dificuldades são
proporcionais ao tamanho da satisfação que ele nos tem dado”, admitiu
Fabiano, um dos sócios da produtora que leva seu sobrenome e o do irmão,
Caio.
Dirigido pelo francês Thierry
Ragobert, o mesmo de “Planeta Branco”, o docudrama “Planeta Verde” é uma
coprodução França/Brasil (Biloba/Gullane) e levou três anos para ser
filmado.
Presidente Figueiredo, Rio
Negro e Alta Floresta (MT) serviram de locação para o filme, que conta
as aventuras de um macaco prego, único sobrevivente de um acidente aéreo
na Amazônia. Na telona, nada de seres humanos ou diálogos - a natureza e
a interação entre os animais se encarregam do desenvolvimento da
história.
‘Nosso Fitzcarraldo’
Para
financiar um projeto tão vultoso, a Gullane recorreu ao sistema de
audiovisual brasileiro, capitaneado pela Ancine e pelas leis de
incentivo. Aqui no Amazonas, a equipe de mais de 100 pessoas contou com o
apoio da Secretaria de Cultura, do Ibama e das Forças Armadas.
“O
maior desafio foi fazer imagens de uma Amazônia intocada e dos animais
de uma forma muito realista, enfrentando o risco da malária e as
barreiras logísticas. Brincamos que essa experiência foi o nosso
‘Fitzcarraldo’. São histórias que vamos contar por aí”, pontuou Fabiano.
Os
planos das produtoras incluem circular com o longa por festivais no
Brasil e no exterior antes de colocá-lo em cartaz nas salas de cinema. A
previsão é que “Planeta Verde” chegue às telonas, incluindo as de
Manaus, no primeiro semestre de 2014.
‘Maturidade’
Para
Fabiano Gullane, o filme transcende a sala de cinema e toca em um
assunto importante, que é a preservação da biodiversidade. “Fala-se
muito na Amazônia, mas poucos a conheceram de perto, então esse filme
pode ser um convite a essa experiência. Também esperamos que a história
do nosso macaquinho herói consiga despertar carinho e amor pela
floresta”.
O produtor concorda que
essa coprodução coloca o Brasil numa posição importante no cenário
internacional. “Ao mesmo tempo em que revela a maturidade da indústria
de cinema brasileiro, demonstra nossa ousadia em participar de projetos
grandes e complexos”.

Nenhum comentário:
Postar um comentário