Mas a Associação dos Municípios já divulgou que as cidades não têm condições financeiras de arcar com o pagamento do piso mínimo

Governo do Estado negar-se a priorizar a educação(Divulgação)
O piso nacional dos professores, definido por lei, é de R$ 1.567 para 40 horas/aulas e de R$ 783,50 para 20 horas.
Governo do Estado negar-se a priorizar a educação(Divulgação)
No Amazonas, são 527 professores, de nível médio, que ganham R$ 706 para 20 horas. “Não fizemos levantamentos quanto à situação dos professores dos municípios do Estado.
Mas a Associação dos Municípios já divulgou que as cidades não têm condições financeiras de arcar com o pagamento do piso mínimo.
Cobro do Governo o que está previsto em lei e por ser um direito dos trabalhadores”, declarou.
O parlamentar defendeu a proposta do Sindicato e do Movimento de professores para o reajuste de 15% aos educadores, quando apresentou emenda ao Projeto de Lei Orçamentária que destinava recursos para o reajuste salarial e pagamento da Hora de Trabalho Pedagógica (HTP), mas que foi derrubada pela base aliada do Governo. “Mesmo assim, encaminhei Indicação ao governador reforçando a necessidade desse reajuste”.
José Ricardo apoia o movimento dos professores do Estado, que luta por reajuste salarial justo, plano de saúde, auxílio-alimentação, vale-transporte e cumprimento da HTP, dentre outras.
Na manhã da última quarta, os professores estiveram na Assembleia Legislativa do Estado (Aleam) solicitando espaço no plenário para se manifestarem.
Porém, não foram atendidos, sendo convidados a participar de uma reunião entre a comissão dos professores e deputados membros da Comissão de Educação na Casa, o líder do Governo, Sinésio Campos, e o deputado José Ricardo.
Para o deputado, é um absurdo o Governo do Estado negar-se a priorizar a educação. “O Amazonas está entre os piores, no quesito qualidade de ensino.
E isso passa pela valorização do profissional, seja por um salário mais justo ou por plano de saúde, vale-transporte e alimentação”.
ICMS da gasolina, gás e cesta básica
O deputado José Ricardo afirmou nesta quarta que o Governo do Estado cometeu um ato de irresponsabilidade e de falta de planejamento, quando deixou de debater com a sociedade e com o próprio parlamento os efeitos do aumento de ICMS para a gasolina, gás de cozinha e cesta básica.
De acordo com o parlamentar, quando o Projeto do Governo chegou à Assembleia Legislativa, não houve qualquer debate, somente a voz de questionamento dos três deputados de oposição. “A base do Governo aprovou esse Projeto, porque era assim que o governador queria. Um absurdo”.
Ele declarou que não é contra o Governo, mas sim a favor da população, que não merecia sofrer impactos com mais esses reajustes. “Agora, querem transformar o cancelamento desse Projeto, revogando o aumento, em uma grande ação do Estado.
Temos que mudar a prática e realizar debates antes da aprovação de projetos tão importante para a vida das pessoas. Esta Casa é do povo, e não do governador”.
Com Informação da Assessoria
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