De acordo com Sinésio Campos, o objetivo da visita é conhecer o processo de exploração do cloreto
O deputado Sinésio Campos lembrou que a exploração mineral no Amazonas inicia(Divulgação/Assessoria) |
A jazida é a única do Brasil em operação desde
1986 de propriedade da Companhia Vale do Rio Doce, produz em média 560 mil
toneladas do minério por ano e atende apenas 10% da demanda nacional.
A viagem à Sergipe faz parte da programação da
agenda de atividade das Audiências Públicas – Potássio, uma realidade do
Amazonas para o Brasil e do Fórum dos Municípios Mineradores e Exploradores de
Petróleo e Gás.
Os encontros vêem sendo realizados desde março pela Comissão de
Geodiversidade e já percorreu os municípios de Nova Olinda, Autazes, Borba,
Silves e Itapiranga, este último sexta-feira, dia 24. No próximo dia 17 de
junho, a reunião acontecerá em Nhamundá (a 375 quilômetros de Manaus).
Integram a missão os prefeitos de Nova Olinda do
Norte, Joseias Lopes, os vereadores de Itacoatiara, Cheila Moreira (PT) e Air
Neto (PSD), além do secretário de Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos
(Semgrh), Daniel Nava e geólogos do órgão, Miguel Martins e Maria do Carmo
Neves, diretor de Licenciamento Ambiental do Instituto de Proteção Ambiental do
Amazonas (Ipaam), Dulcimar Andrade, coordenador de Planejamento da Secretaria
de Planejamento (Seplan), Luis Almir, e o engenheiro ambiental do Instituto de
desenvolvimento do Amazonas (Idam), Pedro Benício.
De acordo com Sinésio Campos, o objetivo da visita
é conhecer o processo de exploração do cloreto de potássio em uma profundidade
de 650 metros e, principalmente, o modelo de planta elaborada pelos órgãos
ambientais de Sergipe para a autorização da licença de exploração do mineral
componente do NPK (nitrogênio, potássio e fósforo).
O fertilizante é utilizado
na correção do pH do solo na agricultura e pecuária, o qual o Brasil importa
92% do Canadá, Rússia e Biolorússia.
O deputado informou que, a partir de agora, os
representantes dos órgãos ambientais do Amazonas, como o Ipaam e o Idam,
começam a trabalhar uma proposta de licenciamento para o projeto de exploração
do potássio no Amazonas, mais especificamente no município de Autazes.
“A
visita é de grande importância para todo o povo do Amazonas. As questões
ambientais estão sendo analisadas com muito cuidado e a orientação do
governador Omar Aziz é esclarecer todas as etapas do processo de exploração do
mineral”, disse.
Estratégia - O secretário geral do Ministério da
Integração Nacional (MIN), Sérgio Duarte, afirmou que a exploração mineral no
Amazonas faz parte de um plano estratégico do Governo Federal para o
desenvolvimento social e econômico dos municípios.
A declaração foi feita
sexta-feira, 24, durante a 5ª Audiência Pública – Potássio, uma realidade do
Amazonas para o Brasil, promovida pela Comissão de Mineração, no município de
Itapiranga (à 360 quilômetros).
De acordo com Duarte, o Amazonas tem grande potencial
mineral e a orientação da presidenta Dilma Housseff e do ministro do MIN,
Fernando Pimental, é de garantir todo o apoio ao processo de exploração do
potássio na região do rio Madeira, principalmente no município de Autazes.
“A
exploração mineral faz parte da pauta de discussão em Brasília. A minha vinda
ao Amazonas, especialmente a Itapiranga, é para dizer que o projeto Potássio
terá todo o apoio do Governo Federal”, disse o secretário.
As declarações de Sérgio Duarte foram reforçadas
pelo superintendente de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), Djalma Mello, que
também esteve presente na Audiência Pública.
“O projeto Potássio é política e
socialmente correto, porque vai gerar o desenvolvimento das cidades amazonenses
e, conseqüentemente ao povo do Amazonas.
E a Sudam vai garantir todo o apoio
necessário para que a exploração mineral seja alavancada e o nosso Estado se
transforme em referência para o Brasil”, garantiu.
O deputado Sinésio Campos lembrou que a exploração
mineral no Amazonas inicia uma nova fase e avança para o processo de discussão
do licenciamento ambiental.
Nesta segunda-feira, 27, o parlamentar e líder do
governo na Assembleia Legislativa, visita pela quarta vez a mina de potássio
Taquari-Vassouras, em Aracajú (SE), acompanhado dos prefeitos de Nova Olinda do
Norte, Autazes, Itapiranga, Borba, Itacoatiara, Silves e Nhamundá, que formam o
Fórum dos Municípios Mineradores (FMM).
Para o prefeito de Autazes, Wanderlan Sampaio, a
expectativa do início da atividade de exploração do cloreto de potássio no
município é muito grande, principalmente depois que a empresa Potássio do
Brasil anunciou um investimento de U$ 2 bilhões nos próximos quatro anos na
cidade.
“Em um ano foram investidos mais de R$ 11 milhões no trabalho de
pesquisa. E com o apoio do Governo do Amazonas estamos garantindo a capacitação
da população por meio de cursos do Cetam”, informou.
Antônio Lopes
Nenhum comentário:
Postar um comentário