Ao mesmo tempo, o parlamentar descarregou sua frustração no líder do governo na Câmara
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Ressaltando que a ZFM é um paraíso fiscal para quem arrecada(Foto: Acrítica.uol) |
Ao mesmo tempo, o
parlamentar descarregou sua frustração no líder do governo na Câmara, Arlindo
Chinaglia (PT-SP) e no deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP), por ter apresentado de forma inexplicável e
estranha uma emenda ao texto que prorroga os incentivos fiscais da ZFM para até
2073, solicitando a prorrogação da Lei de Informática para São Paulo por mais
dez anos.“Isso não fazia parte do acordo inicial estabelecido entre os partidos
para votação, o que inviabilizou a votação”, disse.
Por outro lado,
Marcelo Ramos afirma que inviabilizou a votação da matéria o “descompromisso”
para com o acordo firmado com o governo da presidente Dilma Rousseff que tem
uma maioria esmagadora no Congresso Nacional. “Maioria que quando diz respeito
a interesses estritamente do governo não se constrange em atropelar a minoria e
votar qualquer questão de seu interesse, mas que agiu covardemente com relação
à ZFM”, frisou, ressaltando a importância dessa votação como algo importante e
estratégico para o desenvolvimento dessa região.
Marcelo Ramos
destacou apresentação feita, recentemente, no plenário da Assembleia, pelo
superintendente da Suframa, Thomaz Nogueira, ao mostrar que o Amazonas
contribui com recursos federais muito mais do que recebe de recursos do Governo
Federal. “O Amazonas arrecada de recursos federais quase R$ 9 bilhões que
totalizam 56% de tudo o que é arrecadado pelos estados da região Norte,
enquanto isso recebe apenas R$ 2 bilhões de repasses voluntários da União”,
informou, ressaltando que a ZFM é um paraíso fiscal para quem arrecada, ou
seja, o Governo Federal que tem um saldo de quase R$ 7 bilhões.
Na opinião de
Marcelo Ramos, São Paulo está querendo um tratamento igualitário entre a
Lei da Prorrogação da ZFM e a Prorrogação da Lei de Informática. Ele
até acredita que seria razoável se igualitária fossem as economias do Amazonas
e de São Paulo. “Estamos falando de um Estado que tem um PIB de R$195 bilhões
com um de R$ 20 bilhões, ou seja, São Paulo tem um PIB dez vezes maior que o
Amazonas e quer exigir tratamento isonômico no que diz respeito à política de
incentivos fiscal.
Com Informação da Assessoria

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