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sexta-feira, 23 de março de 2012

Governo Federal inscreve projetos inovadores em tecnologias verdes de todo o Brasil

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do MCTI, está recebendo inscrições até o dia 5 de abril para o Venture Fórum Brasil Sustentável que acontece em paralelamente à RIO+20

Rivero (à esq.) durante uma das suas aulas práticas: difundindo os conceitos da bioconstrução para todos
Bioconstrução é um projeto sustentável que apresenta benefícios ambientais (Reprodução)

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), está recebendo inscrições até o dia 5 de abril para o Venture Fórum Brasil Sustentável.  O evento será promovido no dia 15 de junho, no prédio da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.
O fórum pretende apresentar projetos inovadores em tecnologias verdes e em componentes sociais, econômicos e ambientais a potenciais investidores em empresas tecnológicas nascentes.
O analista da área de investimentos da Finep, Eduardo Lopes, coordenador do evento, disse que o trabalho de apoio ao empreendedorismo vem ocorrendo há cerca de dez anos, por meio de parceria da Finep com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
O objetivo é “prospectar e selecionar empresas que sejam inovadoras e que, ao mesmo tempo, tenham potencial de rentabilidade extraordinária, porque esse tipo de empresa costuma interessar aos investidores do chamado venture capit (capital de risco)”, explicou.
Até 40 empresas serão aprovadas em uma primeira etapa para o fórum, mas apenas entre dez e 15 deverão ser selecionadas, disse Lopes.  Durante um mês e meio, técnicos da Finep trabalharão, junto com essas empresas, os seus planos de negócios, propostas de valor, características de mercado, entre outras estratégias. 
“Ao final desse período, a gente reúne investidores da nossa rede de contatos e essas empresas então se apresentam, depois de terem trabalhado esse conteúdo com a Finep.”
Em relação à Rio+20, o analista revelou que a Finep percebeu que muitos dos projetos inovadores estão relacionados à questão da sustentabilidade, como o uso de recursos naturais. 
“A gente quer juntar, nesse evento, empresas com características de inovação, sustentabilidade e crescimento. Elas têm que ter ênfase em desenvolvimento de tecnologias verdes, ou ter esse destaque nos componentes da sustentabilidade, que são, além do econômico, o social e o ambiental”.  Lopes acrescentou que a meta da Finep é mostrar que sustentabilidade “pode dar dinheiro”.
No dia 15 de junho, os projetos vencedores serão apresentados aos potenciais investidores.  “A gente quer passar a mensagem de que inovação e sustentabilidade são atividades que têm grande potencial de retorno, de lucro”, reiterou.  Desde 2001, a Finep ofereceu orientação estratégica a mais de 340 empresas inovadoras, das quais 20% receberam investimentos.

ACRITICA.COM

segunda-feira, 19 de março de 2012

Remédios ficarão até 5,85% mais caros

Remédios ficarão até 5,85% mais caros em todo o País a partir do próximo dia 31, conforme autorizou nesta segunda (19) a CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) - órgão formado por vários ministérios e responsável por estabelecer critérios para a definição e ajuste de preços do setor.
De acordo com a medida, já publicada no Diário Oficial da União, o aumento terá como referência o preço do fabricante praticado em 31 de março de 2011.

Para chegar ao porcentual, o órgão regulador leva em consideração a variação dos preços acumulada dos últimos 12 meses medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), apurado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Os fabricantes poderão aumentar os preços de três faixas de medicamento. Como a concorrência do mercado de genéricos é maior, o governo permitiu que o reajuste fosse mais alto para esses produtos.

O grupo de remédios com maior participação de genéricos (1), ao quais esses produtos representam 20% ou mais do faturamento, podem ficar até 5,85% mais caros. Já para os medicamentos do grupo intermediário (2), que possui faturamento entre 15% e 20%, poderão subir até 2,8%.

Redução

A medida também estabelece redução de preços em alguns medicamentos. É o caso da categoria de remédicos com a menor participação de remédios genéricos (3), ou seja, com faturamento abaixo de 15%.

Os fabricantes desses medicamentos deverão reduzir os preços em 0,25%, "pois não tem havido repasse da produtividade nestas classes", afirma a medida.

Entre os remédios da primeira faixa estão os voltados para tratamentos de úlceras. No segundo grupo estão inseridos os antifúngicos dermatológicos, e antiinfecciosos. Entre os da faixa três estão antiespasmódicos.

O fabricante que aumentar os preços acima do teto de 5,85% estará sujeito a multa


Agência Brasil
Foto: Divulgação