O município de Rio Preto da Eva comemora produção de 200 toneladas do fruto entre 2012 até a primeira quinzena de janeiro de 2013
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O fruto é colhido, lavado e levado imediatamente para a cidade (Seplan/Am)
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Manaus - O município de Rio Preto da Eva,
interligado a capital pela rodovia AM-010 e integrante da Região Metropolitana
de Manaus, conhecido também como a terra da laranja, devido à grande produção
do cítrico e por isso, realiza anualmente a Festa da Laranja”, que se tornar
também ruim grande produtor de melancia e concorrer com o município de Manicoré
à condição de grande produtor da fruta.
Por enquanto, essa hegemonia pertence a
Manicoré, mas os produtores e autoridades ligadas ao setor no Rio Preto,
começam a trabalhar para se tornar um grande rival na produção da saborosa
fruta.
A “terra da laranja” está a poucos passos de
se tornar um dos maiores produtores de melancia do Amazonas.
O município de Rio Preto da Eva comemora
produção de 200 toneladas do fruto entre 2012 até a primeira quinzena de
janeiro de 2013.
Para este ano, a meta é audaciosa.
Segundo o presidente da Associação dos
Assentados do Iporá, Francisco de Assis de Oliveira Moraes, a meta é atingir a
marca de 3.000 toneladas.
As plantações estão localizadas em terrenos
do Iporá e o projeto foi desenvolvido em parceria com a Associação e o
Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
Além da melancia –que tem o tempo entre o
plantio e a colheita de 60 dias-, o programa envolve também a plantação de
abóbora e mandioca.
Produção local
De acordo com o subsecretário de produção do
município, José Pedro Santos Souza, o objetivo é abastecer a capital
amazonense, eliminando a dependência de Manaus em relação a Roraima.
“O fruto é colhido, lavado e levado
imediatamente para a cidade.
Não tem como comparar a qualidade entre uma
melancia que viaja uma hora e outra que passa mais de oito horas na estrada”,
argumenta.
O agricultor e piscicultor Osvany Torres dos
Santos é proprietário da Casa de Farinha onde os produtores armazenam e tratam
as melancias antes de transportá-las para Manaus. “Deixei de fabricar farinha
para priorizar o plantio das frutas”, comenta.
O presidente da FAEA (Federação de
Agricultura e Pecuária do Amazonas) Muni Lourenço Junior, aposta na iniciativa
dos produtores do Iporá, afinal é a primeira vez que a comunidade obtém tanto
sucesso.
“Esta é a meta que todo trabalhador rural
almeja: plantar e comercializar os produtos que plantou e garantir bons
lucros”, diz o representante.
Entrevista
Jornal do Commercio: Na prática, como o
projeto funciona?
Francisco de Assis Vieira de Arruda: A
Associação elegeu 25 famílias entre os 120 associados para o experimento na
plantação de melancias desde o ano passado, que são divididos em cinco grupos
de cinco produtores.
Na época de colheita do grupo um, por
exemplo, os outros quatro grupos colaboram para agilizar o processo.
Na colheita seguinte, todos também são
envolvidos.
Como são divididos os lucros?
A Associação conseguiu a autorização de um
financiamento com o Banco da Amazônia, 50% do total é distribuído em parcelas
iguais entre os agricultores e os outros 50% são pagos ao Basa para abater na
dívida.
Como os frutos chegam a Manaus?
Assis: A Secretária Municipal de Produção
conta com quatro caminhões. No entanto, dois deles estão parados por falta de
manutenção.
Eles são transportados em dois caminhões,
sendo um da prefeitura e outro cedido pelo Incra.Dependendo da colheita, o
número de viagens pode ser superior a três.
Enquanto o caminhão do Incra transporta
aproximadamente 950 melancias e o da secretaria transporta até 2.000.
Qual o próximo passo?
Atualmente temos 50 hectares prontos para
plantar com revezamento entre os três frutos (melancia, abóbora e mandioca).
O objetivo é ampliar para 100 hectares,
possibilitando a participação de novos associados.
Perfil do Produtor
José de Souza, conhecido como “Maranhão” vive
da agricultura há quinze anos. Atualmente, o terreno onde vive tem 5 hectares de
melancia plantados.
Somente na última terça-feira (15) o produtor
colheu 3 mil frutos.
Típico exemplo de agricultor familiar,
“Maranhão” divide com a família as obrigações com os cinco filhos, o genro e a
esposa.
“Os meninos ajudam quando não estão estudando
e a mulher vai para Manaus vender”, explica. Além da melancia, ele também
planta pimenta-doce, mandioca e banana pacovã.
Curiosidades
90 dias – tempo entre o plantio e a colheita
da melancia
120 dias – tempo entre o plantio e a colheita
da abóbora
1 ano e 6 meses –tempo entre o plantio e a
colheita da mandioca
Amazonianarede – Redação - Jornal do Commercio