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sexta-feira, 20 de março de 2015

Senadora Sandra Braga apela à ministra do Meio Ambiente em favor de famílias rurais da região do Matupi

A senadora faz questão de destacar que não apenas compreende


A senadora Sandra Braga reuniu-se na manhã desta quinta-feira (19/03) com a ministra (Foto:Vagner Carvalho)

A senadora Sandra Braga reuniu-se na manhã desta quinta-feira (19/03) com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas (FAEA), Muni Lourenço Silva Júnior, em busca de uma solução negociada para cerca de cem famílias rurais que ocupam glebas numa área em que o governo federal estuda a instalação de Unidades de Conservação.

Nestas glebas onde hoje vivem estas famílias, mais de 150 projetos de manejo florestal sustentável foram autorizados pelo órgão ambiental estadual – o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas. A senadora e o presidente da FAEA explicaram à ministra que, se for criada uma Reserva Biológica (ReBio) nesta área do município de Manicoré, grande parte da atividade primária da região de Apuí e do distrito de Santo Antônio do Matupi será inviabilizada, causando graves problemas sociais e econômicos.  

Além de atividades florestais sustentáveis, as famílias rurais também se dedicam à agricultura familiar e à pecuária, sempre em convivência harmoniosa com a floresta. A proposta de consenso entre os pequenos agricultores, o governo estadual e a bancada do Amazonas é que se encontre uma alternativa que concilie conservação e desenvolvimento sustentável, assegurando a presença das famílias ali instaladas.

Foi a senadora quem apresentou o argumento que mais sensibilizou a ministra: “Houve uma redução de 50% do desmatamento nesta área, desde que as famílias obtiveram o licenciamento para manejar a floresta de forma sustentável”. Ao longo dos oito anos de governo Eduardo Braga, houve um incremento de 157% de áreas protegidas no Amazonas, saltando de sete milhões de hectares em 2002, para 19 milhões de hectares em 2010.
A discussão desta questão encontra amparo no Senado Federal, que hoje debate o projeto de lei que institui o marco legal da biodiversidade. A proposta simplifica regras para pesquisa com plantas e animais nativos e regulamenta a repartição de benefícios gerados pelo uso comercial do patrimônio genético e do conhecimento sobre ele desenvolvido por indígenas e comunidades tradicionais.

A senadora faz questão de destacar que não apenas compreende, como defende o posicionamento do Ministério do Meio Ambiente em relação à proteção das florestas. “O governo federal já tem informações de que exploradores ilegais de madeira estão migrando do Pará e ingressando fortemente no Amazonas. Exatamente por isto, precisamos e apoiamos este posicionamento firme do governo federal”, diz a senadora.

Na reunião, Izabella Teixeira revelou que o governo não decidirá nada “a toque de caixa”. Disse que haverá audiências públicas e muita conversa para se construir uma solução. Advertiu, porém, que as famílias estão instaladas em terras da União que o Ministério do Meio Ambiente quer proteger, por se tratar de área de expansão do desmatamento.

“Não vou criar Unidades de Conservação para gerar conflito. Vamos ter que construir uma solução”, afirmou Izabella Teixeira, ao sustentar a disposição do governo para o diálogo. Segundo ela, há dois anos e meio o ministério do Meio Ambiente já vem estudando uma solução para o caso, que inclui o mercado de exploração sustentável da madeira.


Com Informação da Assessoria


quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Almeida intermedeia negociação de produtores de Matupi com Governo do Estado

Pelo menos 250 produtores de Manicoré e da comunidade de Matupi


Não é justo que mais de 250 produtores que estão ali desde 2002 produzindo (Foto: Elcinei)



Atendendo a um pedido do vereador de Manicoré, Anderson Ferreira (PCdoB) e de produtores da comunidade de Matupi, o deputado David Almeida (PSD), esteve na manhã da terça-feira (18) reunido com a secretária do Instituto de Proteção Ambiental (Ipaam), Kamilla Amaral, bem como o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas (Faea), Munir Lourenço, e o diretor de assistência técnica e extensão florestal do Idam, Malvino Salvador.

Pelo menos 250 produtores de Manicoré e da comunidade de Matupi poderão ser prejudicados com uma medida do Governo Federal, o qual demarcou a área como de conservação ambiental, bem como uma Lei estadual de 2010, que define a área para criação de Unidade de Conservação. Desta forma, os produtores não tem como escoar suas produções e alguns correm risco de serem desapropriados, caso não haja um acordo com o governo federal.

Como o assunto deve ser uma negociação entre o governo estadual e o federal, o deputado David Almeida se comprometeu em agendar uma reunião com o governador do Estado, José Melo (PROS), onde o presidente da Faea, Munir Lourenço e a secretária Kamilla deverão estar presente, para tentar chegar a um acordo e a uma proposta que possa ajudar os produtores daquela região.

Munir Lourenço lembrou o atrito de 2013 naquela área com os índios tenharins e teme que essa medida do governo prejudique mais de 250 produtores, por isso, é preciso buscar uma negociação. “Não é justo que mais de 250 produtores que estão ali desde 2002 produzindo sejam prejudicados novamente”, disse.

Para o deputado David Almeida, é importante chegar a um diálogo para viabilizar uma solução eficaz tanto para os produtores quanto para o meio ambiente. “Precisamos discutir propostas que possam ajudar os produtores a escoarem suas produções, sem com isso, prejudicar o meio ambiente. Por isso, é importante essa reunião com o governador na presença do presidente da Faea e da secretária do Ipaam”, destacou Almeida.


Com informação da assessoria

Texto e Foto: Assessoria do Deputado


terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Moradores de Apuí fazem cerimônia pelo fim dos conflitos entre brancos e índios

Ato ecumênico aconteceu na praça de alimentação do município; tensão já influencia início das aulas para alunos indígenas

Populações de Apuí e Santo Antônio do Matupi (na foto, em manifestação do dia 25 de dezembro), pediram paz, mas também a punição devida aos envolvidos nos desaparecimentos (Reprodução/Internet)



Um grande culto ecumênico foi realizado neste domingo (5) em Apuí (a 455 quilômetros de Manaus) pedindo paz e uma solução para o caso do desaparecimento de três homens na reserva indígena Tenharim-Marmelos, próxima à cidade, e que vem se desenrolando desde o dia 16 de dezembro.

Cerca de mil pessoas, entre produtores rurais e moradores, participaram do ato, promovido pelo Sindicato Rural do Sul do Amazonas (Sindisul), juntamente com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas (Faea) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), e que contou com o apoio de lideranças religiosas de Apuí e do município vizinho de Santo Antônio do Matupi.
Irisnéia Santos Azevedo, esposa de Stef Pinheiro, um dos desaparecidos, falou por telefone com as pessoas presentes. Ela contou sobre as dificuldades que vem passando desde o desaparecimento do marido e agradeceu o apoio da população.
De acordo com o pároco de Apuí, Raimundo Magalhães, a ação pede o fim dos conflitos, mas também a justiça devida aos envolvidos no desaparecimento dos três homens. “Nós atendemos a uma solicitação dos organizadores do culto e viemos falar pela paz; mas uma paz que também deixasse inquietas as pessoas para clamar por justiça. Uma paz que inquieta as pessoas, mas que não possa ocorrer incitação ao ódio. (...) que não seja, de fato, a justiça esquecida”, afirmou Raimundo.
Abaixo-assinado
              
No mesmo dia, o Sindisul também promoveu a coleta de assinaturas para um abaixo-assinado, pedindo a extinção da cobrança de pedágio na Rodovia Transamazônica, no trecho da reserva Tenharim. A cobrança de pedágio foi alvo dos protestos de moradores de Apuí, Matupi e Humaitá, e está entre as principais razões do conflito que vem ocorrendo na região.  


O presidente do Sindisul, Carlos Koch, disse estar preocupado com a situação, e esclareceu a motivação para o ato. “Nós, produtores rurais, estamos demonstrando com esse movimento pacífico que nós somos humanos e que temos nossos direitos, entre eles o direito à vida e o direito de ir e vir”.
Autoridades de Apuí e Santo Antônio do Matupi também criticaram a situação de tensão, e afirmaram que ela afasta trabalhadores rurais e investidores, afetando a economia dos municípios.
Tensão prejudica as aulas de jovens indígenas
 
Em Humaitá, onde a tensão entre produtores rurais e moradores e os indígenas da reserva Tenharim têm provocado os conflitos mais violentos, a situação de insegurança e a hostilidade da população pode prejudicar o início do ano letivo para crianças e jovens indígenas.

De acordo com Ivanildo Tenharim, representante da etnia que habita a reserva e coordenador de Educação Escolar Indígena de Humaitá, mais de 30 professores que atuam nas escolas indígenas do município terão de passar por um curso de capacitação na cidade antes do início das aulas.
Os últimos acontecimentos, porém, como a destruição de propriedades indígenas em Humaitá e na entrada da reserva Tenharim, colocaram os índios em situação de confinamento, entre eles alunos e professores. “Além da falta de alimentação e de atendimento médico, essa é a questão que mais nos preocupa”, afirma Ivanildo.
Ainda segundo o representante indígena, a situação frustra o longo processo de integração escolar dos habitantes da reserva, lançando uma indefinição preocupante sobre o futuro dessas crianças e jovens.



terça-feira, 9 de abril de 2013

Rio Preto quer dividir com Manicoré a hegemonia na produção de melancia


O município de Rio Preto da Eva comemora produção de 200 toneladas do fruto entre 2012 até a primeira quinzena de janeiro de 2013


O fruto é colhido, lavado e levado imediatamente para a cidade (Seplan/Am)


Manaus - O município de Rio Preto da Eva, interligado a capital pela rodovia AM-010 e integrante da Região Metropolitana de Manaus, conhecido também como a terra da laranja, devido à grande produção do cítrico e por isso, realiza anualmente a Festa da Laranja”, que se tornar também ruim grande produtor de melancia e concorrer com o município de Manicoré à condição de grande produtor da fruta.

Por enquanto, essa hegemonia pertence a Manicoré, mas os produtores e autoridades ligadas ao setor no Rio Preto, começam a trabalhar para se tornar um grande rival na produção da saborosa fruta.

A “terra da laranja” está a poucos passos de se tornar um dos maiores produtores de melancia do Amazonas.

O município de Rio Preto da Eva comemora produção de 200 toneladas do fruto entre 2012 até a primeira quinzena de janeiro de 2013.

Para este ano, a meta é audaciosa.

Segundo o presidente da Associação dos Assentados do Iporá, Francisco de Assis de Oliveira Moraes, a meta é atingir a marca de 3.000 toneladas.

As plantações estão localizadas em terrenos do Iporá e o projeto foi desenvolvido em parceria com a Associação e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Além da melancia –que tem o tempo entre o plantio e a colheita de 60 dias-, o programa envolve também a plantação de abóbora e mandioca.

Produção local

De acordo com o subsecretário de produção do município, José Pedro Santos Souza, o objetivo é abastecer a capital amazonense, eliminando a dependência de Manaus em relação a Roraima.

“O fruto é colhido, lavado e levado imediatamente para a cidade.

Não tem como comparar a qualidade entre uma melancia que viaja uma hora e outra que passa mais de oito horas na estrada”, argumenta.

O agricultor e piscicultor Osvany Torres dos Santos é proprietário da Casa de Farinha onde os produtores armazenam e tratam as melancias antes de transportá-las para Manaus. “Deixei de fabricar farinha para priorizar o plantio das frutas”, comenta.

O presidente da FAEA (Federação de Agricultura e Pecuária do Amazonas) Muni Lourenço Junior, aposta na iniciativa dos produtores do Iporá, afinal é a primeira vez que a comunidade obtém tanto sucesso.

“Esta é a meta que todo trabalhador rural almeja: plantar e comercializar os produtos que plantou e garantir bons lucros”, diz o representante.

Entrevista

Jornal do Commercio: Na prática, como o projeto funciona?

Francisco de Assis Vieira de Arruda: A Associação elegeu 25 famílias entre os 120 associados para o experimento na plantação de melancias desde o ano passado, que são divididos em cinco grupos de cinco produtores.

Na época de colheita do grupo um, por exemplo, os outros quatro grupos colaboram para agilizar o processo.

Na colheita seguinte, todos também são envolvidos.

Como são divididos os lucros?

A Associação conseguiu a autorização de um financiamento com o Banco da Amazônia, 50% do total é distribuído em parcelas iguais entre os agricultores e os outros 50% são pagos ao Basa para abater na dívida.

Como os frutos chegam a Manaus?

Assis: A Secretária Municipal de Produção conta com quatro caminhões. No entanto, dois deles estão parados por falta de manutenção.

Eles são transportados em dois caminhões, sendo um da prefeitura e outro cedido pelo Incra.Dependendo da colheita, o número de viagens pode ser superior a três.

Enquanto o caminhão do Incra transporta aproximadamente 950 melancias e o da secretaria transporta até 2.000.

Qual o próximo passo?
Atualmente temos 50 hectares prontos para plantar com revezamento entre os três frutos (melancia, abóbora e mandioca).

O objetivo é ampliar para 100 hectares, possibilitando a participação de novos associados.

Perfil do Produtor

José de Souza, conhecido como “Maranhão” vive da agricultura há quinze anos. Atualmente, o terreno onde vive tem 5 hectares de melancia plantados.

Somente na última terça-feira (15) o produtor colheu 3 mil frutos.

Típico exemplo de agricultor familiar, “Maranhão” divide com a família as obrigações com os cinco filhos, o genro e a esposa.

“Os meninos ajudam quando não estão estudando e a mulher vai para Manaus vender”, explica. Além da melancia, ele também planta pimenta-doce, mandioca e banana pacovã.

Curiosidades

90 dias – tempo entre o plantio e a colheita da melancia
120 dias – tempo entre o plantio e a colheita da abóbora
1 ano e 6 meses –tempo entre o plantio e a colheita da mandioca


Amazonianarede – Redação - Jornal do Commercio