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segunda-feira, 2 de março de 2015

Peixes existentes nos Igarapés, lagos e rios do município de Manicoré

Peixes


Peixe Pirarará (Fotos: Edy Lima)

Peixe Boi ameaçado de instição (Foto: Ibama)


Tambaqui de viveiro

Peixe Surumbim



Tambaqui, Peixe-Boi, (em extinção), Pirapitinga, Pirarucu, Dourado (de Couro), Filhote, Piraiba, Surumbim, Capararí ou pintado, Jatuarana ou Matrichã, Curimatá ou Curimatã, Cuiu-Cuiu, Piramutaba, Pirarára, Boto (Tucuxi e Vermelho), Peixe Lenha, Tucunaré, Acára-Açu, Pescada, Sardinha, Pacú, Branquinha, Cascudinha, Traíra, Acarí, Cará de diversas espécies, Mapará, Jeju, Apapá, Jaraqui, Aruanã, Piranha, (diversas espécies), Caroatá, Piranambú, Peixe cachorro, Bacu, Jacundá, Lírio, Bico de Pato, Mandií, Boca de Chinelo, Capadinho, Réco-Réco, Peixe Agulha, Arari, Aracú listrado e Rabo de Fogo, Landráia.   

Fonte: Histórias do Nosso Chão


Edy Lima DRT-AM 1823

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Cinco peixes-boi retornarão à natureza no interior do AM

Os cinco animais passaram por processo de readaptação à vida silvestre no Centro de Reabilitação de Peixes-Boi Amazônicos de Base Comunitária, que o Instituto mantém na Reserva Amanã.

No interior do Amazonas, ainda são comuns os registros de caça de subsistência do peixe-boi.
No interior do Amazonas, ainda são comuns os registros de caça de subsistência do peixe-boi. (Carolina Oliveira / Instituto Mamirauá)

O Instituto Mamirauá prepara para o dia 11 de agosto a devolução à natureza de cinco peixes-boi amazônicos na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã, na região do município de Maraã, noroeste do Amazonas. Os cinco animais passaram por processo de readaptação à vida silvestre no Centro de Reabilitação de Peixes-Boi Amazônicos de Base Comunitária, que o Instituto mantém na Reserva Amanã. Outros dois animais ainda permanecerão sob os cuidados do Centro.
No interior do Amazonas, ainda são comuns os registros de caça de subsistência do peixe-boi. As fêmeas adultas, maiores que os machos, são alvo dos caçadores. Sem os cuidados maternos, os filhotes de peixe-boi dificilmente sobrevivem na natureza.

Um dos fatores de ameaça aos filhotes órfãos de peixes-boi são as redes de pesca. Ao ficar preso a uma rede, o filhote pode morrer afogado - como são mamíferos, os peixes-boi precisam vir à superfície para respirar, em intervalos de aproximadamente dois minutos.

Os peixes-boi chegaram ao Centro de Reabilitação com apenas alguns dias de vida - dentre os que serão soltos, o mais velho tem quatro anos e o mais novo, dois. Dos cinco peixes-boi que serão soltos, três ficaram presos acidentalmente em redes de pesca e foram entregues à equipe do Centro de Reabilitação pelos próprios pescadores; os outros dois foram apreendidos por agentes ambientais e entregues aos cuidados do Centro.

Segundo Miriam Marmontel, coordenadora do Grupo de Pesquisas em Mamíferos Aquáticos Amazônicos, peixes-boi criados em cativeiro deixam de aprender informações necessárias à vida selvagem. Por isso, os peixes-boi liberados serão monitorados em vida livre, por meio de sinais de rádio emitidos por um aparelho que será adaptado às caudas dos animais.

"Temos que acompanhá-los após a soltura para saber se o nosso trabalho de reabilitação foi bem sucedido. Esses animais certamente são mais vulneráveis à caça do que os que nasceram e foram criados pela mãe, na natureza, pois ela repassa ao filhote informações como rotas de migração, lugares onde se alimentar e como fugir de um pescador. Existe um risco, mas esses animais terão que enfrentá-lo", diz a pesquisadora.

Cuidados especiais

De acordo com Miriam Marmontel, o peixe-boi amazônico (Trichechus inunguis) requer atenção especial da comunidade científica, o que se explica pelo histórico de exploração da espécie. Há registros de caça comercial de peixe-boi desde o século XVII. O auge da procura comercial da espécie ocorreu entre o século XIX e meados do XX, período em que milhares de animais foram mortos por causa da utilização de seu couro para a fabricação de correias e de sua banha para iluminação pública.

Hoje a espécie é considerada vulnerável à extinção. Mais de 100 peixes-boi amazônicos são mantidos em cativeiro, em centros de reabilitação nas regiões metropolitanas de Manaus e Belém, na Reserva Amanã.

O trabalho nos centros de reabilitação de peixe-boi amazônico pode evitar o que já aconteceu a outras espécies de mamíferos aquáticos. Em 2007, o baiji (Lipotes vexillifer), golfinho que habitava o rio Yang-tsé, na China, foi declarado extinto. Devido à caça predatória, em 1768 a vaca marinha (Hydrodamalis gigas) foi declarada extinta, 27 anos após ter sido descoberta.
As atividades do Centro de Reabilitação de Peixe-Boi Amazônico recebem o patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Ambiental.

ACRITICA.COM*

*com informações de assessoria