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segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Tecnologia nos serviços: a transição do manual para o digital

Empresas de Manaus investem em ferramentas tecnológicas para modernizar atendimento e surpreender clientes


(Foto: Arquivo/AC) Restaurante San Culinária Asiática foi o pioneiro em Manaus a apresentar o cardápio digital, substituindo o pape


Em tempos que a tecnologia domina o cenário, as empresas estão buscando melhorar seus processos e sair da era do papel para estar mais ao lado do consumidor para sair na frente, a fim de facilitar a vida do consumidor ou dos colaboradores. A inovação tecnológica está em todos os setores da economia, mas o comércio e serviços tem se destacado por estarem mais próximos das necessidades dos usuários.
Alguns restaurantes de Manaus, tais como o San Culinária Asiática (rua Amapá, Vieiralves) e o Sushi Kai (av. Mário Ipiranga Monteiro, Adrianópolis) já estão adotando o auto-serviço, que funciona como uma espécie de “cardápio digital” em que os clientes podem escolher e registrar seus pedidos através de tablets instalados em cada mesa. O pedido chega direto na cozinha. A conta também pode vir através de um único clique, facilitando assim o atendimento e o trabalho do garçom.
Desde julho, a Golfinho Cooperativa de Táxi trocou a comunicação via rádio pelo aplicativo que monitora a frota e a localização dos taxistas cooperados. A ferramenta veio para agilizar o atendimento ao cliente e o trabalho do próprio profissional.
Em Manaus, as companhias de táxi Tucuxi e Manauara já atendem a chamados através do aplicativo de celular, mas só a Golfinho monitora através da central.
Outro destaque é o serviço SAC 2.0, adotado há um ano pela rede de drogarias Santo Remédio para melhorar a relação com seus clientes. A ferramenta filtra todo tipo de feeback do consumidor através do site e das mídias sociais, a fim de direcionar o atendimento para os setores responsáveis. Seja uma queixa, uma sugestão, uma dúvida ou um elogio, tudo é monitorado através do SAC 2.0, oferecido pela agência de inteligência digital 92dpi.
Este é um diferencial frente à concorrência com o propósito de fidelizar o cliente e melhorar a gestão da empresa, explica Wili Garcez, da Santo Remédio. “Muitas vezes o cliente quer se expressar e não tem como, às vezes ele passa para a gerência e funcionário, mas acaba não chegando na empresa. Este canal digital é como se estivesse falando com o dono. Seja uma queixa ou um elogio, buscamos solucionar os problemas, tem questão de dúvida sobre medicamento que encaminhamos para o nosso Call Center.” A rede possui 52 lojas 1.600 funcionários em Manaus.
“O celular está em todo lugar e perto do alvo da empresa. Isso mostra que a empresa está antenada com novas tecnologias e embarca na inovação para sair na frente. Portanto, melhora sua competitividade”, explica o pesquisador do Instituto de Desenvolvimento Tecnológico (INdT), Fabrício Marinho.
Blog: Sérgio Cavalcante
Gestor do INdT
“A empresa se torna até mais próxima do bolso do consumidor, literalmente. A empresas deve pegar a onda junto. Você não pode ficar no ‘disco de vinil’. E muitas empresa não sabem que tem essa disponibilidade”. As palavras de Sérgio Cavalcante, product owner do INDT traduzem a demanda por modernizar as relações entre empresas, funcionários e clientes. O INDT já desenvolveu soluções semelhantes como para o Easy Taxi Brasil (chamada de táxi por aplicativo de celular) PagSeguro, do UOL (ferramenta para fazer pagamentos on-line), continua aprimorando seus processos para oferecer para demais empresas. Um deles é “cardápio digital”, direcionado a seus colaboradores, que podem escolher e opinar sobre a refeição oferecida pela empresa de alimentação contratada pelo INDT.
“ Inclusive estávamos fazendo a segunda versão para parceiros. Usamos o design thinking para analisar a interação do usuário com o aplicativo. A empresa precisa conhecer ponto de vista de todos seus clientes. A gente desenvolve a ferramenta completa. O cardápio digital funciona da seguinte maneira: a empresa cadastra os pratos do dia e o aplicativo mostra as opções para o funcionário, que pode sugerir ou votar nos pratos que deseja comer na semana, e a cozinha prepara as refeições por estas demandas. O benefício está no custo, redução de desperdício, planejamento e olhar no que o funcionário deseja”.
O ‘case’ foi desenvolvimento dentro do INDT e teve bom feedback dos funcionários. Cavalcante explica que muitas soluções partem da necessidade dos usuários, então os empresários ou gestores procuram os desenvolvedores. Agilidade, tendência, economia de recursos e modernizar. O desenvolvedor Fabrício Marinho ressalta que o INDT tem know-how para esses projetos. “Temos essa veia e condição de fazer isso”.
Evolução
Em 2010, os dispositivos móveis representavam apenas 26% do segmento brasileiro de Smart Connected Devices, composto por desktops, notebooks, tablets e smartphones. Hoje, eles evoluíram para 81%, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa de Mercado.
Se adequando a novas tecnologias
Há pouco tempo, transmitir os pedidos de corridas de táxi da central para os taxistas custava 20 minutos. Hoje o sistema despacha as corridas em três segundos, conta o presidente da Cooperativa Golfinho, Marcelo Neder que resolveu modernizar o serviço de táxi em Manaus para não perder espaço para a concorrência.
No pacote foram desenvolvidos dois aplicativos pela empresa Original Software - um para o cliente e outro para o taxista. “Fomos a São Paulo e Rio de Janeiro visitar várias empresa e cooperativas de táxi que já trabalhavam com isso”.
A central controla a localização dos motoristas, a quantidade de táxi por pontos, a fila de corridas, o histórico de corridas e o faturamento de cada um.
“A corrida fica memorizada. Sabemos onde eles estão, quantos carros possuem nos pontos, tudo em tempo real. Funciona como um controle financeiro para o próprio taxistas que sabem quantas corridas fizeram e quanto ganharam por dia ou por mês”, detalha o presidente.
Se pediu o carro pelo aplicativo, o usuário sabe previsão de chegada do táxi. “Isso facilitou muito. Acabou aquele negócio de dizer ‘o taxi ta chegando’”.
Há 14 anos no mercado, a Golfinho tem uma frota de 300 carros 300 anos e 32 pontos distribuídos por Manaus.
“Quem não se adequar às novas tecnologias e mais facilidades pro cliente vai ficar para trás. Para nós foi uma alavancada no mercado. Foi a primeira empresa que implantou isso. As empresas estão mais procurando para dar mais eficiência para o cliente”.
A Manauara Rádio Táxi e a Tucuxi também entraram na briga dos aplicativos.

CINTHIA GUIMARÃES


quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Marinha retifica edital e abre mais 18 vagas para seu Corpo de Saúde

São, ao todo, 77 vagas sendo ofertadas para profissionais da área de saúde humana, espalhadas pelas sedes em Salvador, Natal, Belém, Rio Grande, Ladário e Brasília

 

Os aprovados farão parte do corpo de militares da Marinha do Brasil (Divulgação/ Marinha)


A Diretoria de Ensino da Marinha do Brasil mantém abertas 77 vagas para  oficiais médicos em âmbito nacional, referente ao Concurso Público do  Corpo de Saúde da Marinha. O Órgão retificou seu edital e abriu mais 18 vagas regionalizadas com sedes nas cidades de Salvador (BA), Natal (RN), Belém (PA), Rio Grande (RS), Ladário (MS) e Brasília (DF). 

Para concorrer é necessário ser brasileiro nato e ter menos de 36 anos de  idade, dentre outros requisitos previstos em Edital. As áreas para este  ano em âmbito nacional são: Anestesiologia, Cancerologia, Cardiologia,  Cirurgia Geral, Cirurgia Torácica, Cirurgia Vascular, Dermatologia, Gastroenterologia, Geriatria, Ginecologia e Obstetrícia, Infectologia, Medicina Intensiva, Medicina Nuclear, Nefrologia, Neurocirurgia, Neurologia, Oftalmologia, Otorrinolaringologia, Patologia, Pediatria, Radiologia, Radioterapia, Reumatologia e Urologia.

Quem decidir se inscrever para o concurso regionalizado deverá  obrigatoriamente possuir Certificado de Residência Médica ou Certificado  de Título de Especialista na especialidade a qual concorrem. As áreas  abertas para o concurso em âmbito regional são: Cardiologia, Cirurgia  Geral, Pediatria, Radiologia, Ortopedia e Traumatologia, Psiquiatria,  Anestesiologia, Clínica Médica e Ginecologia e Obstetrícia.

As inscrições poderão ser realizadas na página oficial da DEnsM, no  endereço www.ingressonamarinha.mar.mil.br até 17 de outubro de 2014.  A Marinha do Brasil também publicou o Edital do Corpo Auxiliar de Praças  (CAP). São 738 vagas para o quem possui nível médio técnico.

*Com informações da assessoria de imprensa da Marinha


quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Governo aumenta quantidade de etanol na gasolina

A ideia inicial era que a elevação da mistura fosse feita em junho, mas o governo decidiu antecipar a vigência. O percentual  passará de 20% para 25%

O percentual de etanol misturado à gasolina passará de 20% para 25% a partir do dia 1º de maio. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (30) pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, depois de reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e representantes do setor de etanol.

A ideia inicial era que a elevação da mistura fosse feita em junho, mas o governo decidiu antecipar a vigência. Segundo Edison Lobão, a expectativa do governo é que a medida ajude a reduzir o impacto do aumento do preço da gasolina, que teve reajuste de 6,6% nas refinarias.

Segundo o ministro, os produtores garantiram ao governo “de mãos juntas” que vão abastecer o mercado, aumentando a produção de 22 bilhões para 26 bilhões ou 27 bilhões de litros de etanol por ano. Em 2011, o percentual de álcool anidro adicionado à gasolina teve redução de 5 pontos percentuais por causa da falta do produto. “O governo também vai estudar a possibilidade de incentivar ainda mais o setor de etanol”, disse.

Edison Lobão também garantiu que o governo vai fiscalizar os postos de combustíveis para evitar aumentos abusivos no preço da gasolina. “O governo vai fiscalizar rigorosamente com a Agência Nacional do Petróleo. O mercado é livre, mas não deve exceder o limite do razoável”.



SABRINA CRAIDE/AGÊNCIA BRASIL

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

A produção e consumo do camarão gera renda e é objeto de pesquisa em Parintins

A pesca do crustáceo pode ser feita em toda a Calha do rio Amazonas. Uma pesquisa começou a estudar a trajetória do crustáceo até o consumidor em 2011 para avaliar os custos e a rentabilidade desta atividade.

Tacacá, uma das iguarias que mais utiliza o crustáceo
Tacacá, uma das iguarias que mais utiliza o crustáceo (Lúcia Gonçalves)
O município de Parintins (localizado a 315 km de Manaus), tradicionalmente conhecido pelo Festival Folclórico dos bois Garantido e Caprichoso, é um dos principais produtores e consumidores de camarão do Amazonas.

Muito apreciado por fazer parte de iguarias gastronômicas amazonenses, o camarão se constituiu em um produto rentável para comerciantes que resolveram investir na pesca e cultura do crustáceo. Segundo pesquisa, eles chegam a obter até 156% de lucro.
Com uma pesca feita quase que exclusivamente por mulheres, no último trimestre do ano – coincidindo com o período de vazante dos rios – cinco espécies de camarões são encontrados nas águas doces de Parintins. A atividade gera renda extra às comunidades.

Pesquisa 

A pesca do crustáceo pode ser feita em toda a Calha do rio Amazonas. Duas delas, as comunidades ‘Cá te Espero’ e ‘Brasília’, localizadas no Baixo Rio Amazonas, foram objeto de estudo do professor do curso de Subsequente em Recursos Pesqueiros, do Campus Parintins do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (CPA/Ifam), Renato Soares.

A pesquisa começou a estudar a trajetória do crustáceo até o consumidor em 2011 para avaliar os custos e a rentabilidade desta atividade.

Após quase dois anos de trabalho, com a ajuda de alunos do curso do qual é professor no Ifam de Parintins, o pesquisador concluiu a pesquisa ‘A Economia da Pesca no Município de Parintins’. Soares constatou que a venda de camarões nos mercados da cidade é mais rentável do se imagina.

O retorno ultrapassa o dobro dos gastos. Para chegar ao resultado obtido, foram incluídos todos os custos desde a gasolina, passando pelas iscas e sal até o gelo para conservar o camarão no deslocamento até os mercados.

Diante dos resultados o professor resolveu dar prosseguimento à pesquisa e, segundo ele, o resultado é pequeno diante de tudo que envolve a pesca de camarões. “Vou dar prosseguimento à pesquisa por mais alguns tempo”, afirmou.

Publicação e financiamento

O projeto recebeu recursos financeiros do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic). O resultado da pesquisa será publicado na revista científica Acta Scientiarum, da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

* Com informações da assessoria de comunicação da Sect/AM