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domingo, 22 de novembro de 2015

Site Tambaqui Urbano ganha nome de ‘Meu Tambaqui’ e traz novidades aos clientes

Com a mudança, sistema se transforma em site de descontos, de até 90% do valor original. “Meu Tambaqui” traz uma série de novos serviços e facilidades para os clientes


Novo sistema se adapta em telas de tablets e celulares (Márcio Silva)



Se você estava acostumado em realizar compras pelo site Tambaqui Urbano, agora é possível afirmar que ele é um espaço só seu. Isso porque, a partir de agora, o famoso peixinho ganha o nome de “Meu Tambaqui” e traz uma série de novos serviços e facilidades aos clientes que não aceitam perder bons descontos nos serviços da cidade.
Há quatro anos em atividade, a plataforma lança mensalmente mais de 100 ofertas no sistema, que variam entre serviços de beleza, alimentação, eventos, viagens e produtos. A empresa faz parte do grupo Calderaro de Comunicação. 
De acordo com o diretor operacional do site, Leonardo Mêne, o Meu Tambaqui vende cerca de 7 mil cupons por mês. A mudança na marca é recente, ocorreu há uma semana, e conforme ele explica, consiste principalmente no objetivo da ideia.
“Queríamos sair da imagem de compras coletivas. Como fomos um dos únicos sites de compras coletivas que ficou no mercado, quisemos fazer uma mudança no site. Hoje eu considero que nós somos um site de descontos, ofertas e oportunidades”, explicou o responsável pela empresa Meu Tambaqui.
Adaptação
Para chegar ao conceito de site de descontos, Leonardo traz como exemplo a trajetória de outros sites que mudaram após a “onda” de compras coletivas sofrer um declínio. Entre os mais populares que se adaptaram ao mercado ele destaca o Groupon e o Peixe Urbano.
No caso do Meu Tambaqui, Leonardo explica que a alteração do produto possibilita que as ofertas sejam autenticadas com maior praticidade.
“Antigamente precisava de um número específico de pessoas para validar a oferta. Se a pessoa comprava uma promoção de sushi, por exemplo, era necessário que fossem vendidos 50 no mínimo para que essa oferta fosse válida. Hoje em dia não precisa mais disso. Se eu vender para dois ou três clientes já funciona”, explicou.
Na visão do diretor, a modalidade é positiva pois permite aos dois lados, site e empresa, apresentarem seu pontencial no mercado. “É um tira-gosto que ele vai dar ao cliente. A primeira parte da campanha quem faz somos nós, divulgando nos nossos veículos de comunicação, mas a segunda é com eles, que é tentar dar o melhor produto e tentar fidelizar essa pessoa dentro do estabelecimento”, declarou.
Muito mais que compras coletivas
Com um novo modelo de negócio, uma roupagem diferente também cai bem, não é mesmo? Pensando nisso, o Meu Tambaqui apresentou um novo layout para o site, criado pela Tape Publicidade - criadora da primeira marca do Tambaqui Urbano. As ofertas são encontradas no endereço www.meutambaqui.com. “É um site que está mais prático e moderno”, avaliou Leonardo Mêne.
Nessa nova fase, o “peixinho”, como é conhecido nas redes sociais, ainda traz mais novidades. Isso porque agora a página pode ser adequada em tablets e celulares e também está disponível por meio de aplicativos para sistemas Android e iOS, onde qualquer pessoa consegue realizar cadastro e aproveitar as ofertas disponíveis em primeira mão.
Para aqueles que não curtem comprar pela Internet, o Tambaqui Urbano também está presente nos pontos de venda espalhados pela capital. Segundo o diretor, são seis ambientes exclusivos: no Amazonas Shopping, no Manauara Shopping, Zona Centro-Sul; no shopping Cidade Leste, na Zona Leste; no posto de combustível Equador, localizado na rotatória do conjunto Eldorado, Zona Centro-Sul, nas lojas A Crítica do Centro e na Cachoeirinha, Zona Sul. Nesses espaços, os descontos apresentados são os mesmos das páginas virtuais.
Segundo a empresa, há ofertas imbatíveis onde as reduções nos preços podem chegar a até 90% no valor original. “O nosso objetivo é continuar atraindo novos parceiros e buscando cada vez mais oportunidades de desconto para os nossos clientes”, completou o diretor do Meu Tambaqui, Leonardo Mêne, acompanhado da equipe que comanda o site amazonense.

OSWALDO NETO


segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Tecnologia nos serviços: a transição do manual para o digital

Empresas de Manaus investem em ferramentas tecnológicas para modernizar atendimento e surpreender clientes


(Foto: Arquivo/AC) Restaurante San Culinária Asiática foi o pioneiro em Manaus a apresentar o cardápio digital, substituindo o pape


Em tempos que a tecnologia domina o cenário, as empresas estão buscando melhorar seus processos e sair da era do papel para estar mais ao lado do consumidor para sair na frente, a fim de facilitar a vida do consumidor ou dos colaboradores. A inovação tecnológica está em todos os setores da economia, mas o comércio e serviços tem se destacado por estarem mais próximos das necessidades dos usuários.
Alguns restaurantes de Manaus, tais como o San Culinária Asiática (rua Amapá, Vieiralves) e o Sushi Kai (av. Mário Ipiranga Monteiro, Adrianópolis) já estão adotando o auto-serviço, que funciona como uma espécie de “cardápio digital” em que os clientes podem escolher e registrar seus pedidos através de tablets instalados em cada mesa. O pedido chega direto na cozinha. A conta também pode vir através de um único clique, facilitando assim o atendimento e o trabalho do garçom.
Desde julho, a Golfinho Cooperativa de Táxi trocou a comunicação via rádio pelo aplicativo que monitora a frota e a localização dos taxistas cooperados. A ferramenta veio para agilizar o atendimento ao cliente e o trabalho do próprio profissional.
Em Manaus, as companhias de táxi Tucuxi e Manauara já atendem a chamados através do aplicativo de celular, mas só a Golfinho monitora através da central.
Outro destaque é o serviço SAC 2.0, adotado há um ano pela rede de drogarias Santo Remédio para melhorar a relação com seus clientes. A ferramenta filtra todo tipo de feeback do consumidor através do site e das mídias sociais, a fim de direcionar o atendimento para os setores responsáveis. Seja uma queixa, uma sugestão, uma dúvida ou um elogio, tudo é monitorado através do SAC 2.0, oferecido pela agência de inteligência digital 92dpi.
Este é um diferencial frente à concorrência com o propósito de fidelizar o cliente e melhorar a gestão da empresa, explica Wili Garcez, da Santo Remédio. “Muitas vezes o cliente quer se expressar e não tem como, às vezes ele passa para a gerência e funcionário, mas acaba não chegando na empresa. Este canal digital é como se estivesse falando com o dono. Seja uma queixa ou um elogio, buscamos solucionar os problemas, tem questão de dúvida sobre medicamento que encaminhamos para o nosso Call Center.” A rede possui 52 lojas 1.600 funcionários em Manaus.
“O celular está em todo lugar e perto do alvo da empresa. Isso mostra que a empresa está antenada com novas tecnologias e embarca na inovação para sair na frente. Portanto, melhora sua competitividade”, explica o pesquisador do Instituto de Desenvolvimento Tecnológico (INdT), Fabrício Marinho.
Blog: Sérgio Cavalcante
Gestor do INdT
“A empresa se torna até mais próxima do bolso do consumidor, literalmente. A empresas deve pegar a onda junto. Você não pode ficar no ‘disco de vinil’. E muitas empresa não sabem que tem essa disponibilidade”. As palavras de Sérgio Cavalcante, product owner do INDT traduzem a demanda por modernizar as relações entre empresas, funcionários e clientes. O INDT já desenvolveu soluções semelhantes como para o Easy Taxi Brasil (chamada de táxi por aplicativo de celular) PagSeguro, do UOL (ferramenta para fazer pagamentos on-line), continua aprimorando seus processos para oferecer para demais empresas. Um deles é “cardápio digital”, direcionado a seus colaboradores, que podem escolher e opinar sobre a refeição oferecida pela empresa de alimentação contratada pelo INDT.
“ Inclusive estávamos fazendo a segunda versão para parceiros. Usamos o design thinking para analisar a interação do usuário com o aplicativo. A empresa precisa conhecer ponto de vista de todos seus clientes. A gente desenvolve a ferramenta completa. O cardápio digital funciona da seguinte maneira: a empresa cadastra os pratos do dia e o aplicativo mostra as opções para o funcionário, que pode sugerir ou votar nos pratos que deseja comer na semana, e a cozinha prepara as refeições por estas demandas. O benefício está no custo, redução de desperdício, planejamento e olhar no que o funcionário deseja”.
O ‘case’ foi desenvolvimento dentro do INDT e teve bom feedback dos funcionários. Cavalcante explica que muitas soluções partem da necessidade dos usuários, então os empresários ou gestores procuram os desenvolvedores. Agilidade, tendência, economia de recursos e modernizar. O desenvolvedor Fabrício Marinho ressalta que o INDT tem know-how para esses projetos. “Temos essa veia e condição de fazer isso”.
Evolução
Em 2010, os dispositivos móveis representavam apenas 26% do segmento brasileiro de Smart Connected Devices, composto por desktops, notebooks, tablets e smartphones. Hoje, eles evoluíram para 81%, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa de Mercado.
Se adequando a novas tecnologias
Há pouco tempo, transmitir os pedidos de corridas de táxi da central para os taxistas custava 20 minutos. Hoje o sistema despacha as corridas em três segundos, conta o presidente da Cooperativa Golfinho, Marcelo Neder que resolveu modernizar o serviço de táxi em Manaus para não perder espaço para a concorrência.
No pacote foram desenvolvidos dois aplicativos pela empresa Original Software - um para o cliente e outro para o taxista. “Fomos a São Paulo e Rio de Janeiro visitar várias empresa e cooperativas de táxi que já trabalhavam com isso”.
A central controla a localização dos motoristas, a quantidade de táxi por pontos, a fila de corridas, o histórico de corridas e o faturamento de cada um.
“A corrida fica memorizada. Sabemos onde eles estão, quantos carros possuem nos pontos, tudo em tempo real. Funciona como um controle financeiro para o próprio taxistas que sabem quantas corridas fizeram e quanto ganharam por dia ou por mês”, detalha o presidente.
Se pediu o carro pelo aplicativo, o usuário sabe previsão de chegada do táxi. “Isso facilitou muito. Acabou aquele negócio de dizer ‘o taxi ta chegando’”.
Há 14 anos no mercado, a Golfinho tem uma frota de 300 carros 300 anos e 32 pontos distribuídos por Manaus.
“Quem não se adequar às novas tecnologias e mais facilidades pro cliente vai ficar para trás. Para nós foi uma alavancada no mercado. Foi a primeira empresa que implantou isso. As empresas estão mais procurando para dar mais eficiência para o cliente”.
A Manauara Rádio Táxi e a Tucuxi também entraram na briga dos aplicativos.

CINTHIA GUIMARÃES


sexta-feira, 20 de março de 2015

Ação civil coletiva contra empresas de telefonia por corte de Internet ao fim da franquia

Procon, Defensoria Pública e Comissão de Defesa do Consumidor da CMM vão ingressar com uma ação contra as quatro operadoras que atuam no Amazonas por conta do corte de Internet quando o consumidor atinde a franquia contratada 

Defensor público, ouvidor do município e vereador (Divulgação/Assessoria)



O Procon Manaus e demais órgãos de Defesa do Consumidor da cidade, em conjunto com a Defensoria Pública do Estado do Amazonas, vão reunir todos os processos existentes para ingressar com ação coletiva contra as operadores Vivo, Oi, Tim e Claro, que desde novembro do ano passado estão utilizando como prática o corte do serviço de Internet quando o consumidor atinge a franquia contratada. Anteriormente, o serviço era mantido com a velocidade reduzida.

A decisão de ingressar com ação coletiva foi tomada em reunião realizada na tarde desta quinta-feira, 19, na sede da Ouvidoria Municipal, com representantes do PROCON Manaus, Defensoria Pública do Estado do Amazonas, Departamento do Programa Estadual de Proteção, Orientação e Defesa do Consumidor (PROCON Amazonas) e Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Municipal de Manaus (Comdec –CMM). 
“As empresas estão utilizando uma regulamentação da Anatel que garante a modificação de alguns contratos, porém estão modificando todos os contratos, até mesmo os antigos. Lembramos que nenhuma resolução pode sobrepor o Código de Defesa do Consumidor”, explica o Ouvidor do Município, Alessandro Cohen.
Na reunião, o defensor público Carlos Alberto de Almeida Filho, da Defensoria Pública de Tutelas Coletivas, pediu a reunião de todos os processos nos demais órgãos de defesa do consumidor para impetrar a ação.  “Para o consumidor, não há como mensurar o consumo de dados e há um corte no serviço, por isso os órgãos de defesa do consumidor procuraram a Defensoria e agora eles vão fazer a entrega de todos os processos para dar o devido andamento na ação”, explicou.
A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) determina que as operadoras podem estabelecer limites ao serviço e que, ao fim da franquia, o serviço pode ser interrompido, mas que isso depende do contrato firmado entre consumidor e prestadora.
“Nesse caso específico as operadoras não informaram ao consumidor que estavam mudando as práticas e o consumidor está sentindo no bolso, portanto a prática é abusiva”, complementa o presidente da Comdec, vereador Álvaro Campelo.
Com informações da Secretaria Municipal de Comunicação


quarta-feira, 27 de março de 2013

Integração vai garantir acesso a cabos de fibra ótica no Amazonas

Linhão de Tucuruí foi usado como suporte para os cabos de fibra ótica que a TIM usará em Manaus e mais oito municípios

Torres do Linhão de Tucuruí servirão de suporte para os cabos de fibra ótica
Torres do Linhão de Tucuruí servirão de suporte para os cabos de fibra ótica (Reprodução)
Antes do final do ano, os manauaras usufruirão do cabo de fibra ótica que chegará à capital do Amazonas por meio do Linhão de Tucuruí.  A estimativa é que as 3,35 mil torres iniciem a operação em setembro deste ano, assim como os 36 cabos de fibra custeados pela operadora TIM. O investimento de R$ 200 milhões deve aumentar em 5 mil vezes a velocidade da Internet.

Foi o que disse nessa terça-feira(26), na pré-estreia do episódio especial “Como se Resolve” do Discovery Channel, que trata deste assunto. A TIM está presente no consórcio LT Amazonas, formado pelas empresas Isolux Infraestruture (1,19 mil quilômetros de linhas de tensão) e Manaus Transmissora (556 quilômetros). A rede de transporte (backbone) atua através da rede elétrica que interliga Tucuruí (PA), Macapá (AP) e Manaus (AM).

De acordo com o diretor responsável pela área de rede da TIM no Brasil, Cícero Olivieri, a perspectiva é que até 2014 nove cidades amazonenses comecem a integrar os sistemas nacionais de comunicação, a começar pela capital. Nesta lista estarão presentes Silves, Itacoatiara, Rio Preto da Eva, Itapiranga, São Sebastião do Uatumã, Urucará, Parintins e Nhamundá.

Além do projeto a ser lançado, Olivieiri pontuou que a ideia é investir mais R$ 200 milhões em infraestrutura no Amazonas neste biênio 2013/2014. Ao todo, o consórcio que liga os três Estados devem beneficiar 27 cidades.

Embora os cabos sejam de responsabilidade da TIM, a operadora fechou parceria com a Vivo e a Telebrás. Em contrapartida, a Vivo foi responsável pelo custeio das obras de acesso das cidades amazonenses com o Linhão de Tucuruí, em torno de 560 quilômetros. Já o acordo com a última empresa de telecomunicações foi firmado em outubro do ano passado, através de um memorando que formalizou o compartilhamento de cabos de fibra ótica nas regiões Norte e Nordeste.
SIN

O Linhão de Transmissão permite a integração dos Estados das duas regiões no Sistema Interligado Nacional (SIN). O projeto foi concebido em outubro de 2011.  Das torres metálicas no Amazonas – por onde passarão os cabos elétricos –, constam duas de grande porte, que chegam a 295 metros de altura. Outras torres “menores” também estão conectadas, com cerca de 150 metros cada.

O diretor de construção da Isolux, Enrique Martinez, comentou que a empresa ficou responsável pelos Lotes A e B do Linhão, enquanto a Manaus Transmissora cuidou do Lote C, cujas obras priorizam o estado amazonense. No caso da Isolux, foram 2,30 mil torres construídas.

LUANA GOMES
(*) A repórter viajou a convite da TIM