terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Clubes vão investir mais de R$ 1 milhão por mês para ter chance de ser campeão do Amazonense

Apenas Nacional, Operário e Holanda preferiram esconder o jogo  e não disponibilizaram seus gastos para a competição

Estadual milionário (Arte Romahs)
 Quanto vale a oportunidade de ser campeão? Quanto você pagaria para ter a chance de levantar um troféu cheio de tradição e história? Quanto vale  poder sacanear com os torcedores rivais? A equipe do CRAQUE foi a campo atrás do orçamento dos clubes que vão disputar o Campeonato Amazonense deste ano e descobriu, entre outras revelações,  que  será de R$ 1 milhão por mês o gasto somado do planejamento financeiro de  sete dos dez times  participantes.  Apenas   Nacional, Operário e Holanda preferiram esconder o jogo  e não disponibilizaram seus gastos para a competição.Analisando os gastos dos times, a surpresa vem do CDC/Manicoré que vai desembolsar R$ 280 mil para bancar a equipe no campeonato. Enquanto isso, quem irá “economizar” é o Iranduba. A despesa mensal será “apenas” de R$ 55,2 mil para o Estadual.As viagens serão o maior custo do  Manicoré já que para sair do município o principal meio de locomoção é barco ou avião. O trajeto trará um aumento significativo na folha de despesa, com base nos valores divulgados pelos clubes. O transporte capital-interior será constante durante o Estadual já que seis times são de fora de Manaus.
 O Penarol será o que mais vai gastar com essas viagens. Como irá de avião desembolsará um valor de 30 mil. Essas despesas aumentarão ainda mais em hospedagens, já que o clube irá ficar no local pelo fato do jogo estar marcado para às 15h30 e não ter voo depois das 17 horas, a despesa a ser paga será de mais R$ 2 mil.
De acordo com Rafael Mady, diretor de futebol do Princesa de Solimões, em uma viagem para Manaus será gasto R$ 1 mil, para Itacoatiara, R$ 3 mil e para Rio Preto da Eva R$ 1,7  mil. “Vamos gastar bem mais do que pensávamos”, disse.
Os equipamentos de treinamentos e para as partidas também estão pesando no bolso da diretoria dos clubes. Fast, Rio Negro e Iranduba vão gastar R$ 10 mil para se equipar.  Em contrapartida, com camisas para treinos, bolas, meiões,  o Penarol vai desembolsar R$ 30 mil.
Devido às dificuldades encontradas pelos times do Estado e a falta de incentivo local ao futebol, a intenção dos dirigentes é conquistar parceiros ou até mesmo patrocínios e aliviar a folha de gastos para o decorrer.
Folha salarial
O que realmente pesa no orçamento dos clubes são os salários. A maior folha de pagamento é do atual bicampeão amazonense, Penarol. São R$ 116 mil só com vencimentos e o maior salário é de R$ 8 mil.
Três times têm a menor folha salarial, conforme divulgação dos números. Iranduba, Rio Negro e São Raimundo vão pagar um valor total de R$ 25 mil para o seu elenco.
Pagamento anual
Além das despesas ainda existe taxas de arbitragem no valor de R$ 5,4 mil que deverá ser paga nos dois turnos para a Federação Amazonense de Futebol.
Rolo  Compressor
O Fast prega a economia para a disputa do Estadual. A equipe conta com a ajuda de parceiros que arcam com despesas como alimentação, transporte e equipamentos; e economiza em sua folha orçamentária.
Penarol   Bicampeão é o que vai mais gastar em folha salarial: R$ 116  mil mensais pelo tricampeonato
Algumas curiosidades foram encontradas nos orçamentos dos clubes amazonenses para a temporada deste ano.   O Penarol vai ser o clube que mais vai gastar com alimentação: R$ 25 mil, para manter os seus atletas fortes para a disputa do Estadual. Por outro lado, o Iranduba vai  deixar jogadores com fome de bola e talvez de outras coisas pois só vai desembolsar R$ 1,5 mil com alimentos.
Também existem as despesas extras que podem aparecer para cada equipe durante as partidas. Para isso, as diretorias separam uma quantia caso seja preciso comprar algo, como no caso remédio, atadura ou gelo. O Princesa de Solimões guarda R$ 5 mil do seu orçamento tanto para treinos quanto para as partidas. Já o Iranduba separa  dez vezes menos para  esses gastos imprevistos: R$ 500.  Enquanto o Fast destina apenas R$ 300  para utilizar como gasto extra.
Depois de tanto gasto, algum dinheiro tem que entrar na conta dos clubes. A renda da partida serve para suprir parte da despesa que acumulam durante o Amazonense. Assim é dividido o faturamento: 10% da renda vai para a Federação Amazonense de Futebol, e os outros 90% é dividido entre as equipes que estão se enfrentando na partida. Alguns também usam a sua exibição futebolística para atrair investidores e poder aliviar os altos gastos. A maioria dos times ainda procuram  por patrocinadores.

 Fonte: Portal ACRÍTICA.COM


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