Direção do Sindsaúde-AM é acusada de fraudes
Algumas das irregularidades apontadas por um grupo de servidores públicos da saúde são a falsificação de assinaturas de uma ata, referente a uma reunião ocorrida em 2009 e a alteração do estatuto da entidade, sem que a mesma tivesse sido feita por meio de uma assembléia geral
Uma
série de supostas irregularidades cometidas pela atual gestão do
Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Área de Saúde do Amazonas
(Sindsaúde), resultou em um pedido de anulação, no Tribunal de Justiça
do Amazonas (TJAM), da eleição para a nova diretoria da entidade, nesta
quinta-feira (24).
A eleição está prevista para esta sexta-feira (25).
Algumas
das irregularidades apontadas por um grupo de servidores públicos da
saúde são a falsificação de assinaturas de uma ata, referente a uma
reunião ocorrida em 2009, bem como a alteração do estatuto da entidade,
sem que a mesma tivesse sido feita por meio de uma assembléia geral.
“Parte
das 99 assinaturas foram falsificadas em uma reunião ocorrida em março
de 2009, e só registrada este ano. Isto configura um golpe!”, salienta a
técnica em enfermagem, Adelice Andrade, 47, uma das denunciantes.
Ainda
segundo o grupo, até mesmo o edital comunicando o prazo para inscrições
de chapas que quisessem participar do pleito foi publicado em um jornal
de baixa circulação – o que contraria a lei segundo eles -, além de não
apresentar tempo hábil para aqueles que quisessem montar chapas e
concorrer ao pleito.
De acordo
com Adelice e o grupo, a atual presidente do Sindsaúde, Cleidinir
Francisca do Socorro, teria cometido tais irregularidades, para se
auto-beneficiar, uma fez que o pelito conta apenas com uma única chapa, a
qual é encabeçada por Cleidinir..
Ainda
conforme o grupo na suposta ata há assinaturas de pessoas que não são
sindicalizadas no Sindsaude; estão como matrículas trocadas e
inexistentes, ou ainda falecidas.
“Muitas
dessas pessoas registraram Boletim de Ocorrência e devem entrar com um
processo contra a presidente do sindicato, por falsificação de
documentos”, salientam. Segundo eles, a ata deverá ser enviada para
exames grafotécnicos para atestar a veracidade ou não da mesma.
Legalidade
Procurada pela equipe do Portal acrítica.com, a presidente do Sindsaúde, Cleidinir Francisca do Socorro, afirmou que todo o processo eleitoral está ocorrendo dentro dos trâmites legais, e que não houve nenhuma fraude irregularidade, no que diz respeito as assinaturas da ata e mudança do estatuto.
Procurada pela equipe do Portal acrítica.com, a presidente do Sindsaúde, Cleidinir Francisca do Socorro, afirmou que todo o processo eleitoral está ocorrendo dentro dos trâmites legais, e que não houve nenhuma fraude irregularidade, no que diz respeito as assinaturas da ata e mudança do estatuto.
Indagada se a
reunião realizada em 2009 poderia validar uma assembléia de 2012,
Cleidinir salientou que a assembléia na ocasião foi estatutária, e
podendo desta forma validar uma reunião posterior à data.
Sem citar nomes, a presidente do Sindsaúde atribui às denúncias às pessoas que fazem oposição ao seu trabalho.
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