Na região Amazônica existem inúmeros alimentos com potencial nutritivo e funcional que trazem efeitos benéficos ao organismo humano, como prevenção de doenças e manutenção da saúde.
| O tucumã e o buriti podem ser uma alternativa no combate de hipovitaminose |
O
peixe e a farinha são alimentos indispensáveis na mesa de grande parte
dos amazonenses. Mas especialista aponta que qualquer alimento ingerido
em excesso faz mal e a farinha que faz parte das dietas regionais, em
especial, pode virar uma grande vilã da saúde. Segundo o Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística, através da Pesquisa de Orçamentos
Familiares, o número de pessoas com excesso de peso e obesidade
aumentou nos últimos 20 anos.
Entre
os homens, o excesso de peso quase triplicou passando de 18,5%, no
início de 1970, para 50,1%, no final dos anos 2000. Entre as mulheres, o
aumento foi menor: de 28,7% para 48%. Já a obesidade cresceu mais de
quatro vezes entre os homens, de 2,8% para 12,4% e mais de duas vezes
entre as mulheres, de 8% para 16,9%.
O
excesso de peso e a obesidade são encontrados com grande frequência, a
partir de 5 anos de idade, em todos os grupos de renda e em todas as
regiões brasileiras. Já o déficit de altura nos primeiros anos de vida
(um importante indicador da desnutrição infantil) está concentrado em
famílias com menor renda e, do ponto de vista geográfico, na Região
Norte.
Alimentos amazônicos
Na
avaliação da coordenadora do curso de nutrição da Faculdade Literatus,
Flávia Amaro Gonçalves, a farinha e o peixe fazem parte da cultura do
povo amazonense e podem ser consumidos tranquilamente desde que nas
quantidades recomendadas. Temos a farinha como um vilão, mas segundo
Flávia, o que faz engordar não é o consumo do produto em si, mas a
quantidade e a frequência com que ingere o alimento e ainda as
combinações de farinha com arroz, com macarrão ou ainda com macaxeira.
Na
região Amazônica existem inúmeros alimentos com potencial nutritivo e
funcional que trazem efeitos benéficos ao organismo humano, como
prevenção de doenças e manutenção da saúde. “Destaco quatro destes:
tucumã, pupunha, camu-camu e buriti”, disse a nutricionista.
Flávia
explica que o tucumã, pupunha e buriti são ricos em vitamina A. O
tucumã e o buriti podem ser uma alternativa no combate de hipovitaminose
A. A pupunha tem alto valor energético e pode ser ingerida sem estar
cozida ou pode ser moída para produção de farinha. O camu-camu é o fruto
mais rico em vitamina C do mundo e pode ser consumido de diversas
formas: in natura, refresco, picolé, geleia, além de acrescentar sabor e
cor a diferentes tipos de tortas e sobremesas.
Para
a profissional o mais importante é que a população Amazônica valorize
os alimentos regionais por meio do resgate dos costumes típicos da
região. “Assim garantiremos uma vida saudável e com uma alimentação
balanceada”, destacou.
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