O Itamaraty informou que a prisão preventiva não tem prazo determinado a ser cumprido. Disse que enviou hoje (22) a Oruro o ministro-conselheiro da embaixada brasileira na Bolívia, Eduardo Saboia
| Os torcedores são acusados de estarem envolvidos direta e indiretamente na morte de Kevín Beltran Espada |
A
Justiça boliviana decretou a prisão preventiva de 12 brasileiros
detidos na cidade de Oruro no último dia 20. O grupo é investigado pela
morte do boliviano Kevin Douglas Beltrán Espada, de 14 anos, atingido
por um sinalizador disparado por torcedores no Estádio Jesús Bermudez,
onde San José e Corinthians jogavam pela Copa Libertadores da América.
O
Itamaraty informou que a prisão preventiva não tem prazo determinado a
ser cumprido. Disse que enviou hoje (22) a Oruro o ministro-conselheiro
da embaixada brasileira na Bolívia, Eduardo Saboia. Ele vai se encontrar
com autoridades do Poder Judiciário e do Ministério Público. Além de
Saboia, o Itamaraty mantém em Oruro um agente consular e um consultor
jurídico para auxiliar os brasileiros.
De
acordo com decisão da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol),
que organiza a Copa Libertadores da América, o Corinthians não poderá
ter torcedores acompanhando os seus jogos no torneio Taça Libertadores
por até 60 dias, período em que deve haver o julgamento do caso no
Tribunal Disciplinar da Confederação.
A
direção do Corinthians informou recorrerá da decisão. “A medida fere
não só o clube, mas, principalmente, os mais de 80 mil torcedores que
perderão o direito, adquirido de forma antecipada, e que não merecem tal
pena”, diz em nota.
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