segunda-feira, 29 de abril de 2013

Medeiros solicita que empresas de telefonia móvel expliquem sobre situação cobertura no interior


O restante das empresas nem dão satisfação, uma vez que até mesmo as torres que instalam em algumas comunidades 

A Vivo foi a única empresa que está atendendo a todo o interior(Reprodução)

Uma Audiência Pública para que as empresas de telefonia móvel expliquem qual o montante de investimentos previstos para as comunidades do interior do Amazonas foi solicitada na manhã desta quarta-feira (24), pelo deputado Tony Medeiros (PSL), em Sessão Plenária na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM).  

Segundo ele, embora as empresas sejam particulares, elas não podem simplesmente deixar as comunidades do interior ao “Deus dará”, uma vez que a empresa Vivo já instalou suas torres em todos os 62 municípios do Amazonas.

“A Vivo foi a única empresa que está atendendo a todo o interior. 

O restante das empresas nem dão satisfação, uma vez que até mesmo as torres que instalam em algumas comunidades não atendem aos locais onde elas são fincadas, mas a outros lugares”, acusou ele, ao citando como exemplo a comunidade de Pedras, em Barreirinha (a 331 quilômetros).

Tony Medeiros disse ainda que no interior do Amazonas existem comunidades rurais que tem acima de 10 mil habitantes, as quais não tem nenhum serviço de telefonia móvel. 

“Até quando?”, indagou Medeiros, ao citar as comunidades de Santo Antonio do Matupi, Mocambo, Caburi e Itapeaçu como locais onde acontece tal situação.

Tony Medeiros acredita que com a realização de uma Audiência Pública as empresas de telefonia móvel procurarão se adaptar melhor ao sistema, uma vez que não podem mais deixar o povo do Amazonas sem comunicação. 

“Não se pode mais deixar que pessoas carreguem doentes por mais de duas horas, no meio de caminhos abertos no meio da mata, até achar socorro, simplesmente porque não tem como se comunicar”, disse ele.

O deputado Sidney Leite (DEM)  corroborou com o pronunciamento do deputado Tony Medeiros, e disse que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) poderia cobrar dessas empresas maior seriedade com suas promessas, como, por exemplo, proibir a venda de linhas de celulares e de transmissão de dados até que as promessas sejam cumpridas. 

Leite disse que as empresas não fazem mais investimentos no sistema 3G porque já está anunciada, para Manaus, o sistema 4G, e isso deixa mais ainda a população do interior desassistido.



Com Informação da Assessoria

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