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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Revista “Science” elege molécula que edita DNA como o maior avanço científico de 2015

A seleção anual das 10 maiores novidades da ciência é feita por editores do periódico


A CRISPR foi usada para a criação dos primeiros embriões humanos geneticamente modificados.(Yorgos Nikas/Science Photo Library/Divulgação)



A seleção anual dos dez avanços científicos mais importantes do ano é feita por editores do periódicoScience. Para os profissionais, a molécula CRISPR - possibilita que partes do genoma sejam recortadas, deletadas e substituídas como se fossem arquivos digitais de computadores para alterar o DNA de determinado organismo - foi a grande vencedora da disputa. O procedimento já foi usado na edição de genes de embriões humanos e também na criação dos primeiros macacos geneticamente modificados.

No entanto, após selecionarem os dez avanços vitoriosos, a Science pediu ajuda para seus leitores e para alguns cientistas para estabelecerem a ordem dos escolhidos. De acordo com o periódico, para os entrevistados, apenas um advento ficou acima da molécula CRISPR: o estudo científico realizado pela sonda New Horizons em Plutão.

Veja.com


sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Suspensão do WhatsApp mostra fragilidade da internet brasileira, diz idealizador do Marco Civil

Segundo Ronaldo Lemos, decisão de juíza de SP afronta o estabelecido na lei: "O que ocorreu foi uma gambiarra, uma coerção indevida não prevista em lei com efeito colateral gigantesco"


Ronaldo Lemos(Divulgação/VEJA)


A juíza Sandra Regina Nostre Marques conseguiu chamar a atenção de Mark Zuckerberg. Diante dasuspensão do WhatsApp determinada - e já revogada - pela juíza em todo o Brasil, o CEO do Facebook, dono do WhatsApp, publicou um texto criticando a decisão. 

Com o despacho, a juíza chamou também atenção para a fragilidade legal da internet brasileira, avalia o advogado Ronaldo Lemos, idealizador do Marco Civil, lei sancionada neste ano que estabelece os direitos e os deveres dos personagens da rede no país. Segundo Lemos, a decisão da juíza foi "equivocada", frontalmente em desacordo com o Marco e também com a Constituição, impondo censura a quase 100 milhões de usuários do serviço. "O episódio revela nossa fragilidade: com aval da Justiça, quatro empresas, as operadoras de serviços de telecomunicações, têm condições de derrubar qualquer serviço de internet. É uma situação muito perigosa". Quatro empresas e uma juíza, diga-se. Leia a seguir a entrevista que Lemos concedeu a VEJA.com.

O que significa a decisão de bloquear o WhatsApp aos olhos do Marco Civil? É uma interpretação equivocada. A ideia de suspender sites e aplicativos não está prevista em nenhum lugar do Marco Civil. Ao contrário, a lei prevê a proteção da liberdade de expressão. Além de ferir o Marco, a decisão é inconstitucional e fere a Convenção Americana de Direitos Humanos, que estabelece que qualquer situação de censura é inadmissível. O que ocorreu é uma gambiarra, uma coerção não prevista em lei com efeito colateral gigantesco.

Que prerrogativas, afinal, tem a Justiça em relação aos serviços de internet, segundo o Marco Civil? O artigo 12 do Marco Civil estabelece sanções aos serviços que desrespeitem normas estabelecidas na própria lei. O artigo 11, contudo, deixa claro que as sanções não incluem a retirada do ar dos serviços, mas apenas a suspensão das atividades de coleta, armazenamento e tratamento de dados pessoais ou de comunicação por provedores de conexão e de aplicações de internet. Ou seja, o que o Marco autoriza é uma sanção econômica, o que é grave por si só. Não sei de onde a juíza retirou a ideia de que é permitido tirar do ar o serviço.

Consta que a juíza tomou a decisão após requerer do WhatsApp, sem ser atendida, dados de um criminoso que usava o serviço. O que a Justiça poderia ter feito em lugar de derrubar o aplicativo?Há várias formas de lidar com situações como essa, quando a empresa está estabelecida em outro país, caso do WhatsApp. O caminho correto é recorrer aos acordos de cooperação judicial que o Brasil tem assinado com diversos países, como o firmado com a Suíça, que permitiu recentemente trazer para o país os dados relativos às contas bancárias do Eduardo Cunha. Já temos acordos com os Estados Unidos também. Para ter ideia do absurdo dessa decisão judicial, imaginemos se um banco brasileiro com serviços nos Estados Unidos fosse acionado pela Justiça americana: um juiz daquele país jamais determinaria a suspensão dos serviços. Impressiona-me o fato de a decisão ignorar essas questões institucionais.

Qual a lição do episódio? O episódio revela nossa fragilidade: quatro empresas, as operadoras de serviços de telecomunicações, têm condições de derrubar qualquer serviço de internet. É uma situação muito perigosa. Mais: uma juíza estadual de primeira instância consegue derrubar o serviço de 90 milhões de usuários do país todo. Então, o que nos salva é o Marco Civil, aparato legal que impede que a rede seja usada com intenção de censura. O Marco proíbe, por exemplo, o Poder Executivo de exercer influência na internet, como ocorre na Turquia e Rússia, onde os governos podem simplesmente desligar a rede, sem sequer ouvir a Justiça. No Brasil, o Executivo está proibido de fazer isso. Apenas o Judiciário pode determinar a remoção de conteúdo - apenas isso -, mas não a remoção de aplicações, como aplicativos e sites. O que espero é que tribunais superiores usem o Marco Civil da forma certa e nos defendam. Isso já aconteceu antes e os tribunais entenderam.

Como evitar que os casos como esse se repitam? O que me surpreendeu neste caso foi a posição das teles. Aparentemente, apenas a Oi recorreu da decisão. Então, parece ter havido mudança de posicionamento das empresas, que aparentemente lavaram as mãos. Existe responsabilidade das operadas. Quando se tentou tirar o Secret das lojas da Apple, a empresa recorreu. As teles já haviam resistido em outras situações. Houve mudança de posicionamento.

O que fazer agora? Reforçar institucionalmente a questão da libertdade. Os tribunais precisam cassar essa decião o mais rápido possível. E precisamos nos defender contra projetos de lei, como o PL 215, que querem aumentar controle sobre a internet.


Veja.com


quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Justiça manda bloquear app WhatsApp por 48 horas a partir da meia noite de hoje

Decisão foi dada pela 1ª Vara Criminal de São Bernardo do Campo (SP) às operadoras de telefonia móvel. SindiTelebrasil confirmou intimação judicial


Bloqueio foi imposto porque o WhatsApp não atendeu a uma determinação judicial (Reprodução/ Internet)



A 1ª Vara Criminal de São Bernardo do Campo (SP) determinou às operadoras de telefonia móvel o bloqueio do aplicativo WhatsApp, pelo período de 48 horas, em todo o país. O prazo passa a contar a partir da meia noite desta quinta-feira (17).
O Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil) confirmou que as empresas associadas à entidade receberam a intimação judicial na tarde de hoje (16)  e que irá comprir a determinação judicial. O SindiTelebrasil afirma, no entanto, que não foi o autor do requerimento para o bloqueio do aplicativo. A decisão foi proferida em um procedimento criminal, que corre em segredo de justiça.
Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, o bloqueio foi imposto porque o WhatsApp não atendeu a uma determinação judicial de 23 de julho deste ano. No dia 7 de agosto, a empresa foi novamente notificada e foi fixada multa em caso de não cumprimento. Como, ainda assim, a empresa não atendeu à determinação judicial, o Ministério Público requereu o bloqueio dos serviços pelo prazo de 48 horas, com base na lei do Marco Civil da internet, o que foi deferido pela juíza Sandra Regina Nostre Marques.
Em fevereiro deste ano, o juiz Luiz Moura, da Central de Inquéritos da Comarca de Teresina, determinou a suspensão do aplicativo Whatsapp em todo o território nacional, mas a decisão foi revogada por um desembargador do Tribunal de Justiça do Piauí.

SABRINA CRAIDE (AGÊNCIA BRASIL)

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Prepare-se para a melhor chuva de meteoros do ano

O fenômeno Geminídeas será visível em todo o Brasil a partir das 2h da segunda-feira (14), com uma frequência de até 120 meteoros por hora


Os meteoros da Geminídeas são pedaços de um corpo celeste chamado 3200 Phaeton, que cruza a órbita da Terra anualmente, na metade de dezembro(VEJA.com/Divulgação)



Na noite deste sábado (13) para domingo (14) acontece o apogeu da melhor chuva de meteoros do ano. O fenômeno Geminídeas, visível mundialmente, poderá ser observado em todos os Estados do Brasil a partir das 2h até as 4h, na direção Leste do céu. "Esta costuma ser uma das chuvas de meteoros mais intensas do ano, em que poderemos ver até 120 meteoros por hora na noite de maior visibilidade", explica Daniel Mello, astrônomo do Observatório do Valongo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Os meteoros da Geminídeas são pedaços de um corpo celeste chamado 3200 Phaeton, que cruza a órbita da Terra a cada um ano e meio. "Phaeton era um cometa que, possivelmente, perdeu todo o seu gelo no passado por causa das muitas passagens pelo Sol. Por isso, não forma mais uma bela cauda e possui o aspecto de um asteroide, formado apenas por material rochoso", afirma Mello.

Desde o século XIX, todos os anos, os destroços desse corpo celeste parecem "despencar" da Constelação de Gêmeos, daí seu nome. Quando foi vista pelas primeiras vezes, era pouco brilhante e não chamava muita atenção, mas, com as passagens sucessivas pelo Sol, a quantidade de partículas que se desprenderam do 3200 Phaeton foi aumentando e o fenômeno se tornou uma das mais importantes chuvas de meteoros do ano. Anualmente, ela vai de 9 a 19 de dezembro.

De acordo com Mello, a alta frequência dos meteoros - dois por minuto - e a baixa velocidade com que parecem cair no céu, possibilitam a boa observação. No entanto, céu limpo e escuro é condição essencial para a visualização.

Para observar - Os meteoros se tornam visíveis ao entrar em atrito com a atmosfera. Com o choque, são vaporizados e brilham. Por isso, quanto menos iluminação no céu, melhor a observação. Os astrônomos aconselham que a visualização seja feita longe de grandes centros urbanos, para evitar a poluição luminosa e atmosférica que atrapalham o fenômeno.

"Chuvas de meteoros são visíveis ao longo de grandes áreas no céu. Isso torna desaconselhado o uso de binóculos ou lunetas, pois esses instrumentos limitam muito o campo de visão. O melhor é observar a Geminídeas a olho nu", diz Roberto Costa, astrônomo do Instituto de Astronomia, Geografia e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG/USP).

Além disso, este ano, a luminosidade da Lua, em sua fase nova, não deve atrapalhar quem quiser observar a chuva de meteoros. A previsão do tempo também deve ajudar: neste domingo, estão previstas pancadas de chuva no final da tarde e início da noite nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte e tempo firme e céu claro na região Nordeste.

Dica para as fotos - Há uma maneira de fazer com que as imagens da chuva de meteoros fiquem ainda mais incríveis: "Deixe uma câmera digital posicionada para a Constelação de Gêmeos - direção Leste do céu - e faça vídeos durante a ocorrência do fenômeno para registrar as estrelas cadentes. Isto pode ser feito por qualquer amador e os resultados podem ser bem legais", disse Mello.
Para quem não conseguir observar a chuva de meteoros, a Nasa fará uma transmissão, ao vivo, pelaNasa TV e também por seu canal de streaming. O evento será gravado pelo sistema de câmeras da agência espacial, nos Estados Unidos, e será divulgado em conjunto com entrevistas de cientistas que falarão sobre a Geminídeas.

Veja.com


terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Nasa divulga novas e incríveis imagens da superfície de Plutão

As fotos foram capturadas pela sonda New Horizons, em 14 de julho, e revelam surpreendentes detalhes de crateras, montanhas e geleiras na superfície do astro

(Foto; RevistaGalileu) A Nasa publicou um novo e surpreendente conjunto de fotos em alta definição de Plutão



A Nasa publicou um novo e surpreendente conjunto de fotos em alta definição de Plutão, na última sexta-feira (4). As imagens foram captadas pela sonda New Horizons em 14 julho, durante o voo histórico de 'apenas' 12.390 quilômetros de altitude e, segundo a agência espacial norte-americana, essas são as fotos que mais trazem detalhes da superfície do planeta anão.
Com a resolução de 77 a 85 metros por pixel, é possível observar de muito perto as crateras, montanhas e geleiras que recobrem a superfície de Plutão.

"Essas novas imagens nos dão uma visão de tirar o fôlego, em super alta resolução, da geologia de Plutão. A ciência que poderemos fazer com essas imagens é simplesmente inacreditável!", disse Alan Stern, líder da missão New Horizons, em comunicado.

Nas imagens, é possível ver uma faixa de cerca de 80 quilômetros de largura de um planeta que está a mais de 5 bilhões de quilômetros da Terra. As fotos foram feitas pelo telescópio Long Range Reconnaissance Imager (LORRI), a bordo da New Horizons, 15 minutos antes da maior aproximação. Elas foram obtidas a partir de um modo de observação diferente - uma foto a cada três segundos - para evitar que ficassem desfocadas.

New Horizons - Desde que foi lançada pela Nasa, em janeiro de 2009, a sonda New Horizons já percorreu mais de 4,8 bilhões de quilômetros e chegou a uma distância de 12.390 quilômetros de Plutão para fazer fotos e recolher material da atmosfera do planeta-anão.

Essa exploração de uma área desconhecida do Sistema Solar busca trazer informações sobre Plutão e sua maior lua, Charon. Pequenos planetas como Plutão são relíquias de mais de 4 bilhões de anos que podem trazer dados reveladores sobre as origens do Sistema Solar.

Após a aproximação, a New Horizons continua sua viagem para uma região do Sistema Solar conhecida como Cinturão de Kuiper, que se estende de Netuno até depois do planeta-anão. Em Kuiper existem diversos planetas anões, mas a área foi até hoje pouco explorada por missões espaciais. Essa segunda etapa da viagem está prevista para o período entre 2016 e 2020.

Veja.com


quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia no Amazonas mobilizou mais de 15 mil pessoas

A maior parte dos projetos apresentados foram desenvolvidos por alunos da rede pública de ensino municipal e estadual, além das instituições de nível superior


A primeira competição de robótica do Amazonas foi uma das principais atrações durante a 12ª SNCT. Alunos de várias instituições competiram nos níveis médio técnico e superior durante o evento (Aguilar Abecassis)



Após três dias de exposições e popularização da ciência, a 12ª Semana Nacional de Ciência Tecnologia (SNCT) no Amazonas chegou ao fim, ontem, no Centro de Convenções Vasco Vasques, na Zona Centro-Sul. Mais de 15 mil pessoas passaram pelo complexo que congregou mais de 140 projetos voltados para o ensino da ciência e inovação, no estado. A maior parte deles foram projetos desenvolvidos por alunos da rede pública de ensino municipal e estadual, além das instituições de nível superior.
Este ano, o tema central da 12ª SNCT foi “Luz, Ciência e Vida”, em que os alunos puderam apresentar suas ideias de novas tecnologias e inovações, desde a preocupação com o meio ambiente até a aplicação da matemática no dia a dia e desenvolvimento de mecanismos para auxiliar pessoas com deficiência visual a se locomover.
Para a estudante do 2º da escola estadual Liberalina Weil, Simone Thalia Souza, 19, participar da semana de Ciência e Tecnologia foi uma oportunidade para conhecer os trabalhos de outras colegas e compartilhar as experiência que ela adquiriu na escola. “Eu sei que só, a gente não vai mudar o mundo, mas se nos unirmos com o mesmo pensamento, podemos chegar mais longe. Participar desse evento foi importante porque pudemos apresentar a nossa pesquisa e aprender com os outros alunos”, afirmou ela.
Os projetos relacionados à robótica foram os que mais chamaram a atenção do público. A curiosidade ficou ainda mais aguçada quando os estudantes “entraram em campo” para batalhar, já que durante a Semana deste ano foi realizada a primeira Competição de Robótica do Estado. “Nós queremos fazer com que o Amazonas entra no circuito nacional de robótica para que esses alunos possam demonstrar suas habilidades e desenvolver seus robores”, explicou o coordenador da competição, Daniel Câmara.
De acordo com ele, alunos da Sesi, Fucapi, Uninorte, Ifam, UEA e Ufam participaram do torneio, que foi dividido em dois níveis: Ensino Médio e Técnico e Ensino Superior.
Estudante do Ifam, Hugo Diniz, 17, afirmou que ficou empolgado com a disputa. “Eu gosto de participar porque é uma forma de interagir e aprender mais. Ano passado, a nossa equipe participou das Olimpíadas de Robótica e ficamos em 14º lugar. Fomos os mais bem posicionados do ranking nacional, entre os estados da região Norte”, destacou ele.
No circuito montado no salão principal do Vasco Vasques, cada robô enfrentou obstáculos em uma plataforma. Cada obstáculo vencido pela máquina, a equipe marcava uma pontuação.
Blog: Estevão Monteiro de Paula, Sec. Exec. Seplancti
“Este ano tentamos mostrar para a sociedade amazonense principalmente a importância da robótica no nosso cotidiano. Para se ter uma ideia, dos 140 projetos expostos, 2/3 deles estavam relacionados à questões de montagem de robôs, mecânica, automação e controle. Isso é fantástico e significa que a nossa juventude está atenta ao que está acontecendo no cenário atual e são extremamente coeficientes no que estão produzindo. E isso também demonstra que estamos caminhando para um futuro brilhante em termos de desenvolvimento de hardware e software e que estamos bem próximos das áreas mais desenvolvidas. Podemos pensar que futuramente essas contribuições poderão ser aplicadas de forma prática em diversas áreas do conhecimento por esses mesmos estudantes”.
Mobilização de parceiros
O secretário executivo de Ciência, Tecnologia e Inovação, da Secretaria de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia e Inovação (Seplan-CTI), Estevão Monteiro de Paula, destacou o envolvimento dos estudantes e afirmou que o evento xam todos mais motivados.
O evento contou com a parceria da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado do Amazonas, Universidade do Estado do Amazonas, secretarias de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc) e de Estado da Cultura. Também participaram o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas, Instituto Federal do Amazonas Sebrae e Secretaria Municipal de Educação (Semed), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), dentre outras.

Kelly Melo 


segunda-feira, 23 de novembro de 2015

‘Há tanta vida lá fora...’: conheça casos de pessoas que decidiram se afastar do Facebook

Estudo recente apontou que obsessão por curtidas e compartilhamentos pode nos causar mal. Pessoas que saíram da rede e uma especialista comentam o tema


"Acordava e ia direto com a mão no smartphone para verificar as notificações e notícias do dia", disse a estudante Karoline Zany (Aguilar Abecassis)


Quando foi a última vez que você olhou seu Facebook na última hora? Talvez nem você mesmo(a) consiga responder essa pergunta. A verdade é que as redes sociais entraram de vez no cotidiano das pessoas nos últimos anos, de maneira que não nos percebemos à sua mercê.
No entanto, é válido perguntar: até que ponto isso nos afeta? Em estudo divulgado este mês, o Instituto de Pesquisa da Felicidade, sediado em Copenhagen, apontou que nossa obsessão em chegar novas curtidas e compartilhamentos pode nos causar mal.
Eles testaram a tese separando um grupo de aproximadamente 1,1 mil pessoas em dois grupos, um dos quais passaria uma semana fora da rede social de Mark Zuckerberg e outro continuaria a usá-la normalmente pelo mesmo período.
Pedidos para avaliar seu grau de satisfação pessoal antes e depois do experimento, os participantes que ficaram fora ranquearam a sua vida melhor dos que os que permaneceram na rede. Ao fim da semana, a média de “índice de satisfação pessoal” do grupo que continuou no Facebook era de 7,75, enquanto o do grupo que saiu era de 8,12.
O presidente do instituto, Meik Wiking, disse a um jornal dinamarquês que acredita que a distorção de realidade provocada pela rede é fator que contribui muito para o resultado, o que encontra ecos em estudiosos aqui no Brasil. 
Aline Restano, psicóloga que integra o Grupo de Estudos Sobre Adições Tecnológicas (Geat), baseado no Rio Grande do Sul, em entrevista ao VIDA&ESTILO comentou que, para certas pessoas na web, “parece mais importante parecer que está feliz do que estar feliz de verdade”. 
Por esse e outros motivos, há pessoas que realmente optaram por se desconectar mais um pouco, como na experiência na Dinamarca, vivendo mais momentos e menos “likes”.
‘Motivo de sofrimento’
A estudante Karoline Zany era uma daquelas pessoas que quase nunca ficava offline. “Acordava e ia direto com a mão no smartphone para verificar as notificações e notícias do dia. No caminho para o trabalho, casa, faculdade, a grande distração era o uso das redes sociais, mas com o tempo aquilo se tornou monótono e percebi a baixa produtividade em outras atividades como estudos, conversas face a face com os amigos, em casa com a família, etc”, falou.
Incomodada, ela acabou saindo das redes. “O Facebook se tornou motivo de sofrimento, é uma ferramenta  que escraviza aqueles que não têm autocontrole. O impacto pelo mal uso é muito grande, destrói relacionamentos e amizades. [Fora], você passa a ter mais tempo para si, o fator ansiogênico de ver as notificações foi totalmente desativado (risos). A sensação é realmente de liberdade”, explicou.
Karoline afirmou que teve quatro contas no Facebook desde 2010, das quais ela só possui e-mail e senha de uma, a qual não usa ativamente desde o ano passado.
“Não tenho vontade de usar, não sinto falta, não é algo que tem importância ou que me faz ficar bem. Às vezes a gente pensa: ‘Poxa, vamos deixar de ver o que as pessoas postam e compartilhar de certos momentos’, mas sinceramente estou melhor sem o uso dessas ferramentas do mal. Sério, são coisas que causam dependência”, reflete.
Mais dedicação
Para o aluno de Engenharia da Computação Avelino Morganti, o intervalo de um ano e meio que ele se deu do Facebook lhe proporcionou vários prêmios acadêmicos e a aprovação em um intercâmbio em Portugal, onde ele ficará até o ano que vem.
Ele disse que reativou a rede duas vezes desde então: uma por pressão de colegas de faculdade para compartilhar informações sobre aulas, que durou até ele usar ferramentas como o Google Drive e o Dropbox para isso, e outra por conta do intercâmbio.
“Eu voltei a ativar o Facebook um pouco antes de vir para Portugal, pela pressão da família e de amigos. Achei também que era a maneira mais fácil de compartilhar fotos e ‘dizer que estou bem’”, comentou o estudante.
Avelino aponta que ferramentas como o feed infinito de notícias tornam a rede aditiva. “O usuário tem a sensação de ‘estou perdendo algo se não rolar o feed até o fim’ e isto faz com que ele sempre tenha ‘vontade de dar uma olhadinha’”, exemplificou.
Ele reflete que, dada a sua área de estudo (computação), é difícil abandonar por completo as redes sociais. “Esta é a razão pela qual eu ainda tenho Facebook. No entanto, com o surgimento de outros serviços, eu tenho ficado vários dias seguidos sem usá-lo”, explicou.
‘Como uma droga’
Segundo Aline Restano, psicóloga integrante de Geat, grupo de estudo da UFRGS sobre o tema, nem sempre o tempo gasto na rede é o que influencia na felicidade do indivíduo.
“O que temos que avaliar é se a rede social gera prejuízo na vida da pessoa, no seu convívio social ou familiar, na sua condição física, no seu desempenho acadêmico... Não é o número de horas que define se uma pessoa está dependente. O que define o uso problemático é o prejuízo”, comentou.
“Assim como uma droga, ela gera um prazer quando você vê curtidas e comentários positivos, então você tende a repetir o comportamento”, explica a psicóloga.
A base desse prazer, segundo Aline, varia de pessoa para pessoa, ainda que a questão da aprovação seja um fator. “[Um artigo apontou] que pessoas que têm muita necessidade de aprovação social tendem a ter um uso mais problemático de redes sociais, porque ela vai ter que conferir muito mais vezes”, comentou, destacando, no entanto, que as pessoas mais ansiosas, deprimidas ou com mais fobias sociais também se encontram particularmente vulneráveis aos encantos da web.
Potencializador
Aline Restano também enfatiza um aspecto das redes sociais que ela vê constantemente ignorado em reportagens que as demonizam: o de potencializador de questões prévias.
“Não é a rede social que gera o problema. [...] É preciso entender o que estava se passando com a pessoa antes, [o] porquê da sua vida real estar tão empobrecida a ponto de uma rede social se tornar tão mais interessante”, destacou a psicóloga.
Ela também aponta o contexto cultural problemático do qual as redes fazem parte: “Vivemos numa cultura em que temos que mostrar tudo o que estamos fazendo. Isso é anterior às redes sociais e é humano, mas agora a gente enxerga mais forte”, disse.
Sobre o estudo feito na Dinamarca, Aline é cautelosa quando o assunto é a “felicidade” dos participantes, mas admite que é natural sentir um alívio quando uma meta é obtida (no caso, ficar fora das redes sociais).
Para quem está incomodado com a influência de redes como o Facebook em sua vida, ela recomenda terapia para se chegar à raiz do problema. Para quem só quiser se afastar delas, Avelino Morganti faz a provocação: “Se eu pudesse dar um recado aos seus leitores, diria para tentarem viver sem Facebook durante um mês. Eu me arriscaria dizer que poucos vão conseguir, pois é tão difícil como largar um vício como álcool ou cigarro”. Está lançado o desafio!

Lucas Jardim


domingo, 22 de novembro de 2015

Site Tambaqui Urbano ganha nome de ‘Meu Tambaqui’ e traz novidades aos clientes

Com a mudança, sistema se transforma em site de descontos, de até 90% do valor original. “Meu Tambaqui” traz uma série de novos serviços e facilidades para os clientes


Novo sistema se adapta em telas de tablets e celulares (Márcio Silva)



Se você estava acostumado em realizar compras pelo site Tambaqui Urbano, agora é possível afirmar que ele é um espaço só seu. Isso porque, a partir de agora, o famoso peixinho ganha o nome de “Meu Tambaqui” e traz uma série de novos serviços e facilidades aos clientes que não aceitam perder bons descontos nos serviços da cidade.
Há quatro anos em atividade, a plataforma lança mensalmente mais de 100 ofertas no sistema, que variam entre serviços de beleza, alimentação, eventos, viagens e produtos. A empresa faz parte do grupo Calderaro de Comunicação. 
De acordo com o diretor operacional do site, Leonardo Mêne, o Meu Tambaqui vende cerca de 7 mil cupons por mês. A mudança na marca é recente, ocorreu há uma semana, e conforme ele explica, consiste principalmente no objetivo da ideia.
“Queríamos sair da imagem de compras coletivas. Como fomos um dos únicos sites de compras coletivas que ficou no mercado, quisemos fazer uma mudança no site. Hoje eu considero que nós somos um site de descontos, ofertas e oportunidades”, explicou o responsável pela empresa Meu Tambaqui.
Adaptação
Para chegar ao conceito de site de descontos, Leonardo traz como exemplo a trajetória de outros sites que mudaram após a “onda” de compras coletivas sofrer um declínio. Entre os mais populares que se adaptaram ao mercado ele destaca o Groupon e o Peixe Urbano.
No caso do Meu Tambaqui, Leonardo explica que a alteração do produto possibilita que as ofertas sejam autenticadas com maior praticidade.
“Antigamente precisava de um número específico de pessoas para validar a oferta. Se a pessoa comprava uma promoção de sushi, por exemplo, era necessário que fossem vendidos 50 no mínimo para que essa oferta fosse válida. Hoje em dia não precisa mais disso. Se eu vender para dois ou três clientes já funciona”, explicou.
Na visão do diretor, a modalidade é positiva pois permite aos dois lados, site e empresa, apresentarem seu pontencial no mercado. “É um tira-gosto que ele vai dar ao cliente. A primeira parte da campanha quem faz somos nós, divulgando nos nossos veículos de comunicação, mas a segunda é com eles, que é tentar dar o melhor produto e tentar fidelizar essa pessoa dentro do estabelecimento”, declarou.
Muito mais que compras coletivas
Com um novo modelo de negócio, uma roupagem diferente também cai bem, não é mesmo? Pensando nisso, o Meu Tambaqui apresentou um novo layout para o site, criado pela Tape Publicidade - criadora da primeira marca do Tambaqui Urbano. As ofertas são encontradas no endereço www.meutambaqui.com. “É um site que está mais prático e moderno”, avaliou Leonardo Mêne.
Nessa nova fase, o “peixinho”, como é conhecido nas redes sociais, ainda traz mais novidades. Isso porque agora a página pode ser adequada em tablets e celulares e também está disponível por meio de aplicativos para sistemas Android e iOS, onde qualquer pessoa consegue realizar cadastro e aproveitar as ofertas disponíveis em primeira mão.
Para aqueles que não curtem comprar pela Internet, o Tambaqui Urbano também está presente nos pontos de venda espalhados pela capital. Segundo o diretor, são seis ambientes exclusivos: no Amazonas Shopping, no Manauara Shopping, Zona Centro-Sul; no shopping Cidade Leste, na Zona Leste; no posto de combustível Equador, localizado na rotatória do conjunto Eldorado, Zona Centro-Sul, nas lojas A Crítica do Centro e na Cachoeirinha, Zona Sul. Nesses espaços, os descontos apresentados são os mesmos das páginas virtuais.
Segundo a empresa, há ofertas imbatíveis onde as reduções nos preços podem chegar a até 90% no valor original. “O nosso objetivo é continuar atraindo novos parceiros e buscando cada vez mais oportunidades de desconto para os nossos clientes”, completou o diretor do Meu Tambaqui, Leonardo Mêne, acompanhado da equipe que comanda o site amazonense.

OSWALDO NETO


segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Tecnologia nos serviços: a transição do manual para o digital

Empresas de Manaus investem em ferramentas tecnológicas para modernizar atendimento e surpreender clientes


(Foto: Arquivo/AC) Restaurante San Culinária Asiática foi o pioneiro em Manaus a apresentar o cardápio digital, substituindo o pape


Em tempos que a tecnologia domina o cenário, as empresas estão buscando melhorar seus processos e sair da era do papel para estar mais ao lado do consumidor para sair na frente, a fim de facilitar a vida do consumidor ou dos colaboradores. A inovação tecnológica está em todos os setores da economia, mas o comércio e serviços tem se destacado por estarem mais próximos das necessidades dos usuários.
Alguns restaurantes de Manaus, tais como o San Culinária Asiática (rua Amapá, Vieiralves) e o Sushi Kai (av. Mário Ipiranga Monteiro, Adrianópolis) já estão adotando o auto-serviço, que funciona como uma espécie de “cardápio digital” em que os clientes podem escolher e registrar seus pedidos através de tablets instalados em cada mesa. O pedido chega direto na cozinha. A conta também pode vir através de um único clique, facilitando assim o atendimento e o trabalho do garçom.
Desde julho, a Golfinho Cooperativa de Táxi trocou a comunicação via rádio pelo aplicativo que monitora a frota e a localização dos taxistas cooperados. A ferramenta veio para agilizar o atendimento ao cliente e o trabalho do próprio profissional.
Em Manaus, as companhias de táxi Tucuxi e Manauara já atendem a chamados através do aplicativo de celular, mas só a Golfinho monitora através da central.
Outro destaque é o serviço SAC 2.0, adotado há um ano pela rede de drogarias Santo Remédio para melhorar a relação com seus clientes. A ferramenta filtra todo tipo de feeback do consumidor através do site e das mídias sociais, a fim de direcionar o atendimento para os setores responsáveis. Seja uma queixa, uma sugestão, uma dúvida ou um elogio, tudo é monitorado através do SAC 2.0, oferecido pela agência de inteligência digital 92dpi.
Este é um diferencial frente à concorrência com o propósito de fidelizar o cliente e melhorar a gestão da empresa, explica Wili Garcez, da Santo Remédio. “Muitas vezes o cliente quer se expressar e não tem como, às vezes ele passa para a gerência e funcionário, mas acaba não chegando na empresa. Este canal digital é como se estivesse falando com o dono. Seja uma queixa ou um elogio, buscamos solucionar os problemas, tem questão de dúvida sobre medicamento que encaminhamos para o nosso Call Center.” A rede possui 52 lojas 1.600 funcionários em Manaus.
“O celular está em todo lugar e perto do alvo da empresa. Isso mostra que a empresa está antenada com novas tecnologias e embarca na inovação para sair na frente. Portanto, melhora sua competitividade”, explica o pesquisador do Instituto de Desenvolvimento Tecnológico (INdT), Fabrício Marinho.
Blog: Sérgio Cavalcante
Gestor do INdT
“A empresa se torna até mais próxima do bolso do consumidor, literalmente. A empresas deve pegar a onda junto. Você não pode ficar no ‘disco de vinil’. E muitas empresa não sabem que tem essa disponibilidade”. As palavras de Sérgio Cavalcante, product owner do INDT traduzem a demanda por modernizar as relações entre empresas, funcionários e clientes. O INDT já desenvolveu soluções semelhantes como para o Easy Taxi Brasil (chamada de táxi por aplicativo de celular) PagSeguro, do UOL (ferramenta para fazer pagamentos on-line), continua aprimorando seus processos para oferecer para demais empresas. Um deles é “cardápio digital”, direcionado a seus colaboradores, que podem escolher e opinar sobre a refeição oferecida pela empresa de alimentação contratada pelo INDT.
“ Inclusive estávamos fazendo a segunda versão para parceiros. Usamos o design thinking para analisar a interação do usuário com o aplicativo. A empresa precisa conhecer ponto de vista de todos seus clientes. A gente desenvolve a ferramenta completa. O cardápio digital funciona da seguinte maneira: a empresa cadastra os pratos do dia e o aplicativo mostra as opções para o funcionário, que pode sugerir ou votar nos pratos que deseja comer na semana, e a cozinha prepara as refeições por estas demandas. O benefício está no custo, redução de desperdício, planejamento e olhar no que o funcionário deseja”.
O ‘case’ foi desenvolvimento dentro do INDT e teve bom feedback dos funcionários. Cavalcante explica que muitas soluções partem da necessidade dos usuários, então os empresários ou gestores procuram os desenvolvedores. Agilidade, tendência, economia de recursos e modernizar. O desenvolvedor Fabrício Marinho ressalta que o INDT tem know-how para esses projetos. “Temos essa veia e condição de fazer isso”.
Evolução
Em 2010, os dispositivos móveis representavam apenas 26% do segmento brasileiro de Smart Connected Devices, composto por desktops, notebooks, tablets e smartphones. Hoje, eles evoluíram para 81%, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa de Mercado.
Se adequando a novas tecnologias
Há pouco tempo, transmitir os pedidos de corridas de táxi da central para os taxistas custava 20 minutos. Hoje o sistema despacha as corridas em três segundos, conta o presidente da Cooperativa Golfinho, Marcelo Neder que resolveu modernizar o serviço de táxi em Manaus para não perder espaço para a concorrência.
No pacote foram desenvolvidos dois aplicativos pela empresa Original Software - um para o cliente e outro para o taxista. “Fomos a São Paulo e Rio de Janeiro visitar várias empresa e cooperativas de táxi que já trabalhavam com isso”.
A central controla a localização dos motoristas, a quantidade de táxi por pontos, a fila de corridas, o histórico de corridas e o faturamento de cada um.
“A corrida fica memorizada. Sabemos onde eles estão, quantos carros possuem nos pontos, tudo em tempo real. Funciona como um controle financeiro para o próprio taxistas que sabem quantas corridas fizeram e quanto ganharam por dia ou por mês”, detalha o presidente.
Se pediu o carro pelo aplicativo, o usuário sabe previsão de chegada do táxi. “Isso facilitou muito. Acabou aquele negócio de dizer ‘o taxi ta chegando’”.
Há 14 anos no mercado, a Golfinho tem uma frota de 300 carros 300 anos e 32 pontos distribuídos por Manaus.
“Quem não se adequar às novas tecnologias e mais facilidades pro cliente vai ficar para trás. Para nós foi uma alavancada no mercado. Foi a primeira empresa que implantou isso. As empresas estão mais procurando para dar mais eficiência para o cliente”.
A Manauara Rádio Táxi e a Tucuxi também entraram na briga dos aplicativos.

CINTHIA GUIMARÃES


quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Relatório: liberdade de acesso à internet retrocede em todo mundo

Quase seis em cada dez pessoas (58%) em todo o mundo vivem em algum país onde internautas ou bloggers foram presos por terem compartilhado online conteúdos de conotação política, social ou religioso


Segundo a ONG Freedom House, 14 governos, de um total de 65 países, aprovaram leis ao longo do ano passado para reforçar a vigilância online (Marcos Santos,/USP Imagens)



A liberdade de acesso à internet retrocedeu pelo quinto ano consecutivo em todo o mundo, de acordo com um relatório divulgado hoje (28) pela Freedom House que aponta “recuos notáveis” na Líbia, Ucrânia e França.

Quase seis em cada dez pessoas (58%) em todo o mundo vivem em algum país onde internautas ou bloggers foram presos por terem compartilhado online conteúdos de conotação política, social ou religioso, diz o relatório anual da organização não governamento (ONG) de defesa de direitos humanos.
“A posição da França caiu, pricipalmente, por causa das problemáticas políticas adotadas após os atentados terroristas ao [jornal satírico] Charlie Hebdo” em janeiro, explica a organização.
A ONG cita, como exemplo, uma lei aprovada pelo Parlamento francês, em junho, que reforça os poderes dos serviços de informações, em nome da luta contra o terrorismo. A lei define um regime de autorização e de controle de técnicas de espionagem, como escutas, vigilância com câmaras ocultas ou acesso a redes de telecomunicações.
A Líbia, está entre as 28 nações 'parcialmente livres' e viu a sua pontuação noranking cair, depois de junho do ano passado, devido “à inquietante violência contrabloggers, novos casos de censura política e aumento nos preços de serviços de internet e celular”.
Depois da primavera árabe de 2011 e do papel desempenhado à época pelas redes sociais, a maioria dos países do Magrebe (noroeste da África) e do Oriente Médio reforçou o controlo sobre a internet, de acordo com o relatório, que avaliou o período compreendido entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2014.
Segundo a Freedom House, 14 governos, de um total de 65 países, aprovaram leis ao longo do ano passado para reforçar a vigilância online. A China apresenta a pior marca do relatório (88 pontos), enquadrando-se no conjunto de 19 países 'não livres', atrás da Síria e do Iraque.
O país melhor posicionado é a Islândia, com 6 pontos, seguida da Estônia, Canadá, Alemanha, Austrália, Estados Unidos, Japão e Itália. O Brasil divide a 18ª posição doranking, ao lado do Quênia, ambos com 29 pontos e no limite da classificação de país com internet livre.

Agência Lusa


terça-feira, 27 de outubro de 2015

Pode 'printar' sem preocupação e com segurança no WhatsApp

Notícia falsa de que nova atualização permitiria avisar usuários sobre ‘prints’ de tela deixou brasileiros assustados 




Não existe nenhum anúncio oficial do próprio WhatsApp afirmando que irá notificar usuários quando for realizado um print de seu conteúdo (Reprodução/Internet )




Na noite de segunda-feira (26), alguns portais de notícia espalharam a informação que a nova atualização do WhatsApp iria notificar os usuários quando o conteúdo de suas conversas fosse “printado”. A notícia, apesar de ter criado burburinho nas redes sociais, não passa de especulação.

Não existe nenhum anúncio oficial do próprio WhatsApp afirmando que irá notificar usuários quando for realizado um print de seu conteúdo. Embora sendo mentirosa, a informação gerou certa preocupação em alguns usuários, como na universitária Aline Maia, que ficaria constrangida se alguém “printasse” a sua conversa.
“Eu ficaria (preocupada) sim, pois existem assuntos no qual falamos que nem sempre são confortáveis para todos”, declarou.
Um usuário que não quis se identificar, explicou que não terá mais como “plantar a semente da discórdia”. “Se um dia os gestores do WhatsApp fazerem isso, não terá mais graça o aplicativo. Como vou ‘plantar a semente da discórdia’?”, brincou.
O fato é que o WhatsApp guarda todo o seu histórico – até oferecendo backup no Google Drive para você não perdê-lo – e permite copiar e compartilhar mensagens de forma nativa. O WhatsApp não avisa quando você compartilha uma mensagem, por que alertaria quando alguém tira uma captura de tela?
O boato iniciou aparentemente no site Portal Atualizado. A “notícia” não traz muitas informações: apenas diz que “quando a tela for printada, o outro usuário será notificado assim como acontece no Snapchat”, e que o recurso será liberado no dia 28 de novembro. O fato é que a notícia falsa rendeu diversos comentários e memes nas redes sociais como Facebook e Twitter.

Rafael Seixas