Após reunião entre Renan Calheiros e a Ajufe, o presidente do Senado sinalizou que não deve promulgar a proposta de emenda
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Renan Calheiros ressaltou que se por um lado há a necessidade de expandir(Arquivo) |
Terminou
nesta terça-feira sem definição a reunião entre o presidente do Senado, Renan
Calheiros (PMDB-AL), e os presidentes das maiores entidades de juízes do país -
Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil), AMB (Associação dos
Magistrados Brasileiros) e Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da
Justiça do Trabalho) sobre a promulgação da PEC 544/2002, que cria mais quatro
TRFs (tribunais regionais federais).
Embora
tenha dito que ainda não decidiu sobre o assunto, o presidente do Senado sinalizou
que não deve promulgar a PEC.
O
problema seria uma alteração no texto durante a votação na Câmara. A mudança
exigiria uma nova análise da matéria pelo Senado e como isso não foi feito, a
imediata promulgação seria inviável.
Renan
Calheiros ressaltou que se por um lado há a necessidade de expandir a Justiça
Federal, por outro há a necessidade também de se observar o rito
constitucional.
“Há,
com relação aos quatro [tribunais] criados, um erro formal e se nós não
observamos esse erro formal na promulgação o erro recairá sobre o Congresso
Nacional”, justificou.
No
encontro, as organizações apresentaram nota técnica rebatendo todos os
argumentos contrários à promulgação da proposta, aprovada na Câmara dos
Deputados, que cria os tribunais — com sedes em Belo Horizonte, Curitiba,
Manaus e Salvador.
Sobre
o impacto financeiro da medida, o documento diz que seria de R$ 700 milhões ao
ano, e não de R$ 8 bilhões, como estima o presidente do STF (Supremo Tribunal
Federal), Joaquim Barbosa, ao criticar a medida no início do mês.
As
entidades rebateram ainda o argumento de Renan para a não promulgação. Segundo
elas, a alteração feita na Câmara é de técnica legislativa e não modificou o
conteúdo aprovado no Senado.
Para
o presidente da Anamatra, Renato Henry, o processo de tramitação da proposta
que cria os novos TRFs foi longo, transparente e não pegou ninguém de surpresa.
Segundo ele, no momento, o problema é "muito mais político do que
técnico".
Henry
voltou a comentar as críticas do presidente do STF, Joaquim Barbosa, de que a
PEC [544/2002] teria sido aprovada de forma "sorrateira".
"Não
houve nenhuma medida sorrateira. O Congresso Nacional é absolutamente
transparente.
A
medida tramitou por vários anos.
Se
houve algum problema, foi falta de atenção por parte do STF, que não acompanhou
essa tramitação".
Diante
do impasse, o senador Jorge Viana (PT-AC), relator da proposta, disse que uma
saída seria o que chamou, de “manifestação do Judiciário”.
Ele
adiantou que vai propor ao presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro
Félix Fischer, que o Judiciário apresente uma proposta de criação de tribunais
dentro de regras estabelecidas pela própria Justiça.
Segundo
o presidente da Ajufe, Nino Toldo, as entidades vão aguardar a posição final do
presidente do Senado sobre a questão.
“Vamos
aguardar um posicionamento oficial do presidente do Senado.
Acredito
que ele haverá de promulgar a emenda constitucional.
O
presidente está cauteloso com relação à promulgação da PEC [544/2002] porque há
algumas divergências que foram apontadas”.
Com Informação da Assessoria

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