quinta-feira, 4 de julho de 2013

Sinésio volta alertar entrada ilegal de cimento no Amazonas

Campos alertou o fato da entrada ilegal do produto está causando prejuízos a economia do Estado

 

De acordo com indicações na embalagem o produto é produzido pela companhia (Foto Aleam)

Mostrando uma embalagem de saco de cimento vazio procedente de Lisboa (Portugal), o presidente da Comissão de Mineração, Geodiversidade, Recursos Hídricos, Gás e Óleo (Cmengh), deputado Sinésio Campos (PT) voltou a alertar, nesta quarta-feira, 3, da tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM), a entrada ilegal do produto no mercado da construção civil no Amazonas, de países da Europa e sul-americanos, como a Venezuela, Peru e Colômbia.

No dia 20 de junho, o parlamentar e o presidente da Comissão dos Direitos do Consumidor (CDC), deputado Marcos Rotta (PSD) entregaram ao superintendente regional da Polícia Federal, delegado Sérgio Fontes, informações documentadas em um dossiê denunciando grandes carregamentos de cimento de várias partes do mundo entrando ilegalmente no Amazonas por meio da BR-174 (Manaus-Boa Vista) ou pelo município de Tabatinga (a 1.115 quilômetros), na fronteira com Peru e Colômbia.

Durante a reunião, o superintendente informou que a PF investiga o caso há algum tempo. Nesta quarta-feira, Sinésio Campos ocupou a tribuna com um saco de cimento Cauê comprado em lojas de construção em Manaus. 

De acordo com indicações na embalagem o produto é produzido pela companhia portuguesa Cimpor – Indústria de Cimento S/A, com sede em Lisboa, e embalado e distribuído no País pela empresa InterCement Brasil S/A., sediada em São Paulo (SP).

Campos alertou o fato da entrada ilegal do produto está causando prejuízos a economia do Estado, com a evasão de divisas, e, também, o prazo de validade de seis do cimento indicado na embalagem, o que segundo o deputado, não atende as normas técnicas estabelecidas pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e Serviço Geológico do Brasil. “É importante alertar a sociedade para as normas minerárias, que estabelecer prazo de validade de apenas três meses do calcário”, afirmou.

O deputado disse que recebeu informações dando conta da utilização do cimento português na construção de residências de programas sociais, como o Minha Casa, Minha Vida, no interior do Amazonas. “A Polícia Federal tem que agir rapidamente para evitar um grande prejuízo a sociedade. Esse cimento está sendo desovado aqui no Amazonas de forma escancarada porque a Europa não tem como vender seus produtos”, reafirmou o parlamenta, que também é líder do governo na Assembleia Legislativa.



Com Informação da Assessoria

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