Campos alertou o fato da entrada ilegal do produto está causando prejuízos a economia do Estado

De
acordo com indicações na embalagem o produto é produzido pela companhia
(Foto Aleam)

De acordo com indicações na embalagem o produto é produzido pela companhia (Foto Aleam)
Mostrando uma embalagem de saco de cimento vazio
procedente de Lisboa (Portugal), o presidente da Comissão de Mineração,
Geodiversidade, Recursos Hídricos, Gás e Óleo (Cmengh), deputado Sinésio Campos
(PT) voltou a alertar, nesta quarta-feira, 3, da tribuna da Assembleia
Legislativa do Amazonas (ALEAM), a entrada ilegal do produto no mercado da
construção civil no Amazonas, de países da Europa e sul-americanos, como a Venezuela,
Peru e Colômbia.
No dia 20 de junho, o parlamentar e o presidente
da Comissão dos Direitos do Consumidor (CDC), deputado Marcos Rotta (PSD) entregaram
ao superintendente regional da Polícia Federal, delegado Sérgio Fontes, informações
documentadas em um dossiê denunciando grandes carregamentos de cimento de
várias partes do mundo entrando ilegalmente no Amazonas por meio da BR-174
(Manaus-Boa Vista) ou pelo município de Tabatinga (a 1.115 quilômetros), na fronteira
com Peru e Colômbia.
Durante a reunião, o superintendente informou que a
PF investiga o caso há algum tempo. Nesta quarta-feira, Sinésio Campos ocupou a
tribuna com um saco de cimento Cauê comprado em lojas de construção em Manaus.
De
acordo com indicações na embalagem o produto é produzido pela companhia
portuguesa Cimpor – Indústria de Cimento S/A, com sede em Lisboa, e embalado e distribuído
no País pela empresa InterCement Brasil S/A., sediada em São Paulo (SP).
Campos alertou o fato da entrada ilegal do produto
está causando prejuízos a economia do Estado, com a evasão de divisas, e,
também, o prazo de validade de seis do cimento indicado na embalagem, o que
segundo o deputado, não atende as normas técnicas estabelecidas pelo
Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e Serviço Geológico do Brasil.
“É importante alertar a sociedade para as normas minerárias, que estabelecer
prazo de validade de apenas três meses do calcário”, afirmou.
O deputado disse que recebeu informações dando
conta da utilização do cimento português na construção de residências de
programas sociais, como o Minha Casa, Minha Vida, no interior do Amazonas. “A
Polícia Federal tem que agir rapidamente para evitar um grande prejuízo a
sociedade. Esse cimento está sendo desovado aqui no Amazonas de forma
escancarada porque a Europa não tem como vender seus produtos”, reafirmou o
parlamenta, que também é líder do governo na Assembleia Legislativa.
Com Informação da Assessoria
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