Criando na Zona Sul de São Paulo (SP),
o brasileiro Michael Costa, de 31 anos, sonhava desde pequeno em ser
médico. Por ser de origem humilde, Michael achava pouco provável
conseguir cursar medicina. Quando soube de um processo seletivo para
estudar em Cuba, ele participou, passou e colocou na cabeça que iria
atuar para ajudar quem mais precisa de médicos. O programa Mais Médicos foi a oportunidade que Michael esperava para trabalhar com o que gosta.“Voltei
decidido a não trabalhar em São Paulo e sim onde precisassem mais de
atenção médica, que seria na região amazônica”, relata. “Eu poderia
ajudar as pessoas de São Paulo? Poderia. Mas eu pensava que lá na região
amazônica eles precisam mais, lá ninguém quer ir. Então, sentia uma
obrigação de sair de casa e me enfiar aqui no meio da floresta”,
completa Michael.
Três meses depois de revalidar o diploma, saiu o edital do Mais Médicos. “Não pensei duas vezes. Uni o útil ao agradável. Tinha a oportunidade de vir para uma comunidade carente fora de São Paulo e ao mesmo tempo teria uma estrutura para fazer isso”, conta o profissional. Ele está há quatro meses trabalhando na Unidade Básica de Saúde (UBS) de Pau Rosa, assentamento rural a 40 quilômetros de Manaus (AM).
A diretora da UBS, Tatiana Lopes, aprovou a vindo do médico para a comunidade. “Antes, não conseguíamos atender todo aquele pessoal. Agora, estamos conseguindo fazer uma distribuição melhor do atendimento. O paciente acaba indo mais cedo para casa e ainda podemos fazer mais atendimentos na residência das pessoas. A procura sempre foi maior que a oferta”, explica Tatiana.
A comunidade tem aproximadamente 11 mil pessoas e nasceu de um assentamento para a reforma agrária. As pessoas, em sua maioria, trabalham com a terra e produzem alimentos para Manaus. “É uma comunidade muito carente. Já tive pacientes que estavam muito tempo sem ver um médico. Muitos estavam com o diabetes completamente descompensado. Fazemos o teste de glicemia e dá 400, 400 e pouco, então intervimos”, explica o Dr. Michael.
Desde que começou a cursar medicina, Michael sabia que queria trabalhar na atenção básica. Para ele, o caminho para transformar a saúde no Brasil passa pela atenção básica. “Não adianta fazer uma saúde querendo ser ultra especialista se só vai beneficiar uma ou outra pessoa. Tem um monte de doença que poderia ser evitada com atenção básica mais eficiente e focalizada”, ressalta o médico.
Junto com as equipes da UBS de Pau Rosa, Michael tem desenvolvido ações de prevenção contra hipertensão, diabetes, hanseníase, entre outros problemas de saúde. “A distância de Manaus é grande. Se você consegue resolver o problema na comunidade, evita ir à Manaus. Um médico em um local afastado faz a diferença. Claro que não resolve tudo, mas não tem a pretensão de resolver tudo, porém faz muita diferença sim”, completa.
Lucas Pordeus Leon / Blog da Saúde
Três meses depois de revalidar o diploma, saiu o edital do Mais Médicos. “Não pensei duas vezes. Uni o útil ao agradável. Tinha a oportunidade de vir para uma comunidade carente fora de São Paulo e ao mesmo tempo teria uma estrutura para fazer isso”, conta o profissional. Ele está há quatro meses trabalhando na Unidade Básica de Saúde (UBS) de Pau Rosa, assentamento rural a 40 quilômetros de Manaus (AM).
A diretora da UBS, Tatiana Lopes, aprovou a vindo do médico para a comunidade. “Antes, não conseguíamos atender todo aquele pessoal. Agora, estamos conseguindo fazer uma distribuição melhor do atendimento. O paciente acaba indo mais cedo para casa e ainda podemos fazer mais atendimentos na residência das pessoas. A procura sempre foi maior que a oferta”, explica Tatiana.
A comunidade tem aproximadamente 11 mil pessoas e nasceu de um assentamento para a reforma agrária. As pessoas, em sua maioria, trabalham com a terra e produzem alimentos para Manaus. “É uma comunidade muito carente. Já tive pacientes que estavam muito tempo sem ver um médico. Muitos estavam com o diabetes completamente descompensado. Fazemos o teste de glicemia e dá 400, 400 e pouco, então intervimos”, explica o Dr. Michael.
Desde que começou a cursar medicina, Michael sabia que queria trabalhar na atenção básica. Para ele, o caminho para transformar a saúde no Brasil passa pela atenção básica. “Não adianta fazer uma saúde querendo ser ultra especialista se só vai beneficiar uma ou outra pessoa. Tem um monte de doença que poderia ser evitada com atenção básica mais eficiente e focalizada”, ressalta o médico.
Junto com as equipes da UBS de Pau Rosa, Michael tem desenvolvido ações de prevenção contra hipertensão, diabetes, hanseníase, entre outros problemas de saúde. “A distância de Manaus é grande. Se você consegue resolver o problema na comunidade, evita ir à Manaus. Um médico em um local afastado faz a diferença. Claro que não resolve tudo, mas não tem a pretensão de resolver tudo, porém faz muita diferença sim”, completa.
Lucas Pordeus Leon / Blog da Saúde
Nenhum comentário:
Postar um comentário