A estimativa é que, pelo menos, 15 mil médicos das Forças Armadas poderão acumular
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Eduardo Braga disse também que os profissionais das Forças Armadas poderão (Foto: Internet) |
Médicos militares poderão acumular
cargos públicos e atender civis em hospitais e unidades de saúde estaduais e
municipais. A Proposta de Emenda à Constituição 77/2014, que prevê a mudança,
foi promulgada nesta terça-feira (11) pelo Congresso Nacional. Atualmente,
esses profissionais atendem exclusivamente em unidades de saúde do Exército, da
Marinha e da Aeronáutica.
A estimativa é que, pelo menos, 15 mil
médicos das Forças Armadas poderão acumular o atual cargo com outros do setor
público. O líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB/AM), disse que os
médicos poderão atender em regiões longínquas, especialmente em áreas de
fronteira do Amazonas. Ano passado, o senador articulou com as demais
lideranças partidárias para que a matéria fosse aprovada na Casa.
“Estou convencido de que essa nova e
experiente mão de obra liberada pela PEC 77 representará um reforço
inestimável, em proveito das populações mais necessitadas da Amazônia e do
Amazonas. Além disso, os médicos militares, reforçando as equipes especializadas
de seus colegas civis, estimularão os governos, tanto da União, como dos
estados e dos municípios, a construir mais hospitais e dotá-los de modernos
equipamentos”, enfatizou, em discurso dado como lido no plenário do Congresso
Nacional.
Eduardo Braga disse também que os
profissionais das Forças Armadas poderão complementar o trabalho das equipes do
programa Mais Médicos, que consiste em fazer atendimento básico de saúde em
localidades onde há escassez de profissionais.
“É verdade que o Mais Médicos, um dos
grandes projetos sociais da presidenta Dilma Rousseff, está garantindo e
garantirá ainda mais, no futuro, a presença de profissionais da saúde nos
municípios do Amazonas. Mas é preciso muito mais. As demandas de saúde no Amazonas, seja nas grandes e médias cidades,
seja no interior da floresta, são ainda enormes, sobretudo nas áreas de
especialização”, justificou.
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