Para formalizar a denúncia contra o Prefeito de Coari - acusado de exploração sexual de menores, entre outros crimes -, a Procuradoria-Geral de Justiça tomou como base os depoimentos de supostas vítimas de Adail
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A ligação de Adail Pinheiro com o tema pedofilia está no noticiário local, nas páginas de polícia e política, desde 2008 |
O desembargador Djalma Martins decretou, por volta das 16h
desta sexta-feira (7), a prisão preventiva de Adail Pinheiro (PRP), prefeito do
município amazonense de Coari. O ato se deu após o Ministério Público do Estado
(MPE/AM) mover nova denúncia junto ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM)
contra o político, suspeito de chefiar uma quadrilha de exploração sexual de
crianças e adolescentes, entre outros crimes.
Na manhã desta sexta-feira, o MPE ingressou uma nova
denúncia junto ao TJ-AM onde pedia a prisão preventiva de Adail Pinheiro e
outras cinco pessoas, que não tiveram o nome revelado por se tratar de um
processo que corre em segredo de Justiça.
O presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas, Ari
Moutinho, pediu para que a denúncia fosse distribuída eletronicamente e foi
parar nas mãos do desembargador Cláudio Roessing, que pediu a redistribuição,
alegando ser de área incompatível com a denúncia que apura crimes no âmbito
penal.
Em redistribuição, o pedido do MP foi analisado pelo
desembargador Djalma Martins, que concedeu as prisões preventivas: dos sete
denunciados, o MPE solicitou a prisão de seis, já decretadas.
Segundo a assessoria de comunicação do TJ-AM, a decisão
foi encaminhada eletronicamente à Delegacia Geral de Polícia, que deverá
cumprir imediatamente os mandados nos endereços informados pelo MP na
denúncia.
De acordo com o Procurador-Geral de
Justiça, Francisco Cruz, a medida foi tomada para garantir a segurança de
outras vítimas. “Me convenci da necessidade da decretação preventiva não só
para garantir a correta instrução do processo como para evitar que novas
crianças pobres e desprotegidas sejam vítimas dos desvios sexuais do prefeito”,
afirmou Cruz.
Para formalizar a denúncia, a Procuradoria-Geral de
Justiça do MPE/AM tomou como base investigação feita pelo Centro de Apoio e
Combate ao Crime Organizado (Caocrimo), que ouviu, em Manaus e em Coari,
garotas que relatam terem sido vítimas de exploração sexual praticadas pelo
prefeito. Adail Pinheiro nega as acusações e diz que é vítima de perseguição
política patrocinada por adversários.
Jornal a Critica

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