As águas do Rio Madeira já estão baixando
No porto de embarque e desembarque de Manicoré (Foto: Edy Lima) |
Os prejuízos já ultrapassam a casa dos R$ 50 Milhões de
reais na área da agricultura familiar ribeirinha, por causa da grande cheia do
Rio Madeira. Plantios de banana, macaxeira, mandioca, maracujá, cacau, cupuaçu,
hortaliças, jerimum, milho e outros ficaram todos debaixo d’água.
Diante dessa situação o setor econômico quando se diz
respeito à comercialização da farinha, da banana e de outros produtos, já
começa a refletir no bolso da família manicoreense, principalmente por causa do
preço, a farinha já esta entorno de R$ 5,00 reais o litro. Sem a matéria prima
que é a mandioca a tendência é aumentar o preço da saca da farinha que vinha
sendo comercializado por R$ 250,00 a saca.
As águas do Rio Madeira já estão baixando. No porto de
embarque e desembarque de Manicoré próximo a Praça da Bandeira o nível do Rio
Madeira chegou bem próximo aos degraus da escada que dar acesso ao mesmo, foi
preciso que funcionários da Amazonas Energia desligassem a energia que ia para
o flutuante, até o padrão de energia foi retirado para que o flutuante pudesse
chegar mais perto da beira, ou seja, o flutuante está agora rente aos degraus
da escada.
Mesmo com a vazante das águas do Rio Madeira, ribeirinhos
ainda não podem voltar as suas casas, ainda vai demorar bastante tempo. Muitas
dessas casas foram arrastadas pelas fortes correntezas e o que sobrou esta
tomada pela lama.
Igrejas, Casas, Casa de forno, Comércios, enfim comunidades
inteiras foram destruídas pela a enchente. Umas dessas comunidades as margens
do Rio Madeira é a Comunidade de São Carlos, acima de Humaitá. Lá o governo
municipal já pensa em construir uma nova São Carlos em uma terra mais alta e
firme, que não seja em área de várzea.
Edy
Lima DRT/AM 1823
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