sexta-feira, 25 de abril de 2014

Agricultura familiar em Manicoré sofre prejuízos

As águas do Rio Madeira já estão baixando

No porto de embarque e desembarque de Manicoré (Foto: Edy Lima)


Os prejuízos já ultrapassam a casa dos R$ 50 Milhões de reais na área da agricultura familiar ribeirinha, por causa da grande cheia do Rio Madeira. Plantios de banana, macaxeira, mandioca, maracujá, cacau, cupuaçu, hortaliças, jerimum, milho e outros ficaram todos debaixo d’água.

Diante dessa situação o setor econômico quando se diz respeito à comercialização da farinha, da banana e de outros produtos, já começa a refletir no bolso da família manicoreense, principalmente por causa do preço, a farinha já esta entorno de R$ 5,00 reais o litro. Sem a matéria prima que é a mandioca a tendência é aumentar o preço da saca da farinha que vinha sendo comercializado por R$ 250,00 a saca.

As águas do Rio Madeira já estão baixando. No porto de embarque e desembarque de Manicoré próximo a Praça da Bandeira o nível do Rio Madeira chegou bem próximo aos degraus da escada que dar acesso ao mesmo, foi preciso que funcionários da Amazonas Energia desligassem a energia que ia para o flutuante, até o padrão de energia foi retirado para que o flutuante pudesse chegar mais perto da beira, ou seja, o flutuante está agora rente aos degraus da escada.

Mesmo com a vazante das águas do Rio Madeira, ribeirinhos ainda não podem voltar as suas casas, ainda vai demorar bastante tempo. Muitas dessas casas foram arrastadas pelas fortes correntezas e o que sobrou esta tomada pela lama. 

Igrejas, Casas, Casa de forno, Comércios, enfim comunidades inteiras foram destruídas pela a enchente. Umas dessas comunidades as margens do Rio Madeira é a Comunidade de São Carlos, acima de Humaitá. Lá o governo municipal já pensa em construir uma nova São Carlos em uma terra mais alta e firme, que não seja em área de várzea.



Edy Lima DRT/AM 1823
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