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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Merenda escolar da rede estadual terá farinha amarela e branca de Eirunepé (AM)

Novo lote do produto chegou nesta quarta-feira (18) e será distribuído para mais de 500 escolas da rede estadual



(Foto: Acritica) Um lote de 50 toneladas de farinha branca, produzida no Município de Eirunepé



Um lote de 50 toneladas de farinha branca, produzida no Município de Eirunepé (a 1.160 quilômetros de Manaus), desembarcou, ontem, no Porto de São Raimundo, para ser distribuído às escolas da rede estadual, onde o produto servirá para o  Programa de Regionalização da Merenda Escolar (Preme)


A farinha foi comprada para o Preme pela Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS) como forma de incentivar os produtores de Eirunepé, que esse ano entregaram quatro carregamentos de farinha amarela e branca para a merenda escolar. Toda a farinha é enviada à Secretaria de Estado de Educação (Seduc), que distribui nas 582 escolas localizadas nos 62 municípios do Estado do Amazonas.


De acordo com o representante da Associação dos Trabalhadores Agroextrativistas de Eirunepé (ATAE), Aroldo Severiano, com a garantia de venda para merenda escolar, os produtores a cada ano investem mais na qualidade do produto e aumentam a produção com novos plantios. “Há oito anos, quando iniciamos o fornecimento de farinha para o Preme, entregávamos aproximadamente 10 toneladas. Nós hoje  chegamos a mais de 280 toneladas apenas em 2015, maior que a produção do ano passado”, afirmou.



O presidente da ADS, Miberwal Jucá, enfatiza que o Preme é um belo exemplo de desenvolvimento sustentável. “O Governo do Amazonas traz esse apoio ao agricultor por meio de parcerias com diversos órgãos”, disse. “Hoje a vida das famílias de Uarini mudou e esse é um exemplo de como aproveitar áreas degradadas para promover emprego e renda nas comunidades”, afirmou.



O programa atende 500 mil alunos da rede estadual de ensino, oferecendo alimentos de qualidade com o intuito de evitar a obesidade infantil e a má qualidade de vida.
Atualmente, os alunos da rede pública recebem 51 itens regionais incorporados no  cardápio. Os alimentos oferecidos nas escolas são adquiridos de  15,6 mil  produtores credenciados em todo o Estado, por meio de associações, cooperativas e na modalidade individual, gerando renda de R$ 232 milhões até 2015.



A farinha é considerada um alimento rico em carboidratos e fibras, e quando integral contém um pouco de proteína, cálcio, fósforo, sódio e potássio.



Qualidade de vida Preme




O Governo do Amazonas  vem mantendo e desenvolvendo ações  de sustentabilidade para o desenvolvimento do interior do Estado.
O Preme tem como principal objetivo substituir os gêneros alimentícios importados por produtos regionais, contribuindo para a interiorização do desenvolvimento e o resgate de hábitos alimentares saudáveis.
De acordo com Aroldo Severiano, hoje Eirunepé apresenta uma farinha com mais qualidade. “Os produtores estão tendo aumento na produção e, também, incentivo na comercialização. Resultado: melhorou a qualidade de vida dos agricultores  graças ao aumento da renda”. Concluiu.

A Critica.com


sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Produtores de farinha do município de Manicoré estão indignados

Os produtores de farinha estão pedindo ajuda aos órgãos


Produtores de farinha das comunidades de Terra Preta, São José, Santa Terezinha (Fotos: Edy Lima)



A maioria dessas famílias tem como principal renda a farinha


Produtores de farinha das comunidades de Terra Preta, São José, Santa Terezinha, Rio Manicoré, Democracia, Água Azul, Rio Mataurá e de outras comunidades adjacentes, que produzem a farinha do município de Manicoré, estão revoltados com a comercialização do referido produto. Segundo eles não conseguem vender, pelo fato do município de Manicoré está sendo abastecido com a farinha de outras regiões, como Pará (desde maio de 2014).

“Essa farinha vem de Manaus nos barcos de linha, chegando aqui com o preço máximo de R$ 80,00 reais a R$ 90,00 reais a saca. Esta farinha é composta de corante e outras substâncias que podem prejudicar a saúde da população, sendo que a nossa farinha é especial, porque é natural”... Disse os produtores.

Os produtores do Rio Atininga, dizem que eles mesmos produzem em média cerca de 500 sacos de farinha por mês, e somando com outras comunidades tem a capacidade de abastecer o município de Manicoré. A maioria dessas famílias tem como principal renda a farinha. “Não é justo vender um saco de farinha por um preço de R$ 80,00 reais, já que ela feita manualmente, no braço... enquanto que esse produto que vem de fora é mecanizada”. Falou Getúlio Araujo, produtor rural.

Os produtores de farinha estão pedindo ajuda aos órgãos como: a Prefeitura Municipal de Manicoré (PMM), a Secretaria Municipal de Produção e Abastecimento (Semapa), e até mesmo a SEFAZ. Segundo os agricultores da região, a Sefaz poderia até mesmo estipular uma taxa para o produto que chega de outro estado ou município, podendo assim contribuir para a resolução do problema.

“Desse jeito, só esta dando renda para outras regiões, enquanto a farinha do nosso município esta parado. Sabemos que somos um dos maiores produtores do estado do Amazonas, sem dúvidas, e temos que dar um basta nesta situação desesperadora para podermos comercializar a nossa farinha regional, estamos indignados”. Disse o agricultor José Antônio.


Edy Lima DRT-AM 1823

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Agricultura familiar em Manicoré sofre prejuízos

As águas do Rio Madeira já estão baixando

No porto de embarque e desembarque de Manicoré (Foto: Edy Lima)


Os prejuízos já ultrapassam a casa dos R$ 50 Milhões de reais na área da agricultura familiar ribeirinha, por causa da grande cheia do Rio Madeira. Plantios de banana, macaxeira, mandioca, maracujá, cacau, cupuaçu, hortaliças, jerimum, milho e outros ficaram todos debaixo d’água.

Diante dessa situação o setor econômico quando se diz respeito à comercialização da farinha, da banana e de outros produtos, já começa a refletir no bolso da família manicoreense, principalmente por causa do preço, a farinha já esta entorno de R$ 5,00 reais o litro. Sem a matéria prima que é a mandioca a tendência é aumentar o preço da saca da farinha que vinha sendo comercializado por R$ 250,00 a saca.

As águas do Rio Madeira já estão baixando. No porto de embarque e desembarque de Manicoré próximo a Praça da Bandeira o nível do Rio Madeira chegou bem próximo aos degraus da escada que dar acesso ao mesmo, foi preciso que funcionários da Amazonas Energia desligassem a energia que ia para o flutuante, até o padrão de energia foi retirado para que o flutuante pudesse chegar mais perto da beira, ou seja, o flutuante está agora rente aos degraus da escada.

Mesmo com a vazante das águas do Rio Madeira, ribeirinhos ainda não podem voltar as suas casas, ainda vai demorar bastante tempo. Muitas dessas casas foram arrastadas pelas fortes correntezas e o que sobrou esta tomada pela lama. 

Igrejas, Casas, Casa de forno, Comércios, enfim comunidades inteiras foram destruídas pela a enchente. Umas dessas comunidades as margens do Rio Madeira é a Comunidade de São Carlos, acima de Humaitá. Lá o governo municipal já pensa em construir uma nova São Carlos em uma terra mais alta e firme, que não seja em área de várzea.



Edy Lima DRT/AM 1823
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sábado, 13 de abril de 2013

Vereadores protestam contra o aumento da cesta básica


Apontado como um dos produtos que mais sofreu aumento de preço no Brasil no último mês, o tomate em Manaus subiu 4,56%, sendo o quinto produto que mais subiu na cesta

O que está acontecendo com o preço da nossa farinha”, perguntou(Divulgação)


O aumento do valor da cesta básica em Manaus, a terceira mais cara do Brasil em março deste ano, foi o tema questionado pela maioria dos vereadores na manhã da terça-feira (9), na Câmara Municipal de Manaus (CMM).

Por conta disso, os vereadores solicitaram a presença do titular da Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror), Eron Bezerra, para explicar o motivo do aumento dos produtos e, principalmente, a alta no preço da farinha de mandioca.

O líder do PSB na CMM, vereador Elias Emanuel, puxou a discussão e disse que a redução dada pelo governo federal de 8% na cesta básica ainda não chegou ao Amazonas.

“Pelo contrário, aqui a cesta básica aumentou em 12%”, criticou ele, observando que o preço da farinha teve aumento de 18,98%. “O secretário da Sepror tem que explicar à sociedade o aumento da farinha, que é um dos produtos principais na mesa do amazonense”, completou.

O vereador Mário Frota (PSDB) também não ficou fora da discussão e questionou o aumento da cesta básica ao dizer que é aceitável o alto preço do tomate, da uva e maçã por serem produtos vindos de outros Estados, porém afirmou que nada justifica o quilo da farinha custar R$12.

“Não há dificuldade em produzir farinha no Amazonas”, disse Mário Frota também requerendo explicações do secretário da Sepror.

Outro que também questionou a alta nos preço dos produtos da cesta básica e, principalmente, o preço da farinha de mandioca, foi o vereador Marcelo Serafim (PSB). O parlamentar também chamou a atenção do titular da Sepror para que explique à população sobre o aumento.

“O que está acontecendo com o preço da nossa farinha”, perguntou.

Para o vereador Luiz Alberto Carijó (PDT) o preço da farinha está na estratosfera, observando que nada justifica a alta.

“É uma vergonha”, lamentou Carijó. O vereador Carlos Alberto (PRB) também criticou o aumento no preço da cesta básica e disse estar preocupado com subida dos preços dos produtos regionais. 

O vereador Waldemir José (PT) disse que vai apresentar requerimento para reunir-se com o titular da Sepror com o objetivo de discutir a crise nacional do setor produtivo.

“É uma discussão que precisa ser pertinente entre o Poder Legislativo Municipal e Estadual”, destacou.

Para o vereador Rosenha (PSDB), a Sepror precisa realizar o “choque regulador” nos preços dos produtos da cesta básica, lembrando que a farinha de mandioca não pode custar mais que o jaraqui.

“É preciso uma discussão ampla com o representante da Sepror para debater a produção dos produtos da cesta básica e buscar solução para o problema”, recomendou.

Produtos em alta na cesta básica

Dos 12 produtos pesquisados, nove subiram de preço. A farinha de mandioca foi apontada como a mais cara, com um aumento em 18,98%. Outro produto que subiu foi à banana prata, mais cara 14,62%. O terceiro produto que mais subiu de valor foi o feijão (10,9%).


Apontado como um dos produtos que mais sofreu aumento de preço no Brasil no último mês, o tomate em Manaus subiu 4,56%, sendo o quinto produto que mais subiu na cesta.

Em relação a fevereiro, quando era a quarta mais cara do país, o valor subiu 4,55%. Agora, o custo dos alimentos básicos chega a R$ 328,49.


Com Informação da Assessoria

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Farinha alavanca o preço da Cesta Básica em Manaus

O item teve um incremento de (18,98%). No último mês, os alimentos custaram R$ 328,49, valor R$ 14,31 maior que em fevereiro, quando os mesmos itens puderam ser adquiridos por R$ 314,18. Os números deram a Manaus o status de 3ª cidade do país onde os alimentos são mais caros

Farinha é o alimento base da cultura alimentar amazônica. O quilo chega a R$ 9
Farinha é o alimento base da cultura alimentar amazônica. O quilo chega a R$ 9 (Winnetou Almeida)
Não é de hoje que o consumidor manauara comenta os altos preços cobrados pelo quilo da farinha. Mas, nesta segunda-feira (8) o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) comprovou por meio de pesquisa o aumento no valor da iguaria. De acordo com o Dieese, a farinha teve um incremento mensal de (18,98%), com relação ao mês de fevereiro.

O produto foi o que mais contribuiu para o salto de 4,55% no valor da Cesta Básica em Manaus. Em março, os alimentos custaram R$ 328,49, valor R$ 14,31 maior que em fevereiro, quando os mesmos itens puderam ser adquiridos por R$ 314,18. Os números deram a Manaus o status de 3ª cidade do país onde os alimentos são mais caros.

A banana também deu sua parcela de contribuição para a elevação do preço da cesta, ela teve um aumento de (14,62%), seguida pelo feijão (10,9%), óleo (5,36%), tomate (4,56%), açúcar (4,14%), café (1,4%), pão (0,12%) e da carne (0,65%).

JOELMA MUNIZ