terça-feira, 27 de maio de 2014

Acadêmicos de medicina falam de Leishmaniose em programa de rádio

André, Juliana e Tayna explicaram e tiraram dúvidas dos ouvintes 



Alunos que estão cursando medicina na UEA falam em programa de rádio em Manicoré (Foto: Edy Lima)




Acadêmicos da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Estágio Rural em Saúde Coletiva: Tayna, Juliana e André, ambos cursando medicina estiveram pela manhã nessa terça-feira (27), pela manhã no programa de rádio Gerando Oportunidade apresentado pelo radialista Edy Lima, falando sobre a Leishmaniose. André, Juliana e Tayna explicaram e tiraram dúvidas dos ouvintes no programa sobre a doença que tão pouco é comentado na região de Manicoré.

Acadêmico André responde: O que é Leishmaniose? É uma doença infecciosa, mas, não contagiosa, causada por parasitas do gênero Leishmania. Os parasitas vivem e se multiplicam no interior das células que fazem parte do sistema de defesa do individuo, chamadas macrófagos. Há dois tipos de leishmaniose: leishmaniose tegumentar ou cutânea e a leishmaniose visceral ou calazar.

A leishmaniose tegumentar caracteriza-se por feridas na pele que se localizam com maior frequência nas partes descobertas do corpo. Tardiamente, podem surgir feridas nas mucosas do nariz, da boca e da garganta. Essa forma de leishmaniose é conhecida como “ferida brava”. A leishmaniose visceral é uma doença sistemática, pois, acomete vários órgãos internos, principalmente o fígado, o baço e a medula óssea. Esse tipo de leishmaniose acomete essencialmente crianças de até dez anos; após essa idade se torna menos frequente. É uma doença de evolução longa, podendo durar alguns meses ou até ultrapassar o período de um ano.


Acadêmicos da UEA pousando para foto no Estúdio da Rádio Rio Madeira (Foto: Edy Lima)


Acadêmica Tayna responde: Quais os sintomas de Leishmaniose? A leishmaniose visceral pode trazer febre irregular, prolongada; anemia; indisposição; palidez da pele e ou das mucosas; falta de apetite; perda de peso; inchaço do abdômen devido ao aumento do fígado e do baço. Já a leishmaniose cutânea tem duas ou três semanas após a picada pelo flebótomo aparece uma pequena pápula, ou seja, uma elevação da pele avermelhada que vai aumentar de tamanho até formar uma ferida recoberta por crosta ou secreção purulenta. A doença também pode se manifestar como lesões inflamatórias nas mucosas do nariz ou da boca.
Acadêmica Juliana responde: Qual o diagnóstico de leishmaniose? Bom. O diagnóstico da leishmaniose é realizado por meio de exames clínicos e laboratoriais e, assim como o tratamento com medicamentos, deve ser cuidadosamente acompanhado por profissionais de saúde. Suadetecção e tratamento precoce devem ser prioritário, pois ela pode levar à morte. 
Como é feita a transmissão? A leishmaniose é transmitida por insetos hematófagos, ou seja, que se alimentam de sangue, conhecidos como flebótomo ou flebotomíneos. Os flebótomos medem de 2 a 3 milímetros de comprimento e devido ao seu pequeno tamanho são capazes de atravessar as malhas dos mosquiteiros e telas. Os mosquitos apresentam cor amarelada ou acinzentada. 

Acadêmico André responde? Quais os nomesdos mosquitos? Seus nomes variam de acordo com a localidade; os mais comuns são: O mosquito palha, tatuquira, birigui, cangalinha, asa branca, asa dura e palinha. O mosquito palha ou asa branca é mais encontrado em lugares úmidos, escuros, onde existem muitas plantas.

Quais as fontes de infecção da leishmaniose? Bom. As fontes são, principalmente, os animais silvestres e os insetos flebotomíneos que abrigam o parasita em seu tubo digestivo, porém, o hospedeiro também pode ser o cão doméstico. A leishmaniose cutânea os animais silvestres que atuam como reservatórios são os roedores silvestres, tamanduás e preguiças. Na leishmaniose visceral a principal fonte de infecção á a raposa.


Edy Lima DRT/AM 1823


Nenhum comentário:

Postar um comentário