André, Juliana e Tayna explicaram e tiraram dúvidas dos ouvintes
Alunos que estão cursando medicina na UEA falam em programa de rádio em Manicoré (Foto: Edy Lima) |
Acadêmicos da
Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Estágio Rural em Saúde Coletiva:
Tayna, Juliana e André, ambos cursando medicina estiveram pela manhã nessa
terça-feira (27), pela manhã no programa de rádio Gerando Oportunidade
apresentado pelo radialista Edy Lima, falando sobre a Leishmaniose. André,
Juliana e Tayna explicaram e tiraram dúvidas dos ouvintes no programa sobre a
doença que tão pouco é comentado na região de Manicoré.
Acadêmico
André responde: O que é Leishmaniose? É uma doença infecciosa,
mas, não contagiosa, causada por parasitas do gênero Leishmania. Os parasitas
vivem e se multiplicam no interior das células que fazem parte do sistema de
defesa do individuo, chamadas macrófagos. Há dois tipos de leishmaniose: leishmaniose
tegumentar ou cutânea e a leishmaniose visceral ou calazar.
A
leishmaniose tegumentar caracteriza-se por feridas na pele que se localizam com
maior frequência nas partes descobertas do corpo. Tardiamente, podem surgir
feridas nas mucosas do nariz, da boca e da garganta. Essa forma de leishmaniose
é conhecida como “ferida brava”. A leishmaniose visceral é uma doença sistemática,
pois, acomete vários órgãos internos, principalmente o fígado, o baço e a
medula óssea. Esse tipo de leishmaniose acomete essencialmente crianças de até
dez anos; após essa idade se torna menos frequente. É uma doença de evolução
longa, podendo durar alguns meses ou até ultrapassar o período de um ano.
Acadêmicos da UEA pousando para foto no Estúdio da Rádio Rio Madeira (Foto: Edy Lima) |
Acadêmica
Tayna responde: Quais os sintomas de Leishmaniose? A leishmaniose
visceral pode trazer febre irregular, prolongada; anemia; indisposição; palidez
da pele e ou das mucosas; falta de apetite; perda de peso; inchaço do abdômen
devido ao aumento do fígado e do baço. Já a leishmaniose cutânea tem duas ou
três semanas após a picada pelo flebótomo aparece uma pequena pápula, ou seja,
uma elevação da pele avermelhada que vai aumentar de tamanho até formar uma
ferida recoberta por crosta ou secreção purulenta. A doença também pode se
manifestar como lesões inflamatórias nas mucosas do nariz ou da boca.
Acadêmica
Juliana responde: Qual o diagnóstico de leishmaniose? Bom. O
diagnóstico da leishmaniose é realizado por meio de exames clínicos e
laboratoriais e, assim como o tratamento com medicamentos, deve ser cuidadosamente
acompanhado por profissionais de saúde. Suadetecção e tratamento precoce devem
ser prioritário, pois ela pode levar à morte.
Como
é feita a transmissão? A
leishmaniose é transmitida por insetos hematófagos, ou seja, que se alimentam
de sangue, conhecidos como flebótomo ou flebotomíneos. Os flebótomos medem de 2
a 3 milímetros de comprimento e devido ao seu pequeno tamanho são capazes de
atravessar as malhas dos mosquiteiros e telas. Os mosquitos apresentam cor
amarelada ou acinzentada.
Acadêmico
André responde? Quais os nomesdos mosquitos? Seus nomes variam de
acordo com a localidade; os mais comuns são: O mosquito palha, tatuquira,
birigui, cangalinha, asa branca, asa dura e palinha. O mosquito palha ou asa
branca é mais encontrado em lugares úmidos, escuros, onde existem muitas
plantas.
Quais
as fontes de infecção da leishmaniose? Bom.
As fontes são, principalmente, os animais silvestres e os insetos flebotomíneos
que abrigam o parasita em seu tubo digestivo, porém, o hospedeiro também pode
ser o cão doméstico. A leishmaniose cutânea os animais silvestres que atuam como
reservatórios são os roedores silvestres, tamanduás e preguiças. Na
leishmaniose visceral a principal fonte de infecção á a raposa.
Edy Lima DRT/AM 1823
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