O grupo, criado em março de 2013, apresentará duas canções no Festival Sesc de Música Cidade Canção (Femucic) em Maringá, no dia 24 de maio. Total de canções submetidas ao evento foi de 855
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Orquestra faz uma releitura do beiradão |
“Submetemos três
canções pro festival de Maringá e duas foram selecionadas. Estamos muito
felizes com isso porque é a chance de mostrarmos canções que representam o
nosso estado, representam o nosso interior. Estar lá com duas músicas nos dá
muito orgulho”, disse Ênio Prieto, compositor, saxofonista e flautista da
banda.
O grupo se
especializa em música instrumental inspirada no beiradão, estilo musical
híbrido que se popularizou no Amazonas entre as décadas de 1970 e 1980. “A
orquestra propõe um resgate e uma revaloração do beiradão, que ficou muito
popular na capital e nos bailes que ocorriam nas cidades ribeirinhas devido ao
trabalho de artistas como Teixeira de Manaus”.
A OBA, no entanto,
procura uma releitura do estilo. “O formato orquestral, no entanto, nos permite
explorar o que pode ser feito de novo com o gênero e nos dá muito liberdade de
trabalhar com arranjos, o que é muito”, explica Ênio, que assina as composições
que serão apresentadas em Maringá, “Rebojo” e “Na Beira da Velha Serpa”.
Todos os 12
integrantes do grupo, além de dois membros da equipe de apoio, irão ao
festival. “Para esse show, temos o apoio do Sesc Amazonas, do Sesc Maringá e da
Secretaria de Cultura do Estado do Amazonas (SEC). Somos um grupo grande, então
ficamos satisfeitos com o fato de que todos estarão lá. Isso só nos dá mais
chance de fazermos o que queremos, que é uma apresentação incrível. Também
estamos tendo a chance de trabalhar com pessoas que já conhecemos”, falou
Ênio.
Pelos moldes do
festival, o grupo só poderá apresentar as canções selecionadas, mas isso não
significa que o show não terá novidades. “Devemos contar com a presença do
guitarrista Emerson Figueiredo, amazonense que se encontra radicado em São
Paulo, onde faz faculdade de música. Ele deve voar até Maringá e tocar com a
gente. Vai ser ótimo!”, completa o compositor.
O futuro
A OBA certamente
tem muito o que pensar depois da apresentação na cidade paranaense: eles foram
aprovados em 1º lugar na 2ª fase do Programa de Apoio às Artes (Proarte) 2013,
da SEC.
Com o incentivo,
eles pretendem gravar o primeiro CD. “Queremos começar a gravar no início de
julho e, se tudo der certo, finalizar o disco em quatro meses. Estúdio é uma
coisa delicada, queremos ter nosso tempo para fazer as coisas”, falou Ênio, que
mencionou do desejo de gravar o álbum em Manaus e mixá-lo em Recife. Segundo
ele, o disco terá oito faixas e deverá incluir as canções apresentadas em Maringá.
Quando perguntado
se a cena recifense poderá encontrar caminho para dentro do disco, Ênio não
esconde o empolgação. “Recife está cheia de artistas sensacionais com quem
gostaríamos de colaborar. Atualmente, o líder da SpokFrevo Orquestra, Inaldo Albuquerque,
é alguém com quem certamente adoraríamos colaborar”.
O hibridismo dos
estilos é o que mais lhe deixa curioso por uma colaboração. “Eles tocam frevo,
que é um estilo que têm muito de choro, de maracatu e de vários outros estilos
populares. O beiradão, por sua vez, também reuniu elementos de coisas como
forró, cumbia, merengue, lambada... Seria ótimo fazer os estilos interagirem,
adoramos fazer esse tipo de mistura”, enfatiza Ênio.

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