A senadora faz questão de destacar que não apenas compreende
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A senadora Sandra Braga reuniu-se na manhã desta quinta-feira (19/03) com a ministra (Foto:Vagner Carvalho) |
Nestas glebas onde hoje vivem estas famílias, mais de 150 projetos de
manejo florestal sustentável foram autorizados pelo órgão ambiental estadual –
o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas. A senadora e o presidente da
FAEA explicaram à ministra que, se for criada uma Reserva Biológica (ReBio)
nesta área do município de Manicoré, grande parte da atividade primária da
região de Apuí e do distrito de Santo Antônio do Matupi será inviabilizada,
causando graves problemas sociais e econômicos.
Além de atividades florestais sustentáveis, as famílias rurais também se
dedicam à agricultura familiar e à pecuária, sempre em convivência harmoniosa
com a floresta. A proposta de consenso entre os pequenos agricultores, o
governo estadual e a bancada do Amazonas é que se encontre uma alternativa que
concilie conservação e desenvolvimento sustentável, assegurando a presença das
famílias ali instaladas.
Foi a senadora quem apresentou o argumento que mais sensibilizou a
ministra: “Houve uma redução de 50% do desmatamento nesta área, desde que as
famílias obtiveram o licenciamento para manejar a floresta de forma
sustentável”. Ao longo dos oito anos de governo Eduardo Braga, houve um
incremento de 157% de áreas protegidas no Amazonas, saltando de sete milhões de
hectares em 2002, para 19 milhões de hectares em 2010.
A discussão desta questão encontra amparo no Senado Federal, que hoje
debate o projeto de lei que institui o marco legal da biodiversidade. A
proposta simplifica regras para pesquisa com plantas e animais nativos e
regulamenta a repartição de benefícios gerados pelo uso comercial do patrimônio
genético e do conhecimento sobre ele desenvolvido por indígenas e comunidades
tradicionais.
A senadora faz questão de destacar que não apenas compreende, como
defende o posicionamento do Ministério do Meio Ambiente em relação à proteção
das florestas. “O governo federal já tem informações de que exploradores
ilegais de madeira estão migrando do Pará e ingressando fortemente no Amazonas.
Exatamente por isto, precisamos e apoiamos este posicionamento firme do governo
federal”, diz a senadora.
Na reunião, Izabella Teixeira revelou que o governo não decidirá nada “a
toque de caixa”. Disse que haverá audiências públicas e muita conversa para se
construir uma solução. Advertiu, porém, que as famílias estão instaladas em
terras da União que o Ministério do Meio Ambiente quer proteger, por se tratar
de área de expansão do desmatamento.
“Não vou criar Unidades de Conservação para gerar conflito. Vamos ter
que construir uma solução”, afirmou Izabella Teixeira, ao sustentar a
disposição do governo para o diálogo. Segundo ela, há dois anos e meio o
ministério do Meio Ambiente já vem estudando uma solução para o caso, que
inclui o mercado de exploração sustentável da madeira.
Com Informação da Assessoria
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