Condenado no processo do mensalão, Pizzolato ficou dois anos foragido na Itália e chegou hoje de manhã ao Brasil. Ele foi levado para penitenciária em Brasília
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O ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, chegou a Brasília, onde vai começar a cumprir pena com mais de dois anos de atraso |
O
Ministério Público Federal (MPF) vai cobrar do ex-diretor de Marketing do Banco
do Brasil Henrique Pizzolato o valor de R$ 170 mil pelas despesas envolvendo o
processo de extradição da Itália para o Brasil. A informação foi divulgada hoje
(23) pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
Pizzolato
chegou ao país na manhã de hoje. Acompanhado por policiais federais, ele foi
levado para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, onde ficará preso.
Segundo
Janot, as despesas se referem a viagens, à tradução de documentos e a vídeos
gravados na Penitenciária da Papuda e em dois presídios de Santa Catarina, com
o objetivo de demonstrar às autoridades italianas que o ex-diretor teria
tratamento digno nas prisões brasileiras.
Ainda de
acordo com o PGR, o órgão vai pedir ainda a repatriação dos 113 mil euros
(cerca de R$ 496 mil, na cotação atual) apreendidos com Pizzolato em 2014 na
Itália.
Sobre a
chegada do ex-diretor do Banco do Brasil ao país, Janot avaliou a data como um
dia importante para a Justiça brasileira. Para ele, a extradição só foi
possível graças à conjugação de esforços de diversos órgãos do Estado
brasileiro, como a Advocacia-Geral da União, o Ministério da Justiça e o
Ministério das Relações Exteriores.
“Não
adianta fugir das decisões da Justiça brasileira. A decisão da Justiça
brasileira alcança o condenado onde ele estiver”, disse. “Trata-se de um recado
muito claro, paradigmático. É um divisor de águas”, completou o
procurador-geral da República.
PAULO VICTOR CHAGAS (AGÊNCIA BRASIL)

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