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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Prefeito de Parintins recepciona membros do Ministério Público Federal

 Instituição inicia nesta segunda-feira, no município, o projeto MPF na Comunidade

(Fotos: Pedro) O prefeito Alexandre da Carbrás colocou a gestão a disposição do MPF na medida é necessária uma interação

Segundo a procuradora Tatiane Dornelles, a visita ao prefeito foi uma apresentação 



O prefeito Alexandre da Carbrás recepcionou na manhã desta segunda, 30, membros do Ministério Público Federal que promovem até quinta-feira, no município, o projeto MPF na Comunidade. Uma equipe de 18 pessoas promoverá uma série de audiências com a setores da sociedade civil na ação que já passou por vários municípios do Estado do Amazonas. 

Segundo a procuradora Tatiane Dornelles, a visita ao prefeito foi uma apresentação do projeto, seu funcionamento e também um agendamento para que juntos Prefeitura e MPF se reúnam para um diagnóstico na próxima quinta-feira. 

O prefeito Alexandre da Carbrás colocou a gestão a disposição do MPF na medida é necessária uma interação entre as instituições públicas para que os serviços cheguem com maior eficácia a população. Carbrás parabenizou o Ministério Público Federal pelo trabalho desenvolvido em várias cidades do Amazonas.

Além da recepção, Alexandre da Carbrás tratou sobre outros temas em que o município necessita de apoio do MPF para que sejam dados encaminhamentos junto a Justiça Federal.  



Cm informação da Assessoria

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Justiça Federal decide na próxima semana sobre embargo da BR-319

Presidente do TRF1 disse aos parlamentares da bancada do Norte no Senado que na próxima semana vai decidir sobre o recurso do Dni contra a decisão da Justiça Federal do Amazonas que suspendeu, em caráter liminar, as obras na rodovia


(Foto: Ariquemesonline) O presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), Cândido Ribeiro, disse 



O presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), Cândido Ribeiro, disse aos parlamentares da bancada do Norte no Senado que na próxima semana vai decidir sobre o recurso do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) contra a decisão da Justiça Federal do Amazonas que suspendeu, em caráter liminar, as obras de manutenção da BR-319, que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO).
O desembargador recebeu nesta quinta (19), no seu gabinete em Brasília, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e os senadores rondonienses Acir Gurgacz (PDT-RO) e Valdir Raupp (PMDB-RO), todos defensores da retomada das obras de manutenção da rodovia.
Os parlamentares fizeram um relato da diligência da Comissão de Infraestrutura do Senado feita no mês passado. Na ocasião, os três senadores saíram de ônibus de Porto Velho para Manaus.
“Viemos aqui como vieram todas as outras partes falar do nosso entendimento sobre a BR. Temos plena convicção de que TRF1 terá isenção e maturidade para analisar os fatos e decidir”, disse a senadora Vanessa.
Para o senador Acir Gurgacz, o presidente do TRF1 está pronto para tomar uma decisão. “Nossa expectativa é que as obras sejam retomadas”, afirmou o senador.

Com informações da assessoria


sábado, 7 de novembro de 2015

Liberação das obras do ‘meião’ da rodovia BR-319 só depende de nova decisão da Justiça Federal

Ibama se posicionou favoravelmente ao desembargo dos trabalhos na rodovia, mas liminar ainda impede a retomada das obras


A recuperação de pontes de madeiras é uma das obras de recuperação do trecho central da BR-319 contratadas pelo Dnit (Márcio Silva)



Emitido na quinta-feira, o posicionamento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a favor da liberação das obras de manutenção do trecho da BR-319, chamado de “meião”, ainda não foi comunicado oficialmente ao Ministério Público Federal (MPF), autor da ação judicial que resultou na suspensão dos serviços na rodovia que liga Manaus a Porto Velho.
Ontem (6), por meio de nota, o MPF ressaltou que não há qualquer medida judicial contrária à decisão liminar (rápida e provisória) que suspendeu as obras de reconstrução do trecho central da BR-319, proferida no dia 27 de outubro. Na decisão, a Justiça Federal acatou parcialmente os pedidos do MPF e determinou a suspensão de quaisquer intervenções que estejam sendo realizadas no trecho central da rodovia BR-319, compreendido entre os  quilômetros 250 e 655,7.
O MPF cita que, após a decisão,  foram citados o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), conforme consulta processual no site da Justiça Federal do Amazonas “Não havendo qualquer registro de outra medida, menos ainda de decisão que revogue a já referida suspensão das obras”, diz a nota. A assessoria também disse que, até ontem, não havia informações no MPF sobre o documento expedido pela presidente do Ibama, Marilene Ramos, ao diretor-geral do Dnit, Valter Casimiro Silveira.
Com base em parecer da Diretoria de Licenciamento Ambiental, Marilene Ramos informa por meio de ofício a Valter Silveira que, por parte do Ibama, não há obstáculos para a suspensão do embargo aos serviços de manutenção do trecho central da rodovia. A presidente do instituto, contudo, enfatiza que os procedimentos administrativos para o “desembargo”, liberação das obras, encontram-se paralisados em função da decisão expedida pela 7ª Vara Especializada em Matéria Ambiental e Agrária, da Justiça Federal em Manaus.
Acordo
Parlamentares do Amazonas  que participaram de reunião com a presidência do Ibama, na quarta-feira, avaliam que o posicionamento da autarquia é o primeiro passo para a retomada dos trabalhos de manutenção da estrada. De acordo com a  senadora Vanessa Grazziotin, essa informação servirá de base para  o MPF formalizar um acordo com o Dnit e as outras partes envolvidas no processo. “Assim como aconteceu na área invadida do aeroporto de Barcelos onde houve  entendimento entre os moradores, o governo federal e a Justiça”, lembrou a parlamentar.
Em seu parecer, o diretor de licenciamento ambiental do Ibama, Thomaz de Toledo, recomenda que a suspensão do embargo para as atividades de manutenção seja restrita aos critérios de trafegabilidade.
“Embora a devolução das características originais da rodovia esteja condicionada ao licenciamento ambiental prévio do Ibama, não nos parece correto vetar todo e qualquer tipo de manutenção no referido trecho rodoviário, manutenção esta justificada pela necessidade de restabelecer não as condições originais da obra, mas apenas suas condições mínimas de trafegabilidade, do contrário estaria o Ibama determinando o isolamento das comunidades que dependem do referido trecho para o seu deslocamento”, diz um trecho do parecer da diretoria de Licenciamento ambiental.
Competência para licenciar seria do Ipaam
O documento expedido pelo Ibama também reconhece que a competência para o licenciamento das obras de manutenção do trecho do meio da BR-319 é o Ipaam.
“Uma vez restritas ao território do Estado do Amazonas, não caracterizam a competência da União para o licenciamento ambiental, de acordo com os critérios estabelecidos pela Lei Complementar nº 140/2011 e Decreto nº 8437/2015. Desta forma devem se submeter ao devido licenciamento ambiental perante o órgão de meio ambiente do Estado do Amazonas”, diz o parecer assinado por Thomaz de Toledo.
Essa posição diverge do  entendimento do MPF e da juíza federal Aline Carnáuba. Na decisão que brecou as obras,  ela proíbe o Ipaam de conceder qualquer nova licença ou autorização para quaisquer atividades na BR-319 e suspende os efeitos das licenças já emitidas. “Quanto à competência para o licenciamento da obra, de fato, mais uma vez entendo que o MPF se mostra certo ao imputar ao Ibama a atribuição de licenciar as obras da BR 319”
Relatório apontou impactos
Com base em relatórios apresentados pelo próprio Ibama, o MPF entrou com a ação civil pública no dia 1º de outubro para conter danos ambientais provocados pelas obras na BR-319 contratadas pelo Dnit. Os serviços foram autorizados por uma licença expedida pelo Ipaam.
Vistoria realizada pelo Ibama, no dia 25 de agosto,  constatou desmatamento de uma extensa área ao longo dos 405,7 quilômetros do trecho central da rodovia. O relatório aponta aterramento de cursos d’água, depósito de solo no leito de igarapés, retirada de solos para uso na obra sem reparação do local e despejo de dejetos e resíduos de máquinas no solo.
Em sua decisão a juíza federal Aline Carnaúba ressalta que a medida de suspensão da obra não tem a intenção de privar as pessoas do direito de ir e vir e ao desenvolvimento econômico. Mas de garantir que esses serviços se revertam de fato em melhorias “às vidas das pessoas direta ou indiretamente atingidas pelas obras”.
Blog: Vanessa Grazziotin
Senadora pelo Amazonas (PCdoB)
“O Ibama  oficializa a posição que já havia   antecipado para nós na reunião em Brasília. Esse documento é fundamental para que o Dnit consiga derrubar a liminar na Justiça Federal que suspendeu as obras de manutenção da BR-319 no trecho do meio. A decisão da Justiça teve origem no relatório feito pelo próprio Ibama que entendeu que o Dnit estava extrapolando na intervenção que fazia na rodovia. Com base no ofício do Dnit que detalha os procedimentos que estão sendo feitos na estrada, o Ibama reconhece que não há motivos para que o embargo continue”.
Serviços informados pelo Dnit ao Ibama

Atividades de manutenção da BR-319
*Recomposição mecanizada de aterro.
*Recomposição de revestimento primário.
*Limpeza lateral e roçada.
*Reforma de pontes de madeira.
*Substituição de pontilhões de madeira deteriorados por bueiros.
*Substituição de bueiros metálicos rompidos.

Aristide Furtado


sexta-feira, 23 de outubro de 2015

MPF vai cobrar R$ 170 mil de Henrique Pizzolato por despesas com extradição

Condenado no processo do mensalão, Pizzolato ficou dois anos foragido na Itália e chegou hoje de manhã ao Brasil. Ele foi levado para penitenciária em Brasília



O ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, chegou a Brasília, onde vai começar a cumprir pena com mais de dois anos de atraso (Antonio Cruz/ Agência Brasil)




O Ministério Público Federal (MPF) vai cobrar do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato o valor de R$ 170 mil pelas despesas envolvendo o processo de extradição da Itália para o Brasil. A informação foi divulgada hoje (23) pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Pizzolato chegou ao país na manhã de hoje. Acompanhado por policiais federais, ele foi levado para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, onde ficará preso.
Segundo Janot, as despesas se referem a viagens, à tradução de documentos e a vídeos gravados na Penitenciária da Papuda e em dois presídios de Santa Catarina, com o objetivo de demonstrar às autoridades italianas que o ex-diretor teria tratamento digno nas prisões brasileiras.
Ainda de acordo com o PGR, o órgão vai pedir ainda a repatriação dos 113 mil euros (cerca de R$ 496 mil, na cotação atual) apreendidos com Pizzolato em 2014 na Itália.
Sobre a chegada do ex-diretor do Banco do Brasil ao país, Janot avaliou a data como um dia importante para a Justiça brasileira. Para ele, a extradição só foi possível graças à conjugação de esforços de diversos órgãos do Estado brasileiro, como a Advocacia-Geral da União, o Ministério da Justiça e o Ministério das Relações Exteriores.
“Não adianta fugir das decisões da Justiça brasileira. A decisão da Justiça brasileira alcança o condenado onde ele estiver”, disse. “Trata-se de um recado muito claro, paradigmático. É um divisor de águas”, completou o procurador-geral da República.

PAULO VICTOR CHAGAS (AGÊNCIA BRASIL)


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

PR/AM divulga edital de processo seletivo para estágio em Direito

As inscrições serão realizadas via internet, por meio do site do órgão, na área 'Concursos Estagiários', de 27 de fevereiro a 17 de março de 2015


Sede do Ministério Público Federal no Amazonas (Reprodução/Internet)


A Procuradoria da República no Amazonas (PR/AM) publicou, nesta quarta-feira (25), o edital de abertura do I Processo Seletivo Público de 2015 para o programa de seleção de estagiários de nível Superior da área de Direito.
As inscrições serão realizadas via internet, por meio do site do órgão, na área 'Concursos Estagiários', de 27 de fevereiro a 17 de março de 2015. Confira o edital aqui.
Poderão concorrer às vagas de estágio estudantes que estejam cursando Direito em uma instituição de Ensino Superior que mantenha convênio com a PR/AM e que tenham concluído, pelo menos, 40% da carga horária ou dos créditos do curso superior, independentemente do semestre em que esteja formalmente matriculado.
O processo seletivo será composto por uma prova objetiva, contendo questões de Língua Portuguesa e de vários ramos do Direito, e uma prova discursiva, ambas realizadas na mesma data e horário.
A carga horária de estágio será de 20 horas semanais, distribuídas em quatro horas diárias. O valor da bolsa de estágio atualmente está fixada em R$ 800,00 e o estudante ainda receberá R$ 7,00 como auxílio-transporte por dia efetivamente estagiado. O contrato de estágio será firmado por um ano, podendo ser renovado por mais um ano.
A crítica.com


terça-feira, 22 de julho de 2014

Empresas de transporte coletivo serão denunciadas por não repassar valores do INSS

O artigo diz que deixar de repassar à Previdência Social


Para ter direito à percepção das parcelas do subsídio mensal (Foto: Radaamzonico)





Empresas concessionárias de transporte coletivo que estão deixando de repassar à Previdência Social as contribuições recolhidas de trabalhadores serão denunciadas ao Ministério Público Federal (MPF) por crime de apropriação indébita. A ação será tomada pelo vereador professor Bibiano, que denunciou o fato durante sessão plenária da Câmara Municipal de Manaus (CMM), nesta segunda-feira (21).

Este crime está previsto no artigo 168-A, do Código Penal. O artigo diz que deixar de repassar à Previdência Social, no prazo, as contribuições recolhidas, é ilegal e está sujeito a pena de reclusão de dois a cinco anos e multa.

O parlamentar esclarece que as irregularidades das empresas foram detectadas a partir de levantamento feito no site da Receita Federal. “Fizemos o levantamento das certidões negativas em atraso, o que comprova a situação de irregularidade de algumas empresas”, afirmou, esclarecendo ainda que o próprio Ministério Público do Trabalho (MPT) tem conhecimento do fato e está tomando providências.

Segundo o parlamentar, esta conduta de empresários prejudica, em primeiro lugar, os trabalhadores, que em caso de afastamento do emprego (doença, acidente do trabalho, licença maternidade) ou aposentadoria, corre o risco de não receber o benefício e em segundo lugar, também afeta a população, que sofre com as constantes paralisações, como a que ocorreu, na manhã desta segunda-feira, por funcionários da empresa Vega, que atende a zona Norte da cidade.

“Como se não bastasse a falta de repasse por parte das empresas de transporte dos recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), agora também o INSS. Onde vamos parar com tamanhos absurdos cometidos não só contra trabalhadores, mas também toda a população”, questionou Bibiano.

Na semana passada, o vereador deu entrada na Procuradoria Regional do Trabalho requerendo a imediata suspensão do subsídio concedido pela Prefeitura às empresas de transporte coletivo previsto na Lei n° 1890, que entrou em vigor no dia 4 deste mês, retroativos a 1º de maio. O valor do benefício concedido às concessionárias equivale a R$ 1 milhão por mês.

Para ter direito à percepção das parcelas do subsídio mensal, as empresas concessionárias deverão apresentar comprovante de regularidade de pagamento dos débitos relativos ao FGTS, porém, essa obrigação não está sendo cumprida pelas empresas.


Com Informação da Assessoria

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Risco de 10 mil alunos ficarem sem aula em Benjamin Constant

De acordo com Nogueira, a prefeita Iracema, em dezembro de 2013

10 mil alunos da rede municipal de ensino de Benjamin Constant(Foto: Blogdoedu)



O deputado estadual Belarmino Lins (PMDB) está preocupado com a possibilidade de 10 mil alunos da rede municipal de ensino de Benjamin Constant, no alto Solimões, ficarem com o ano escolar de 2014 comprometido em função da reforma de três escolas realizada pela prefeita Iracema Maia. A reforma, segundo ele, não ocorreu no período das férias escolares, mas neste início de 2014, prejudicando milhares de estudantes.

A denúncia sobre foi feita a Belarmino, na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), pela vereadora Maria Nogueira (PV), na manhã desta quarta-feira (26). “A vereadora já protocolou sua denúncia ao procurador geral de contas do Tribunal de Contas do Estado, Dr. Carlos Alberto Souza de Almeida, e também ao Ministério Público Federal (MPF) para providências”, informou o deputado, que se solidarizou à indignação da parlamentar benjaminense.

De acordo com Nogueira, a prefeita Iracema, em dezembro de 2013, anunciou um aporte de recursos da ordem de R$ 5 milhões, do Fundeb, que investiria em construção e reforma de escolas na cidade e zona Rural. “Só que as obras de reforma, nas escolas Chagas de Almeida, Olavo Bilac e Cosme Jean, acontecem agora. Sou a favor da reforma, mas durante as férias, não neste momento em prejuízo do ano letivo”, destacou.

Outro problema, conforme a vereadora, diz respeito à situação
indefinida de 40% dos professores contratados. “Sou professora de carreira, tenho conhecimento de causa e sustento que até a lotação dos efetivos ainda não foi feita, além do que permanece na estaca zero o processo seletivo básico para viabilizar a renovação dos contratos”, enfatizou.



Com Informação da Assessoria

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Comissão de Educação cobra explicação da Semed sobre alunos fora da sala de aula

Leite considerou lamentável e contraditória a situação, uma vez que há recursos a serem investidos


Não podemos aceitar isso de forma calada (Foto. Internet)



O presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado estadual Sidney Leite (PROS) solicitará à Secretaria Municipal de Educação (Semed) da capital informações referentes aos mais de 35 mil alunos que estão fora da sala de aula, conforme matéria divulgada no jornal Diário do Amazonas, na quinta-feira (6). O parlamentar encaminhará ainda um requerimento ao Ministério Público de Contas (MPC) e ao Ministério Público Federal (MPF) para que os órgãos apurem os investimentos que estão sendo feitos na área educacional.

Leite considerou lamentável e contraditória a situação, uma vez que há recursos a serem investidos. “No momento em que estamos discutindo a qualidade da educação, o município de Manaus deixa 35 mil alunos fora da sala de aula. Não podemos aceitar isso de forma calada. É preciso que isso seja apurado, pois há recursos garantidos”.

O presidente da Comissão destacou que além dessa quantidade de alunos, há ainda milhares que não estão sendo atendidos pela rede municipal de ensino por não haver escolas suficientes. “Tem crianças deixando de frequentar a escola porque não há sala de aulas.

E 40% do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) pode ser destinado a construção de escolas, fora os recursos do Governo Federal”. Em 2013, a prefeitura de Manaus recebeu mais de R$ 542 milhões do Fundeb, segundo dados de portal de Transferências Constitucionais.

Sobre as reformas das escolas, Leite disse que a administração pública precisa apresentar um plano de trabalho. “Esses requerimentos que estou fazendo não é na intenção de punir, mas que a prefeitura apresente seu planejamento. Não adianta apenas ficar anunciando que está buscando recursos internacionais. É preciso trabalhar numa política própria da prefeitura para resolver o problema de falta de sala de aula na capital”, comentou.




Texto: Assessoria do Deputado


sexta-feira, 5 de julho de 2013

Ribeirinhos de Manicoré serão contemplados com o documento “TAUS”

Essa reunião tem como foco a entrega de Termo de Autorização de Uso Sustentável


A Senhorita Francivane Fernandes da Silva (Fran)(Edy Lima 1823 DRT-AM)

A Senhorita Francivane Fernandes da Silva (Fran), Assessora de Campo do Instituto Internacional de Educação (IIEB), dando seguimento na Agenda de Trabalho do Projeto de Desenvolvimento Local Sustentável com a Secretaria de Patrimônio da União pelo Projeto “Nossa Várzea, Cidadania e Sustentabilidade”, esteve nesta sexta-feira (05), no Programa de Rádio Gerando Oportunidade, apresentado pelo Radialista Edy Lima, convidando os ribeirinhos que moram na área de várzea para participarem de uma reunião sobre a Regularização das terras de Várzea em Manicoré.

Essa reunião tem como foco a entrega de Termo de Autorização de Uso Sustentável (TAUS), a população tradicional ribeirinha, das áreas de várzea da União, residentes no município de Manicoré – AM.

Esta ação é parte integrante do Projeto Nossa Várzea, Cidadania e Sustentabilidade, com objetivo de garantir que os imóveis da União possam cumprir a sua função sócia ambiental, em harmonia com os programas estratégicos para a nação. 

A reunião acontecerá neste sábado (06), às 16 horas no Teatro Ana Elizabete nas dependências da Escola Estadual Educandário Nossa Senhora das Graças, no Centro de Manicoré.   Na ocasião estarão presentes as seguintes Instituições Governamentais:
Secretaria de Patrimônio da União:

Patrícia de Menezes Cardoso - Coordenadora Geral - Coordenação da Amazônia Legal – SPU Brasília; Silas Garcia Aquino de Souza – Superintendente – Superintendência do Patrimônio da União no Estado do Amazonas; Heloísa Vasconcelos de Aquino – “Projeto Nossa Várzea” – SPU Brasília.

Ministério Público Federal:

Doutor Patrick Menezes Colares – Procurador Regional dos Direitos do Cidadão e...

Advocacia Geral da União: Doutor Cláudio Silvino Braga.


Edy Lima 1823 DRT-AM Com Informação da SPU/AM

  

sábado, 18 de maio de 2013

Sinésio vai ingressar na Justiça contra cobrança de universidades


O gerente de Renegociação da Caixa, Julio César, disse desconhecer a cobrança complementar e pediu aos alunos


Também participaram do encontro o gerente de Renegociação do Fies da Caixa Econômica(Aleam)

O vice-presidente da Comissão de Educação e Cultura (CEC) da Assembleia Legislativa, deputado Sinésio Campos (PT), anunciou na última terça-feira, 14, que vai ingressar com ação no Ministério Público Federal (MPF), pedindo a suspensão imediata da cobrança complementar de mensalidade dos alunos do curso de medicina da Universidade Nilton Lins, contemplados pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), programa do Ministério da Educação e Cultura (MEC).

O anuncio foi feito durante audiência pública no auditório Cônego Azevedo da Aleam, que contou com a presença de alunos do curso de medicina da UniNilton Lins, representantes do Centro Universitário do Norte (UniNorte), Universidade Paulista (Unip), Salesiana Dom Bosco, Boas Novas, Martha Falcão, Centro Integrado de Ensino Superior do Amazonas (Ciesa) e Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi).

Também participaram do encontro o gerente de Renegociação do Fies da Caixa Econômica, Júlio Cesar Junior, o reitor da UniNorte, Vicente Nogueira e o professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Aldemir Ramos. A medida, segundo o deputado, acontece por causa da ausência de representantes da universidade nas duas reuniões convocadas pela Comissão de Educação para discutir o Fies.

O aluno do oitavo período de medicina, Eduardo Junior, disse que a UniNilton Lins cobra mensalidade extra, além do Fies, para a complementação do curso sob a alegação de que o financiamento do MEC não cobre toda a grade curricular.

 “É um verdadeiro absurdo e os alunos ficam sem ter o que fazer a não ser ficar inadimplente com a universidade ou trancar o curso”, informou o universitário.

No entendimento de Sinésio Campos, é preciso saber motivo o qual a universidade cobra valores que variam de R$ 3,5 a R$ 5 mil além do financiamento estudantil do Governo Federal no curso de medicina, causando prejuízos financeiros aos alunos. 

“Trata-se de um curso extremamente importante para o Amazonas que tem carência de médicos na capital e no interior”, disse o parlamentar, que também é líder do governo na Assembleia.

O gerente de Renegociação da Caixa, Julio César, disse desconhecer a cobrança complementar e pediu aos alunos para comparecerem nesta quinta-feira, 16, no período das 9h às 16h, no prédio da CEF da agência Boulevard Álvaro Maia, no bairro Praça 14, zona Centro-Sul, para analisar cada contrato. 

“Vou ter de analisar cada um dos contratos para saber o que está acontecendo. Não existem casos semelhantes na agência”, disse.

O deputado salientou que  além do MPF, vai encaminhar cópia da audiência ao ministro da Educação, Aloizio Mercadante e solicitar ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o aumento do valor do teto do Fies para o curso de medicina, de R$ 5 mil para R$ 7,5 mil. 

“O Governo Federal quer abrir a área para médicos estrangeiros, mas, não investe de forma correta na formação dos nossos futuros doutores”, reclamou Sinésio Campos.

O parlamentar voltou a cobrar a reinstalação da Delegacia do MEC no Amazonas para fiscalizar denúncias de abusos cometidos por faculdades e universidades particulares. 

O departamento foi extinto em todo o país por decreto, em dezembro de 1998, pelo presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Atualmente os trabalhos de coordenação e fiscalização das instituições de ensino, por exemplo, estão concentrados no MEC em Brasília.




Antonio Lopes

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Educação e saúde indígena são discutidas na ALEAM


A data transformou-se em evento cívico por celebrar a história de resistência dos povos em defesa dos seus direitos fundamentais centrados na demarcação e garantia de seus territórios; na valorização das culturas

A data transformou-se em evento cívico por celebrar a história de(criseducando)

Entidades e lideranças indígenas estiveram reunidas, nessa quinta-feira (18), na Assembléia Legislativa do Amazonas (ALEAM) para discutir questões envolvendo políticas de educação e saúde nas comunidades.

O evento, organizado pela Comissão de Educação, Cultura e Assuntos Indígenas, é em alusão ao dia 19 de abril, data em que se comemora o Dia do Índio.

Para o evento foram convidados representantes dos movimentos, da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Secretaria de Estado para os Povos Indígenas (Seind), Conselho Estadual de Saúde Indígena, Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Secretaria de Estado de Saúde (Susam), Gestão dos Territórios Indígenas, Ministério Público Federal (MPF), entre outras instituições.

A data transformou-se em evento cívico por celebrar a história de resistência dos povos em defesa dos seus direitos fundamentais centrados na demarcação e garantia de seus territórios; na valorização das culturas e de suas línguas; do saber tradicional entre outros.

O objetivo do encontro é de que, juntas, essas instituições possam analisar as políticas públicas em atenção às comunidades indígenas do Amazonas quanto à efetiva garantia de seus direitos originários e históricos a respeito dos territórios e seus processos de gestão, educação escolar, saúde e etnodesenvolvimento, Cultura, Espiritualidade, Saber e Conhecimento Tradicional entre outros.

Segundo o presidente da Comissão de Educação e Assuntos Indígenas, Sidney Leite (DEM), a homenagem é também um grande chamamento para acordar os agentes responsáveis quanto ao cumprimento do seu dever constitucional relativos à garantia efetiva dos direitos indígenas.

O evento aconteceu nessa quinta-feira (18), às 10h, no Plenário Ruy Araújo.



Com Informação da Assessoria


sábado, 2 de março de 2013

Aleam instala Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico da Região Metropolitana

A iniciativa surgiu, em 2012, a partir das discussões sobre a CPI do Apagão, proposta pelo deputado estadual Marcelo Ramos (PSB), em virtude dos problemas enfrentados pelo setor ao longo do ano de 2012.

Assembleia Legislativa do Amazonas(Arquivo Aleam)

Na próxima segunda-feira (4), às 10h, no Plenário Ruy Araújo, acontece a reunião de instalação do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico da Região Metropolitana de Manaus, na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM).

A iniciativa surgiu, em 2012, a partir das discussões sobre a CPI do Apagão, proposta pelo deputado estadual Marcelo Ramos (PSB), em virtude dos problemas enfrentados pelo setor ao longo do ano de 2012.

A concessionária Eletrobrás Amazonas Energia se colocou a disposição para participar do Comitê, que será um espaço para acompanhar e avaliar permanentemente a continuidade e a segurança do suprimento eletroenergético da capital e dos municípios de Careiro da Várzea (a 25 quilometros), Iranduba (a 27 quilômetros), Manacapuru (a 68 quilômetros) , Novo Airão ( a 115 quilômetros), Rio Preto da Eva ( a 57 quilômetros), Itacoatiara (a 176 quilômetros) e Presidente Figueiredo ( a 117 quilômetros).

Nas reuniões do Comitê, a Amazonas Energia deverá apresentar informações detalhadas sobre o serviço de fornecimento de energia como, relatório dos desligamentos ocorridos, acompanhado das devidas explicações sobre essas ocorrências, entre outras. 

Além dos parlamentares da Casa, o Comitê contará com a participação da concessionária Eletrobrás Amazonas Energia, Governo do Estado e outros órgãos governamentais e sociedade civil organizada, o que segundo o deputado Marcelo Ramos será essencial para subsidiar as discussões.

 “Além da concessionária de energia, que será fundamental para estas discussões, fornecendo informações técnicas sobre o funcionamento do setor na região, teremos garantida a presença dos poderes Executivo e Legislativo de todos os municípios da região metropolitana, bem como outros organismos da sociedade envolvidos com o tema”, explicou Ramos.

Para esta reunião de instalação foram convidados o Governador do Estado, prefeitos e câmaras de vereadores dos municípios que compõem a Região Metropolitana de Manaus, secretarias de Estado (Segov, SRMM, Seplan, Seinfra, SECT, SDS, SEMGRH), Ministério Público Federal e Estadual, Procon, associações comerciais e sindicatos.

Com Informação da Assessoria


 

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Incra é apontado como o maior desmatador da Amazônia

Afirmação é do Ministério Público Federal, que em ações em seis estados da região, reuniu dados inéditos sobre o desmatamento em assentamentos de reforma agrária

Pastos colaboram para o desmatamento na Amazônia
Regularização ambiental da atividade pecuária, pelo Incra, também contribuiu para o desmatamento na Amazônia (Juca Queiroz/ACRÍTICA)

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) foi apontado pelo Ministério Público Federal (MPF), como o maior desmatador da Amazônia. A conclusão é resultado de um trabalho iniciado pelo órgão nesta semana, contra o desmatamento ilegal na região, o que gerou o ajuizamento de ações nos estados do Pará, Amazonas, Rondônia, Roraima, Acre e Mato Grosso.
As ações reúnem dados inéditos sobre o desmatamento em assentamentos de reforma agrária que mostram que cerca de um terço das derrubadas ilegais vêm ocorrendo nessas áreas.

"Os procedimentos irregulares adotados pelo Incra na criação e instalação dos assentamentos vêm promovendo a destruição da fauna, flora, recursos hídricos e patrimônio genético, provocando danos irreversíveis ao bioma da Amazônia", dizem as ações iniciadas essa semana, resultado de investigação conjunta que demorou um ano para ser concluída.

A participação do Incra no volume total de desmatamento da região também vêm crescendo por conta da regularização ambiental da atividade pecuária. Historicamente, a criação de gado em áreas particulares era o principal vetor do desmatamento, mas dois anos depois dos acordos da carne legal, iniciados no Pará, as derrubadas em assentamentos estão ficando mais preocupantes. Elas representavam 18% do desmatamento em 2004, mas em 2010 atingiram um pico: somaram 31,1% de todo o desmatamento anual na Amazônia.

As ações relatam à Justiça Federal os danos em cada estado.
Em comum, em todos os processos o MPF pede a interrupção imediata do desmatamento em áreas de reforma agrária, proibição de criação de novos assentamentos sem licenciamento ambiental e um plano para licenciar os assentamentos existentes, bem como para averbação de reserva legal e recuperação de áreas degradadas, com prazos que vão de 90 dias a um ano.

As ações judiciais foram elaboradas pelo Grupo de Trabalho da Amazônia Legal, que reúne procuradores da República de toda a região, e ajuizadas em seis dos nove Estados que compõem a Amazônia Legal. Amapá e Tocantins ficaram de fora por terem números inexpressivos de desmatamento nas áreas de reforma agrária. O Maranhão, que tem uma das situações mais graves nos assentamentos, está concluindo o inquérito sobre o assunto.

Cem metrópoles
A área já desmatada pelo Incra corresponde a 20 anos de desmatamento se mantido o ritmo atual, de cerca de 6 mil km2 por ano. De acordo com a investigação, até 2010 o Incra foi responsável por 133.644 quilômetros quadrados de desmatamento dentro dos 2163 projetos de assentamento que existem na região amazônica.

Para se ter uma ideia do prejuízo, a área desmatada é cerca de 100 vezes o tamanho da cidade inteira de São Paulo. Só no ano passado, dentro de assentamentos já criados do Incra, foram perdidos 1 milhão e 668 mil hectares em floresta (um hectare é o tamanho médio de um campo de futebol). Entre 2000 e 2010, foram mais de 60 milhões de campos de futebol em florestas que vieram ao chão.

O MPF fez um cálculo com base no valor comercial dos produtos madeireiros e chegou a um valor total de R$ 38, 5 bilhões em danos ambientais causados pelo Incra em toda a Amazônia. O valor corresponde ao que foi desmatado entre 2000 e 2010 e calculado pelos valores mínimos do mercado.

Os números foram obtidos por três instituições distintas, a pedido do MPF, em análise das fotos de satélite dos assentamentos. Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) chegaram às mesmas conclusões: o desmatamento está descontrolado nas áreas de reforma agrária. "Temos então que os assentamentos instalados pelo Incra responderam por 18% dos desmatamentos verificados na Amazônia Legal nos últimos 10 anos", dizem os procuradores da República nas ações judiciais.

De acordo com o Imazon, os assentamentos mais desmatados estão no Pará, Maranhão e Mato Grosso. São 764 assentamentos (287 no PA, 207 no MA e 117 no MT) que juntos desmataram mais de 64 mil hectares até 2010. Para se ter uma ideia do tamanho do prejuízo. Nesses locais, entre 75% e 100% da cobertura vegetal foi derrubada ilegalmente, o que acrescenta a ausência da reserva legal na lista de infrações ambientais do Incra. Na Amazônia, o Código Florestal prevê reserva legal de 80% da cobertura vegetal, em propriedades privadas e também nas áreas de reforma agrária.

"No total de 2160 projetos válidos, o Inpe detectou que 1511 encontram-se com mais de 20% de sua área desmatada, o que corresponde a 70% dos Projetos de Assentamento", diz a ação judicial. Mais da metade dos assentamentos na Amazônia 1156 deles - devastaram a floresta de mais de 50% de seus territórios.

Regularização ambiental
São várias as causas que colocam o Incra como protagonista do desmatamento na Amazônia -  negligência com a infraestrutura dos assentamentos, descontrole sobre a venda de lotes  - mas pesa muito na balança a ausência quase total de licenciamento ambiental nos projetos. De acordo com o Tribunal de Contas da União, até 2003 tinham sido criados mais de 4 mil assentamentos sem licença ambiental no país.

Após essa data, ainda que não existam números totais, o TCU apontou em auditoria que a prática permaneceu inalterada: "o modo de criação, gestão e implantação de assentamentos em desrespeito à legislação ambiental deve-se à falta de ação do Incra, que sequer chega a protocolar os pedidos de licenciamento", concluiu a auditoria. Para o MPF, "a ausência de protocolo é grave e enfraquece qualquer defesa do Incra no sentido de que a criação de tais assentamentos sem a devida licença ambiental decorre da falta de manifestação dos órgãos ambientais".

ACRITICA

terça-feira, 22 de maio de 2012

MPF/AM garante pagamento do seguro defeso a pescadores

Ainda de acordo com a decisão judicial, deve ser implementado o pagamento retroativo do seguro defeso 2011/2012, no prazo de 30 dias, a todos os pescadores que não receberam o benefício e que tinham como única pendência a emissão da carteira, em razão da suspensão das emissões

Pescadores artesanais que protocolaram pedidos de registros em novembro de 2010 e não receberam as carteiras estavam impossibilitados de receber o seguro defeso
Pescadores artesanais que protocolaram pedidos de registros em novembro de 2010 e não receberam as carteiras estavam impossibilitados de receber o seguro defeso (Jimmy Maciel)

Atendendo ao pedido do Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM), a Justiça Federal determinou, em caráter liminar, que a União pague o seguro defeso aos pescadores que comprovaram o direito e solicitaram o registro até novembro de 2010. As Carteiras de Pescador Profissional Artesanal não foram fornecidas pelo Ministério da Pesca e Aquicultura e os pescadores estão impossibilitados de receber o benefício referente ao período 2011/2012.

A Justiça determinou que o Ministério da Pesca e Aquicultura deve concluir no prazo de 30 dias a análise dos pedidos de inscrição no Registro Geral de Atividade Pesqueira (RGP), que foram protocolados na data limite de 14 de novembro de 2010, com a consequente emissão da Carteira Profissional Artesanal aos que tiverem o pedido concedido.

Ainda de acordo com a decisão judicial, deve ser implementado o pagamento retroativo do seguro defeso 2011/2012, no prazo de 30 dias, a todos os pescadores que não receberam o benefício e que tinham como única pendência a emissão da carteira, em razão da suspensão das emissões.

A decisão liminar é resultado da Ação Civil Pública nº 4105-38.2012.4.01.3200, movida pelo MPF/AM em março deste ano, com o objetivo de garantir o pagamento do seguro defeso aos pescadores que protocolaram seus pedidos no RGP.

Após representação do Sindicato dos Pescadores no Estado do Amazonas (Sindpesca/AM), o MPF/AM instaurou inquérito civil público para apurar a suspensão da emissão das carteiras pelo Ministério da Pesca e Aquicultura.

A Superintendência Federal da Pesca e Aquicultura no Amazonas (SFPA/AM) alegou que a suspensão da emissão das carteiras tem o objetivo de promover a revisão dos processos de inscrição no RGP, com vistas a preservar a destinação devida dos recursos públicos, implicando no não pagamento dos valores relativos ao seguro defeso.

O MPF/AM destaca que eventual fiscalização efetivada pela Administração não pode servir de impedimento à emissão geral das Carteiras de Pescador Artesanal durante o período do defeso, sob pena de inviabilizar, nesse período, de novembro a março, a única fonte de renda que possibilita o sustento das famílias dos pescadores artesanais.

A suspensão promovida pela União, por meio do Ministério da Pesca e Aquicultura, para o MPF/AM, põe em risco a integridade física e financeira dos pescadores e das famílias deles, já que, sem nenhuma fonte de renda, certamente estão com dívidas e dificuldades de manter a necessária dignidade humana que se obtém com moradia, alimentação, saúde, vestuário, lazer e outros.

O que é

O seguro defeso é garantido pela Lei n.º 10.779/2003 para pescadores profissionais que exerçam atividades de forma artesanal, individualmente ou em regime de economia familiar, ainda com auxílio de parceiros. O pescador profissional tem direito ao seguro. desemprego no valor de um salário mínimo mensal, durante o período de defeso, que vai de 15 de novembro a 15 de março.

O benefício tem como objetivo preservar as espécies que tem a pesca proibida por determinação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e assegurar a sobrevivência dos pescadores.

Para isso, o pescador precisa apresentar ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) a documentação comprobatória da condição de pescador, o que inclui o registro atualizado emitido pelo Ministério da Pesca e Aquicultura, com antecedência mínima de um ano da data de início do defeso.

Da decisão liminar, cabe recurso. A ação tramita na 1ª Vara Federal no Amazonas.


ACRITICA