Siglas pretendem ainda recorrer ao Supremo para que sejam incluídas como
parte interessada no processo relatado por Fachin
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O líder do DEM, deputado Mendonça Filho(Beto Oliveira/Agência Câmara/VEJA)
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Um
dia depois de o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), ter
determinado a paralisação do processo de impeachment até o próximo dia 16,
partidos de oposição decidiram nesta quarta-feira tentar impedir qualquer
votação na Câmara dos Deputados até que o STF se pronuncie definitivamente
sobre o rito de afastamento da presidente Dilma Rousseff. Na tarde de ontem, a
oposição conseguiu, por 272 votos a 199, emplacar uma chapa alternativa para a
comissão que dará parecer prévio sobre o impeachment, mas uma liminar do
ministro Fachin concedida às 22h28 suspendeu a formação e instalação do
colegiado.
"A oposição vai
obstruir qualquer matéria para que nós tenhamos a normalização dos trabalhos
legislativos. Na medida em que tivermos uma decisão plena do Supremo, vamos
cessar essa guerrilha jurídica feita para obstaculizar o processo de
impeachment", disse o líder do DEM na Câmara Mendonça Filho (DEM-PE).
Reunidas na manhã de hoje
na Câmara, as siglas oposicionistas afirmaram ainda que vão recorrer ao Supremo
para que sejam incluídas como parte interessada no processo relatado por
Fachin. Com isso, esperam poder apresentar argumentos para embasar o Plenário
do STF a não travar de vez o processo de impeachment em tramitação na Câmara.
Diante da judicialização
do processo de impeachment, os partidos oposicionistas acusaram o PT e o PCdoB
de "litigância de má-fé" ao recorrer diversas vezes ao Supremo e, no
caso petista, de retirar um dos mandados de segurança após o processo ter
parado nas mãos do ministro Gilmar Mendes. A paralisação do rito de impeachment
foi determinada em resposta a uma ação judicial do governista PCdoB.
Apesar da decisão
oposicionista, o líder do governo, José Guimarães (PT-CE), fez um apelo para
que, independentemente do processo de impeachment, os deputados não deixem a
Câmara paralisada. Ele disse que vai tentar reverter a posição dos adversários
de barrar votações na Casa. "Disputas políticas à parte, tem que colocar a
Câmara para votar", resumiu.
Depois da derrota em
plenário nesta terça, quando a chapa alternativa da comissão do impeachment
saiu vitoriosa, partidos da base aliada se reuniram com o ministro da
Secretaria de Governo Ricardo Berzoini para analisar como o governo pode reagir
à mais expressiva derrota na disputa pelo afastamento de Dilma Rousseff.
Veja.com
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