Mostrando postagens com marcador Diabetes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Diabetes. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

As acadêmicas em Medicina da UEA falam de ‘Diabete’

As acadêmicas em Medicina da Universidade do Estado do Amazonas UEA - Estágio Rural

(Foto: Edy Lima) Enfermeira Francisca Lobo, Jéssica Geni, Cursado Odontologia e a Drª. Clívia Noronha



As acadêmicas em Medicina da Universidade do Estado do Amazonas UEA - Estágio Rural, Enfermeira Francisca Lobo, Jéssica Geni, Cursado Odontologia e a Drª. Clívia Noronha, Preceptor Drº.  Paulo do Rosário estiveram na manhã desta quinta-feira (12), no programa de rádio “Gerando Oportunidade”,  falando e explicando para população de Manicoré, sobre a ‘Diabetes’. 

O diabetes representa a maior causa de cegueira da atualidade e, como veremos adiante, essa não é a sua única complicação. Existem 300 milhões de diabéticos no mundo, sendo que metade deles não sabe que é portador da doença. No Brasil, há 14 milhões de doentes, muitos deles sem diagnóstico e sem tratamento. O diabetes também é uma importante causa de morte nos dias atuais.

Definição e tipos de diabetes- Diabetes é uma doença metabólica que se caracteriza por aumento do nível de glicose no sangue (hiperglicemia). Para que funcionem adequadamente, as células precisam de um combustível, que é, justamente, a glicose. Porém, para que a glicose penetre nas células é necessário um hormônio chamado insulina.

Existem, basicamente, dois tipos de diabetes. Diabetes tipo 1, na qual a insulina está ausente.


Diabetes tipo 2, na qual a insulina está presente, porém as células não respondem a ela (é o que chamamos de resistência à insulina).

Todos esses itens têm alto índice glicêmico (fazem a glicemia aumentar rapidamente), por isso, devem ser substituídos por alimentos com índice glicêmico mais baixo (por exemplo: pães elaborados com farinha 100% integral e arroz integral). Deve-se evitar, ainda, o consumo de frituras, carnes gordurosas e bebidas alcoólicas. O consumo de vegetais frescos deve ser priorizado.



Possíveis sintomas- Sede, vontade de urinar com frequência, fome, perda de peso, visão turva, formigamento nas mãos e nos pés, infecções vaginais, são alguns dos sintomas que podem decorrer do diabetes. Mas ela também pode ser assintomática.

Fatores de risco- Os principais fatores para o desenvolvimento do diabetes são: obesidade, excesso de ingestão de açúcar e gordura, sedentarismo, stress, alcoolismo, idade e hereditariedade.

Possíveis complicações- Hipertensão, derrame cerebral, hemorragias na retina, cegueira, infartos, aumento do colesterol e dos triglicerídeos, distúrbios de cicatrização e amputações são complicações que podem decorrer do diabetes.

Tratamento- O tratamento do diabetes pode variar de acordo com o tipo e o nível de glicemia e pode incluir: alimentação apropriada, exercícios físicos, hipoglicemiantes orais e insulina.

Prevenção- Pode-se prevenir o diabetes tipo 2 da seguinte forma: controlando o peso, exercitando-se com regularidade, alimentando-se corretamente, evitando a ingestão de bebidas alcoólicas, dormindo bem e mantendo o stress sob controle. Infelizmente, não é possível prevenir o diabetes tipo 1.

Efeitos dos exercícios no controle do diabetes- Para começar, os exercícios combatem alguns fatores de risco para o diabetes como: obesidade, sedentarismo, stress. Mas não é só isso. Eles também favorecem a penetração da glicose nas células musculares (em atividade) mesmo na ausência de insulina.

Além disso, os músculos em exercício absorvem e queimam mais glicose proveniente da corrente sanguínea, favorecendo o controle da glicemia. Os exercícios também melhoram a sensibilidade à insulina em pacientes com resistência à substância.

Alimentação e diabetes- A principal recomendação alimentar para os diabéticos é evitar a ingestão de doces, bolos, tortas, sorvetes, refrigerantes e outras bebidas adoçadas. Eles também devem evitar massas elaboradas com farinha branca e arroz branco.


Sono e controle emocional- Ambos são importantes na prevenção e no tratamento do diabetes, pois seu descontrole representa uma fonte de stress, que, por sua vez, predispõe a resistência à insulina.

Edy Lima DRT-AM 1823



sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Campanha contra Hanseníase, Verminoses e Tracoma, termina sexta-feira em Manicoré

Nesta sexta-feira (08) de agosto equipes da Secretaria Municipal de Saúde 


Durante a campanha nas escolas, os profissionais de saúde além de realizarem  (Foto: Edy Lima)


Alunos da Escola Municipal Dr. Edmundo Juarez ouvindo atentamente a palestra sobre a campanha (Foto: Edy Lima)




A campanha contra hanseníase, verminoses e tracoma que se inicio à exatamente no dia 4 de agosto em Manicoré nas escolas estaduais e municipais, se se encerra nesta sexta-feira 8 do corrente mês. Durante a campanha nas escolas, os profissionais de saúde além de realizarem exames nos alunos também ministram palestras sobre a hanseníase, verminoses e tracomas.

Nesta sexta-feira (08) de agosto equipes da Secretaria Municipal de Saúde do Município de Manicoré acompanhados dos Acadêmicos de Medicina – Estágio Rural da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) estarão realizado exames de Diabetes, Hanseníase, Verminoses e Tracoma na Zona Rural, interior de Manicoré. As comunidades que serão atendidas são: Distrito do Verdum, Jenipapo I, Jenipapo II, Igarapezinho e Porto Seguro, ambas no baixo madeira. 

Ainda nesta sexta-feira (08), a comunidade de Santa Rita (Voz do Rio Manicoré), também haverá campanha. Segundo a enfermeira Lexisandra Pascoal, “Isso só será possível, estarmos em todas essas comunidades acima citadas, porque vamos dividir nossas equipes, e temos certeza que vamos concluir nosso trabalho”.

Hanseníase:

É uma doença que atinge principalmente a pele e os nervos, podendo afetar a face, os braços, as pernas, as mãos e os pês. Se não for tratada, ela pode causar incapacidade ou deformidades nas mãos, nos pés, no nariz, nas orelhas ou nos olhos.
A hanseníase pode atingir homens e mulheres, adultos e crianças e é transmitida de pessoa a pessoa pela respiração. Mas tem tratamento e cura. Para evitar a transmissão e incapacidades, é só começar a tratar.

Sinais e Sintomas:

Manchas ou placas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas (com diminuição da sensibilidade). Dormência nos pés, caroços avermelhados.  

Verminoses:

São infecções no intestino provocadas por parasitas, tais como: Ascaris lumbricoides (lombriga). Ancilostomideos (amarelão) e Trichuris trichiura (verme chicote). As verminoses podem causar sérios problemas de saúde, como anemia, perda de peso, dores abdominais, sangramentos intestinais e diarreias frequentes. Além disso, as crianças podem ter retardo no crescimento e dificuldade de aprendizagem.

Tracoma:

É uma doença dos olhos, causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, que ocorre principalmente em crianças. O tratamento é fácil e se não for realizado pode prejudicar a visão, levando à cegueira.

 Modo de tratamento:

A transmissão da doença ocorre de forma direta, de pessoa para pessoa, ou de forma indireta, através de objetos contaminados.

Sintomas:

Sensação de corpo estranho nos olhos; prurido (Coceira); lacrimejamento; irritação; ardor; secreção amarelada; hiperemia (olhos vermelhos) e edema palpebral (inchaço).


Edy Lima DRT/AM 1823

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Os pés são o alvo: diabéticos tem que redobrar cuidados

Segundo o Drº Mário Quadros, cinco anos de pés diabéticos mal cuidados podem acarretar numa amputação. “Muitas pessoas não zelam pelos pés como devem porque nem sabem que são diabéticas. Em 20% dos casos de amputação os pacientes não sabiam ter a doença”, revela

Muita atenção com o surgimento dos seguintes sintomas: esfriamento dos pés, dedos arroxeados, surgimento de calosidades e feridas que não saram
Muita atenção com o surgimento dos seguintes sintomas: esfriamento dos pés, dedos arroxeados, surgimento de calosidades e feridas que não saram (Divulgação/Jornal AC)
Estimativas apontam que existe cerca de 200 mil diabéticos, atualmente, no Amazonas. Desses, 19 mil apresentam casos de úlcera (ferida) nos pés e cerca de 3 mil são amputados. Árdua consequência que poderia ser evitada com uma rotina simples de cuidados com os pés.

A doença age silenciosamente. Os pés dos diabéticos não sentem dor ou qualquer incomodo, conforme explica o endocrinologista Mário Quadros.

“Como o nervo já não responde mais, o paciente não sente dor. A infecção se agrava, vira uma úlcera que nunca cicatriza, quando, finalmente, o paciente procura um médico, muitas vezes o problema é irremediável e a amputação se faz necessária”, explica o especialista.

Segundo o Drº Mário Quadros, cinco anos de pés diabéticos mal cuidados podem acarretar numa amputação. “Muitas pessoas não zelam pelos pés como devem porque nem sabem que são diabéticas. Em 20% dos casos de amputação os pacientes não sabiam ter a doença”, revela.

ALERTA

Diabetes tipo II é uma doença hereditária, mas também pode ser adquirida por causa de maus hábitos alimentares, sedentarismo, ou mesmo estresse. É importante estar atento aos sintomas: esfriamento dos pés, dedos arroxeados, surgimento de calosidades e feridas que não saram. “Se seus pés apresentam alguns desses indícios, procure um endocrinologista imediatamente”, alerta Mario Quadros.

Esse profissional tem os recursos para higienizar os seus pés com segurança. Não deve ser confundido com um tratamento de beleza. “É um procedimento médico. Tiramos as calosidades, tratamos das úlceras e unhas encravadas. É perigoso confiar esse serviço a curiosos”, explica Mário Quadros. Em Manaus, Body Clinic (Inf.: 3584-2849) disponibilizará esse serviço a partir de março.

Calçado ideal Diabético nunca deve usar sandálias abertas, nem mesmo dentro de casa, recomendam os profissionais da saúde. O ideal são sapatos fechados, de couro macio, em numeração e altura adequadas e que sejam confortáveis. Vistoria diária“A grande sacada é sempre ficar de olho nos pés” afirma o Drº Doane Silveira. Fisioterapeuta há 11 anos, o doutor Silveira já viu diversos casos de pés diabéticos se agravarem por falta de uma vistoria diária, inclusive na própria família.

“O meu tio era um senhor diabético, e gostava de cuidar do jardim. Ele usava sandália e acabou pisando num prego, mas não notou. Porque diabético perde a sensibilidade. Quando percebeu, a úlcera já tinha tomado todo o calcanhar dele, dava quase para ver o osso. Teve que amputar. Foi triste. O pior que histórias como essa são bastante comuns”, lamenta Doane.

Recomendações

Cheque sinais de vermelhidão, bolhas e calosidades, ferimentos de pele, corte ou feridas entre os dedos; Fique atento as mudanças de temperatura;Lave os pés todos os dias e enxugue bem. Use apenas sabão suave e água morna (nunca quente e nunca escove); Não aplique pó sobre os pés; Contra-indicado o uso de sandálias e demais calçados que deixem os dedos expostos. Prefira sapatos suaves, leves, largos e de salto baixo; Não corte calosidades nem unhas encravadas.

CYNTHIA BLINK