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segunda-feira, 23 de novembro de 2015

‘Há tanta vida lá fora...’: conheça casos de pessoas que decidiram se afastar do Facebook

Estudo recente apontou que obsessão por curtidas e compartilhamentos pode nos causar mal. Pessoas que saíram da rede e uma especialista comentam o tema


"Acordava e ia direto com a mão no smartphone para verificar as notificações e notícias do dia", disse a estudante Karoline Zany (Aguilar Abecassis)


Quando foi a última vez que você olhou seu Facebook na última hora? Talvez nem você mesmo(a) consiga responder essa pergunta. A verdade é que as redes sociais entraram de vez no cotidiano das pessoas nos últimos anos, de maneira que não nos percebemos à sua mercê.
No entanto, é válido perguntar: até que ponto isso nos afeta? Em estudo divulgado este mês, o Instituto de Pesquisa da Felicidade, sediado em Copenhagen, apontou que nossa obsessão em chegar novas curtidas e compartilhamentos pode nos causar mal.
Eles testaram a tese separando um grupo de aproximadamente 1,1 mil pessoas em dois grupos, um dos quais passaria uma semana fora da rede social de Mark Zuckerberg e outro continuaria a usá-la normalmente pelo mesmo período.
Pedidos para avaliar seu grau de satisfação pessoal antes e depois do experimento, os participantes que ficaram fora ranquearam a sua vida melhor dos que os que permaneceram na rede. Ao fim da semana, a média de “índice de satisfação pessoal” do grupo que continuou no Facebook era de 7,75, enquanto o do grupo que saiu era de 8,12.
O presidente do instituto, Meik Wiking, disse a um jornal dinamarquês que acredita que a distorção de realidade provocada pela rede é fator que contribui muito para o resultado, o que encontra ecos em estudiosos aqui no Brasil. 
Aline Restano, psicóloga que integra o Grupo de Estudos Sobre Adições Tecnológicas (Geat), baseado no Rio Grande do Sul, em entrevista ao VIDA&ESTILO comentou que, para certas pessoas na web, “parece mais importante parecer que está feliz do que estar feliz de verdade”. 
Por esse e outros motivos, há pessoas que realmente optaram por se desconectar mais um pouco, como na experiência na Dinamarca, vivendo mais momentos e menos “likes”.
‘Motivo de sofrimento’
A estudante Karoline Zany era uma daquelas pessoas que quase nunca ficava offline. “Acordava e ia direto com a mão no smartphone para verificar as notificações e notícias do dia. No caminho para o trabalho, casa, faculdade, a grande distração era o uso das redes sociais, mas com o tempo aquilo se tornou monótono e percebi a baixa produtividade em outras atividades como estudos, conversas face a face com os amigos, em casa com a família, etc”, falou.
Incomodada, ela acabou saindo das redes. “O Facebook se tornou motivo de sofrimento, é uma ferramenta  que escraviza aqueles que não têm autocontrole. O impacto pelo mal uso é muito grande, destrói relacionamentos e amizades. [Fora], você passa a ter mais tempo para si, o fator ansiogênico de ver as notificações foi totalmente desativado (risos). A sensação é realmente de liberdade”, explicou.
Karoline afirmou que teve quatro contas no Facebook desde 2010, das quais ela só possui e-mail e senha de uma, a qual não usa ativamente desde o ano passado.
“Não tenho vontade de usar, não sinto falta, não é algo que tem importância ou que me faz ficar bem. Às vezes a gente pensa: ‘Poxa, vamos deixar de ver o que as pessoas postam e compartilhar de certos momentos’, mas sinceramente estou melhor sem o uso dessas ferramentas do mal. Sério, são coisas que causam dependência”, reflete.
Mais dedicação
Para o aluno de Engenharia da Computação Avelino Morganti, o intervalo de um ano e meio que ele se deu do Facebook lhe proporcionou vários prêmios acadêmicos e a aprovação em um intercâmbio em Portugal, onde ele ficará até o ano que vem.
Ele disse que reativou a rede duas vezes desde então: uma por pressão de colegas de faculdade para compartilhar informações sobre aulas, que durou até ele usar ferramentas como o Google Drive e o Dropbox para isso, e outra por conta do intercâmbio.
“Eu voltei a ativar o Facebook um pouco antes de vir para Portugal, pela pressão da família e de amigos. Achei também que era a maneira mais fácil de compartilhar fotos e ‘dizer que estou bem’”, comentou o estudante.
Avelino aponta que ferramentas como o feed infinito de notícias tornam a rede aditiva. “O usuário tem a sensação de ‘estou perdendo algo se não rolar o feed até o fim’ e isto faz com que ele sempre tenha ‘vontade de dar uma olhadinha’”, exemplificou.
Ele reflete que, dada a sua área de estudo (computação), é difícil abandonar por completo as redes sociais. “Esta é a razão pela qual eu ainda tenho Facebook. No entanto, com o surgimento de outros serviços, eu tenho ficado vários dias seguidos sem usá-lo”, explicou.
‘Como uma droga’
Segundo Aline Restano, psicóloga integrante de Geat, grupo de estudo da UFRGS sobre o tema, nem sempre o tempo gasto na rede é o que influencia na felicidade do indivíduo.
“O que temos que avaliar é se a rede social gera prejuízo na vida da pessoa, no seu convívio social ou familiar, na sua condição física, no seu desempenho acadêmico... Não é o número de horas que define se uma pessoa está dependente. O que define o uso problemático é o prejuízo”, comentou.
“Assim como uma droga, ela gera um prazer quando você vê curtidas e comentários positivos, então você tende a repetir o comportamento”, explica a psicóloga.
A base desse prazer, segundo Aline, varia de pessoa para pessoa, ainda que a questão da aprovação seja um fator. “[Um artigo apontou] que pessoas que têm muita necessidade de aprovação social tendem a ter um uso mais problemático de redes sociais, porque ela vai ter que conferir muito mais vezes”, comentou, destacando, no entanto, que as pessoas mais ansiosas, deprimidas ou com mais fobias sociais também se encontram particularmente vulneráveis aos encantos da web.
Potencializador
Aline Restano também enfatiza um aspecto das redes sociais que ela vê constantemente ignorado em reportagens que as demonizam: o de potencializador de questões prévias.
“Não é a rede social que gera o problema. [...] É preciso entender o que estava se passando com a pessoa antes, [o] porquê da sua vida real estar tão empobrecida a ponto de uma rede social se tornar tão mais interessante”, destacou a psicóloga.
Ela também aponta o contexto cultural problemático do qual as redes fazem parte: “Vivemos numa cultura em que temos que mostrar tudo o que estamos fazendo. Isso é anterior às redes sociais e é humano, mas agora a gente enxerga mais forte”, disse.
Sobre o estudo feito na Dinamarca, Aline é cautelosa quando o assunto é a “felicidade” dos participantes, mas admite que é natural sentir um alívio quando uma meta é obtida (no caso, ficar fora das redes sociais).
Para quem está incomodado com a influência de redes como o Facebook em sua vida, ela recomenda terapia para se chegar à raiz do problema. Para quem só quiser se afastar delas, Avelino Morganti faz a provocação: “Se eu pudesse dar um recado aos seus leitores, diria para tentarem viver sem Facebook durante um mês. Eu me arriscaria dizer que poucos vão conseguir, pois é tão difícil como largar um vício como álcool ou cigarro”. Está lançado o desafio!

Lucas Jardim


terça-feira, 29 de outubro de 2013

Ler no ônibus descola a retina?

Só se o veículo sofrer um acidente. Mas a leitura pode levar à tontura 

  Antes que você leve este texto até sua mãe, pai ou responsável para fazer troça, saiba que eles só queriam o seu bem. A verdade é que você pode ler as obras completas de Jorge Amado na Belém-Brasília que a retina vai continuar colada. Mas, fazendo isso, você ainda corre o risco de ficar tonto. 

(Divulgação)


Basicamente, essa tontura vem do fato de que quem lê no ônibus está mandando duas mensagens conflitantes para o sistema nervoso. Do ponto de vista central, concentrada no texto à sua frente, você está parado. Mas a visão periférica capta a paisagem correndo ao seu lado e manda avisar que você está em movimento. "Isso gera uma confusão entre o cérebro e a visão que pode causar um mal-estar", explica Paulo Mello Filho, membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Mas essa indisposição não tem nada a ver com descolamento da retina - e pode ser facilmente evitada se você fechar a cortininha da janela do ônibus.

Claro que toda regra tem exceção: a literatura oftalmológica registra o caso de um cidadão amazonense que descolou a retina lendo a bordo de um barco. Todavia, como ressalta Omar Bonilla, presidente da Sociedade de Oftalmologia do Amazonas, o leitor tinha agravantes que contribuíram para o descolamento: 6 graus de miopia e um caso severo de diabetes.

Para um olho normal, o perigo está mesmo na trombada no futebol, no cinto de segurança que escapa, nos psicopatas fãs do filme Laranja Mecânica (ver quadro Saindo da Retina). Ou seja, uma pancada muito forte próxima dos olhos. O descolamento inicial pode ser pequeno, notado apenas pelo surgimento de pequenas manchas na visão, mas, sem tratamento rápido, a retina inteira pode se descolar.

Saindo da retina Para que ela descole, é preciso muito mais que leitura
Ler não dá L.E.R.
A retina é uma camada interna do olho, que recebe e repassa imagens para o cérebro. Colada no globo ocular, ela não descola apenas com um movimento involuntário fruto de uma leitura no ônibus. É preciso algo mais forte.

Ponto de vista
Uma retina normal só se descola após receber um impacto muito forte, como no exemplo acima. Descolada, ela não reflete mais as imagens captadas: começa com algumas manchas e avança até a perda da visão.

Silicone nela
O tratamento tem de ser imediato, e geralmente inclui cirurgia. No procedimento mais comum, é colocado um anel de silicone em volta do olho. Permanente, o anel serve para suturar a retina rompida e restaura a visão normal.

por Renata Magnenti - Super Interresante

Fontes Hospital dos Olhos, Instituto Benjamin Constant, Conselho Brasileiro de Oftalmologia e Sociedade de Oftalmologia do Amazonas.

 

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Cinco coisas que você precisa saber sobre o Facebook no celular

Com mais de um bilhão de usuários, o Facebook é a rede social mais utilizada em todo o mundo, segundo o Wall Street Journal

 Facebook é a rede social mais usada no mundo
Facebook é a rede social mais usada no mundo (Arquivo AC)
Além de ter aplicativos completos para iPhone, Windows Phone, Blackberry e smartphones que rodam o sistema operacional Android, o Facebook também está disponível para aparelhos mais simples. Por meio do aplicativo Facebook Para Qualquer Telefone, uma versão feita na tecnologia Java, é possível ter acesso a praticamente todas as funções que o Facebook oferece, como publicar fotos, atualizar status, fazer check-in, além de conversar com os amigos pelo Messenger.

O primeiro passo para os usuários desses aparelhos – chamados feature phones – é baixar o aplicativo. Ele está disponível em lojas de serviços, ou também através do link m.facebook.com/install diretamente do navegador do celular. O acesso ao aplicativo é gratuito, o usuário só deve ficar atento aos custos de tráfego de dados de seu plano contratado com a operadora.

“O Facebook no celular é a forma mais acessível para o usuário se manter conectado durante diferentes momentos do dia e de qualquer lugar. Como é a natureza das redes sociais, os celulares permitem ao usuário compartilhar com os amigos os assuntos no momento em que eles acontecem, assim como fotos ou vídeos”, diz Ricardo Sangion, diretor de parcerias e mobilidade para o Facebook no Brasil. Hoje um em cada três brasileiros já usam o Facebook em terminais móveis.

Após o download, é possível acessar normalmente a conta com base no nome de usuário e senha já utilizados no desktop, ou então criar a sua conta diretamente pelo aplicativo. Não precisa nem ter e-mail, é possível se cadastrar usando apenas o número do celular.

Conheça algumas atividades que você pode fazer no Facebook via celular:

1)      Facebook Messenger

Quer conversar com os amigos de uma forma interativa, rápida e fácil? A opção é o Facebook Messenger. O recurso pode ser encontrado dentro do próprio aplicativo do Facebook para todas as plataformas, inclusive os feature phones – ou como aplicativo separado para quem usa Android ou iOS. Além de falar individualmente com seus amigos, o usuário poderá formar grupos de conversas para interagir simultaneamente com seus contatos. Também está disponível o recurso de clipe de voz, em que é possível gravar mensagens curtas e enviar para os amigos.

Outra vantagem do Facebook Messenger é a integração de conversas entre celular e deskop. Uma conversa que começa no desktop pode ser acompanhada ou continuada pelo celular e vice-versa. Isso permite que o usuário consiga acompanhar de perto a interação com seus amigos. Outras funções estarão disponíveis em breve, como a inclusão dos “stickers”, imagens que vão além das carinhas dos emoticons e que podem ser usadas para expressar ainda melhor as emoções nas conversas de texto.

2)      Filtros para fotos

Mesmo nos celulares mais simples é possível dar diferentes efeitos às fotos – de forma semelhante como acontece com o Instagram hoje disponível para os smartphones. O aplicativo Facebook Para Qualquer Telefone, versão para aparelhos compatíveis com a tecnologia Java, também oferece essa funcionalidades para os usuários que possuem celulares com câmera, trazendo ainda uma grande diferença: dentro do próprio aplicativo é possível brincar com a aplicação de filtros como preto e branco e sépia. Após a escolha do filtro, a foto pode ser postada no perfil normalmente.

3)      Facebook por SMS

Se você não tem internet no celular ou ainda não se familiarizou em acessar o Facebook em uma tela pequena e ainda assim gostaria de postar no Facebook, não tem problema. Uma alternativa é postar mensagens por SMS. É possível receber alertas de mensagens, adicionar amigos e mesmo postar no mural.

Para isso, o usuário deve cadastrar seu número celular na sua conta do Facebook – opção que está dentro de “configurações de conta” e na aba “celular”. O serviço está disponível hoje para clientes TIM, Oi e Nextel.

Assim como na internet, o Facebook é gratuito no celular, mas o usuário deve ficar atento às tarifas para tráfego de SMS junto à sua operadora.

4)      Check-in e imediações

Uma forma alternativa de interagir com os amigos via Facebook é fazendo check-in para os locais onde você está. Dentro do aplicativo do Facebook, você pode marcar o local onde está e compartilhar com os amigos. A função está disponível tanto para smartphones quanto para os celulares mais simples, os feature phones.

Já quem usa aparelhos com Android, iPhone ou da BlackBerry e têm o aplicativo do Facebook instalado, pode também usar o recurso “Imediações”, que fica do lado esquerdo da tela e permite ao usuário visualizar categorias de locais nas próximidades onde ele está (como restaurantes e lojas) e as recomendações feitas por amigos.

5)      Ferramentas de segurança

Se você esqueceu sua conta do Facebook aberta em um computador convencional, poderá usar o seu celular como “agente de segurança” para encerrá-la e protegê-la de acessos indevidos. Para isso, basta entrar em “configurações de conta”, “segurança”, “sessões ativas” e desativar o local onde você estava usando. Da mesma forma, é possível fazer a mesma coisa pelo computador tradicional caso você perca ou esteja longe do seu celular com a sessão ativa.

ACRITICA

sábado, 2 de março de 2013

Cirurgia plástica estética: Brasil é o líder mundial, conforme pesquisa

De acordo com uma pesquisa realizada pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica (ISAPS)



Culto à imagem tem feito brasileiros se afastarem das academias e buscarem resultados mais 'velozes'
Culto à imagem tem feito brasileiros se afastarem das academias e buscarem resultados mais 'velozes' (Reprodução/Internet)




28 mil mulheres aderiram à correção das orelhas de abano, 22 mil colocaram próteses de glúteo e 9 mil se submeteram às cirurgias íntimas, o que faz o Brasil predominar mundialmente no ranking das cirurgias plásticas para embelezar o corpo

O Brasil é o país das cirurgias plásticas estéticas. A afirmação foi extraída de dados que comprovam a grande adesão de brasileiros por procedimentos cirúrgicos-estéticos. Com o objetivo de cada vez mais aperfeiçoar a aparência, muitos brasileiros tem trocado os exercícios físicos por métodos um pouco mais ‘velozes’ do que aqueles provenientes de academias.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica (ISAPS), 28 mil mulheres aderiram à correção das orelhas de abano, 22 mil colocaram próteses de glúteo e 9 mil se submeteram às cirurgias íntimas, o que faz o Brasil predominar mundialmente no ranking das cirurgias plásticas para embelezar o corpo. Ainda conforme a pesquisa, estima-se que mundialmente a gluteoplastia (cirurgia de bumbum) tenha aumentado em 367% nos últimos quatro anos.

“Hoje, todos tem o sonho de corrigir alguns defeitinhos que incomodam no corpo, que não são solucionados apenas com dieta, tratamentos estéticos ou academia, mas necessita de um procedimento cirúrgico”, explicou o diretor do Centro Nacional de Cirurgia Plástica, Arnaldo Korn. A pesquisa também indicou que os números do Brasil são superiores até que os dos Estados Unidos, onde 5,9 mil pessoas colocaram próteses de glúteo, 2,4 mil fizeram cirurgia íntima e 7,8 mil corrigiram as tais ‘orelhas de abano’.

No Brasil, a cirurgia plástica mais praticada entre as pessoas é a lipoaspiração. Ainda conforme dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a ocorrência da lipoaspiração aumentos 129% entre 2007 e 2011. Atrás delas, cresceu também a procura pelo aumento dos seios, abdominoplastia e blefaroplastia, que consiste em retirar o excesso de pele nas pálpebras. “O que sempre importa é o bem estar físico, social e mental. E para muitas pessoas não adianta ter um organismo sadio se ela não se sentir bem consigo mesma. É aí que entra a estética.”, avaliou o médico.

Do ponto de vista psicológico: cultura é capaz de justificar culto à aparência

De acordo com a psicóloga e especialista em Psicologia Clínica Narcilene Barbosa, existem psicopatologias ligadas à preocupação excessiva com a beleza, o que justifica o aumento da preferência por cirurgias plásticas. “O que se observa é que o padrão de beleza vai mudando ao longo dos anos e em razão da sociedade em que se está inserido, ou seja, o conceito de beleza nunca foi algo estático. Hoje esse padrão é influenciado pela mídia, cada vez mais presente no cotidiano das pessoas e atualmente, as relações entre as pessoas estão cada vez mais efêmeras, sendo a aparência, a impressão física, um importante elemento de julgamento nas interações sociais”, ponderou.

Conforme a especialista, o comportamento se estrutura no que é considerado mais belo ou menos belo. Assim, a beleza passa a ser um valor social que pode possibilitar sucessos ou fracassos, tanto nas relações interpessoais quanto na vida profissional. “Tudo isso gera uma pressão externa no sujeito que acaba, algumas vezes, sendo engolido por essas variáveis, o que acaba mobilizando o indivíduo em sua percepção de si e, concomitantemente, na sua autoestima. Aí esta declarada a guerra contra a natureza que criou rugas, celulite, gordurinhas inconvenientes, etc. Assim, na corrida exagerada pelo corpo perfeito, o indivíduo acaba praticando exageros e se torna refém de métodos rápidos que possam dar a ele o tão desejado padrão de beleza”, afirmou.

A territorialidade e a cultura são fatores determinantes no que concerne à justificação do culto ao corpo, segundo Barbosa. “No mundo ocidental a valorização do corpo é grande, a pressão para ser magro e também tem a questão do Brasil ser um país tropical, onde o calor proporciona uma maior visibilidade para o corpo, e é natural que as pessoas gostem de se ver e serem vistas em boa forma”, ressaltou Narcilene.

A psicóloga assinalou que não existe nada que determine as cirurgias plásticas para fins estéticos como algo negativo. Mas lembrou que é importante ter muito cuidado com os exageros. “Tudo que é demais, que foge ao equilíbrio, ao bom senso, e leva o sujeito a se transformar, a olhos vistos, em outra pessoa, é preocupante. Agora mesmo nos desfiles das escolas de samba fomos bombardeados por corpos ‘sarados’, ao ponto das curvas femininas serem substituídas por músculos exagerados e uma chuva de silicone, no contraponto, parabéns à Sabrina Sato que nos brindou com uma belíssima plástica (com ou sem cirurgia plástica estética), mas sem perder sua originalidade. Penso que tudo que possui harmonia, tanto nas formas como nas proporções, agrada aos nossos olhos”, advertiu ela.

Segundo Narcilene, vaidade, autoestima e autovalorização são alguns dos sentimentos que estão ligados à busca por alterações físicas, e a cirurgia plástica é capaz de reparar dores por danos psíquicos, como frustrações, rejeições e insatisfações (incluindo também as cirurgias plásticas reparadoras). 

“No entanto, o ‘estar bem consigo mesmo’ é algo que necessita ser avaliado e alimentado diariamente, pois transcende aos acontecimentos cotidianos e às transformações ditadas pelo tempo. Equilibrar beleza, vaidade e saúde (mental e física) é importantíssimo nessa busca, mas, lançar mão de cirurgia plástica estética, malhação e outras formas saudáveis de esculpir o corpo, pode ser um meio para ‘estar bem consigo mesmo’ mas não o fim, uma vez que o sujeito é constituído biopsicossocial e espiritual. Bom senso, ponderação, parcimônia são pontos que levam ao equilíbrio seja ele nos exercícios físicos, na busca de um corpo bem delineado ou em outros aspectos do viver”, finalizou a psicóloga.


LAYNNA FEITOZA

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

A (r)evolução das calças compridas

Foi revogada, no início do mês de fevereiro, lei que proibia as mulheres de usarem a peça em Paris



Nos anos 1930, as calças se tornaram populares entre as estrelas de Hollywood
Nos anos 1930, as calças se tornaram populares entre as estrelas de Hollywood (Jornal AC)


Tão comum no nosso dia a dia, o uso da calça comprida em suas diversas variações foi um direito conquistado a longo prazo pelas mulheres e está intimamente ligado à luta pela igualdade de gêneros.

Para surpresa de muitos, essa questão voltou à tona na semana passada em função da revogação de uma lei francesa datada de 7 de novembro de 1800 que proibia o uso da peça pelas mulheres em Paris. Segundo o documento, para desfilar pelas ruas da Cidade Luz, elas precisariam de uma autorização prévia da polícia; caso contrário, seriam presas.

A restrição ao uso de calças compridas pelas mulheres estava, na verdade, carregada de uma conotação política. Ainda sob os impactos e ideologias da Revolução Francesa, a veste utilizada pelos sans-culottes, o pantalon (feita de algodão grosso), representava o rompimento com a antiga aristocracia, cujo símbolo era os cullotes, calções com meias de seda. Apesar de terem marchado ao lado dos sans-culottes, a igualdade do lema revolucionário não foi aplicado ao guarda-roupa feminino, que cada vez mais se tornava exagerado e limitador.

EUA

Em meados do século XIX, começa a surgir nos Estados Unidos um movimento de contestação aos desconfortáveis trajes femininos. Amelia Blommer foi uma das líderes desse movimento e defendeu em seu jornal, The Lily, o uso de calças afofadas que iam até os tornozelos. A vestimenta, que era utilizada sob um vestido largo de comprimento médio, havia sido usada em público algum tempo antes por Elizabeth Smith Miller, em Nova York, mas ficou eternizada como calças “Bloomers”.

Amelia chegou a ir à Europa defender suas idéias, ganhou adeptas, mas estas foram uma minoria. Apenas em 1890, com a popularização da prática do ciclismo, as calças bloomers – já sem a saia até o joelho- passaram a ser incorporadas ao guarda roupa feminino, mas apenas como traje para a prática do esporte.


Popularização

Já no século XX, o primeiro a tentar transformar as calças compridas em traje feminino foi Paul Poiret, que, na década de 1910, criou um modelo inspirado em pantalonas turcas. Mas não coube a ele a aceitação da peça pelo público feminino, mas sim a sua rival, a icônica estilista Coco Chanel.

Foi mademoiselle quem, na década de 1920, passou a pregar que elegância e conforto podiam caminhar lado a lado e, assim, deu seu toque feminino e particular aos trajes masculinos. Sua primeira aposta foi uma peça de pernas largas, inspirada no modelo utlizado pelos marinheiros. Chanel não era feminista, mas não lhe agradava o figurino utilizado pelas endinheiradas da época; além disso, soube usar como inspiração as roupas utilizadas por seus amantes- como os culotes usados pelo primeiro deles, Étienne Balsan, para cavalgar seus cavalos puro-sangue.

Glamour

Nos anos 1930, as calças se tornaram populares entre as estrelas de Hollywood e, nos anos 1950, passaram definitivamente a fazer parte do dia a dia após a versão jeans tornar- se uniforme entre os jovens. Nos anos 1960, uma nova revolução se deu com o smoking feminino criado por Yves Saint Laurent, que se tornou símbolo de atitude e glamour. Na década seguinte, é a vez dos hippies e suas calças boca de sino se tornarem tendência.

Os anos 1980 foram marcados pelo exagero e neles, dentre outros modelos, se destacam as calças clochard, inspiradas nos mendigos de Paris. Em contraponto aos excessos da década passada, nos anos 1990 reina o minimalismo na moda, com calças mais retas.

Neste novo século, a tecnologia e o mundo globalizado trouxeram um turbilhão de influências que se modifica a cada estação. Liberdade de opções ou uma nova força de opressão? O tempo dirá.

LUCIANA SANTOS

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Casais vivem o 'efeito Facebook'

Rede Social é responsável por unir e separar casais, que buscam alternativas para conviver com essa verdadeira febre mundial


Facebook muda comportamento de casais
Facebook muda comportamento de casais (Juca Queiroz)
Os relacionamentos amorosos nos tempos modernos podem se dividir em dois períodos distintos: antes e depois das redes sociais. Com a popularização do hoje longínquo Orkut (no Brasil) e com a consolidação do Facebook (no mundo), parece que algo no Amor mudou para sempre.

Mudou a maneira de conhecer alguém – antes de adicionar a pessoa, é claro que você já viu tudo a respeito dela. Mudaram as abordagens – agora não restritas apenas aos mais desinibidos. Nem o ciúme continua o mesmo: afinal, com tanta informação ao alcance de um clique, há quem não controle a ânsia de checar um pouquinho mais.


Os números não mentem: recentemente, o Wall Street Journal divulgou pesquisa dizendo que mais de um terço dos divórcios na Grã-Bretanha tem a palavra “Facebook” incluída no processo. Na outra mão, reportagem da revista Veja desta semana mostra que um em cada cinco relacionamentos começa pela Internet. Alguém ainda duvida?

Final feliz

Valéria Ribeiro, 23, com certeza não. A corretora de imóveis tinha amigos em comum com o executivo de marketing Vincent Cavalera, também de 23 anos. Dois cliques e ela sabia quem eram os melhores amigos dele e que lugares gostavam de ir. Bem ao estilo “diga-me por onde andas e direi se vou contigo”. E ela foi. Depois de se adicionarem, eles se conheceram melhor e começaram a “ficar”. Aquele estágio probatório do namoro.

Mas, como vimos, o Facebook tem das suas contradições. Se ele une, também separa. Conversinhas, curtidas e comentários de terceiros desgastaram a relação do casal e eles decidiram terminar o que mal tinha começado. Hoje os dois são amigos, mas adivinha qual é o meio de comunicação pelo qual eles ainda se falam? Acertou quem pensou no Facebook de novo!

Juntinhos na rede


O engenheiro civil Sérgio Cavalcante, 30, não era lá muito fã da rede social criada por Mark Zuckenberg. Casado com a estudante Tayna Agra, do Orkut ele já tinha experiências não muito boas (leia-se ciúmes). Porém, quando nasceu o filho do casal, Henrique, hoje com cinco meses, ele não resistiu e deu sua primeira “postadinha” no Face. Foi o suficiente: “Eu acabei me empolgando”, diz ele, que, dessa vez resolveu manter uma única conta, ele e a esposa. 

“Nossos amigos brincavam dizendo que ele tinha se apossado da minha conta. Aí decidimos colocar os dois nomes no perfil”, diz Tayna. “O perfil é dos pais, mais quem mais aparece é o bebê”, completa Sérgio, que também usa a rede para ver notícias e fotos do filho, já que trabalha viajando 15 dias do mês.

Quem também resolveu unir mais que as escovas foi o casal Renato e Marneelle Oliveira. “Antes cada um tinha a sua conta. Mas Facebook é complicado. Sempre vem alguém que, por mais que esteja escrito ‘relacionamento sério’ no perfil, não respeita. Decidimos deixar só uma conta e usar os dois”, diz Renato, citando uma comunidade do Orkut. “Você se lembra de uma comunidade que dizia ‘O que o amor constrói o Orkut destrói’?”, brinca. É assim, mas não quando se sabe administrar bem a questão. “Se a união for virtual, mas também real, a coisa funciona”, aconselha.


FELIPE DE PAULA

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Vestido do século: noivas que se casaram com o mesmo vestido

Em 103 anos, 32 noivas de uma mesma família disseram o “sim” com a peça

1910: Beatriz Studart. A história começa quando ela importa o vestido de Bruxelas  1941: Klarisse Franco de Sá. Em homenagem à mãe, ela casa com o mesmo modelo
1910: Beatriz Studart. A história começa quando ela importa o vestido de Bruxelas 1941: Klarisse Franco de Sá. Em homenagem à mãe, ela casa com o mesmo modelo (Arquivo Pessoal)
 
Em 1910, Beatriz Studart procurava um vestido de noiva dos seus sonhos para dizer “sim” perante o altar. Em Manaus, na época, eles eram difíceis de encontrar. Além disso, poucas costureiras topavam encarar o desafio de fazê-los. Mas para uma ocasião especial, um vestido à altura: Beatriz importou o vestido de Bruxelas, Bélgica.

Feito em renda, com desenhos de flores e folhas bordadas à mão, o vestido começava ali uma história que atravessaria o tempo. As rendas tradicionais da cidade belga vestiram os sonhos de 32 noivas da família Franco de Sá, em mais de três estados brasileiros e por cinco gerações.


Resistiu ao tempo
 
O vestido de Beatriz Studart foi herdado primeiro pela filha, Klarisse Franco de Sá, que casou no ano de 1941. Depois disso, a peça virou parte integrante da família.

“Minha vó Klarisse teve seis filhos, e minha mãe foi a primeira que usou o vestido. Depois dela todas as sobrinhas, netas e bisnetas usaram ele”, diz a empresária Annik Valentine, que em 1987 casou com a mesma peça. “ A minha mãe foi a primera da terceira geração que usou o vestido e eu a primeira da quarta geração”, conta.

Para resistir ao tempo e às festas pelo qual passou, o vestido é lavado e guardado como manda uma tradição que também perdura por anos. “Depois que a noiva usa, o vestido deve deve ser lavado em água de chuva, e ser entregue de volta para a minha avó. Para não amarelar a renda, ela guarda-o dentro de um papel celofane de seda azul, e assim ele vem se conservando”, revela.

O vestido sofreu poucas modificações durante um século. De acordo Annik, apenas alterações de detalhes para se adaptar a diferentes silhuetas. “Algumas usaram com laço atrás outras sem e o forro também foi modificado. A maior delas foi a recomposição de toda a renda”, diz ela.



Lá vem a noiva!
 
O vestido centenário é atração nas festas da família Franco de Sá. “O casamento já é uma festa tradicional e com um vestido que tem história como esse, fica ainda mais emocionante”, conta Annik.

Depois de alguns anos de descanso, a peça se prepara para vestir mais uma integrante da quinta geração da família. E o casamento será este ano. Que seja eterno, assim como o vestido.

Valor sentimental

Algumas peças do closet da empresária Emanuelle Lins e suas irmãs tem muitas histórias para contar. Elas herdaram roupas usadas na juventude da mãe, dona Alice Lins, que até hoje se mantêm intactas ao tempo e aos modismos.

Um exemplo é o macacão branco comprado pela matriarca há 40 anos. “Ele não tem marca, e o valor é sentimental. Minha mãe usou durante um jantar especial com meu pai durante a primeira viagem deles pela Europa”, conta.

Outra peça guardada com carinho por Emanuelle e sua irmãs, é um casaco, que até já ficou famoso entre amigas. “Ele é bem diferente, tem uma malha metálica e é bem impactante”, descreve.

A empresária destaca a importância de reconhecer o real valor de peças de família. “Não são roupas importante por causa da grife ou preço, nem é questão de consumo, é sentimental. Elas têm uma história”, afirma . “Elas são provas de que a moda é passageira, mas o estilo é eterno”.


Por: LUANA RIBEIRO
Fonte: A Crítica

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Os pés são o alvo: diabéticos tem que redobrar cuidados

Segundo o Drº Mário Quadros, cinco anos de pés diabéticos mal cuidados podem acarretar numa amputação. “Muitas pessoas não zelam pelos pés como devem porque nem sabem que são diabéticas. Em 20% dos casos de amputação os pacientes não sabiam ter a doença”, revela

Muita atenção com o surgimento dos seguintes sintomas: esfriamento dos pés, dedos arroxeados, surgimento de calosidades e feridas que não saram
Muita atenção com o surgimento dos seguintes sintomas: esfriamento dos pés, dedos arroxeados, surgimento de calosidades e feridas que não saram (Divulgação/Jornal AC)
Estimativas apontam que existe cerca de 200 mil diabéticos, atualmente, no Amazonas. Desses, 19 mil apresentam casos de úlcera (ferida) nos pés e cerca de 3 mil são amputados. Árdua consequência que poderia ser evitada com uma rotina simples de cuidados com os pés.

A doença age silenciosamente. Os pés dos diabéticos não sentem dor ou qualquer incomodo, conforme explica o endocrinologista Mário Quadros.

“Como o nervo já não responde mais, o paciente não sente dor. A infecção se agrava, vira uma úlcera que nunca cicatriza, quando, finalmente, o paciente procura um médico, muitas vezes o problema é irremediável e a amputação se faz necessária”, explica o especialista.

Segundo o Drº Mário Quadros, cinco anos de pés diabéticos mal cuidados podem acarretar numa amputação. “Muitas pessoas não zelam pelos pés como devem porque nem sabem que são diabéticas. Em 20% dos casos de amputação os pacientes não sabiam ter a doença”, revela.

ALERTA

Diabetes tipo II é uma doença hereditária, mas também pode ser adquirida por causa de maus hábitos alimentares, sedentarismo, ou mesmo estresse. É importante estar atento aos sintomas: esfriamento dos pés, dedos arroxeados, surgimento de calosidades e feridas que não saram. “Se seus pés apresentam alguns desses indícios, procure um endocrinologista imediatamente”, alerta Mario Quadros.

Esse profissional tem os recursos para higienizar os seus pés com segurança. Não deve ser confundido com um tratamento de beleza. “É um procedimento médico. Tiramos as calosidades, tratamos das úlceras e unhas encravadas. É perigoso confiar esse serviço a curiosos”, explica Mário Quadros. Em Manaus, Body Clinic (Inf.: 3584-2849) disponibilizará esse serviço a partir de março.

Calçado ideal Diabético nunca deve usar sandálias abertas, nem mesmo dentro de casa, recomendam os profissionais da saúde. O ideal são sapatos fechados, de couro macio, em numeração e altura adequadas e que sejam confortáveis. Vistoria diária“A grande sacada é sempre ficar de olho nos pés” afirma o Drº Doane Silveira. Fisioterapeuta há 11 anos, o doutor Silveira já viu diversos casos de pés diabéticos se agravarem por falta de uma vistoria diária, inclusive na própria família.

“O meu tio era um senhor diabético, e gostava de cuidar do jardim. Ele usava sandália e acabou pisando num prego, mas não notou. Porque diabético perde a sensibilidade. Quando percebeu, a úlcera já tinha tomado todo o calcanhar dele, dava quase para ver o osso. Teve que amputar. Foi triste. O pior que histórias como essa são bastante comuns”, lamenta Doane.

Recomendações

Cheque sinais de vermelhidão, bolhas e calosidades, ferimentos de pele, corte ou feridas entre os dedos; Fique atento as mudanças de temperatura;Lave os pés todos os dias e enxugue bem. Use apenas sabão suave e água morna (nunca quente e nunca escove); Não aplique pó sobre os pés; Contra-indicado o uso de sandálias e demais calçados que deixem os dedos expostos. Prefira sapatos suaves, leves, largos e de salto baixo; Não corte calosidades nem unhas encravadas.

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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Pediatras na marcha contra o andajá

Campanha nacional para abolir os andadores ou andajás já começou. O motivo para a eliminação dos aparelhos é o grande número de acidentes

Muitos pediatras consideram o andajá um acessório extremamente perigoso para as crianças
Muitos pediatras consideram o andajá um acessório extremamente perigoso para as crianças (Reprodução)
O governo do Canadá vetou  a comercialização de andadores -  também conhecidos  como andajás -    para bebês, determinando a total proibição de sua venda, revenda, propaganda e importação, no ano de 2007. Agora, em 2013, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) também está na marcha contra o aparelho.

A campanha nacional para abolir os andadores já começou e  o motivo mais importante para a eliminá-los é o grande números de acidentes. A maioria das crianças que se acidentou com andajás sofreu traumatismo craniano e, em alguns casos, faleceram.

“Já atendi vários pacientes que se acidentaram pelo uso do andajá. É muito comum que tenham rolado escada abaixo, ou encontrando um pequeno desnível pelo caminho terem virado”, conta a Kátia Rates, pediatra há 14 anos. Ela também afirma que os acidentes são de gravidade considerada de moderada à alta. “Normalmente, a cabeça é a primeira parte projetada quando a criança sofre uma queda, por isso o alto índice de  traumatismo craniano”, alerta.

A creche “Pequenos Brilhantes” (inf.: 3304-2802) atende crianças de 4 meses até 5 anos. E, de acordo com a coordenadora pedagógica, seguindo recomendações dos pediatras, eles não utilizam andajás. “As crianças não pisam com o pé inteiro, só com a ponta, podem ficar com a perna arqueada. Não é aconselhável, não temos aqui”, explica Simone Beatriz Verbine.

Armadilha

Os pediatras asseguram que os andadores podem causar ou acentuar uma deformidade (deixar a perna torta, por exemplo) e proporcionar  um deslocamento inadequado. É uma armadilha dentro de casa. Além de aproximarem as crianças de produtos químicos/tóxicos, remédios, objetos pontiagudos, cortantes, fogões, escadas, piscinas.

Na creche “Escola doce começo” (Inf.: 3584-5310), o uso do aparelho  é liberado. “Não está na nossa lista de materiais, mas as mães podem trazer. Em dois anos de creche nunca tivemos uma acidente por conta dos andajás.  Aqui tem um área plana e segura para as crianças usarem”, garante a diretora. Ela sabe a opinião dos pediatras sobre o aparelho e prefere deixar a decisão para os pais.  “É um recurso que alguns especialistas são contra, mas cada criança tem sua forma de ser estimulada”, declara Daniela Silva, diretora da creche.

Dependência

Simone Bargas, contadora, é mãe do Eduardo de 1 ano e 1 mês. Ela era contra o uso do andador, mas quando seu filho ganhou um de presente ela se rendeu. “O andajá tem seu lado positivo e o lado negativo. Primeiro que a criança aprende a andar mais rápido, mas precisa sempre da minha supervisão. Conheço bem os riscos, o Dudu só vai para o andajá se tiver acompanhado. Hoje, ele já anda, mas só consegue correr no aparelho, sozinho não tem autoconfiança e cai. Ficou dependente, isso foi negativo”, opina  a mãe.

Os médicos são unânimes:  andajás são equipamentos capazes apenas gerar prejuízos. O indicado é esquecer os andadores e ajudar as crianças da forma tradicional, segurando na mão, apoiando, até que ela consiga andar com suas próprias pernas, conforme Kátia Rates. “A natureza é perfeita. Primeiro a criança aprende a sentar, depois engatinha e finalmente, anda. Tentar pular uma dessas fases acarreta em malefícios”, conclui.

CYINTHIA BLINK

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Personagem de ‘Irmã Zuleide’ vira polêmica na vida real após imagem publicada no facebook

Criador da personagem fictícia foi detido por usar imagem indevida nas redes sociais. A dona da imagem estaria, segundo a polícia, sofrendo bullying

Irmã Zuleide possui mais de 2 milhões de fãs na rede social Facebook
Irmã Zuleide possui mais de 2 milhões de fãs na rede social Facebook (Divulgação)
A personagem Irmã Zuleide, que possui mais de 2 milhões de fãs no Facebook e 415 mil seguidores no Twitter, deu o que falar nesta última semana. Isso porque a dona da imagem que inspirou o perfil nas redes sociais, uma professora de Campinas (SP), estaria, segundo a polícia, sofrendo bullying e passando por tratamento psiquiátrico. A denúncia fez com que Álvaro Oliveira Rodrigues, de 30 anos, responsável pela página, fosse preso enquanto discotecava em uma boate em Santos (SP), no último domingo. A personagem é um fenômeno na Internet por satirizar os evangélicos e se utilizar de um tom cômico para tratar assuntos do cotidiano.

O DJ, que foi liberado após assinar um termo circunstanciado e vai responder por constrangimento, injúria e difamação, ainda simulou em postagens nas redes sociais a experiência de Irmã Zuleide atrás das barras. “Presa nada! Isso é papo de ateu!”, “Jovens, tem comida grátis aqui na cadeia, vou encher o buxo! Ôh Glória!!”, “O wi-fi aqui da cadeia é melhor do que o lá de casa! Ôh Bênção!!” e “Jesus é meu advogado! Aleluia!!” foram algumas das mensagens que Álvaro publicou.

A repercussão do caso foi tão grande que, até o final da tarde de terça-feira, dia 29, o termo “Irmã Zuleide” estava entre os tópicos mais citados do Twitter no País, abrindo espaço para a discussão sobre o futuro dos fakes – ou perfis falsos –, que utilizam fotos e nomes de personalidades e acabam se tornando febre na Internet. Vitor Fasano, Hebe Camargo, Nair Bello, Xuxa, Cléber Machado, Max Gehringer, Oscar Niemeyer, Eike Batista e Narcisa Tamborindeguy são algumas das personalidades que tiveram, ou têm, seus nomes e rostos ligados a algum perfil fake.

Mudança


Personagem é conhecida por satirizar os evangélicos

Após a prisão, Álvaro tratou de abandonar a antiga identidade virtual para evitar maiores problemas com a Justiça e removeu todas as imagens da professora, fazendo mistério sobre o futuro da personagem – até a madrugada de anteontem, o perfil de Irmã Zuleide tinha como imagem de exibição a foto de uma mulher com o rosto todo enfaixado, como se tivesse acabado de passar por uma cirurgia plástica.

No entanto, nesta sexta-feira (01), o DJ voltou a mudar a imagem, que, desta vez, mostra uma mulher um tanto parecida com a pedagoga de Campinas. Com a mudança, ele confirmou que o perfil continuará a existir, mas com outra foto, e, como de praxe, não deixou de tirar graça com a situação. “Muita dor satânica no meu rostinho sedutivo depois da plástica”, postou o DJ no Facebook.

ACRITICA.COM

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Ronco pode ser indício de problemas de saúde, afirma especialista

Segundo o ortodontista e ortopedista-facial da  Köhler Ortofacial, Gerson Köhler, ronco pode ser a Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS). Além disso, a apneia também pode ser agravante para outras doenças, como obesidade, hipertensão e derrame


Ronco pode indicar Síndrome de Apneia Obstrutiva
Ronco pode indicar Síndrome de Apneia Obstrutiva (Reprodução/Internet)

Na hora do sono, o bom é o descanso. Mas o que nem sempre é bom é a emissão daquele famoso barulhinho que muito incomoda – o ronco. Porém, muitos não sabem que o ronco pode, além de ser desagradável, representar certos problemas de saúde. E quem fala sobre isso é o ortodontista e ortopedista-facial da  Köhler Ortofacial, Gerson Köhler.
Segundo o médico, uma das doenças que podem rondar um simples ronco é a apneia obstrutiva do sono. “Quando as vibrações são fortes e o ronco intenso há grandes chances do indivíduo ser diagnosticado com portador de distúrbios mais graves do sono, tal como a apnéia obstrutiva do sono”, afirmou o especialista.

Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS)

A Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS) consiste na interrupção do ato de respirar no decorrer do nosso, pode durar aproximadamente 10 segundos, interrompendo parcialmente ou totalmente a passagem do ar.

“A cada obstrução da respiração, o indivíduo passa por um microdespertar para voltar a respirar normalmente. Apesar de rápido, este leve despertar prejudica a qualidade do repouso, já que o sono acaba saindo de suas fases mais profundas”

De acordo com Köhler, é preciso estar muito atento aos sintomas que podem ser indicadores e agravantes de apneia, que pode ainda reduzir a circulação de oxigênio pelo cérebro.
“É preciso dar mais atenção aos fatores de risco da apnéia. Envelhecimento, obesidade, pescoço curto e mais grosso, uso de medicamentos para dormir, consumo de bebidas alcoólicas, tabagismo, refluxo e a ingestão excessiva de comida próximo ao horário de dormir aumentam as chances da respiração ser interrompida durante a noite”, destacou.

Agravante para outras doenças

E a apneia pode ainda gerar outros malefícios à saúde, como obesidade, arritmia cardíaca, hipertensão e derrame. “Com a interrupção da entrada de ar, o organismo se defende e libera adrenalina, contraindo os vasos sanguíneos. O sangue precisa circular e a pressão aumenta para que o líquido passe pelas vias estreitas. Isto pode levar ao endurecimento das artérias, aumentando o risco de doenças cardiovasculares”, adiantou Gerson.

O especialista destaca que, além do ronco, outros sintomas podem denunciar o distúrbio. Excesso de suor noturno, dores de cabeça matinais, dificuldades de concentração, sonolência diurna e redução da libido podem estar relacionados ao problema. “Em alguns casos, a entrada do ar não é bloqueada por completo – o fluxo é reduzido de 30% a 50%, fenômeno chamado de hipopnéia. Qualquer um dos distúrbios é prejudicial à saúde e deve ser avaliado e tratado - pela Medicina do Sono (da qual, em determinados casos, a Odontologia participa) - para promover a qualidade de vida do paciente”, observou o médico.

Diagnóstico e tratamento

O que diagnostica a apneia é a polissonografia, que atesta diversos parâmetros do corpo durante o sono, assim como os batimentos cardíacos, esforções respiratórios, potenciais elétricos da atividade cerebral e a saturação de oxigênio no sangue.

“O tratamento da apnéia pode ser feito com o uso de  cirurgia, utilização do CPAP – uma espécie de máscara grande, que depende de energia elétrica para funcionar e pode causar constrangimentos durante viagens, por exemplo”, contou Köhler.


ACRITICA

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Comilança demais pode ser sinal de problemas emocionais

Se você começar a perceber que depois de comer muito sente culpa, fique atento(a) para as emoções que possam estar desencadeando esta compulsão por comida

Necessidade de comer sem controle pode ser indício de algum problema emocional
Necessidade de comer sem controle pode ser indício de algum problema emocional (Reprodução)

Eventualmente, todo mundo se acaba de comer em uma churrascaria, na ceia de Natal, em um almoço de domingo com a família. Comer além do necessário e ficar com aquela sensação de estômago estufado acontece. Porém, se devorar alimentos em maior quantidade do que o normal for frequente e vier associado a sentimentos de culpa, atenção. "Pode ser baixa autoestima e dificuldade de lidar com questões difíceis, como frustrações, críticas e mágoas", afirma a psiquiatra e terapeuta de família Liliane Kijner Kern, do Programa de Atenção a Transtornos Alimentares da Unifesp.

Emoções negativas também podem nos levar a atacar geladeira. "Geralmente, são sensações como tristeza, abandono e carência afetiva", diz o psiquiatra Fabio Salzano, vice-coordenador do Programa de Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria do HC (Hospital das Clínicas). O médico também culpa as dietas muito rígidas por alguns episódios de ataques furiosos à comida. "É o caso, por exemplo, de quem fica dois meses sem comer doces e, ao ver um bolo na padaria, compra e o come inteiro. Essa pessoa está doente? Não. Isoladamente, isso não é problema médico. Mas não é o ideal em termos comportamentais", declara o psiquiatra Fabio Salzano, vice-coordenador do Programa de Transtornos Alimentares do HC. 

Mas há outros sentimentos ruins que resultam no desejo incontrolável de mastigar todo alimento que vemos pela frente. "Ansiedade, estresse e depressão podem detonar um daqueles momentos em que comemos demais. Nesses casos, é como se fossem confundidas as emoções com a fome, e se tenta atenuá-las comendo, o que poderá se tornar um círculo vicioso", explica Marco Antonio De Tommaso, psicólogo e psicoterapeuta especializado em transtornos alimentares e emagrecimento.

Mas o contrário também pode acontecer: comer demais por estar muito bem. "As pessoas confundem alimentação com sentimentos e emoções. Podem comer aquele mesmo bolo inteiro porque estão felizes. Alimento não é para se premiar nem martirizar. É algo de que nosso organismo precisa", declara Salzano, que critica dietas muito restritivas. "Nada tem de ser proibido. Não é errado comer doces. Depende da proporção na alimentação", afirma o médico. 

É muito comum buscarmos a sensação de conforto na comida. "Ela pode suprir um lado nosso que está meio capenga", diz a psiquiatra Liliane, que aconselha a observação do comportamento. "Se for algo eventual, tudo bem. Mas, caso sentar-se na frente da TV e desandar a comer se torne um hábito, é bom questionar se a comida não é apenas um meio de afogar as mágoas."

Quando comer demais é um transtorno

É muito importante dar atenção à frequência e sentimentos que aparecem após os episódios de comilança. Eles podem sinalizar algo mais grave.  O psicólogo Marco Antonio De Tommaso costuma atender modelos em seu consultório. Algumas dessas jovens perceberam nessas situações um problema. "A imprevisibilidade do meio em que vivem estimula a ansiedade. Muitas mudaram de cidade ou estado, estão distantes da família, sofrem pressão para emagrecer. Algumas se submetem a dietas malucas e não aguentam. Muitas podem começar, a partir daí, a ter o transtorno alimentar", declara o psicoterapeuta.

Esses casos já se enquadram no Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica (TCAP). Os indivíduos com esse problema comem exageradamente ao longo do dia, com sentimento de descontrole, culpa e vergonha por ingerir tanta comida de uma vez. "Se isso acontece pelo menos duas vezes por semana e por um período de seis meses seguidos, já é um transtorno médico", afirma Salzano. No caso do TCAP, a pessoa não faz nada para compensar os exageros --diferentemente da bulimia, em que as vítimas provocam vômitos, usam laxantes e fazem exercícios à exaustão. 

O psiquiatra Fábio Salzano concorda que uma dieta restritiva pode ser o gatilho para o problema. "Mas se vier acompanhada de sentimentos negativos como ansiedade, depressão e a pessoa tiver predisposição genética. Além disso, há questões biológicas que podem estar influenciando também. É multifatorial", diz Salzano. A psiquiatra Liliane Kern acrescenta outras características presentes em quem sofre desse mal: "Essas pessoas costumam ter dificuldade de controlar os impulsos, grande insatisfação com relação ao peso, baixa autoestima e viveram o efeito sanfona no decorrer da vida".

CLÉO FRANCISCO, DO UOL