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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Sobre gatos e homens

Algumas comparações e uma pequena história


(Foto: Internete) Um gato não interrompe ninguém nas cenas mais emocionantes da novela 






Fazia três semanas que Juliana estava sem namorado e umas duas, já, que as amigas vinham tentando arranjar outro para ela – um pior que o outro, todos horríveis – quando ela chegou a uma conclusão: precisava era de um gato.
Um gato (ela acabou convencida pela amiga Dalva) é sempre o melhor remédio para uma desilusão amorosa. Um gato é uma companhia mais adequada que qualquer homem (a não ser, claro, que esse homem se chame Johnny Depp, George Clooney ou pelo menos Javier Bardem).

Um gato não interrompe ninguém nas cenas mais emocionantes da novela para pedir beijinhos e tentar outros avanços no sofá. Um gato não diz frases como “você engordou um pouquinho” ou “isso aí no seu rosto parece uma espinha”.
Essas vantagens, e outras tantas, foram passadas a Juliana por Dalva, que não ficou só nessas recomendações e nesses louvores aos gatos. Certa manhã, levou-lhe um, na verdade uma, chamada Titi, cinzinha, lindinha, uma gracinha.

Já no primeiro dia, praticamente no primeiro olhar trocado, Juliana e a gata se deram às mil maravilhas. Titi era bem nova, alegre, brincalhona, e, quando se cansava das corridinhas e dos pulos, pedia colo e ronronava amorosamente até dormir.
Ah, suspirava Juliana, como tinha conseguido viver vinte e cinco anos sem um gato? E Dalva subiu rapidamente no ranking das amigas, tornando-se a mais importante de sua vida.

Num domingo, Juliana tinha acabado de acordar e estava dando ração a Titi quando a campainha do apartamento tocou. Espiando pelo olho mágico, ela viu um rosto que lhe pareceu conhecido.
“Sou o Paulo, amigo da Dalva”, ele disse, pedindo licença para entrar.
Assim que Juliana abriu a porta, Titi saltou do sofá e correu para Paulo. Ele a pegou e puxou para o colo:
“Titi, minha querida. Que saudade, que saudade.”

O espanto deixou Juliana sem palavras. Quem falou foi Paulo. Juliana ouviu a amiga Dalva ser retratada como uma bruxa cruel e vingativa que, tendo brigado com Paulo e sendo rejeitada por ele, tinha feito o quê?
“Ela foi uma tarde ao meu apartamento para pegar umas coisas dela e, quando eu cheguei lá, à noite, cadê a minha querida?”
Ele abraçou mais forte a gata e repetiu a pergunta:

“Cadê a minha querida? Aqui. Graças a Deus. Ainda bem que eu te achei, Titi. A Dalva disse que tinha te jogado no lixão.”

Nesse instante, os olhos verdes de Paulo e os olhos azuis de Juliana se encontraram. Parecia o começo de alguma coisa. Os meses seguintes confirmaram que era.

sábado, 13 de abril de 2013

Malhação no rio Negro


Nas águas do Rio Negro, mulheres e homens descobrem o prazer do Stand Up Paddle (SUP), esporte cada vez mais procurado

O esporte conquista mais adeptos a cada dia em Manaus (Alex Pazzuelo)


Os praticantes de SUP  (Stand Up Paddle) estão invadindo a cidade e mudando o cenário dos rios com suas pranchas.

 O esporte, que faz bem tanto para o corpo quanto para a mente, tem ganhado novos adeptos graças às escolinhas de SUP localizadas nas marinas.

Por preços que variam de R$ 30 a R$ 50 / hora, é possível aproveitar o prazer de remar sobre as águas do rio Negro.

Quem preferir uma aula mais personalizada pode contratar um instrutor personal por R$ 80 / hora.

Antes de entrar na água, os novos alunos recebem orientações básicas de como utilizar os equipamentos.

Após vencer o desafio de se equilibrar sobre a prancha e sincronizar a remada - o esporte é ideal para quem quer melhorar a coordenação motora -, aproveita-se a parte mais gostosa da experiência: o contemplamento da natureza.

“É bem relaxante, tranquilo.

A paz de estar em contato com a natureza é muito boa”, atestou a estudante Alaana Azevedo Freire, após sua primeira aula de SUP.

Ela estava acompanhada do namorado, o funcionário público Marcelo Monteiro Magalhães, que festejava o fato de ter visto um boto bem de pertinho.

“É um programa super diferente e fácil de fazer, até mesmo para os mais sedentários”, assegura a instrutora Michelle Guimarães, da Amazon SUP.

Ela confirma que o esporte caiu mesmo no gosto dos manauaras e que os grupos de praticantes têm aumentado.

É preciso saber nadar, mas quem quiser, pode recorrer ao uso de coletes durante os percursos. Segundo Michelle, o peso máximo para a prática do esporte é de 110 quilos.

Equipamentos

Os equipamentos para a prática do Stand Up Paddle ainda não podem ser considerados baratos, por isso o aluguel tem feito tanto sucesso.

Além disso, acomodar pranchas de quase três metros em casa ou no carro é bem complicado. Nesse caso, as infláveis têm feito bastante sucesso no mercado.

Para quem preferir alugar um local para guardar o equipamento, a Amazônia Tribal SUP, localizada na Praia Dourada, já disponibiliza esse serviço.

Dependendo do tamanho da prancha, o aluguel mensal pode variar de R$ 100 a R$ 200.

Segundo o instrutor de SUP Carlos Araújo, o Carlão, além das pranchas (que podem variar de R$ 2 mil a R$ 3,5 mil) e dos remos (que vão de R$ 200 a R$ 1,2 mil), os praticantes também precisam do strep (corda que liga a prancha ao pé do atleta). Nesse último caso, os preços variam de R$ 50 a R$ 150.

ZEN

O SUP trabalha quase todos os grupos musculares do corpo, além do sistema cardiovascular (a circulação sanguínea aumenta e, consequentemente, o batimento cardíaco e a frequência respiratória são alterados).

Trata-se também de uma ótima terapia para a mente, pois durante sua pratica liberamos endorfina e serotonina, responsáveis pela sensação de bem estar e felicidade.

“É um esporte muito zen, quase uma terapia.

Você limpa sua mente e passa a dar valor a coisas simples da natureza”, afirma a empresária Geyna Brelaz, que há dois anos descobriu o SUP.

A identificação foi tamanha que ela resolveu comprar pela Internet sua própria prancha, no caso, uma Supflax inflável.

“Feita de um material especial, ela é bem prática.

Guardo numa mochila”, explica Geyna.

Outro que preferiu comprar a própria prancha foi o jornalista Rodrigo Araújo, que pela praticidade, também optou por uma inflável.

Quase todo o final de semana ele bate ponto no Píer do Tropical com seu equipamento. Acompanhado da mulher e dos dois filhos, Rodrigo só vê pontos positivos na prática do SUP.

“O esporte tonifica o corpo inteiro, além de ser super relaxante”, destaca. Então, bora remar!

Compra de pranchas

O empresário Maurício Barbosa, que representa em Manaus as marcas de pranchas Fanatic, JP Australia e Bic – consideradas as melhores do mundo -, afirma que a cidade tem as condições favoráveis para a prática do SUP: temperatura alta o ano inteiro e águas tranquilas.

“O SUP é muito bom para queimar calorias e um excelente exercício isómetrico para todo o corpo.

As mulheres mostram mais facilidade em aprender, uma vez que seu centro de gravidade é mais baixo que o dos homens”, observa Maurício.

Com tudo a favor, o esporte tende a crescer a remadas largas.

Serviço:

Prof. Carlão 9128-4425

Amazon SUP 8117-8089 / 9974-0950

Amazônia Tribal SUP 9988-5479 / 9122-0702

Maurício Barbosa 9118-4145 / 8138-4496/ mauriciowind
@gmail.com



Artur Cezar