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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Inscrições para programa ProUni começam nesta segunda-feira (26)

Interessados em obter bolsas de estudo em instituições particulares de ensino superior já podem consultar na página do programa as bolsas disponíveis


Para se inscrever, é preciso ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)  (Divulgação)


As inscrições para o programa Universidade para Todos (ProUni) serão abertas nesta segunda-feira (26). Os interessados em obter bolsas de estudo em instituições particulares de ensino superior já podem consultar na página do programa as bolsas disponíveis.
Nesta edição, o ProUni ofertará 213.113 bolsas, sendo 135.616 integrais e 77.497 parciais. As bolsas são destinadas a 30.549 cursos e distribuídas por 1.117 instituições.
As inscrições podem ser feitas até o dia 29 na página do ProUni. O candidato que se inscreveu no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) também pode participar do ProUni.
Para se inscrever, é preciso ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014 e obtido, no mínimo, 450 pontos na média das notas. Além disso, não pode ter tirado 0 na redação. Outra condição é ainda não ter diploma de curso superior.
As bolsas integrais são para estudantes que cursaram o ensino médio nas redes pública ou particular, na condição de bolsista integral. Também é necessário comprovar, por pessoa, renda bruta familiar até um salário mínimo e meio. Para as bolsas de 50% da mensalidade, a renda bruta familiar deve ser até três salários mínimos.
Professores do quadro permanente da rede pública de ensino, que concorrerem a cursos de licenciatura, também podem participar do ProUni. Nesse caso, não é necessário comprovar renda.
A seguir os cursos com maior oferta de bolsas: Administração (22.050); Pedagogia (15.562); Direito (15.010); Ciências contábeis (11.917); Engenharia civil (8.405); Educação física (8.181); Gestão de recursos humanos (6.854); Enfermagem (6.801); Psicologia (5.307); Engenharia de produção (5.284).
MARIANA TOKARNIA (AGÊNCIA BRASIL


domingo, 8 de dezembro de 2013

Universitários pedem auxílio da Assembleia para transferência de faculdade

Se não conseguirmos firmar um acordo, iremos buscar reparação via judicial”




Como vamos ter aprendizado desse jeito? (Foto: Ilustrativa)




O presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Amazonas (CDC-Aleam), deputado estadual Marcos Rotta (PMDB), em parceria com a Defensoria Pública do Amazonas (DPE-AM) e da Delegacia do Consumidor (Decon), recebeu estudantes finalistas dos cursos de Serviço Social, Pedagogia e Administração, da Faculdade Tahirih, localizada no bairro São José 4, zona Leste de Manaus. Os alunos, do 6º período, reclamam que foram comunicados pela Faculdade Tahirih, para fazer a inscrição do sexto, para o oitavo período. Segundo eles, o 7º. período seria feito em um curso de férias.

“Como podemos cursar três matérias durante um único mês e as outras quatro matérias junto com mais sete do 8º período e ainda tem o TCC, que é o trabalho de conclusão de curso?. É impossível, a turma não concorda. Sem contar que não dá para estudarmos de segunda a sábado sem sermos prejudicados. Há muitos alunos adventistas na nossa turma e nós não concordamos em fazer um período em apenas um mês. 

Como vamos ter aprendizado desse jeito?. O valor pago é de R$ 1400 e só pode ser parcelado no cartão de crédito. Nem todos possuem cartão de crédito, isso é mais um problema. Um absurdo”, lamentou a universitária Raquel Macêdo.

A universitária Cristina Trindade é cadeirante e fala da dificuldade de ir até a faculdade diariamente. Ela quer ser transferida, antes do término do curso. “Eu sou cadeirante e tenho muita dificuldade de chegar à faculdade todos os dias. Entrei na Tahirih porque fica próximo da minha casa. Entrei também para realizar o sonho de me formar em Administração, mas qual mercado de trabalho aceita uma faculdade falida?. Eu não quero só um diploma, quero um ensino de qualidade. A transferência seria o melhor caminho, sem a cobrança dessa taxa de R$ 380”, protestou a estudante.

A diretora da faculdade, Maria Aparecida Costa disse que a proposta de cursar um período em um curso de férias, foi feita aos alunos porque a instituição pode fechar as portas a qualquer momento. “Tomamos medidas para evitar prejuízos. Diante da possibilidade da faculdade não funcionar mais, precisamos de meios para que os alunos não sejam prejudicados, por isso queremos concluir os cursos finalistas no próximo semestre”, afirmou a diretora.

O presidente da Comissão de Defesa do consumidor, Marcos Rotta, afirmou que o melhor deve ser feito para não prejudicar os estudantes. O parlamentar disse ainda que a faculdade tem obrigação de cumprir o contrato.

“Nós recebemos a denúncia dessas alunas e convidamos a Defensoria Pública e a Delegacia do Consumidor porque existe um flagrante diante de um contrato firmado entre a instituição e os alunos. A alegação é de que a instituição passa por problemas financeiros, não sabe se continuará com suas atividades, mas os alunos não tem culpa, a responsabilidade é da instituição. 

A faculdade tenta impor alguns cursos, de férias, e os alunos não estão aceitando. O papel da Comissão de Defesa do Consumidor é tentar criar um acordo. Fizemos a proposta de que haja isenção para aqueles alunos que queiram sair da instituição, sem nenhum tipo de ônus. A instituição ficou de avaliar essa proposta ou fazer uma contraproposta e nós teremos na próxima terça-feira (10) a última rodada de negociações. 

Se não conseguirmos firmar um acordo, iremos buscar reparação via judicial”, informou Rotta.
O Defensor Público do Estado, Carlos Alberto Almeida Filho afirma que vai aguardar a reunião da próxima terça-feira (10) para fechar um acordo. Segundo ele, neste caso, os alunos tem, por lei, o direito de ser transferidos sem o pagamento de taxas.

“A situação é relativamente simples: Dada a possibilidade de fechamento do curso, a empresa tenta buscar solução de como não prejudicar os alunos. O método que foi colocado não foi aceito pelos alunos, de forma justificável, nós compreendemos o posicionamento dos alunos, e entendemos que, se não houver possibilidade de continuar os cursos, eles tem direito de ser transferidos para outro curso, de forma gratuita, a qualquer momento. Se a resposta da instituição for negativa, quanto a esta transferência gratuita, será judicializado. Nós entraremos com atuação conjunta com a Comissão de Defesa do Consumidor da Aleam, demandando a não cobrança desses valores”, explicou o defensor público.

A representante da Executiva Nacional dos Estudantes de Serviço Social (ENESSO), Geisa Moura diz que esperam apenas que os direitos dos alunos sejam cumpridos.  “Além de requerer o direito dos alunos diante de um contrato que foi firmado no início do curso, nós queremos cumprir a carga horária do curso para que seja reconhecido pelo MEC. Esse curso de extensão, proposto pela faculdade, nós não vamos fazer”, afirmou a representante dos estudantes.



Com Informação da Assessoria



terça-feira, 22 de maio de 2012

Pagar a universidade dos filhos é obrigação dos pais?

Pagar a universidade dos filhos é obrigação dos pais? Questão divide opiniões de especialistas

O economista André Furtado Braz, da FGV-RJ, acredita que a família deve se preparar para essa despesa. “É responsabilidade dos pais arcar com toda a formação dos descendentes, o que deve ocorrer do maternal ao ensino superior”, diz

Pagar a universidade dos filhos não é dever dos pais? Use o campo de comentários e opine
Pagar a universidade dos filhos não é dever dos pais? Use o campo de comentários e opine (Divulgação)

De acordo com pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a participação de jovens com idade entre 18 e 24 anos no mercado de trabalho caiu 0,5% de março de 2011 para março de 2012. No ano passado, 15,4% dos jovens estavam inseridos no mercado de trabalho. Já nesse ano, essa porcentagem foi de 14,9%, o que equivale a 69 mil a menos trabalhando e oito mil a menos procurando emprego. A justificativa é de que há maior valorização da educação. Para conseguir investir em uma formação qualificada, muitos desses jovens contam com o apoio dos pais para pagar as despesas com o estudo. 
O economista André Furtado Braz, da FGV-RJ, acredita que a família deve se preparar para essa despesa. “É responsabilidade dos pais arcar com toda a formação dos descendentes, o que deve ocorrer do maternal ao ensino superior”, diz. De acordo com Braz, para se tornar um profissional competitivo, o curso de ensino superior deve ser feito, sempre que possível, com dedicação exclusiva. “Com tal disponibilidade, o aluno aproveitará melhor o curso e seu rendimento acadêmico será maior”, afirma.
Mãe de três filhos, dois deles cursando o ensino superior, a enfermeira Luciane Martinez Cavana, 47 anos, acredita que os pais devem apoiar e dar condições para que os filhos se formem. “Sempre fomos exigentes e meus filhos sabem que precisam fazer a parte deles para valorizar o nosso esforço", diz Luciane. "Um jovem que pode estudar sem a pressão de ter que trabalhar para bancar a mensalidade pode se tornar um profissional melhor”.
A psicóloga Ana Paula Mallet Lima, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), também acredita que a responsabilidade em apoiar e manter os filhos na universidade deve ser dos pais. “Nem sempre o jovem consegue uma vaga em uma universidade pública. E se os pais não o ajudam, ele pode optar apenas por trabalhar e ganhar dinheiro, deixando o estudo de lado”, afirma. A especialista defende que é injusto para o jovem arcar com essa despesa. “Trabalhar e estudar é um desgaste enorme. Muitos jovens acabam desistindo de sua verdadeira vocação e acabam optando por fazer um curso menos pesado apenas para ter um diploma. Isso pode gerar profissionais frustrados”, afirma a psicóloga. Para Ana Paula, o pai que não pode bancar os estudos do filho em uma universidade deve ajudá-lo a conquistar uma bolsa ou ajuda governamental junto ao Ministério da Educação (MEC). “Os pais têm que correr atrás e não podem jogar essa responsabilidade nas costas de um jovem”, afirma ela.
O vendedor autônomo Carlos Augusto Devienne, 59 anos, pai do estudante de física José Augusto, 18, tomou essa atitude. Seu filho estuda em uma universidade pública em outra cidade, o que envolve despesas difíceis de manter, como moradia, transporte e alimentação. "Orientei meu filho a buscar todas as formas de bolsa possíveis para aliviar a situação", diz Devienne. O plano deu certo, e o filho conseguiu uma bolsa para realizar um trabalho de pesquisa acadêmica. "É importante que ele tenha responsabilidade sobre suas despesas, pagas com o fruto de seu trabalho, para que aprenda a dar valor às coisas que tem", diz o vendedor. "Mas acho que não seria justo submetê-lo ao rigor de ter que trabalhar à noite, pois isso o impediria de se dedicar aos estudos e prejudicaria o descanso noturno”.
Ajuda sim, obrigação não
Para o psicólogo Maurício Vaz Pinto, os pais não têm a obrigação de pagar os estudos dos filhos. Isso porque, segundo ele, está sendo criada uma geração de jovens que não está habituada a ouvir um "não". “É assim que se formam adultos que lidam mal com frustrações e podem se acomodar, pois não têm condições nem se sentem preparados para buscar o que querem com as próprias mãos”, diz. Por isso, se os pais não podem assumir tal compromisso financeiro, é importante que sejam verdadeiros com os filhos. “Estimulem os filhos a buscar suas próprias conquistas, que serão mais valorizadas do que a dos jovens que tiveram tudo ‘sem esforço’”, afirma Vaz Pinto.
Para a consultora em finanças pessoais Suyen Miranda, ao pagar a faculdade, os pais estão investindo na capacitação dos filhos para prosperar. “Mas isso não deve ser encarado como obrigação”, diz. Para Suyen, a ajuda os pais é válida se os filhos trabalham, mas a renda ainda não alcança o valor total da mensalidade. “É importante que pais e filhos cheguem a um consenso sobre como irão bancar as despesas”, afirma.
O que vale para um, vale para outro
Para quem tem mais de um filho, fica um alerta: o que foi feito para um, deve ser repetido para o outro. “Predileção por um filho gera sofrimento em família. Portanto, se os pais assumem a postura de bancar ou ajudar no estudo da universidade de um, devem se programar para repetir o ato para todos”, afirma Ana Paula.
Independente de pagar o valor total ou parcial, é fundamental que os filhos entendam que o estudo é um comprometimento e precisa ser levado a sério. “Os pais devem cobrar resultados dos filhos sempre, desde os deveres escolares. Devem também incentivar e ser um exemplo para os filhos”, afirma Suyen. Para a consultora em finanças pessoais, a verdadeira obrigação dos pais é preparar os filhos financeiramente, dando limites, cobrando economia, responsabilidade e resultados na relação com o dinheiro.


UOL/COMPORTAMENTO