Mostrando postagens com marcador vacinas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vacinas. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Ministério da Saúde pretende vacinar 144 mil indígenas em um mês no Amazonas

O objetivo do órgão é imunizar 180 mil indígenas de 305 etnias no País, indo às aldeias e áreas de difícil acesso, onde é complicado chegar a cobertura vacinal

 

Governo federal montou um esquema especial de logística para imunizar os povos indígenas que vivem nas aldeias (Luiz Vasconcelos )



Durante o Mês de Vacinação dos Povos Indígenas deste ano, que teve início no último dia 30 e prossegue até o dia 29 de maio, serão oferecidas no Amazonas 175 mil doses contra: influenza, hepatite B, paralisia infantil, difteria, tétano, coqueluche, meningite, gripe, caxumba, febre amarela, entre outras doenças.

O objetivo do Ministério da Saúde é imunizar a população indígena do País indo às aldeias e áreas de difícil acesso, onde é complicado chegar a cobertura vacinal. Em todo o Brasil, num investimento de R$ 5 milhões entre aquisição de insumos e imunobiológicos, logística e transporte para a ação, serão oferecidas 249 mil doses de vacinas.
A finalidade é atingir, no total, 180 mil pessoas de 305 etnias em 1.144 aldeias de todo o País. A multivacinação será levada à população indígena dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), existentes em 18 estados.
Segundo informações da assessoria de imprensa do Ministério da Saúde, durante a campanha, que acontece concomitantemente à campanha da vacina contra gripe, a meta é atingir, na região Norte, 154.720 indígenas, incluindo a população dos sete Distritos Sanitários localizados no Amazonas (141.454 pessoas) e parte dos DSEIs nos arredores, que ficam no Alto Purus (3.791); Porto Velho (1.550) e Yanomami (7.925). Serão contempladas com a imunização, ainda de acordo com o Ministério da Saúde, 390 aldeias no Amazonas.
A população indígena receberá todas as vacinas do calendário vacinal recomendado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e o foco principal será dado aos grupos mais vulneráveis: crianças menores de cinco anos, mulheres em idade fértil e idosos.
Logística

Para garantir alcançar a meta, a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) realizará uma extensa operação, com o envolvimento de 3,7 mil agentes indígenas de saúde e de saneamento. A logística dessa vacinação é diferenciada, pois leva em consideração as especificidades dessa população e as necessidades de transporte das equipes e dos insumos até as aldeias, seja por meio de carro, barco, helicóptero ou avião. Apesar do Amazonas ser um Estado com dimensões continentais, a logística para atendê-lo deverá ser a mesma já utilizada de acordo com a especificidade de cada local do País, podendo ser utilizado transporte terrestre, fluvial e aéreo.
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, destacou, durante a solenidade de lançamento da campanha, a importância do deslocamento das equipes de saúde até as reservas para alcançar populações que vivem de forma dispersa em aldeias que estão em área de difícil acesso. 
Segundo ele, este é um mês intensivo para aumentar a cobertura de todo o calendário vacinal e garantir a imunização dos povos indígenas, em especial os que estão localizados em áreas longínquas. “A campanha ajuda na prevenção de doenças que podem ser evitadas, contribuindo para a promoção da saúde desses povos”, explicou.
Jornal Acrítica


segunda-feira, 10 de março de 2014

Amazonas inicia nesta segunda-feira terceira etapa da vacinação contra o HPV

Última fase da campanha estadual coincide com lançamento da campanha nacional do Ministério da Saúde, também voltada para o HPV

O Amazonas foi o primeiro estado brasileiro a disponibilizar, na rede pública de saúde, a vacina contra o HPV
O Amazonas foi o primeiro estado brasileiro a disponibilizar, na rede pública de saúde, a vacina contra o HPV (ACRITICA/AC)
O Governo do Estado inicia nesta segunda-feira (10), em todo o Amazonas, a terceira e última etapa da campanha de vacinação contra o HPV, lançada no ano passado. O secretário estadual de Saúde, Wilson Alecrim, informa que 103.256 meninas devem receber a terceira dose da imunização, completando o esquema vacinal. “Recomendamos que os pais e responsáveis pelas meninas que iniciaram o esquema de imunização em 2013 não deixem de assegurar que elas recebam a terceira dose da vacina, para garantir a proteção contra o vírus que está associado à maioria dos casos de câncer de colo do útero”, disse Alecrim.

A última etapa da campanha estadual começa no mesmo dia em que o Ministério da Saúde inicia, em todo o País, a campanha de vacinação contra o HPV, que agora passará a fazer parte do calendário nacional de imunização e também tem como público-alvo, inicialmente, as meninas na faixa etária de 11 a 13 anos.

O Amazonas, de forma pioneira, foi o primeiro Estado brasileiro a implantar o programa. A medida foi assegurada em lei, assinada pelo governador Omar Aziz em março do ano passado, como parte das ações voltadas para a prevenção do câncer de colo do útero, que ainda tem alta incidência no Estado.

Bernardino Albuquerque, diretor-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), órgão vinculado à Susam e responsável pela coordenação da campanha em todo o Estado, frisou que a estratégia de vacinação das meninas contra o HPV continuará sendo realizada nas escolas, com a definição de unidades de saúde de referência para meninas que, eventualmente, não estejam matriculadas. “É, inclusive, uma oportunidade muito importante para aquelas estudantes que, mesmo estando na faixa etária da campanha, ainda não receberam a primeira dose da vacina. Elas poderão iniciar o esquema de imunização agoara”, frisou  Bernardino.

Cartão de vacina - As meninas que estarão recebendo a terceira dose da vacina precisam apenas apresentar o cartão de vacinação em que foram registradas as doses anteriores. As estudantes que estarão recebendo a primeira dose não necessitam apresentar autorização dos pais. “Conforme a nota técnica do Ministério da Saúde, os pais que não autorizarem a vacinação de suas filhas terão de assinar um termo de recusa”, explica Bernardino, destacando a importância da imunização no contexto das ações de prevenção ao câncer do colo do útero.

Bernardino destaca que todos os municípios já receberam as vacinas – tanto as doses adquiridas pelo Estado quanto as enviadas pelo Ministério da Saúde – para a execução da campanha, que deve se estender até o final de março. Na capital, a campanha tem a parceria da Prefeitura de Manaus.

ACRITICA.COM*
*Com informações de assessoria de comunicação.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Grávidas serão vacinadas contra coqueluche

Dados do governo federal indicam que, em 2011, foram registrados 2.258 casos de coqueluche no Brasil. Desse total, 70% foram em menores de 1 ano. Em 2012, o número passou para 4.453 casos (aumento de 97%), sendo que 85% dos registros foram em menores de 6 meses

A imunização das gestantes quer garantir que o bebê já nasça com alguma proteção contra a doença
A imunização das gestantes quer garantir que o bebê já nasça com alguma proteção contra a doença (Reprodução internet)
Mulheres grávidas vão passar a receber a vacina contra a coqueluche a partir do segundo semestre deste ano. A inclusão da DTPa (vacina tríplice acelular que protege contra difteria, tétano e coqueluche) ao calendário de imunização da gestante quer garantir que o bebê já nasça com alguma proteção contra a doença, evitando que a infecção ocorra antes dos 6 meses de idade.

Por meio de nota, o Ministério da Saúde explicou que negocia com dois produtores internacionais a aquisição das doses, com a possibilidade de transferência de tecnologia. Outra estratégia do governo é alertar os profissionais de saúde para que o diagnóstico da coqueluche seja feito de maneira precoce e que o tratamento adequado com antibióticos seja prescrito.

Ainda segundo a pasta, países europeus e os Estados Unidos têm registrado aumento de casos da doença desde 2010 – sobretudo entre crianças menores de 6 meses, que ainda não estão protegidas por completo pela vacina pentavalente.

“Outro ponto a ser considerado é que nem a vacinação nem a infecção conferem imunidade a longo prazo. Infecções em adultos podem acontecer. Por isso, a vacinação da gestante pode também evitar que ela seja a fonte de infecção para o seu filho, no período de vida em que ele ainda não esteja devidamente imunizado”, informou o ministério.

Dados do governo federal indicam que, em 2011, foram registrados 2.258 casos de coqueluche no Brasil. Desse total, 70% foram em menores de 1 ano. Em 2012, o número passou para 4.453 casos (aumento de 97%), sendo que 85% dos registros foram em menores de 6 meses.

Em 2011, 97,8% das crianças foram imunizadas contra a doença. Em 2012, a cobertura vacinal chegou a 88,78% (dados preliminares até novembro). A letalidade pela doença é baixa (2%). Em 2011, foram 56 óbitos. No ano seguinte, 74 mortes foram registradas.