O objetivo do órgão é imunizar 180 mil indígenas de 305 etnias no País, indo às aldeias e áreas de difícil acesso, onde é complicado chegar a cobertura vacinal
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Governo federal montou um esquema especial de logística para imunizar os povos indígenas que vivem nas aldeias |
Durante o Mês de
Vacinação dos Povos Indígenas deste ano, que teve início no último dia 30 e
prossegue até o dia 29 de maio, serão oferecidas no Amazonas 175 mil doses
contra: influenza, hepatite B, paralisia infantil, difteria, tétano,
coqueluche, meningite, gripe, caxumba, febre amarela, entre outras doenças.
O objetivo do
Ministério da Saúde é imunizar a população indígena do País indo às aldeias e
áreas de difícil acesso, onde é complicado chegar a cobertura vacinal. Em todo
o Brasil, num investimento de R$ 5 milhões entre aquisição de insumos e
imunobiológicos, logística e transporte para a ação, serão oferecidas 249 mil doses
de vacinas.
A finalidade é
atingir, no total, 180 mil pessoas de 305 etnias em 1.144 aldeias de todo o
País. A multivacinação será levada à população indígena dos 34 Distritos
Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), existentes em 18 estados.
Segundo informações
da assessoria de imprensa do Ministério da Saúde, durante a campanha, que
acontece concomitantemente à campanha da vacina contra gripe, a meta é atingir,
na região Norte, 154.720 indígenas, incluindo a população dos sete Distritos
Sanitários localizados no Amazonas (141.454 pessoas) e parte dos DSEIs nos
arredores, que ficam no Alto Purus (3.791); Porto Velho (1.550) e Yanomami
(7.925). Serão contempladas com a imunização, ainda de acordo com o Ministério
da Saúde, 390 aldeias no Amazonas.
A população
indígena receberá todas as vacinas do calendário vacinal recomendado pelo
Sistema Único de Saúde (SUS) e o foco principal será dado aos grupos mais
vulneráveis: crianças menores de cinco anos, mulheres em idade fértil e idosos.
Logística
Para garantir alcançar
a meta, a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) realizará uma extensa
operação, com o envolvimento de 3,7 mil agentes indígenas de saúde e de
saneamento. A logística dessa vacinação é diferenciada, pois leva em
consideração as especificidades dessa população e as necessidades de transporte
das equipes e dos insumos até as aldeias, seja por meio de carro, barco,
helicóptero ou avião. Apesar do Amazonas ser um Estado com dimensões
continentais, a logística para atendê-lo deverá ser a mesma já utilizada de
acordo com a especificidade de cada local do País, podendo ser utilizado
transporte terrestre, fluvial e aéreo.
O ministro da
Saúde, Arthur Chioro, destacou, durante a solenidade de lançamento da campanha,
a importância do deslocamento das equipes de saúde até as reservas para
alcançar populações que vivem de forma dispersa em aldeias que estão em área de
difícil acesso.
Segundo ele, este é um mês intensivo para aumentar a cobertura
de todo o calendário vacinal e garantir a imunização dos povos indígenas, em
especial os que estão localizados em áreas longínquas. “A campanha ajuda na
prevenção de doenças que podem ser evitadas, contribuindo para a promoção da
saúde desses povos”, explicou.
Jornal Acrítica
