Segundo índios Ticuna e Kokama, a Funai prometeu a realocação das famílias há quase dois anos, mas até o momento nada foi feito pelo órgão
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| Mãe indígena com criança de colo tem dificuldade de se locomover com filho |
O
total de 12 famílias das etnias Ticuna e Kokama estão abrigadas de
forma precária em uma garagem no Centro de Manaus. Os indígenas, que
migraram do interior do Amazonas para a capital, aguardam para serem
transferidos para casas de um conjunto habitacional de Manaus.
De
acordo com os eles, a Fundação Nacional do Índio (Funai) prometeu a
realocação das famílias há quase dois anos, mas até o momento nada foi
feito.A reportagem apurou que este caso já foi encaminhado para a
Justiça do Amazonas, por determinação do Ministério Público.
O
coordenador da Funai em Manaus, Luiz Fernando Caldas Fagundes, foi
procurado na sede do órgão na tarde desta terça-feira (22), mas a
reportagem foi informada que o representante não iria atender a equipe
por conta de uma reunião. Até o fim desta terça-feira (22), a Funai não
formalizou contato para se pronunciar sobre o assunto.
Ratos e baratas
Para a indígena Kokama, Maria Coelho Fabá, 36, não há condições para que as famílias continuem no local. “Aqui tá cheio de bicho, ratos e baratas. As crianças adoecem, sofrem com diarréia, gripe e febre”, contou.
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Maria
acrescenta que a alimentação diária se torna difícil, e os cuidados com
a saúde são maiores. “Necessitamos de atendimento médico e estamos com
pouca comida, a Funai não trouxe mais as cestas básicas”.
HIV
Segundo José Nazário de Souza, o José Ticuna, as famílias chegam a conviver em relação conflituosa com uma indígena soropositiva. “Nós temos aqui uma pessoa portadora do vírus HIV necessitando de um acompanhamento médico, o início do tratamento dela está previsto para o dia 27 de junho”, contou.
A indígena da etnia Ticuna,
teria contraído o vírus de um ex-namorado, que também pertence a mesma
etnia. Ela disse à reportagem que está otimista com a aproximação da ida
ao médico, mas teme que o seu bebê de dois meses tenha contraído a
doença. Conforme relato, o indígena que não teve a identidade revelada
deixou o local onde as famílias se encontram, após descobrir que era
portador do vírus da AIDS.
De acordo
com os indígenas, além da falta de acompanhamento médico, existe a
necessidade de saneamento básico e problemas com a água consumida. “Aqui
tem apenas um banheiro pra várias famílias usarem. Temos apenas uma
torneira pra tomar banho, lavar roupa e beber água” afirmou uma das
indígenas.


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