O Censo da Biodiversidade, lançado em Belém pelo Museu Goeldi, já relaciona todas as 3,8 mil espécies pesquisadas pela instituição
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| Esqueleto de boto em exposição no Museu Emlio Goeldi, no Pará |
Informações
sobre as milhares de espécies de animais e plantas da Amazônia
começaram a ser organizadas em um levantamento que pode ajudar
pesquisadores e gestores ambientais a acompanhar os avanços da
biodiversidade e definir estratégias de conservação para a região.
O
Censo da Biodiversidade, lançado em Belém pelo Museu Goeldi, já
relaciona todas as 3,8 mil espécies pesquisadas pela instituição.
A lista inclui dados como nome científico, família e, em alguns casos, a categoria de ameaça de extinção de cada espécie.
“Queremos
atualizar o conhecimento para poder, por meio dos dados, planejar a
conservação biológica e o uso da biodiversidade. A intenção é seguir no
mesmo sentido do censo [demográfico] do IBGE [Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística], que levanta informações sobre a sociedade,
usadas pelos governos para planejar políticas públicas de saúde,
educação e transporte, por exemplo”, explicou Ulisses Galatti,
pesquisador e coordenador de Pesquisa e Pós- Graduação do Museu Goeldi.
Segundo
Gallati, a expectativa é que, até o fim do ano, o levantamento inclua
levantamentos de outras instituições que pesquisam a biodiversidade
amazônica.
“Estamos conversando com
outros grupos, como universidades e institutos de pesquisa, que atuam na
região da Amazônia, para que também forneçam dados oficiais que serão
atualizados constantemente”.

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