sábado, 7 de julho de 2012

Estado do AM pode perder R$1,2 milhão em ICMS ao mês

Sefaz calcula abrir mão de R$ 1,2 milhão em ICMS para incentivar polo de duas rodas

Linha de montagem de fábrica do polo industrial de Manaus
Linha de montagem de fábrica do polo industrial de Manaus (Juca Queiroz)

A Secretaria do Estado da Fazenda (Sefaz) deve abrir mão de pelo menos R$ 1,2 milhão ao mês que recolheria das fábricas componentistas do setor de duas rodas em pagamento ao Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviço (ICMS) referente à energia elétrica. Em contrapartida, o fisco pode abarcar, no mesmo período, R$ 3 milhões se aprovado o projeto de divisão de ICMS de produtos comercializadas via Internet.
De acordo com o assessor econômico da Sefaz, Afonso Lobo, a renúncia fiscal do Estado, caso seja aprovada a decisão de isentar cerca de 30 fábricas do PIM, é de R$ 15 milhões por ano, o que corresponde a R$ 1,25 milhão ao mês. O governo ainda está decidindo se o benefício se estenderá por três ou cinco meses. “Claro que isso impacta o cofre do Estado. Mas em uma crise precisamos manter o emprego e a renda para que a economia continue girando. Para isso, iremos abrir mão desse deste imposto por algum tempo”, afirmou o secretário da Fazenda, Isper Abrahim.

Ele pontuou ainda que em período de crise os Governos costumam “incentivar” bancos, empreiteiras e questionou: “Por que aqui seria diferente? Quando as empresas tomarem fôlego reavaliaremos o benefício e voltaremos a cobra o ICMS sobre a energia”, disse.

PEC 103/2012

Em contrapartida, Afonso Lobo, disse que o Estado aguarda a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 103/2012 que irá alterar o modo como o ICMS vem sendo praticado quando é feita uma compra via Internet. “Hoje São Paulo recolhe sozinho os ganhos de ICMS destas vendas e isso não é justo”, avaliou Afonso Lobo.
O assessor econômico disse ainda que o Estado pode recolher de imposto por este tipo de comercialização de R$ 3 milhões a R$ 10 milhões ao mês. No entanto, não há dados que quantifique o número de “consumidores virtuais” no Amazonas, mas segundo Afonso, os produtos mais consumidos são os eletroeletrônicos.
A PEC ainda precisa ser votará na Câmara dos Deputados, já que na última semana foi aprovada pelo Senado. O projeto é do parlamentar Delcídio do Amaral (PT/MS) que justifica a modificação. “Nos termos atuais, quando a operação interestadual envolve dois contribuintes do imposto, há divisão entre Estado de origem e o de destino da mercadoria. Porém, quando a compra é feita hoje, o produto da arrecadação é integralmente destinada ao Estado onde está sediado o vendedor. Entretanto, a magnitude que já se assumiu e a tendência da evolução do quadro é extremamente preocupante“, defende o senador.


RENATA MAGNETTI

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