A mulher tem toda autonomia com seu corpo, ela tem toda oportunidade de evitar uma gravidez indesejada com os métodos contraceptivos existentes

A
opinião do conselho, que representa 400 mil médicos brasileiros(Divulgação)

A opinião do conselho, que representa 400 mil médicos brasileiros(Divulgação)
Os
vereadores Carlos Alberto (PRB) e Marcelo Serafim (PSB) usaram a
Tribuna da Câmara Municipal de Manaus (CMM), na manhã da última
terça-feira (26), para repudiar parecer do Conselho Federal de Medicina
(CFM) que defende a liberação do aborto até a 12ª semana de gravidez.
A
opinião do conselho, que representa 400 mil médicos brasileiros, será
encaminhada à Comissão Especial do Senado, que analisa a reforma do
Código Penal.
De acordo com o Código Penal atual, o aborto é permitido somente em casos de risco à saúde da gestante ou quando a gravidez é resultante de um estupro.
De acordo com o Código Penal atual, o aborto é permitido somente em casos de risco à saúde da gestante ou quando a gravidez é resultante de um estupro.
Já
a proposta da CFM, a interrupção da gravidez será autorizada em três
novas situações: gravidez por emprego não consentido de técnica de
reprodução assistida; anencefalia ou feto com graves e incuráveis
anomalias, atestado por dois médicos; por vontade da gestante até a 12ª
semana da gestação, quando o médico constatar que a mulher não
apresenta condições psicológicas para a maternidade.
Carlos Alberto destacou os novos casos incluídos pelo conselho e criticou a postura dos conselheiros. “Hoje o aborto é considerado crime contra a vida prevendo punição de um a dez anos, dependendo do consentimento ou não da mulher.
Carlos Alberto destacou os novos casos incluídos pelo conselho e criticou a postura dos conselheiros. “Hoje o aborto é considerado crime contra a vida prevendo punição de um a dez anos, dependendo do consentimento ou não da mulher.
Estou
indignado com esta decisão do Conselho Federal de Medicina que deve
formar consciência de profissionais para lutar pela vida está
contribuindo para a morte de seres humanos indefesos”, destacou.
Carlos
Alberto ressaltou ainda que todos têm o direito à vida. “Não se trata
de uma questão bíblica ou religiosa, mas humanitária e de ordem social”,
concluiu.
Moção de repúdio
Marcelo Serafim apresentou uma moção de repúdio ao Conselho Federal de Medicina à mesa diretora da CMM, nesta terça (26), por conta da posição favorável ao aborto até a 12ª semana de gravidez.
Moção de repúdio
Marcelo Serafim apresentou uma moção de repúdio ao Conselho Federal de Medicina à mesa diretora da CMM, nesta terça (26), por conta da posição favorável ao aborto até a 12ª semana de gravidez.
“A
mulher tem toda autonomia com seu corpo, ela tem toda oportunidade de
evitar uma gravidez indesejada com os métodos contraceptivos existentes,
mas depois que ela engravida, essa autonomia é perdida, pois já não se
trata apenas de sua vida, mas da vida de um inocente.
Com 12 semanas, o bebê está inteiramente formado”, destacou o parlamentar.
Serafim se colocou a favor das minorias que têm direito a decidir sobre a vida dos fetos, mas defendeu que a vida tem que ser respeitada acima de tudo. “Me agride ver o Conselho Federal de Medicina dizer que o aborto ate os 3 primeiros meses é normal”, criticou.
O vereador Marcel Alexandre (PMDB) defendeu o discurso em favor à vida e a proposta é um atentado aos princípios morais.
Serafim se colocou a favor das minorias que têm direito a decidir sobre a vida dos fetos, mas defendeu que a vida tem que ser respeitada acima de tudo. “Me agride ver o Conselho Federal de Medicina dizer que o aborto ate os 3 primeiros meses é normal”, criticou.
O vereador Marcel Alexandre (PMDB) defendeu o discurso em favor à vida e a proposta é um atentado aos princípios morais.
“Sou a favor do direito à vida e acho que essas decisões precisam ser repensadas para ser a favor da vida e da família”.
Os
vereadores Roberto Sabino (PRTB) e Socorro Sampaio (PP) também
elogiaram a iniciativa dos vereadores em levantar a discussão e
repudiaram o documento do conselho que defende o aborto nos três
primeiros meses.
Com Informação da Assessoria
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