segunda-feira, 1 de abril de 2013

Vereadores manifestam apoio a medidas do prefeito de Manaus

Associação Nacional de Transportes Públicos, mostra que vem reduzindo o número de passageiros transportados em função da má qualidade do sistema

 

  A partir desse aumento, o prefeito deve ir para cima das empresas(Luiz Vasconcelos)

 

O reajuste da tarifa de ônibus de R$ 2,75 para R$ 3, concedido pelo prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB) e em vigor desde sábado (30), foi tema de debate, na manhã desta segunda-feira (1º) na Câmara Municipal de Manaus (CMM).

Vereadores da base do prefeito consideraram o reajuste, apesar de uma medida impopular, necessário, levando em consideração os argumentos apresentados de reajuste de 9%, baseado na planilha da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), quando os empresários pediam reajuste para R$ 3,50.

Como destacou o vereador Ewerton Wanderley (PSDB), a tarifa de ônibus estava congelada há 17 meses, período em que a inflação subiu 12,6%.

Segundo ele, obteve-se, no reajuste, o compromisso da renovação da frota, reajuste dos motoristas e afastamento de uma ameaça de greve. 

Além de melhorar as condições de transporte, a Prefeitura de Manaus vai promover a reforma dos terminais de integração e recuperação de calçadas e abrigos, como assegurou.

O vereador ressaltou ainda, que levantamento da Associação Nacional de Transportes Públicos, mostra que vem reduzindo o número de passageiros transportados em função da má qualidade do sistema. 

“Muitos preferem comprar e ficar pagando uma moto do que utilizar o serviço de transporte público”, argumentou, ainda.

“Deposito meu voto de confiança ao prefeito e vamos cobrar melhores condições aos usuários do sistema de transporte”, disse.

O vereador Mário Frota (PDT), disse que Arthur Neto recebeu uma herança maldita de seu antecessor (Amazonino Mendes).

“A água é  uma tragédia, as ruas estão esburacadas e existe um grande esforço em resolver o problema, mas nessa época do ano é quase impossível devido as chuvas, mas existe um grande esforço”, lembrou ele.

De acordo com o vereador, o preço da tarifa em R$ 3 é caro para Manaus e não gosta dessas empresas que vêm de fora e integram o sistema de transporte coletivo.

“Há 20 anos tínhamos empresas amazonenses. 

As demais são alienígenas. Vem só faturar e querem que o povo se exploda”, disse ele, ao afirmar que em Curitiba, exemplo de transporte coletivo funcional, a tarifa é R$ 3, mas o transporte está entre os melhores do mundo.

Segundo ele, a partir desse aumento, o prefeito deve ir para cima das empresas, fazer com que cumpram o prometido, fato que não ocorrido no passado.

Socorro Sampaio (PP), por sua vez, considerou a medida antipática, mas deixou claro que vai cobrar para que os empresários coloquem mais ônibus novos e que passem no momento em que a população mais precisa.

“Os empresários sempre jogaram pesado com a população. Não querem deixar o osso porque ele ainda tem muita carne nesse mocotó.

Vamos exigir o que os empresários prometem há muitos anos. Estamos aqui para ajudar o prefeito, mas vamos cobrar essas melhorias”, argumentou.

Arlindo Júnior (PPL) acha que chegou o tempo de não se perder mais tempo com administrações passadas, com a desculpa de que o ex-prefeito deixou rombo, que o atual pegou um abacaxi, entre outros.

“Temos que, como aliados do Arthur e dizer que o Amazonino perdeu tempo falando da administração do Serafim e que Serafim perdeu tempo falando de Carijó.

Temos que parar com isso e olhar para frente”, argumentou, afirmando que já se passaram 90 dias e os buracos são os mesmos. 
“Temos que cobrar, mas quem dá a canetada é o prefeito. Vamos fiscalizar e esperamos muitos dessa administração. Os 100 dias são poucos para muita coisa a se fazer”, afirmou.

Presidente da Comissão de Transporte, Viação e Obras Públicas (COMTVOP), o vereador Rosivaldo Cordovil, não questiona o aumento, mas a qualidade do transporte. 

Segundo ele, na tarde de hoje, durante uma audiência pública, com os envolvidos no sistema de transporte coletivo, os vereadores vão conhecer a real situação, com os cálculos que provocaram a majoração da tarifa.

O vereador Joãozinho Miranda (PTN), por sua vez, argumentou que a polêmica do reajuste da tarifa é natural, mas deve sempre ser avaliado dentro da planilha de custos que todos os vereadores terão acesso. 

Ele disse que vai apresentar projeto de lei que obriga as empresas de transporte coletivo urbano disponibilizar 2% da frota para atender o transporte de famílias carentes em cortejos, casos de morte.
Com Informarção da Assessoria

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