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domingo, 6 de dezembro de 2015

Burocracia impede obras de recuperação em aeroportos de 25 municípios do Amazonas

Impasses que persistem há pelo menos três anos dificultam ações de programa federal, que visa melhorar o transporte aéreo na região


O Governo do Estado informou à SAC que o custo de manter e funcionar um aeródromo é de R$ 1,4 milhão/mês, o que inviabiliza a participação do Estado no programa (Jonas Santos)


A burocracia e uma série de impasses emperram, há três anos, a realização de licitação e o início das obras para a recuperação de 25 aeroportos em municípios do Amazonas, que foram contemplados no Programa de Aviação Regional, da Secretaria de Aviação Civil (SAC) da Presidência da República. No total foram anunciados pelo  governo federal investimentos de  R$ 838,4 milhões.
Um destes impasses está na “falta de viabilidade e condições econômicas para a exploração e manutenção dos aeródromos” por parte do Governo do Amazonas, conforme o comunicado feito pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra), em resposta ao ofício da SAC.
Ainda, no documento da Seinfra, 03052/2015, encaminhado a SAC, no dia 12 de junho deste ano,  o Estado salienta, que, em um “futuro próximo”, será reanalisada a possibilidade do Estado ser incluído no Programa de Investimentos e Logística (PIL) do governo federal, que solicitava a celebração de convênio com o Estado para a reforma de 25 aeródromos.
Quase três meses depois, no dia 28 de setembro, a SAC ratificou “o desinteresse do Governo do Amazonas em assumir a exploração dos aeródromos públicos para integrarem ao PIL e, que a recusa seguramente irá dificultar a implantação dos projetos de melhoria do transporte aéreo na região”. 
Após a análise, a SAC concedeu o prazo de 30 dias para que o Estado explicasse o motivo de não requerer o convênio, além de informações detalhadas sobre a gestão dos aeroportos regionais, sobretudo, quanto à suposta ausência de condições econômicas do Estado, para assumir a exploração e manutenção dos aeródromos. Então, no dia 10 de novembro, o secretário de Estado, chefe da Casa Civil, Raul Zaidan, encaminhou aos procuradores da República no Amazonas, Alexandre Jabour e Rafael Rocha, apenas as planilhas com os valores das despesas com os referidos aeroportos, mas, novamente, sem o interesse no convênio, apenas para efeito de causa.
Os procuradores ressaltaram que com a celebração dos convênios, a situação jurídica dos aeródromos civis públicos seria regularizada. “O Estado assumiria a administração dos aeródromos, com a participação dos governos municipais, os quais assinariam os novos Termos de Convênio na qualidade de intervenientes”.
Instrumento jurídico
Segundo a SAC, alguns aeródromos no Amazonas estão cadastrados perante a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), mas não estão atrelados a qualquer instrumento jurídico de delegação por parte da União, o que dificulta a atuação fiscalizatória de agentes públicos, com prejuízos a segurança das operações aéreas.
Ainda conforme a SAC, o Amazonas mantém aeródromos homologados como civis públicos, abertos ao tráfego aéreo, sem que haja um responsável formal, perante a União, por suas administrações. Tais irregularidades podem conduzir ao fechamento definitivo dos referidos aeródromos, o que não condiz com as políticas públicas de integração nacional e regional.
Sem previsão
Segundo a secretaria nacional, não há previsão para que as obras iniciem no Amazonas por conta dos atrasos nas concessões dos licenciamentos ambientais. A assessoria explica que a avaliação do anteprojeto (que é feita pela SAC) antecede o processo licitatório e também o início das obras.
Dentre os 25 municípios que devem receber as obras, apenas cinco receberão aeroportos novos, ou seja, a partir de construções iniciais. São estes: Amaturá, Codajás, Jutaí, Maraã e Uarini.
Para a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB), a posição do governo estadual pode inviabilizar o Plano de Aviação Regional para aeroportos do Amazonas que envolve recursos da ordem de R$ 838 milhões.  Ela espera que essa posição seja revista para os 25 municípios listados para os investimentos.

NAFERSON CRUZ


terça-feira, 23 de setembro de 2014

Plano de Aviação Regional libera R$ 838 mi para aeroportos do Amazonas

Plano de Aviação Regional vai estruturar 25 aeródromos no Amazonas. Os de Coari e Parintins serão visitados em outubro

Aeroporto de Parintins receberá visita de comissão (Divulgação )


No próximo dia 13 de outubro, a Infraero Serviços – nova empresa estatal responsável pela aviação regional brasileira – realizará visita aos aeroportos de Coari e Parintins (a 370 e 325 quilômetros de Manaus respectivamente). Esses dois municípios do Amazonas serão os primeiros a receber as ações e recursos do Plano de Aviação Regional (Pnar/Norte) que contempla 25 aeroportos do Estado, com investimentos previstos de R$ 838,4 milhões.

O Governo Federal promete investir R$ 1,7 bilhão para revitalizar a aviação regional do Norte do País, devendo beneficiar 67 aeroportos na região. Três deles serão inteiramente construídos: o da Ilha de Marajó (PA); e os de Bonfim e Rorainópolis (RR). Os outros 64 serão reformados. Cerca de dez aeroportos já recebem aviação regular, como o de Marabá (PA), Tefé e Tabatinga (AM). Esses aeródromos serão transformados em pólos da aviação regional.
“A meta do Governo é fazer com que pelo menos 95% da população brasileira fiquem a menos de cem quilômetros de um aeroporto em condições de receber linhas regulares”, diz o secretário-executivo da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Guilherme Ramalho.
 Preços
Segundo Ramalho, outra linha de atuação do Governo para fomentar a aviação regional é baixar o preço das passagens, aproximando-as do preço da passagem de ônibus interestadual. Para isso, diz o gestor, é preciso subsidiar os preços das passagens, com recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac). A proposta está sendo discutida pela SAC com o Tesouro Nacional e deve ser enviada ao Congresso Nacional antes do final do ano.
“O Governo Federal está agindo certo ao entender que a aviação regional cumpre um papel social. Somente no município de Tefé, no ano passado, foram mais de 40 transportes de pacientes para Manaus em estado grave. Outra medida acertada será o subsídio para reduzir os preços das passagens. Depois de muito cobrar soluções para resolver o problema, estou otimista com as ações planejadas”, diz a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). A parlamentar tem feito diversas gestões políticas, junto à Secretaria de Aviação Civil e Infraero, para melhorar a aviação dentro do Estado do Amazonas.
Para o ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, todas essas iniciativas visam revitalizar a aviação regional porque ela, além de ser um indutor do desenvolvimento econômico local, também facilita a prestação de serviços a regiões remotas e de fronteira na Amazônia, o desenvolvimento das localidades em todo o território nacional, a universalização do acesso ao transporte aéreo e o fomento da indústria do turismo.
Demais regiões serão contempladas

Além do Norte, as demais regiões brasileiras também estão contempladas no Plano Regional de Aviação.  No Nordeste, são 64 aeroportos e R$ 2,1 bilhões de investimentos; o Centro-Oeste receberá R$ 900 milhões para revitalizar 31 aeroportos; no Sudeste são 65 aeroportos e R$ 1,6 bilhão de recursos e a Região Sul terá 43 aeroportos beneficiados pelo Pnar e R$ 1 bilhão de investimentos. O programa federal de investimentos em logística/aeroportos, que já está em andamento, prevê investimentos totais da ordem de R$ 11,4 bilhões.

 Paulo Sérgio/ Brasília

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Rotta cobra da Azul/Trip revisão no preço da tarifa praticado no Amazonas


As duas empresas que mantêm voos regulares para o município utilizam a mesma aeronave, o mesmo percurso


É um absurdo a questão da tarifa praticada em Parintins(30epoucosanos.com)


Ao comparar os preços das passagens de avião para o município de Parintins (Manaus-Parintins), o deputado estadual Marcos Rotta (PMDB) constatou alguns “absurdos” e cobrou da Azul/Trip, na manhã desta terça-feira (11), uma revisão na política tarifária da companhia aérea.

Segundo Rotta, as duas empresas aéreas que operam voos para o município (Azul/Trip e MAP Linhas Aéreas) praticam o mesmo valor tarifário, sendo que somente a Azul/Trip é beneficiada com a alíquota de 7% do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS)  incidente sobre o combustível utilizado pela companhia em voos para o interior do Amazonas.

“É um absurdo a questão da tarifa praticada em Parintins. 

As duas empresas que mantêm voos regulares para o município utilizam a mesma aeronave, o mesmo percurso, o mesmo destino e até a mesma tarifa. 

A diferença entre elas é que uma é incentivada e a outra não. 

Isso leva a crer que a Azul/Trip recebe benefícios do Estado e não repassa para o consumidor. 

Por isso, acredito que está na hora de companhia beneficiada revisar a sua política tarifária, na qual o consumidor não seja penalizado”, afirmou Rotta.

Segundo Rotta, há  quatro anos, em contrapartida ao incentivo fiscal, a companhia aérea se comprometeu em trazer um transporte aéreo de qualidade e tarifas diferenciadas para o Estado. “Há anos esperamos por uma tarifa mais acessível, mas infelizmente isso não aconteceu”, lamentou o parlamentar.

Rotta afirmou que, embora seja levada em consideração a segurança dos voos e dos aeroportos, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) deveria agir para acabar com a monopolização na região. 

“No entanto, a reguladora não atua com dois pesos e duas medidas em relação ao tratamento entre as empresas que operam no Estado. 

Tem alguma coisa errada nisso. 

Precisamos incentivar a quebra desses monopólios e incentivar a concorrência, pois a Anac, que deveria ser a primeira a encontrar alternativas para o fim do monopólio, infelizmente faz vistas grossas”, afirmou o deputado, ao acrescentar que, com essa atitude, a Anac deixa transparecer que está privilegiando uma única companhia.

Reguladoras na mira

Na avaliação de Rotta, está na hora de a Câmara de Deputados fazer uma reavaliação em relação à atuação das agências reguladoras. “Nem a Anac, nem a Anatel ou a Aneel atuam de fato como reguladoras. Até porque, pelo fato de algumas não terem escritórios regionais, mantêm distância da sociedade. Precisamos de agências com atuações rígidas e severas, que atendam as expectativas do povo”, disse.



Com Informação da Assessoria

terça-feira, 28 de maio de 2013

Governador do Estado do Amazonas Omar Aziz anuncia reforma do aeroporto de Manicoré

Será construindo também um Ceti, com aportes de


Anunciou a reforma do aeroporto da cidade(Edy Lima 1823 DRT-AM)


No município de Manicoré, o governador inaugurou o Porto Hidroviário Valdomiro Gomes, que custou R$ 16 milhões e também anunciou a reforma do aeroporto da cidade,com recursos de R$ 38 milhões,garantidos após articulação com a presidente Dilma Rousseff.

Será construindo também um Ceti, com aportes de R$ 14,8 milhões.

Esse será mais um das 23 unidades desse modelo que o Governo do Estado prevê implantar no interior.

“Em pouco tempo de governo, estamos fazendo mais e melhor em um setor, como a educação, importante para o Estado e para o desenvolvimento.

Da mesma forma que eu trato as pessoas e os alunos de Manaus, eu trato as pessoas e alunos do interior.


“Não há diferença para mim”, disse o governador. 



Edy Lima 1823 DRT-AM