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domingo, 6 de dezembro de 2015

Atitude empreendedora: desafio da Global Shapers de Manaus leva workshops a alunos de escola

A comunidade mundial foi criada no Fórum Econômico Mundial e liga grupos com intuito de fazer contribuições sociais por meio de atitudes e projetos empreendedores


(Foto: Divulgação)Marina Souza, Daniela Arbex, Renata Frota e Glauco Aguiar foram os shapers desafiados

Plantar as sementes da sustentabilidade e do empreendedorismo. Este foi o desafio proposto aos mais novos empreendedores do Global Shapers Manaus – grupo de jovens empresários que realizam ações para impactar positivamente a cidade e contribuir para a disseminação do empreendedorismo.
Com o projeto ‘Agentes Verdes’, quatro jovens ‘shapers’ estão levando workshops variados para crianças em escolas públicas de Manaus. A iniciativa pretende melhorar a rotina de alunos e professores e, no longo prazo, auxiliar na formação profissional e empreendedora de cada um.
As primeiras contempladas foram  crianças da Escola Municipal Carlos Gomes, localizada no bairro Compensa, zona Norte de Manaus. Em torno de 40 alunos de 9 a 11 anos (da 4ª a 9ª série) participaram no final de novembro, de cinco workshops diferentes com os temas: sustentabilidade, permacultura e horta escolar, lixo tecnológico, moda sustentável e impacto sobre o meio ambiente.
“A ação foi um projeto piloto e teve a intenção de apresentar às crianças o termo ‘sustentabilidade’ em aspectos variados. É uma forma de  mostrar possibilidades para que no futuro elas possam seguir, se quiserem, carreiras diferenciadas,  e sustentáveis”, conta uma das novas integrantes do Global Shapers Manaus, a arquiteta Daniela Arbex.
Semente empreendedora
Além de participar dos workshops, as crianças da escola foram desafiadas. Elas terão algumas semanas para sugerir ideias para um projeto sustentável para ser aplicado na escola. A melhor ideia será executada e terá investimento dos ‘shapers’ e patrocinadores, além de supervisão da equipe que a realizou a tarefa.
“Queremos mostrar a capacidade de realização deles. Ao final, todos serão premiados com brindes”, acrescenta Renata.
Blog: Juliana Teles
A curadora da G. Shapers Manaus, Juliana Teles, diz: “Esse foi o primeiro teste de um novo formato    de seleção para as pessoas que se propõem a integrar o grupo. Além da peneira inicial que escolheu 4 dos 30 participantes inscritos, nós queríamos oportunizar a eles vivenciar uma ação na prática. Em um mês eles tiveram que desenvolver um projeto inteiro em grupo, o que permitiu ver como eles se saíram com novas ideias, uma vez que o projeto final surgiu de sugestões deles próprios juntos. O Global shapers faz seleções anuais e podem participar jovens de 20 a 29 anos com perfil empreendedor e forte  preocupação social”.
Destaque
Nos workshops oferecidos, as crianças participantes aprenderam, por exemplo, a  cozinhar com restos de alimentos e fazer artesanato com lixo tecnológico. O objetivo foi fazê-las experimentar diferentes situações onde a sustentabi-lidade é possível.

JULIANA GERALDO

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Adjuto participa de abertura do projeto Integra

O programa Integra já foi apresentando em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Ceará e Bahia.

O programa é uma iniciativa da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB)(Shutterstock)

O presidente da Frente Parlamentar Estadual de Apoio às Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais do Amazonas (Frempeei-AM), deputado estadual Adjuto Afonso (PP), participou, na manhã desta terça-feira (26), da abertura do projeto Integra, que pretende capacitar em torno de 2,5 mil microempresários no Amazonas.

O programa é uma iniciativa da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) em parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e já passou por nove capitais que serão sede da Copa do Mundo de 2014.

Hoje, o projeto foi apresentado no hotel Ceaser Business, localizado na zona Centro-Sul de Manaus. Os cursos são voltados para a capacitação gerencial, formalização e aumento da competitividade de micro e pequenas empresas.

O presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Amazonas (Facea), Valdemiro Pinheiro, disse que o projeto prever a capacitação de 2,5 mil micro e pequenos empresários, além de certificar 750 estabelecimentos com selo de Excelência em Gestão e formalizar 500 empreendedores individuais.

 “Apresentamos o Programa aos nossos parceiros, empresários, comerciantes e donos de micro e pequenas empresas para mostrar quais os cursos e capacitações estamos oferecendo de forma gratuita”, explicou.

O presidente da Frempeei-AM, Adjuto Afonso, afirmou que esta é uma ótima oportunidade para que os microempresários possam melhorar a gestão de suas empresas. “São cursos que vão ajudar a gerir os negócios e melhorar a qualificação profissional de seus colaboradores. A Assembleia Legislativa, por meio da Frempeei, está à disposição”, afirma.

O programa Integra já foi apresentando em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Ceará e Bahia.



Com informação da Assessoria.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

"A Menina do Vale" dá dicas sobre empreendedorismo


Em apenas seis anos, ela se formou no MIT, trabalhou na Microsoft e na Google e criou sua própria startup. Agora, Isabel Pesce, 24, conta sua experiência em livro

Isabel Pesce vem de família de classe média, teve que trabalhar 
para pagar os estudos no MIT e trancou a pós-graduação
Isabel Pesce vem de família de classe média, teve que trabalhar para pagar os estudos no MIT e trancou a pós-graduação (Divulgação )

O que uma moça de 24 anos tem a ensinar sobre empreendedorismo? Muito, se a pessoa em questão for a paulistana Isabel Pesce Mattos. Ela se formou em Engenharia Elétrica no Massachussets Institute of Technology (MIT), trabalhou na Microsoft e no Google, largou um cargo executivo na Ooyala, líder mundial em tecnologias de vídeo, para criar sua própria startup, a Lemon, que desenvolve aplicativos para controle das finanças.
Há três meses, ela lançou um livro - A menina do vale - onde conta um pouco de sua curta, porém exitosa, carreira como empreendedora. Mais de um milhão de pessoas fizeram o download.

Foi durante o curso no MIT que Pesce descobriu a paixão por negócios e aprendeu uma das lições que cita no livro: nunca é cedo ou tarde demais para empreender. Pouca gente sabe que Roberto Marinho fundou a Rede Globo aos 60 anos; Ray Croc tinha 52, quando começou a transformar o McDonald‘s na maior rede de restaurantes fast-food do mundo.

Por outro lado, Catherine e Dave Cook eram adolescentes no Ensino Médio quando criaram o MyYearBook, site onde os usuários registram os principais acontecimentos do ano escolar, e que foi vendido em 2011 por US$ 100 milhões. Outra ideia desmontada por Pesce é a de que abrir uma empresa seja algo glamuroso.

“Você geralmente estará dormindo menos do que pensou ser humanamente possível, comendo miojo no almoço e no jantar e passando mais tempo no escritório do que em qualquer outro lugar”, afirma.

Mesmo assim, completa, pode ser a melhor época da sua vida, especialmente se você estiver se dedicando a algo com o que realmente se importa. No início da empresa, um plano de negócios é uma ferramenta muito útil, mas Pesce ressalta que há um pouco de exagero sobre esse tema. Ela afirma que o mais importante sobre esses documentos não são eles em si, mas o que se aprende durante sua elaboração: pesquisa de mercado, sondagem de concorrentes, perfil de clientes, teste de estratégias, etc.

Além disso, os planos precisam ser flexíveis e estar em constante evolução. Não podem ser manuais monolíticos.

Às vezes dá errado

O empresário faz o seu melhor, mas às vezes, isso não é o bastante e as coisas dão errado. Não há problema, desde que se possa aprender com isso e continuar crescendo. Ei, mas você já leu isso em um livro de autoajuda!

O que talvez você não tenha lido é que todos os grandes empreendedores de sucesso têm isso em comum: cometeram muitos erros ao longo da criação de suas companhias.
Mas aprenderam rapidamente e se adaptaram. Foi assim com Yahoo!, Hotmail e muitos outros.

Leitores ávidos

Um dos hábitos do bom empreendedor é ler vorazmente tudo que possa melhorar sua preparação. Bel Pesce recomenda Startup Brasil, de Pedro Melo; Perdendo Minha Vigindade, de Richard Branson; Steve Jobs: A Biografa, de Isaac Walterson, entre outros.

E-book foi baixado cem mil vezes em uma semana
Quando resolveu escrever seu livro, Isabel Pesce não estava pensando em vendas, queria apenas compartilhar um pouco do que aprendeu sobre empreendedorismo com outras pessoas.

Tanto que o e-book foi disponibilizado de graça na internet: www.ameninadovale.com
Mas o sucesso foi surpreendente: mais de 100 mil downloads em apenas uma semana.
Como boa empreendedora, a jovem já transformou a ideia em negócio. O livro acaba de ser lançado pela editora Casa da Palavra. Para atrair leitores e convencê-los a pagar R$ 19,60 pela versão impressa, a moça incluiu três novos capítulos aos 18 do e-book original: “Começando com pouco capital”; “Encontrando necessidades reais” e “Peça conselhos e ganhará investimentos”.

Ela conta que se descobriu empreendedora no MIT, fazendo disciplinas opcionais.
Fez de tudo um pouco: coreografia, dança, aulas de composição musical e até aulas de japonês, o que considerou mais difícil. Entrou em contato com jovens obstinados por ideias inovadoras e descobriu sua missão na vida: desenvolver do zero soluções tecnológicas para ajudar as pessoas, por meio de sua própria startup.

“Paixão é uma das coisas que realmente fazem você dar o melhor de si. Quando encontrar a sua, entenderá muito melhor quem você é e será capaz de trabalhar no que realmente importa para você. Ser capaz de se concentrar em suas paixões é um sentimento incrivelmente maravilhoso. Certifque-se de senti-lo”, diz.

PontosTeste o produto

Quando um negócio começa, há apenas a suposição de que as pessoas querem o produto. O empreendedor pode buscar formas de testar essa hipótese na prática. O Groupon, por exemplo, começou como um blog, os cupons eram feitos com um gerador de PDF e enviados para lotes de e-mails no fim do dia.

Peça ajuda

Diante de problemas aparentemente sem resposta, vale a pena conversar com outras pessoas. Se você pedir opiniões para as pessoas certas, é bem possível que alguém tenha tido um problema semelhante ao seu e possa ajudá-lo a seguir na direção certa. Busque ajuda de quem conseguiu. Não tenha vergonha de mandar e-mails para alguém que não conhece pessoalmente.

Seja humilde

Humildade nos negócios parece básico. Mas não é tão simples. Ser humilde é admitir que se pode aprender com os outros e buscar esse aprendizado. Por outro lado, se você apenas tenta parecer humilde com a intenção de arregimentar apoio, cedo ou tarde será desmascarado.

Faça Networking

O networking está no coração do Vale do Silício e é responsável por grande parte do que a região é hoje. Ser bom em conectar pessoas pode ajudá-lo a encontrar um parceiro de negócios, um mentor e um advogado. Pode ajudá-lo a levantar capital, divulgar a sua empresa e muito mais. Seu sócio pode estar a duas apresentações de distância.


JOUBERT LIMA

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Jovem amazonense é dono de site que vale U$$ 1 milhão

Gabriel Benarrós, 23, funda rede social especializada em venda de ingressos, o site Ingresse.com, e recebe aporte financeiro internacional

Gabriel Benarrós e o logotipo da Ingresse.com
Gabriel Benarrós e o logotipo da Ingresse.com

Com apenas cinco meses de vida, o site Ingresse.com - idealizado pelo amazonense Gabriel Benarrós, de 23 anos - vem despertando o interesse dos investidores. Trata-se de um sistema on-line para vender ingressos com recursos de rede social. O projeto é o único do Brasil a participar da 500 Startups, aceleradora de empreendimentos sediada no Vale do Silício, na Califórnia (EUA). O valor do aporte, por razões contratuais, não pode ser revelado, mas supera a marca de US$ 1 milhão.
A Crítica reconheceu o potencial de Benarrós em 2009, quando ele figurou no “tapete vermelho” dos destaques do ano. O jovem fora selecionado por 17 universidades norte-americanas. Foi durante o curso na Faculdade de Stanford que surgiu a ideia do site.
Benarrós acredita tanto no projeto que até largou o curso para se dedicar ao site. Para isso, reuniu uma equipe de peso: o também manauense Marcelo Henrique, co-fundador do site; o francês Sébastien Robaszkiewicz; a norte-americana Megan Lin, além de um forte time de desenvolvedores. 
Ele explica que o negócio não se trata de um novo facebook.
“Acredito que o futuro da Internet seja o seu lado ‘social’ e a Ingresse é isso. Não é para ser uma nova rede social, mas sim fazer com que as pessoas comprem os ingressos e se encontrem socialmente nos eventos. O nosso foco são as pessoas”, destaca.
A plataforma de vendas de ingressos on-line da Ingresse conecta organizadores de eventos (shows e festas) com pessoas que querem descobrir o que tem de bom para fazer.  No site, também existe um aplicativo de celular que comprova a validade do ingresso na entrada dos eventos.
“A empresa é só um bebê com apenas cinco meses, mas promete um futuro de possibilidades. Os investidores estão aí para nos dar suporte, para que o site cresça e que novas plataformas e aplicativos sejam lançados na compra mais rápida de ingressos pelos clientes”, contou Benarrós.

Up grade

Marcelo Henrique, 20, co-fundador e chefe de Arquitetura do site, conta como serão investidos os recursos.
Estamos buscando inserir uma interface nova,  com mais agilidade e que possibilite que as pessoas comentem. Vamos utilizar um sistema que irá recomendar o gosto musical dos clientes para os eventos que eles curtem e, é claro, investir nos jovens que tenham paixão e sejam bons no que fazem”, afirmou.
O investimento em talentos é um dos diferenciais da empresa. Uma aquisição recente foi a contratação do estudante Ayrton Araújo, que desenvolveu um aplicativo de música que faz recomendações para eventos. O jovem ficou em terceiro na Hackatona, maratona de desenvolvimento promovida pela Ingresse em fevereiro deste ano.

Cibercultura

“A Ingresse é uma nova tendência de rede que estabelece uma indicação econômica. O valor pago pelos ingressos, consequentemente, divide o grupo na ciber cultura. Com as compras on line, a rede amazonense ganha lugar de negócio no mercado. No facebook, por exemplo, a rede não vende produtos, no máximo ele vende ações da empresa. Porém, na Ingresse, a proposta do site evidencia o desenvolvimento tecnológico”, explicou o professor de comunicação da Faculdade Martha Falcão e mestre em Comunicação formado na Universidade Ffederal do Amazonas (Ufam), Jimi Aislan.

Desistiu do curso e virou empresário

Gabriel Rabello Benarrós nasceu no dia 8 de novembro de 1988, em Manaus. Inquieto, ainda adolescente, foi aprovado em dois vestibulares extremamente concorridos: o de Medicina da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e o de Direito, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Não cursou nenhum. Sem saber direito o que realmente queria fazer da vida, aceitou a sugestão do padrinho para tirar seis meses de férias na Venezuela. Foi lá que o garoto comprou em uma banca uma revista sobre as 20 universidades mais top dos Estados Unidos. Inscreveu-se em todas e foi aceito em 17.
Optou pela instituição que encabeçava a lista, a Universidade de Stanford. Sofreu para domar a língua inglesa no primeiro ano. Foi difícil, mas, como todo amazonense que se preze, ele deu o seu jeitinho e foi conquistando seu espaço.
No seu momento empreendedor, Gabriel começou a trabalhar como promoter de festas, entretanto, após amargar um “rombo” em um evento mal sucedido, percebeu que deveria encontrar uma solução para que aquele incidente não se repetisse.  Foi aí que surgiu o embrião do que seria a Ingresse. O novo site, já completamente funcional foi lançado em janeiro de 2012 em Manaus.
Com cincos meses de empresa, Gabriel só pensa em expandir seu negócio.
“Quando você gosta de construir, pode inspirar as pessoas para um negócio próprio”, comenta.

ALINE CABRAL

sábado, 19 de maio de 2012

Site amazonense atrai investimento milionário

Investidores do Vale do Silício viram potencial no recém-criado ‘Ingresse’, idealizado por Daniel Benarrós, de 23 anos, e fizeram aporte vultoso para incentivar o projeto inovador

Equipe do Ingresse concentrada no trabalho. Com aporte de investidores, interface do site passará por um up grade e mais profissionais devem ser contratados
Equipe do Ingresse concentrada no trabalho. Com aporte de investidores, interface do site passará por um up grade e mais profissionais devem ser contratados (Divulgação)

Com apenas cinco meses de vida, o site Ingresse.com - idealizado pelo amazonense Gabriel Benarrós, de 23 anos - vem despertando o interesse dos investidores. Trata-se de um sistema on-line para vender ingressos com recursos de rede social. O projeto é o único do Brasil a participar da 500 Startups, aceleradora de empreendimentos sediada no Vale do Silício, na Califórnia (EUA). O valor do aporte, por razões contratuais, não pode ser revelado, mas supera a marca de US$ 1 milhão.
A Crítica reconheceu o potencial de Benarrós em 2009, quando ele figurou no “tapete vermelho” dos destaques do ano. O jovem fora selecionado por 17 universidades norte-americanas. Foi durante o curso na Faculdade de Stanford que surgiu a ideia do site.
Benarrós acredita tanto no projeto que até largou o curso para se dedicar ao site. Para isso, reuniu uma equipe de peso: o também manauense Marcelo Henrique, co-fundador do site; o francês Sébastien Robaszkiewicz; a norte-americana Megan Lin, além de um forte time de desenvolvedores. 
Ele explica que o negócio não se trata de um novo facebook.
“Acredito que o futuro da Internet seja o seu lado ‘social’ e a Ingresse é isso. Não é para ser uma nova rede social, mas sim fazer com que as pessoas comprem os ingressos e se encontrem socialmente nos eventos. O nosso foco são as pessoas”, destaca.
A plataforma de vendas de ingressos on-line da Ingresse conecta organizadores de eventos (shows e festas) com pessoas que querem descobrir o que tem de bom para fazer.  No site, também existe um aplicativo de celular que comprova a validade do ingresso na entrada dos eventos.
“A empresa é só um bebê com apenas cinco meses, mas promete um futuro de possibilidades. Os investidores estão aí para nos dar suporte, para que o site cresça e que novas plataformas e aplicativos sejam lançados na compra mais rápida de ingressos pelos clientes”, contou Benarrós.

Up grade
Marcelo Henrique, 20, co-fundador e chefe de Arquitetura do site, conta como serão investidos os recursos.
Estamos buscando inserir uma interface nova,  com mais agilidade e que possibilite que as pessoas comentem. Vamos utilizar um sistema que irá recomendar o gosto musical dos clientes para os eventos que eles curtem e, é claro, investir nos jovens que tenham paixão e sejam bons no que fazem”, afirmou.
O investimento em talentos é um dos diferenciais da empresa. Uma aquisição recente foi a contratação do estudante Ayrton Araújo, que desenvolveu um aplicativo de música que faz recomendações para eventos. O jovem ficou em terceiro na Hackatona, maratona de desenvolvimento promovida pela Ingresse em fevereiro deste ano.

Cibercultura
“A Ingresse é uma nova tendência de rede que estabelece uma indicação econômica. O valor pago pelos ingressos, consequentemente, divide o grupo na ciber cultura. Com as compras on line, a rede amazonense ganha lugar de negócio no mercado. No facebook, por exemplo, a rede não vende produtos, no máximo ele vende ações da empresa. Porém, na Ingresse, a proposta do site evidencia o desenvolvimento tecnológico”, explicou o professor de comunicação da Faculdade Martha Falcão e mestre em Comunicação formado na Universidade Ffederal do Amazonas (Ufam), Jimi Aislan.

Desistiu do curso e virou empresário
Gabriel Rabello Benarrós nasceu no dia 8 de novembro de 1988, em Manaus. Inquieto, ainda adolescente, foi aprovado em dois vestibulares extremamente concorridos: o de Medicina da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e o de Direito, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Não cursou nenhum. Sem saber direito o que realmente queria fazer da vida, aceitou a sugestão do padrinho para tirar seis meses de férias na Venezuela. Foi lá que o garoto comprou em uma banca uma revista sobre as 20 universidades mais top dos Estados Unidos. Inscreveu-se em todas e foi aceito em 17.
Optou pela instituição que encabeçava a lista, a Universidade de Stanford. Sofreu para domar a língua inglesa no primeiro ano. Foi difícil, mas, como todo amazonense que se preze, ele deu o seu jeitinho e foi conquistando seu espaço.
No seu momento empreendedor, Gabriel começou a trabalhar como promoter de festas, entretanto, após amargar um “rombo” em um evento mal sucedido, percebeu que deveria encontrar uma solução para que aquele incidente não se repetisse.  Foi aí que surgiu o embrião do que seria a Ingresse. O novo site, já completamente funcional foi lançado em janeiro de 2012 em Manaus.
Com cincos meses de empresa, Gabriel só pensa em expandir seu negócio.
“Quando você gosta de construir, pode inspirar as pessoas para um negócio próprio”, comenta.

ALINE CABRAL