Papanicolaou, que é oferecido também pelo SUS nas Unidades Básicas de Saúde.
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Dia 12 de junho os acadêmicos retornaram para Manaus (Foto: Edy Lima)
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Acadêmicos do
estágio rural da Universidade Estadual do Amazonas (UEA), em medicina e
enfermagem,estiveram na manhã desta terça-feira (03), no programa de rádio
Gerando Oportunidade falando para os ouvintes a sobre a importância da
prevenção de câncer de colo do útero: Claudia Nogueira, Giácono Lima, André
Borges e Diana Lima tiraram dúvidas e responderam as perguntas dos ouvintes
sobre o assunto.
Câncer de colo de
útero, também conhecido por câncer cervical, é uma doença de evolução lenta que
acomete, sobretudo, mulheres acima dos 25 anos. O principal agente da
enfermidade é papilomavírus humano (HPV), que pode infectar também os homens e
estar associado ao surgimento do câncer de pênis.
Antes de tornar-se maligno, o que leva alguns anos, o tumor passa por
uma fase de pré-malignidade, denominada NIC (neoplasiaintraepitelial cervical), que pode
ser classificadaem graus I, II, III e IV de acordo com a gravidade do caso.
Embora sua
incidência esteja diminuindo, o câncer de colo de útero ainda está entre as
enfermidades que mais atingem as mulheres e levam a óbito no Brasil.
Felizmente, as estatísticas estão mostrando que 44% dos casos
diagnosticados no País são de lesão in situ precursora do
câncer, que ainda está restrita ao colo e não desenvolveu características de
malignidade. Nessa fase, a doença pode ser curada na quase totalidade dos
casos.
Tipos de tumor
Os dois tipos mais
frequentes de tumor maligno de colo de útero estão associados à infecção pelo
HPV. São eles: os carcinomas epidemoides (80% dos casos) e os adenocarcinomas
(20% dos casos).
Fatores de risco
A infecção pelo
HPV, responsável pelo aparecimento das verrugas genitais, representa o fator de
maior risco para o surgimento do câncer de colo de útero. Apesar de existir
mais de uma centena de subtipos diferentes desse vírus, somente alguns estão
associados ao câncer de colo uterino. São classificados como de alto risco os
subtipos 16, 18, 45, 56; de baixo risco, os subtipos 6,11,41,42 e 44 e de risco
intermediário, os subtipos 31, 33, 35, 51 e 52.
Podem ser citados,
ainda, como fatores de risco:
Início precoce da
atividade sexual;
Múltiplos parceiros
sexuais ou parceiros com vida sexual promíscua;
Baixa da imunidade;
Cigarro;
Más condições de
higiene.
Sintomas
Nas fases iniciais,
o câncer de colo de útero é assintomático. Quando os sintomas aparecem, os mais
importantes são: 1) sangramento vaginal especialmente depois das relações
sexuais, no intervalo entre as menstruações ou após a menopausa; 2) corrimento
vaginal (leucorreia) de cor escura e com mau cheiro.
Nos estágios mais
avançados da doença, outros sinais podem aparecer. Entre eles, vale destacar:
1) massa palpável no colo de útero; 2) hemorragias; 3) obstrução das vias
urinárias e intestinos; 4) dores lombares e abdominais; 5) perda de apetite e
de peso.
Diagnóstico
A avaliação
ginecológica, a colposcopia e o exame citopatológico de Papanicolaou realizados
regular e periodicamente são recursos essenciais para o diagnóstico do câncer
de colo de útero. Na fase assintomática da enfermidade, o rastreamento
realizado por meio do Papanicolaou permite detectar a existência de alterações
celulares características da infecção pelo HPV ou a existência de lesões pré-malignas.
O diagnóstico
definitivo, porém, depende do resultado da biópsia. Nos casos em que há sinais
de malignidade, além de identificar o subtipo do vírus infectante, é preciso
definir o tamanho do tumor, se está situado somente no colo uterino ou já invadiu
outros órgãos e tecidos (presença de metástases). Alguns exames de imagem
(tomografia, ressonância magnética, RX de tórax) representam recursos
importantes nesse sentido.
Prevenção
A prevenção do
câncer de colo de útero está diretamente associada ao esclarecimento e avanço
educacional da população a respeito dos fatores de risco e de como
evitá-los. Dada a importância do diagnóstico precoce, as mulheres
precisam ser permanentemente orientadas sobre a necessidade de consultar o
ginecologista e fazer o exame de Papanicolaou nas datas previstas, como forma
de identificar possíveis lesões ainda na fase de pré-malignidade.
No entanto, a vacinação das meninas nos
primeiros anos de vida contra o HPV continua sendo medida
preventiva bastante eficaz, apesar de não proteger contra todos os subtipos do
vírus.
Vacinas
Existem duas marcas
de vacinas aprovadas para prevenir a infecção por determinados subtipos do HPV,
alguns deles responsáveis pela maioria dos casos de câncer de colo uterino.
A vacinação é recomendada
para meninas ainda na infância, em três doses, antes do início da atividade
sexual. No entanto, como ainda não há vacinas contra todos os subtipos do
vírus, que são muitos, mulheres já vacinadas devem continuar fazendo o exame
preventivo de rastreamento, o Papanicolaou, que é oferecido também pelo SUS nas
Unidades Básicas de Saúde.
Tratamento
Parte das mulheres
sexualmente ativas, que entra em contato com o HPV, pode debelar a infecção
espontaneamente ou com tratamento médico pertinente. Caso isso não ocorra, o
tratamento tem por objetivo a retirada ou destruição das lesões precursoras
pré-malignas.
No entanto, uma vez
confirmada à presença de tumores malignos, o procedimento deve levar em conta o
estágio da doença, assim como as condições físicas da paciente, sua idade e o
desejo de ter, ou não, filhos no futuro.
A cirurgia só deve ser indicada, quando o tumor (carcinoma in
situ) está confinado no colo do útero. De acordo com a extensão e
profundidade das lesões, ela pode ser mais conservadora ou promover a retirada
total do útero (histerectomia).
A radioterapia
externa ou interna (braquiterapia) tem-se mostrado um recurso terapêutico
eficaz para destruir as células cancerosas e reduzir o tamanho dos tumores.
Apesar de a quimioterapia não apresentar os mesmos efeitos benéficos, pode ser
indicada na ocorrência de tumores mais agressivos e nos estádios avançados da
doença.
Recomendações
Não existe idade mínima para as meninas receberem as vacinas disponíveis
contra a infecção pelo HPV, apesar de a orientação ser ministrá-la a partir dos
9 anos de idade;
Toda mulher precisa
estar consciente de que o exame de Papanicolaou realizado periodicamente
representa uma estratégia de rastreamento do câncer de colo uterino que pode
salvar vidas.
Nunca é demais ressaltar,
que o uso da camisinha em todas as relações sexuais é um cuidado indispensável
contra a infecção não só pelo HPV, mas também por outros agentes de doenças
sexualmente transmissíveis. Dia 12 de junho os acadêmicos retornaram para
Manaus.