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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Acadêmicas da UEA, falam de sexualidade e envelhecimento

Acadêmicas da Universidade do Estado do Amazonas

(Foto: Edy Lima) Clívia Noronha- Medicina, Jéssica Geni- Odontologia e Francisca Lobo, estiveram pela manhã 

Acadêmicas da Universidade do Estado do Amazonas (UEA)-Estágio Rural, em Manicoré, Clívia Noronha- Medicina, Jéssica Geni- Odontologia e Francisca Lobo, estiveram pela manhã desta quinta-feira (19), no programa de rádio, onde o assunto abordado por elas foi a “Sexualidade e Envelhecimento”. Segundo elas, as acadêmicas em medicina o envelhecimento nos últimos anos tem sido discutido, sobretudo por seu significativo crescimento.

Infelizmente, os idosos são vistos como preconceitos, porque ainda hoje a idéia de envelhecer é vista como sinônimo de doença e incapacidade. Outro tema a ser abordado no nosso dia-a-dia, é o amor. Falar sobre esses dois assuntos são sem dúvidas um árduo trabalho, em razão de algumas dificuldades metodológicas e impropriedades conceituais que lhe são inerentes.

Porém, é possível atingir a velhice de forma saudável, expressando o amor e a sexualidade, elementos negligenciados pelos próprios idosos. O tema sobre a sexualidade e envelhecimento, é muito amplo aos olhos da medicina e da ciência. “Só porque é idoso, isso não quer dizer, que não pega nenhum tipo de doença sexualmente transmissível. Os idosos também têm que se prevenir, ou seja, usar preservativo ao manter relações sexuais”. Finalizou Clívia Noronha.


Edy Lima DRT/AM 1823      


quinta-feira, 31 de maio de 2012

Especialistas defendem em Fórum o envelhecimento saudável

Fórum realizado no Rio de Janeiro reuniu mais de 3.500 profissionais ligados à área de Geriatria, Dermatologia, Ginecologia, Endocrinologia e Urologia

Médicos discutiram em Fórum terapias antienvelhecimento que não possuem comprovação científica
Médicos discutiram em Fórum terapias antienvelhecimento que não possuem comprovação científica (Reprodução)

O uso de terapias como reposição hormonal e de vitamina e de hormônios bioidênticos entre outros, como forma de retardar ou prevenir os efeitos do envelhecimento foi discutido pelos profissionais que participaram do Fórum que defendeu o envelhecimento saudável.
De acordo com o Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) não há comprovação científica na literatura médica sobre a eficácia da medicina “antienvelhecimento” como ferramenta para reverter ou minimizar as incapacidades associadas a idade avançada, principalmente os relacionados à estética e ao organismo saudável. Dentre os perigos apontados pelos especialistas estão os efeitos da reposição de nutrientes no organismo, que por conta da toxicidade de substâncias como vitamina A, pode acarretar em câncer de pulmão em fumantes; outro exemplo é o uso indiscriminado do hormônio do crescimento (GH), receitado com frequência e que pode aumentar a incidência de diabetes, de dores nas articulações e Síndrome do Túnel do Carpo. 
Para a médica Elisa de Franco, o uso indiscriminado de hormônios foi uma das maiores preocupações do Fórum. “Estas substâncias não devem ser indicadas quando não há deficiências ou indicações com comprovada eficácia. Caso contrário, aumenta o risco de cânceres. Nessas situações a relação custo-benefício, que deve nortear toda prescrição médica, fica comprometida”. A geriatra salienta ainda que os estrogênios (hormônio feminino) estão relacionados ao câncer de mama e útero, a testosterona (hormônio masculino) ao câncer de próstata nos homens e também de mama nas mulheres.
Também presente no encontro, a presidente da Sociedade, Silvia Pereira, ressaltou que “a população precisa saber que na verdade não há fórmula capaz de evitar os impactos da idade além da mudança de hábitos de vida e acompanhamento preventivo ou terapêutico, quando necessário”, defende a geriatra. 
Após as discussões, as sociedades chegaram ao consenso de que é necessário desenvolver mecanismos para coibir o uso indiscriminado desses artifícios por meio de uma resolução do CFM que indique diretrizes para a prescrição de hormônios e vitaminas, principalmente. 
O geriatra americano, Thomas Perls, que também participou do Fórum, contou que nos EUA a tentativa de restringir a prática da medicina antienvelhecimento não obteve muito sucesso e parabenizou o Brasil pela iniciativa. “Esse alerta é muito importante para chamar a atenção da população e esclarecer sobre os riscos que essa prática envolve. E espero que o objetivo seja alcançado e que o país consiga exterminar os profissionais charlatões que fazem promessas impossíveis de serem cumpridas e que ainda podem custar a saúde de um paciente”, finaliza Perls.

ACRITICA