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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Acadêmicas da UEA, falam de sexualidade e envelhecimento

Acadêmicas da Universidade do Estado do Amazonas

(Foto: Edy Lima) Clívia Noronha- Medicina, Jéssica Geni- Odontologia e Francisca Lobo, estiveram pela manhã 

Acadêmicas da Universidade do Estado do Amazonas (UEA)-Estágio Rural, em Manicoré, Clívia Noronha- Medicina, Jéssica Geni- Odontologia e Francisca Lobo, estiveram pela manhã desta quinta-feira (19), no programa de rádio, onde o assunto abordado por elas foi a “Sexualidade e Envelhecimento”. Segundo elas, as acadêmicas em medicina o envelhecimento nos últimos anos tem sido discutido, sobretudo por seu significativo crescimento.

Infelizmente, os idosos são vistos como preconceitos, porque ainda hoje a idéia de envelhecer é vista como sinônimo de doença e incapacidade. Outro tema a ser abordado no nosso dia-a-dia, é o amor. Falar sobre esses dois assuntos são sem dúvidas um árduo trabalho, em razão de algumas dificuldades metodológicas e impropriedades conceituais que lhe são inerentes.

Porém, é possível atingir a velhice de forma saudável, expressando o amor e a sexualidade, elementos negligenciados pelos próprios idosos. O tema sobre a sexualidade e envelhecimento, é muito amplo aos olhos da medicina e da ciência. “Só porque é idoso, isso não quer dizer, que não pega nenhum tipo de doença sexualmente transmissível. Os idosos também têm que se prevenir, ou seja, usar preservativo ao manter relações sexuais”. Finalizou Clívia Noronha.


Edy Lima DRT/AM 1823      


domingo, 13 de maio de 2012

Relatos de quem vive o ‘Dia das Mães’ atrás da grades de um presídio

 Reportagem ouviu a história de uma detenta do Amazonas sobre a péssima experiência de ser mãe longe dos filhos e ser filha longe dos pais

Aline Ferreira* diz que sempre evitou que filhos fossem à cadeia por amor
Aline Ferreira* diz que sempre evitou que filhos fossem à cadeia por amor (Bruno Kelly)

Mulheres que vivem atrás das grades também poderão comemorar o Dia das Mães com os filhos, em especial aquelas que receberam liberação da Justiça para passar a data com a família. Uma delas é Aline Ferreira*, 40, presa há quatro anos e cinco meses em regime fechado, na cadeia pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa. Pela primeira vez após sua prisão, ela vai comemorar a data com os três filhos, no Município de Novo Airão (a 115 quilômetros da capital).
Respondendo pelo crime de homicídio, ela conta, em meio a lágrimas, que durante os mais de quatro anos presa, os filhos nunca puderam visitá-la, quanto mais em uma data especial como essa. “Eu sempre escutei a orientação das psicólogas da cadeia, que não é bom meus filhos frequentarem esse tipo de ambiente. Eu aguentei até hoje porque os amo demais e quero que eles se lembrem de coisas boas a meu respeito”, revelou.
Aline conta que já passou por vários momentos ruins na cadeia, mas sempre “focou” em seus objetivos: reconquistar a confiança da mãe e dos filhos. “Eu cometi um crime e estou pagando por ele. Quero, a partir de agora, mostrar que sou uma nova filha e uma nova mãe”, contou.
De acordo com a assessora jurídica da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejus), Seilani Almendos, a detenta sempre teve um excelente comportamento. “A Aline nunca se envolveu com brigas desde que entrou aqui, sempre obedeceu as regras e nunca tentou fugir, diferente de várias outras”.
Atualmente, Aline trabalha no almoxarifado e cozinha da cadeia, e ainda coordena outras 17 detentas. “Desde que entrei aqui sempre ocupei minha mente com o trabalho. Eu decepcionei muito a minha família e por isso sempre procurei fazer as coisas diferentes de quando estava solta”, desabafou.
Para Aline, o presente ideal, com o qual ela sonha há mais de quatro anos, seria ter de volta a confiança dos pais. “Eu quero provar para eles que mudei, não sou a mesma pessoa de anos atrás. Minha prisão serviu para mostrar a mim mesma, o valor que tem a família, de poder ter uma mãe e também de ser mãe”, disse, emocionada.
Ela ainda conta que, quando ganhar a liberdade, pretende morar com os filhos na capital e estudar enfermagem. “Eu tenho fé em Deus que quando sair pela porta da cadeia, terei uma vida diferente”.
Programação
Nos dias 12 e 13, o Centro de Detenção Provisória de Manaus (CDPM) terá uma programanção especial voltada para as mães dos presos, que envolverá culto em homenagem ao Dia das Mães, apresentação de coral dos internos e palestra sobre Qualidade de Vida, com foco motivacional e na autoestima. O CDPM funciona no km 8 da BR-174, próximo ao Complexo Anísio Jobim. A unidade só possui internos masculinos. No dia 15 acontecerá Culto da Assembleia de Deus em homenagem às mães, na Penitenciária Feminina da cadeia pública Des. Raimundo Vidal Pessoa.
*Nome fictício


ANA PAULA SENA

Mães dão exemplos de amor incondicional ao superar desafios e preconceitos

A história emocionante e vitoriosa dessa psicóloga com seu filho adotivo - que sofreu paralisia cerebral após os maus tratos da mãe biológica - inspira a viver, a amar e a não desistir diante dos obstáculos

Mães superam obstáculos e preconceitos na criação dos filhos, biológicos ou adotivos
Mães superam obstáculos e preconceitos na criação dos filhos, biológicos ou adotivos (Alexandre Fonseca)

“Este foi o dia mais emocionante que vivi. Kiel já deu os primeiros passos no andador”. A ótima notícia veio direto de Campinas, na última quinta-feira, da orgulhosa mãe Rosângela Fernandes. A história emocionante e vitoriosa dessa psicóloga com seu filho adotivo - que sofreu paralisia cerebral após os maus tratos da mãe biológica - inspira a viver, a amar e a não desistir diante dos obstáculos.
 Tudo começou em 2007 quando a então estagiária Rosângela trabalhava no abrigo Moacyr Alves. Foi lá que conheceu Izaquiel Conte Fernandes (carinhosamente chamado de Kiel), uma criança que quando tinha um ano foi jogado contra a parede várias vezes num ataque de fúria de sua mãe biológica. A agressão acabou danificando partes do seu cérebro.
 No abrigo foi amor à primeira vista. “Seu rostinho, sorriso e olhar me tocaram profundamente. A partir daquele dia, não conseguia mais me imaginar sem ele. Sinceramente, não observei sua deficiência e nem o quanto seria trabalhosa e árdua a jornada”, relembra a mãe.
O sonho
Desde o primeiro momento, Rosângela alimentou o sonho de ver o seu filho do coração voltar a andar, a sentar e a brincar. Mas as dificuldades para buscar o tratamento não demoraram a aparecer. A começar pelo custo: R$ 60 mil.
“Não tínhamos esse investimento. Mas como mãe, não poderia desistir de lutar pelo meu filho. As dificuldades sempre foram meus maiores desafios e, ao mesmo tempo, meu combustível de perseverança”, conta Rosângela que mobilizou amigos, familiares e até anônimos para conseguir o tratamento.
No dia 28 de abril deste ano e com parte do investimento nas mãos, Rosângela e Kiel partiram para Campinas levando na bagagem muito amor, esperança imensa e confiança de que tudo valeria a pena.
Avanços incríveis
Na última quinta-feira, após várias sessões de tratamento chamado TheraSuit, Kiel já apresenta avanços muitas vezes inexplicáveis, segundo a própria mãe.
“Kiel já deus os primeiros passos no andador, já senta sozinho, consegue sustentar melhor o pescoço, engatinhar e está treinando a ficar de pé. Ele não voltará a ser uma criança normal, pois as sequelas são grandes. Mas o tratamento o ajudará a ter mais qualidade de vida e independência”, conta Rosângela que ainda precisará de mais investimentos para voltar com ele ainda outras vezes para Campinas.
 “Não me arrependo de nada do que fiz e, se fosse possível, faria tudo novamente. Juntos já enfrentamos muita coisa, principalmente o preconceito e a rejeição. Vivo hoje os dois amores de mãe: o de mãe de coração e o de mãe biológica. Kiel me ensinou a ser mais mãe, a entender melhor o significado das palavras mãe e amor incondicional. Não precisei gerá-lo e nem senti-lo dentro de mim por nove meses para amá-lo. Simplesmente este amor foi crescendo a cada dia, quando descobri que eu pudia ser a mãe que ele esperava que eu fosse”, relata.
Presente
E no Dia das Mães, Rosângela faz um pedido a Deus: “que Ele possa continuar nos dando forças, determinação e a possibilidade de buscarmos a tão sonhada independência para o meu pequeno grande guerreiro. Tenho entendido e aprendido que o amor cura, transforma, reabilita e salva. E, quando estiver rapaz, vai olhar para mim e, da forma dele, me dizer: ‘Mamãe, obrigado por jamais teres desistido de mim!’”, finaliza Rosângela.
Que belo exemplo! Feliz Dia das Mães!
Para torcer e ajudar
Quem quiser acompanhar a evolução do tratamento de Kiel basta acessar o www.face- book.com /corrente dobemamor. Neste endereço, Rosângela publica fotos e vídeos de todo o processo. E quem quiser ajudar pode fazer doações na conta corrente da Caixa, agência 1548 - operação 013 - conta 14266-7. Kiel precisa de um andador de última geração, que custa R$ 30 mil.

ISRAEL CONTE