Eles
deverão sentar no banco dos réus no dia 7 de agosto para responder à
acusação de tentativa de homicídio, atentado qualificado e roubo
qualificado com uso de arma de fogo contra um adolescente de 14 anos de
idade
| Câmera de segurança flagrou momento em que policiais militares atiram no adolescente de 14 anos, no bairro Amazonino Mendes, Zona Leste de Manaus |
Os
soldados da Polícia Militar do Amazonas, André Luiz Castilhos Campos e
Rosivaldo de Souza Pereira, vão ser levados a julgamento por júri
popular. Eles deverão sentar no banco do réu no dia 7 de agosto para
responder à acusação de tentativa de homicídio, atentado qualificado e
roubo qualificado com uso de arma de fogo contra um adolescente de 14
anos de idade, crime ocorrido em agosto de 2010, no bairro Amazonino
Mendes, Zona Leste de Manaus.
O fato
foi denunciado pela TV A Crítica com imagens feitas por câmeras de
segurança do local que registraram os PMs atirando à queima roupa contra
o adolescente.
Segundo os autos,
Castilhos é acusado de ter feito três disparos contra o adolescente e
Rosivaldo de ter puxado uma corrente que a vítima tinha no pescoço. O
julgamento dos dois militares está previsto na segunda pauta de
julgamento da 3ª Vara do Tribunal do Júri deste ano, e será presidido
pelo juiz Mauro Antony. À frente da acusação está o promotor de Justiça
Edinaldo Medeiros.
De acordo com o
juiz, o julgamento está marcado para acontecer no plenário do Tribunal
do Júri, no Fórum Henoch Reis, avenida André Araújo, bairro Sâo
Francisco, Zona Sul, com início previsto para as 9h e sem horário para
terminar. O caso é considerado complexo pelas autoridades por envolver
um grupo de policiais militares.
De
acordo com o juiz Mauro Antony, além de Rosivaldo e Castilhos, outros
PMs - Wilson Henrique Ribeiro; Wesley Souza; Marcos Teixeira de Lima;
Wilson Cunha e Alexandre Souza Santos; e o cabo PM, Janderson Bezerra -
foram denunciados no mesmo processo.
O
crime ocorreu no bairro Amazonino Mendes, Zona Leste, em 2010, mas só
se tornou público um ano depois, em agosto do ano passado, com a
denúncia feita pela TV A Crítica. As imagens mostram nitidamente o ato
dos militares contra a vítima.
“Estamos
diante de um caso considerado complexo pelo fato de os autores serem
agentes públicos”, disse o promotor de Justiça Fábio Monteiro. Castilhos
e Rosivaldo aparecem nas investigações como participantes diretos do
crime.
Segundo consta dos autos, além
de terem causado ferimentos graves no adolescente, os policiais ainda
dificultaram o socorro dele. A denúncia descreve que o objetivo era
demorar a fim de causar a morte do adolescente, antes que ele
conseguisse chegar ao hospital.
Dois foram absolvidos na instrução
Para
o promotor David Jerônimo, as provas materiais produzidas pelas
investigações não deixam dúvidas do envolvimento dos policiais no crime.
“As imagens falam por si. Não restam dúvidas da participação do grupo
na tentativa de homicídio”, disse o promotor.
O
juiz Mauro Antony informou que Janderson e Wilson Ribeiro foram
absolvidos sumariamente por falta de provas. Durante o interrogatório,
na instrução processual, ficou comprovado que eles não tiveram nenhuma
participação na tentativa de homicídio do adolescente.
Os
outros policiais eram os motoristas das viaturas e teriam ficado na
direção dos veículos, a pelo menos 100 metros de distância de onde a
vítima foi ferida à bala.
Julgamento
Segundo
o juiz Mauro Antony, dos cinco policiais militares que continuaram como
réus no processo, somente André Luiz Castilhos Campos e Rosivaldo de
Souza Pereira vão a júri popular no próximo dia 7. Os demais recorreram
em sentido restrito e, atualmente, estão aguardando a decisão da
Justiça.
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