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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Oficial de Justiça é preso após tentar matar vereador no interior do Amazonas

Confusão envolvendo o servidor do TJAM Eone Gomes e o parlamentar Antilde José Gomes ocorreu no último final de semana em Eirunepé, dentro de uma boate, onde o parlamentar foi esfaqueado

Vereador Antilde José recebeu atendimento médico no hospital do município
Vereador Antilde José recebeu atendimento médico no hospital do município (Reprodução - TSE)
Um bate-boca envolvendo o oficial de Justiça Eone Gomes e o vereador Antilde José Gomes, dentro de uma boate no município de Eirunepé – localizado a 1.245 quilômetros de Manaus -, resultou na tentativa de homicídio do parlamentar.

A confusão ocorreu no último sábado (2) à noite. O servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) foi preso e encaminhado para a delegacia da cidade, onde se encontra à disposição da Justiça.

A briga entre Eone e Antilde José teria começado minutos após o oficial de Justiça perder o controle da motocicleta que conduzia, e por pouco não atropelar a esposa do vereador. Para protegê-la, o parlamentar se jogou na frente do veículo, o que fez com que Eone caísse.

Segundo testemunhas, o oficial de Justiça estaria embriagado e sem capacete.

Após o ocorrido, Antilde José foi com a esposa para uma boate da cidade, para onde Eone também teria seguido, e ao encontrar o vereador teria iniciado uma discussão.

Em meio ao bate-boca, o servidor do TJAM teria sacado uma faca e aplicado alguns golpes contra Antilde José, no braço direito e no ombro esquerdo.

Procurado para falar sobre o caso, o juiz da comarca de Eirunepé, Elcir Simões informou que o oficial de Justiça ainda se encontra preso, desde o final de semana, ocasião em que ocorreu a confusão.

Como deverá julgar o referido processo, o magistrado salientou que a partir do parecer do Ministério Público do Estado (MPE-AM), irá decidir pela soltura ou não de Eone.   

Simões também chamou a atenção para o fato de que o servidor do TJAM não estava no exercício da função, e sim no momento de lazer.

ACRITICA

quinta-feira, 12 de julho de 2012

PMs que atiraram contra adolescente vão a júri

Eles deverão sentar no banco dos réus no dia 7 de agosto para responder à acusação de tentativa de homicídio, atentado qualificado e roubo qualificado com uso de arma de fogo contra um adolescente de 14 anos de idade

Câmera de segurança flagrou momento em que policiais militares atiram no adolescente de 14 anos, no bairro Amazonino Mendes, Zona Leste de Manaus
Câmera de segurança flagrou momento em que policiais militares atiram no adolescente de 14 anos, no bairro Amazonino Mendes, Zona Leste de Manaus (Reprodução TV A Crítica)

Os soldados da Polícia Militar do Amazonas, André Luiz Castilhos Campos e Rosivaldo de Souza Pereira, vão ser levados a julgamento por júri popular. Eles deverão sentar no banco do réu no dia 7 de agosto para responder à acusação de tentativa de homicídio, atentado qualificado e roubo qualificado com uso de arma de fogo contra um adolescente de 14 anos de idade, crime ocorrido em agosto de 2010, no bairro Amazonino Mendes, Zona Leste de Manaus.

O fato foi denunciado pela TV A Crítica com imagens feitas por câmeras de segurança do local que registraram os PMs atirando à queima roupa contra o adolescente.
 
Segundo os autos, Castilhos é acusado de ter feito três disparos contra o adolescente e Rosivaldo de ter puxado uma corrente que a vítima tinha no pescoço. O julgamento dos dois militares está previsto na segunda pauta de julgamento da 3ª Vara do Tribunal do Júri deste ano, e será presidido pelo juiz Mauro Antony. À frente da acusação está o promotor de Justiça Edinaldo Medeiros.

De acordo com o juiz, o julgamento está marcado para acontecer no plenário do Tribunal do Júri, no Fórum Henoch Reis, avenida André Araújo, bairro Sâo Francisco, Zona Sul, com início previsto para as 9h e sem horário para terminar. O caso é considerado complexo pelas autoridades por envolver um grupo de policiais militares.

De acordo com o juiz Mauro Antony, além de Rosivaldo e Castilhos, outros PMs - Wilson Henrique Ribeiro; Wesley Souza; Marcos Teixeira de Lima; Wilson Cunha e Alexandre Souza Santos; e o cabo PM, Janderson Bezerra - foram denunciados no mesmo processo.
O crime ocorreu no bairro Amazonino Mendes, Zona Leste, em 2010, mas só se tornou público um ano depois, em agosto do ano passado, com a denúncia feita pela TV A Crítica. As imagens mostram nitidamente o ato dos militares contra a vítima.

“Estamos diante de um caso considerado complexo pelo fato de os autores serem agentes públicos”, disse o promotor de Justiça Fábio Monteiro. Castilhos e Rosivaldo aparecem nas investigações como participantes diretos do crime.

Segundo consta dos autos, além de terem causado ferimentos graves no adolescente, os policiais ainda dificultaram o socorro dele. A denúncia descreve que o objetivo era demorar a fim de causar a morte do adolescente, antes que ele conseguisse chegar ao hospital.

Dois foram absolvidos na instrução
 
Para o promotor David Jerônimo, as provas materiais produzidas pelas investigações não deixam dúvidas do envolvimento dos policiais no crime. “As imagens falam por si. Não restam dúvidas da participação do grupo na tentativa de homicídio”, disse o promotor.
O juiz Mauro Antony informou que Janderson e Wilson Ribeiro foram absolvidos sumariamente por falta de provas. Durante o interrogatório, na instrução processual, ficou comprovado que eles não tiveram nenhuma participação na tentativa de homicídio do adolescente.

Os outros policiais eram os motoristas das viaturas e teriam ficado na direção dos veículos, a pelo menos 100 metros de distância de onde a vítima foi ferida à bala.

Julgamento
 
Segundo o juiz Mauro Antony, dos cinco policiais militares que continuaram como réus no processo, somente André Luiz Castilhos Campos e Rosivaldo de Souza Pereira vão a júri popular no próximo dia 7. Os demais recorreram em sentido restrito e, atualmente, estão aguardando a decisão da Justiça.


JOANA QUEIROZ

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Homem tenta matar prefeito de Barreirinha, no interior do Amazonas

Segundo informações da representante do município em Manaus e advogada do prefeito, Ana Lúcia Salazar de Souza, há cerca de uma hora um homem que operava uma retroescavadeira tentou atingir o veículo do prefeito Mecias Pereira

O prefeito Mecias Pereira, conhecido como Mecias Sateré, sofreu uma tentativa de homicídio na tarde de hoje
O prefeito Mecias Pereira, conhecido como Mecias Sateré, sofreu uma tentativa de homicídio na tarde de hoje (Divulgação/Prefeitura de Barreirinha)

 Um homem identificado como Antônio Jorge Ribeiro, conhecido como “Jorge Parazinho” atentou contra a vida do prefeito de Barreirinha (a 329 quilômetros de Manaus), Mecias Pereira Batista (PSD), 46, por volta das 16h desta terça-feira (15/05). Ele foi preso em flagrante e encaminhado à delegacia do município, mas foi liberado pelo delegado da localidade – o qual não teve o nome divulgado – em seguida.
Segundo informações da representante do município em Manaus e advogada do prefeito, Ana Lúcia Salazar de Souza, há cerca de cinco horas o acusado, que operava uma retroescavadeira em uma via do município, tentou atingir o veículo utilizado pelo prefeito, pertencente a Prefeitura de Barreirinha, e, sem sucesso, desceu do carro e tentou esfaquear o chefe do executivo municipal. Contudo, ele foi impedido por moradores da localidade e dois assessores que acompanhavam o prefeito, os quais também tiveram a identidade preservada.
Eles foram encaminhados ao Distrito de Polícia do município, onde prestaram depoimento. A advogada informou que solicitará ao Ministério Público do Estado (MPE-AM) que intervenha, pedindo a prisão preventiva do acusado à Justiça para garantir a integridade física de Mecias e “a paz e a ordem pública”.
De acordo com ela, em depoimento o acusado justificou que o prefeito estava devendo uma quantia em dinheiro a ele e que não havia pago. A petição será encaminhada amanhã ao MPE.
Mecias Pereira é indígena da etnia Sateré-Mawé. Ele é um dos dois únicos prefeitos indígenas do Amazonas. O outro é o prefeito de São Gabriel da Cachoeira, Pedro Garcia, da etnia Tariano.