Segundo a pesquisa, do total de 4,9 milhões de unidades locais, 3,8 milhões eram sobreviventes em relação a 2009 (77,9%), 1.078,8 mil foram entradas e as saídas totalizaram 792,0 mil
| Na última década, rendimento médio das mulheres brasileiras cresceu mais que o dos homens, mas o salário continua menor |
O
Amazonas é o terceiro estado brasileiro com a menor taxa de
sobrevivência de empresas – 68,2% -, perdendo apenas para Amapá (65,1%) e
Acre (62,2%). Se comparado à média nacional, de 77,9%, o Estado fica
atrás em 9,7 pontos percentuais. A informação foi divulgada pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta
segunda-feira (27/08), e faz parte da nova pesquisa sobre geração de
empregos assalariados no Brasil, a qual considera dados de 2009 e 2010.
Segundo
a pesquisa, do total de 4,9 milhões de unidades locais, 3,8 milhões
eram sobreviventes em relação a 2009 (77,9%), 1.078,8 mil foram entradas
(22,1%) e as saídas totalizaram 792,0 mil empresas (16,2%).
Sul
e Sudeste apresentaram as maiores taxas de sobreviventes (79,3% e
78,9%, respectivamente) acima da média nacional (77,9%). Mas as maiores
taxas de entrada e de saída foram observadas no Norte (28,5% e 19,6%) e
Nordeste (24,9% e 17,4%), assim como as menores taxas de sobrevivência,
71,5% e 75,1%, respectivamente.
Nessas
regiões as empresas nascem e morrem em ritmo elevado. No entanto,
apesar de ainda possuírem altas taxas de saída, as regiões Norte (-2,7
p.p) e Nordeste (-2,6 p.p.) foram as que apresentaram as maiores
reduções nessa taxa em relação a 2009.
Santa
Catarina (82,1%), São Paulo (79,3%) e Rio Grande do Sul (79,2%)
apresentaram as maiores taxas de sobrevivência. Por outro lado, Acre
(62,2%), Amapá (65,1%) e Amazonas (68,2%) apresentaram as menores taxas.
Em
relação à distribuição do pessoal ocupado assalariado gerado nas
unidades locais em 2010, as regiões Sudeste e Nordeste foram as que
apresentaram os maiores ganhos pela criação de novas empresas, 50,0% e
19,4%, respectivamente. Dentre as unidades da federação, os destaques
foram: São Paulo (29,6%), Minas Gerais (10,0%) e Rio de Janeiro (8,8%).
Os menores ganhos em pessoal assalariado foram observados em Roraima
(0,2%), Acre (0,3%), Amapá (0,3%) e Tocantins (0,5%).
Outros dados nacionais
De
acordo com os dados divulgados pelo IBGE, em 2010, a taxa de saída das
empresas recuou 1,4 ponto percentual em relação a 2009, passando de
17,7% para 16,3%. No ano, 736,4 mil empresas fecharam suas portas.
Por
outro lado, 999,1 mil empresas entraram no mercado, mantendo estável a
taxa de entrada (22,1%). Com isso, houve um crescimento de 6,1% (261,7
mil) no total de empresas ativas no Brasil.
Em
relação à sobrevivência das empresas, verificou-se que após o terceiro
ano de entrada no mercado (2007-2010), quase a metade (48,3%) não
sobreviveu.
O
total de ocupações assalariadas cresceu 9,1% (2,6 milhões) de 2009 para
2010, e as empresas que entraram foram responsáveis por um milhão de
novas vagas, sendo que 35,6% (364,7 mil) destas foram criadas no
Comércio.
Já
o número de empresas de alto crescimento aumentou 7,7% em 2010, e o de
empresas “gazelas”, 5,2%. Comércio foi a atividade com maior
participação dentre as empresas de alto crescimento: 26,6%. O pessoal
assalariado nessas empresas (4,99 milhões) representava 16,2% do total
de vínculos assalariados formais, participação inferior a de 2009
(16,6%).
No
entanto, considerando as 5,5 milhões de novas ocupações geradas por
todas as empresas entre 2007 e 2010, as de alto crescimento foram
responsáveis por 58,2% (3,2 milhões). A atividade que gerou mais postos
assalariados nesse período foi Indústrias de transformação, com 23,3%
(742,3 mil).
O
estudo da Demografia das Empresas permite analisar a dinâmica
empresarial através de indicadores de entrada, saída, reentrada e
sobrevivência das empresas no mercado, pessoal ocupado assalariado,
mobilidade por porte, estatísticas das empresas de alto crescimento e
gazelas, além de indicadores relativos às unidades locais das empresas e
atividades.
Fonte: IBGE
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