Empresas de Manaus investem em
ferramentas tecnológicas para modernizar atendimento e surpreender clientes
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(Foto: Arquivo/AC) Restaurante San Culinária Asiática foi o pioneiro em Manaus a apresentar o cardápio digital, substituindo o pape
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Em tempos
que a tecnologia domina o cenário, as empresas estão buscando melhorar seus
processos e sair da era do papel para estar mais ao lado do consumidor para
sair na frente, a fim de facilitar a vida do consumidor ou dos colaboradores. A
inovação tecnológica está em todos os setores da economia, mas o comércio e
serviços tem se destacado por estarem mais próximos das necessidades dos
usuários.
Alguns restaurantes de Manaus, tais como o San
Culinária Asiática (rua Amapá, Vieiralves) e o Sushi Kai (av. Mário Ipiranga
Monteiro, Adrianópolis) já estão adotando o auto-serviço, que funciona como uma
espécie de “cardápio digital” em que os clientes podem escolher e registrar
seus pedidos através de tablets instalados em cada mesa. O pedido chega direto
na cozinha. A conta também pode vir através de um único clique, facilitando
assim o atendimento e o trabalho do garçom.
Desde julho, a Golfinho Cooperativa de Táxi
trocou a comunicação via rádio pelo aplicativo que monitora a frota e a
localização dos taxistas cooperados. A ferramenta veio para agilizar o
atendimento ao cliente e o trabalho do próprio profissional.
Em Manaus, as companhias de táxi Tucuxi e
Manauara já atendem a chamados através do aplicativo de celular, mas só a
Golfinho monitora através da central.
Outro destaque é o serviço SAC 2.0, adotado há
um ano pela rede de drogarias Santo Remédio para melhorar a relação com seus
clientes. A ferramenta filtra todo tipo de feeback do consumidor através do
site e das mídias sociais, a fim de direcionar o atendimento para os setores
responsáveis. Seja uma queixa, uma sugestão, uma dúvida ou um elogio, tudo é
monitorado através do SAC 2.0, oferecido pela agência de inteligência digital
92dpi.
Este é um diferencial frente à concorrência
com o propósito de fidelizar o cliente e melhorar a gestão da empresa, explica
Wili Garcez, da Santo Remédio. “Muitas vezes o cliente quer se expressar e não
tem como, às vezes ele passa para a gerência e funcionário, mas acaba não
chegando na empresa. Este canal digital é como se estivesse falando com o dono.
Seja uma queixa ou um elogio, buscamos solucionar os problemas, tem questão de
dúvida sobre medicamento que encaminhamos para o nosso Call Center.” A rede
possui 52 lojas 1.600 funcionários em Manaus.
“O celular está em todo lugar e perto do alvo
da empresa. Isso mostra que a empresa está antenada com novas tecnologias e
embarca na inovação para sair na frente. Portanto, melhora sua
competitividade”, explica o pesquisador do Instituto de Desenvolvimento
Tecnológico (INdT), Fabrício Marinho.
Blog: Sérgio Cavalcante
Gestor do INdT
“A empresa se torna até mais próxima do bolso
do consumidor, literalmente. A empresas deve pegar a onda junto. Você não pode
ficar no ‘disco de vinil’. E muitas empresa não sabem que tem essa disponibilidade”.
As palavras de Sérgio Cavalcante, product owner do INDT traduzem a demanda por
modernizar as relações entre empresas, funcionários e clientes. O INDT já
desenvolveu soluções semelhantes como para o Easy Taxi Brasil (chamada de táxi
por aplicativo de celular) PagSeguro, do UOL (ferramenta para fazer pagamentos
on-line), continua aprimorando seus processos para oferecer para demais
empresas. Um deles é “cardápio digital”, direcionado a seus colaboradores, que
podem escolher e opinar sobre a refeição oferecida pela empresa de alimentação
contratada pelo INDT.
“ Inclusive estávamos fazendo a segunda versão
para parceiros. Usamos o design thinking para analisar a interação do usuário
com o aplicativo. A empresa precisa conhecer ponto de vista de todos seus clientes.
A gente desenvolve a ferramenta completa. O cardápio digital funciona da
seguinte maneira: a empresa cadastra os pratos do dia e o aplicativo mostra as
opções para o funcionário, que pode sugerir ou votar nos pratos que deseja
comer na semana, e a cozinha prepara as refeições por estas demandas. O
benefício está no custo, redução de desperdício, planejamento e olhar no que o
funcionário deseja”.
O ‘case’ foi desenvolvimento dentro do INDT e
teve bom feedback dos funcionários. Cavalcante explica que muitas soluções
partem da necessidade dos usuários, então os empresários ou gestores procuram
os desenvolvedores. Agilidade, tendência, economia de recursos e modernizar. O
desenvolvedor Fabrício Marinho ressalta que o INDT tem know-how para esses projetos.
“Temos essa veia e condição de fazer isso”.
Evolução
Em 2010, os dispositivos móveis representavam
apenas 26% do segmento brasileiro de Smart Connected Devices, composto por
desktops, notebooks, tablets e smartphones. Hoje, eles evoluíram para 81%, segundo
levantamento do Instituto de Pesquisa de Mercado.
Se adequando a novas tecnologias
Há pouco tempo, transmitir os pedidos de
corridas de táxi da central para os taxistas custava 20 minutos. Hoje o sistema
despacha as corridas em três segundos, conta o presidente da Cooperativa
Golfinho, Marcelo Neder que resolveu modernizar o serviço de táxi em Manaus
para não perder espaço para a concorrência.
No pacote foram desenvolvidos dois aplicativos
pela empresa Original Software - um para o cliente e outro para o taxista.
“Fomos a São Paulo e Rio de Janeiro visitar várias empresa e cooperativas de
táxi que já trabalhavam com isso”.
A central
controla a localização dos motoristas, a quantidade de táxi por pontos, a fila
de corridas, o histórico de corridas e o faturamento de cada um.
“A corrida fica memorizada. Sabemos onde eles
estão, quantos carros possuem nos pontos, tudo em tempo real. Funciona como um
controle financeiro para o próprio taxistas que sabem quantas corridas fizeram
e quanto ganharam por dia ou por mês”, detalha o presidente.
Se pediu o carro pelo aplicativo, o usuário
sabe previsão de chegada do táxi. “Isso facilitou muito. Acabou aquele negócio
de dizer ‘o taxi ta chegando’”.
Há 14 anos no mercado, a Golfinho tem uma
frota de 300 carros 300 anos e 32 pontos distribuídos por Manaus.
“Quem não se adequar às novas tecnologias e
mais facilidades pro cliente vai ficar para trás. Para nós foi uma alavancada
no mercado. Foi a primeira empresa que implantou isso. As empresas estão mais
procurando para dar mais eficiência para o cliente”.
A Manauara Rádio Táxi e a Tucuxi também
entraram na briga dos aplicativos.
CINTHIA GUIMARÃES